História Life Changing - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Chaz Somers, Drama, Gangster, Justin Bieber, Lauren, Romance, Ryan Butler
Visualizações 789
Palavras 2.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláá, gostaria de agradecer por todos os comentários no 1° capítulo.
Isso incentiva muito a continuar escrevendo e assim eu posso saber a opinião de vocês sobre a história.
Enfim, aqui está mais um capítulo.
BOA LEITURA !!!

Capítulo 2 - The travel


Fanfic / Fanfiction Life Changing - Capítulo 2 - The travel

"Tudo vem com um propósito e vai por uma razão"

 

Na cabeça de muitas garotas, pra vida ser perfeita ela deve ser popular no colégio e namorar um dos jogadores de futebol, vestir somente roupas de marca, ter o corpo “ideal”, amigas inseparáveis que seguem o seu mesmo padrão e, claro, não podemos esquecer:  ter tudo e todos aos seus pés. Como eu disse, isso é o que passa na cabeça de muitas adolescentes, mas a realidade é bem diferente. Somente poucas conseguem ser e ter tudo isso que eu falei. Prazer, sou a Lauren Miller e felizmente (ou infelizmente) eu era uma dessas mimadinhas! Isso mesmo: EU ERA, porque agora eu sou apenas mais uma garota nova em um novo colégio rígido e cheio de regras. Você ainda não deve estar entendendo, mas pode deixar que eu vou te contar toda a minha história. 

 Nasci e cresci em Sacramento – Califórnia, com meus pais Rose e Martin. Posso dizer que fui criada em berço de ouro, quando nasci minha mãe largou tudo pra cuidar de mim, ela dizia que não me queria nas mãos de pessoas que ela não confiava, ou seja, babás e foi assim por longos anos. Já meu pai sempre foi focado no trabalho, ele é um grande empresário. Os dois se conheceram durante a faculdade e logo se apaixonaram, depois casaram e TCHARAN!! Eu nasci. Minha infância foi normal, escolinha, turminha, amiguinhas, até que eu cresci e virei uma “bela” garota mimada, junto com minhas duas amigas inseparáveis Alison e Amber. Nós praticamente ditávamos as regras daquela escola e eu era a sortuda que namorava o capitão do time de futebol, James. E foi assim até o começo do meu último ano do ensino médio, quando a minha vida mudou completamente...

 ** FLASHBACK** 

 – MAS MÃE EU JÁ DISSE QUE NÃO QUERO IR !!! – Mais uma vez eu discutia o mesmo assunto com a minha mãe e eu já perdia o controle e gritava. 

 – Filha, eu e seu pai estamos fazendo isso para o seu próprio bem, entenda e aceite – ela tentava me explicar. 

 – Mãe, por favor... Não me manda pra aquele lugar, deve ser horrível, eu não quero ficar presa – Eu já estava chorando. 

 – Eu juro, minha filha, que o colégio interno não é esse lugar tão terrível que você está pensando, você vai pra lá, vai fazer novos amigos, vai estudar, vai estar segura e assim que tudo estiver ao normal você vai voltar pra casa – Ela falava com toda a calma do mundo. 

 – Tudo ao normal o que mãe? Você e o papai só têm brigado!! Agora você quer me mandar pra longe?! Você quer destruir a minha vida que está praticamente perfeita? Eu vou deixar meu namorado, minhas amigas e tudo isso porque o casamento de meus pais está em crise? ISSO NÃO É JUSTO, MÃE, NEM UM POUCO!! – Eu falava entre choro e irritação. 

 – É muito mais que isso filha, muito mais que uma crise de casal – Ela me abraçava enquanto eu tentava resistir. 

 – Me diz então, mãe, o que eu posso fazer pra te ajudar? O problema sou eu? Eu não sou uma boa filha? – Eu a olhava esperando respostas na tentativa de ela não me mandar para o outro colégio. 

 – Que bobagem Lauren, você é uma excelente filha, educada, atenciosa, aprendeu tudo que eu te ensinei direitinho. Claro que, quando você quer, sabe ser muito mandona, mimada, mal educada – ela ria fraco – se você realmente quer nos ajudar, vá pra esse colégio, fique um tempo lá, aproveite pra dar uma desintoxicada de James na sua vida – começamos a rir ainda mais, eu já estava mais calma e aceitando a ideia de me mudar pra Los Angeles, onde fica o tal colégio interno que meus pais querem me enfiar. 

 – Tudo bem, mãe. Eu vou, mas promete que tudo vai ficar bem? Que tudo vai melhorar e que assim que isso acontecer você me traz de volta? – Ela me olhava – Por favor!! –  Falei da forma mais educada, paciente e compreensiva possível e logo ela fez que “sim” com a cabeça. 

 – Agora já chega de choradeira – ela me soltava do abraço – você tem muita coisa pra arrumar, malas pra fazer, vai querer minha ajuda?

– Não precisa, pode deixar eu me viro, depois quero ver as meninas e o James, sabe pra me despedir antes de me mudar – disse já subindo as escadas, indo para o meu quarto. 

 – Tudo bem, só não volte tarde. Seu vôo é amanhã e você tem que estar descansada mocinha – ela apontava o dedo indicador pra mim tentando parecer séria, mas estava meio difícil já que ela segurava o riso. 

 Cheguei ao andar superior e fui pro meu quarto, em cima da cama abri uma das malas que levaria e comecei a colocar varias coisas dentro: roupas, sapatos, perfumes entre outras coisas. Decidi levar algumas fotos, pra ser uma forma de me lembrar das pessoas sempre que eu sentir saudade, poderia até usar como decoração do meu quarto, quem sabe essas fotos não podem deixar aquele lugar mais com cara de meu quarto, foi quando eu encontrei uma foto em especial: minha e do meu namorado... E agora? O que eu faço? Preciso tomar a importante decisão de se devo terminar meu relacionamento com James ou se devemos tentar continuá-lo à distância?  

Decidi ligar para James e o chamar pra fazer alguma coisa, já que esse seria o nosso último dia juntos, e também iria aproveitar pra colocar todas as cartas na mesa, eu não tenho idéia de como será a minha vida de agora em diante, só espero que ele me entenda e me respeite. Enquanto eu continuava arrumando as malas, ligava em seu celular. Perdi as contas de quantas vezes tentei e nada, só chamava e ele não atendia. Cansei das tentativas em vão e voltei para a arrumação, era mala pra cá, roupa pra lá, sapato de um lado, maquiagem do outro. Quando estava terminando decido ligar pra ele novamente, chamou, chamou até que ele atendeu.

~ LIGAÇÃO ON ~

– O QUE VOCÊ QUER? – Ele atendeu nervoso, o que deu nesse garoto? Eu hein.

– Como é, James ? – Disse me segurando pra não responder à altura.

– L- Lauren? – Ele hesitou, perguntou e eu não respondi – Ah me desculpa linda, eu só atendi e nem olhei no visor quem era, achei que fosse meu pai me enchendo com mais uma lição de moral, você sabe como ele é comigo – Ele se desculpava com uma voz estranha como se estivesse sem fôlego, procurando por ar e eu continuava calada, raciocinando – Lauren, ta me ouvindo? Laureen!!!

– Oi oi to aqui, to te ouvindo sim – Respondi saindo dos meus pensamentos – Pode falar James.

– Tá tudo bem Lauren? Você que me ligou, o que você precisa? – Ele dizia com pressa, como se quisesse desligar logo.

– Tá tudo bem sim, ta podendo falar? Onde você está?  – Deve ter uma explicação pra todo esse comportamento.

– To correndo um pouco, eu não fico sem exercícios – Ouvi risadas ao fundo da ligação, alguém estava com ele, o que é estranho porque ele sempre sai pra correr sozinho.

– Tem alguém aí com você? – Perguntei desconfiada.

– Não, são pessoas daqui da rua que passaram perto de mim – Hesitou de novo, isso não ta certo – Dá pra falar logo o que você quer linda, ta difícil de correr e falar com você ao mesmo tempo.

– Eu liguei pra marcar de a gente sair, dar uma volta, fazer alguma coisa, sabe...

– Claro, mas precisa que ser hoje? Não podemos sair amanhã?

– Amanhã não dá, é a minha viagem lembra? – Disse com a voz calma e triste.

– JÁ É AMANHÃ? – Ele perguntou assustado, homens sempre com uma cabeça de vento.

– É, por isso quero te ver seu tonto – Deu uma risada falhada e ele também – E então? Que horas e onde?

– Eu passo te pegar ai na sua casa daqui uma hora pode ser?

– Pode, eu fico te esperando então, beijo...

~ LIGAÇÃO OFF ~

Encerrei a ligação e fui tomar um banho pra relaxar e esperar meu namorado e, então, poder jogar toda a bomba nele. Como se eu quisesse fazer isso, como se fosse fácil ir pro outro lado do estado e deixar tudo pra trás. Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha e fui procurar uma roupa levinha, pois estamos na Califórnia baby e aqui faz um calor desgraçado, ainda mais na parte da tarde que por coincidência era essa hora do dia. Coloquei um vestido soltinho na altura do joelho, rasteirinha e uma maquiagem bem básica. Enquanto esperava o Senhor Estranho chegar, enviei mensagem pras meninas, Amber e Alisson, também queria poder abraçá-las antes de partir pra aquele presídio onde meus pais estavam prestes a me mandar. Estava tudo combinado, elas viriam até minha casa amanhã de manhã antes de eu ir para o aeroporto.

Ouvi o barulho de uma buzina de carro e logo surgiu um sorriso em meu rosto, ele chegou. Sai correndo pelas escadas até passar pela porta de casa, tranquei e fui em direção ao carro, lá estava ele me esperando, o olhei e sorri, logo ele retribuiu. Entrei no carro e o beijei, precisava disso urgentemente, ele retribuiu de imediato (não é nem um pouco bobo) era um beijo com pressa, desejo e desespero.

– Oii Lindo – Disse encerrando o beijo e sorrindo.

– Oii amor – Ele respondei e ganhei um selinho – Vamos pra uma sorveteria? Tá calor de mais hoje – Ele disse rindo, porque essa era a coisa mais óbvia do dia.

– Claro – Sorri pra ele – E então, tudo certo? – Eu tentava puxar assuntos comuns pra deixar o clima mais leve.

– Tudo sim, e aí já fez as malas? Tá com tudo pronto? Amanhã é o grande dia hein – Ele disse brincando, pois sabe que eu não quero deixar Sacramento.

Conversamos a tarde toda, tomamos sorvete, James era um palhaço como de costume, fazia de tudo pra tirar um sorriso meu, ele me passava tranqüilidade, eu realmente gostava de ter ele ao meu lado, pelo menos um pouco de paz. Estávamos sentados em um banco próximo à sorveteria, eu com a cabeça no ombro dele e suas mãos rodeando minha cintura, quando eu falei:

– James, é amanhã. Eu estou tão nervosa – Ele me olhou – Não sei como vai ser lá, não tenho família, amigos, casa, não tenho nada. Vou ficar naquele colégio, morando lá durante o ano todo. O que vai ser de nós? Ainda tem “nós”?

– Você quer que ainda tenha “nós”? – Ele me perguntava tranquilamente.

– Você não quer? – Devolvi a pergunta.

– Eu acho que vai ser difícil passar um ano inteiriiinho longe de você Lauren – Ele me olhava triste, era isso mesmo? Ele estava terminando comigo? Algumas lágrimas já queriam tomar conta dos meus olhos – Mas fica tranquila, tudo vai valer à pena, enquanto você estiver lá eu vou estar aqui... – Ele parou de falar por alguns segundos – Te esperando. – Foi difícil conter a alegria após ouvir essas palavras, eu esperava que ele fosse terminar comigo e NÃO! Ele iria ME ESPERAR!! Eu ainda não acreditava no que tinha acabado de ouvir.

Depois de mais conversas, beijos e carícias ele me levou de volta pra casa. Não nos despedimos, pois dizíamos que isso não era o fim. Quando estava entrando em casa ele me chamou:

– Lauren! – Ele andou até mim e me abraçou – Fique tranquila amanhã, nada de ruim vai te acontecer, seus pais não te mandariam para um lugar sem antes saber como é, sem conhecer as pessoas. Seu pai é um homem cheio de contatos ele deve conhecer alguém de lá, e lembre-se – Ele se afastou um pouco me olhando, colocou minha franja atrás de minha orelha – Você vai estar segura – E me beijou.

Suas mãos foram pra minha cintura com firmeza enquanto meus dedos se enroscavam em seus cabelos, nossas línguas se moviam de forma carinhosa, lentamente, demonstrando todo o cuidado e amor que tínhamos um pelo outro. Esse beijo era calmo, continha alegria e tristeza, estava feliz por estar ali com ele e triste por saber que depois desse momento estaríamos separados por um ano inteiro. O beijo terminou com selinhos e olhares profundos.

– Eu não quero, mas eu preciso entrar – Disse me referindo a casa – Preciso descansar pra encarar a viagem amanhã – Ele me deu mais um selinho e me abraçou afagando meus cabelos enquanto minhas lágrimas corriam.

– Não chora – Ele me olhava – Um ano passa rápido e quem sabe a gente se vê nas férias? O que acha? Podemos tentar, eu prometo. Se eu não conseguir, juro que vou te buscar quando o ano acabar. Agora anda, entra em casa, limpa esse rosto, e tenta dormir – Me selou novamente e em seguida me soltou para que eu pudesse entrar em casa.

– James, eu te amo – Disse já fechando a porta sem ter sua resposta.

O tão temido dia chegou. Era o dia da viagem, da mudança. Acordei cedo com minha mãe me chamando para me aprontar, levantei me espreguiçando, fui até o banheiro e fiz toda minha higiene matinal, sai do quarto já vestida com uma roupa super confortável. O que ela não tem de bonita, tem de conforto e era isso que eu precisava. Meu pai já tinha levado as malas para o carro enquanto eu me arrumava, e agora ele me esperava, junto de minha mãe, pra tomarmos café da manhã. Depois de um café da manhã não tão alegre, eles foram se arrumar para me levar ao aeroporto foi quando a campainha tocou...

Sai em disparada para a porta, eram Amber e Alisson com certeza. Quando abri quase cai no chão, as duas loucas pularam em cima de mim, me abraçando enquanto riamos juntas. Quando nos separamos fomos pra sala, deu pra gente conversar um pouco enquanto eu esperava meus pais. Conversamos sobre como manteríamos contato e tudo ficou combinado, eu estava levando meu celular, assim poderíamos nos comunicar contar as novidades, fofocar sempre que quiséssemos. Nós crescemos juntas e não seria a distância que nos separaria, ainda mais hoje em dia com tanta tecnologia disponível.

A conversa com elas estava ótima, mas ouvi passos descendo as escadas e voltei pra realidade. Chegou a hora de me despedir, o sorriso se desfez do rosto de nós três e em seu lugar lágrimas apareceram, definitivamente essa era a pior parte de me mudar para Los Angeles, mas não havia outra saída, se era isso que meus pais queriam só me resta aceitar. Me levantei do sofá e fui até as meninas, que também se levantaram, abracei uma de cada vez e falei pra elas o quanto nossa amizade era importante para mim, já estávamos chorando quando meu pai me chamava para me levar ao aeroporto. Saímos de casa, eu, Amber, Alisson e meus pais, dei um último tchau para elas e entrei no carro enxugando as lágrimas e respirando fundo.

“Calma Lauren, calma. Respira e solta” – Era tudo o que passava na minha mente nesse momento.

Chegamos ao aeroporto, fiz meu check-in e fiquei esperando, junto com meus pais, o meu vôo ser chamado. Enquanto isso minha mãe me dava mais informações sobre a cidade e sobre o internato, ela também me avisou que teria alguém me esperando no aeroporto de lá e que tudo daria certo. Algum tempo depois ouvimos “Atenção senhores passageiros, chamada para o vôo 754 com destino a Los Angeles, embarque imediato pelo portão J”. Foi nesse momento que minha mãe não conteve as lágrimas e me puxou para um último abraço, ela me segurava fortemente e sussurrava em meu ouvido “Eu não queria fazer isso meu amor, mas foi preciso...”. Eu ainda não entendia o porquê dessas palavras, mas a abracei de volta e me calei, recebi um beijo em meu rosto e ela me soltou. Foi a vez de abraçar meu pai, ele que quase não parava em casa por causa do trabalho iria me fazer muita falta de qualquer forma, recebi um beijo na testa e fui em direção ao portão do meu embarque.


Notas Finais


Obrigada pela leitura, espero que tenham gostado deste capítulo.
Deixe nos comentários sugestões, opiniões e avaliações!!!


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