História Life Gives Just Another Chance - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 7
Palavras 1.707
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, oi.
Estou muito empolgada em trazer pra vocês essa história que já tenho em mente faz tempos, espero que gostem. :)
Podem ouvir Problem da Ariana Grande, se quiserem.

Capítulo 1 - Problem


Fanfic / Fanfiction Life Gives Just Another Chance - Capítulo 1 - Problem

POV ANNE

 

- Anne?

- Olá senhor Jenkins. – me sentei.

- O que faz aqui menina? Não me diga que é a garota que foi detida depredando um carro. – ele ergueu a sobrancelha e tudo que vi naquele olhar era um pedido desesperado de que eu não fosse essa garota, mas infelizmente eu era ela.

- Sou eu. – respirei fundo.

- Tudo bem, podem me deixar com ela. – sr. Jenkins dispensou os policiais que estavam na sala e ficamos sozinhos. – Sabe que não posso acobertar você, não é?

- Eu sei, sei que errei. Já me arrependi e isso nem chegou nos meus pais ainda. – murmurei.

- Posso saber por que estava depredando um carro?

- Era do Richard.

- Ele não é seu namorado?

- Era até duas horas atrás quando eu o encontrei com outra no meu apartamento. – olhei para minhas mãos. – Eu estava com raiva...

- Entendo, mas ele registrou queixa e tinha testemunhas. Vai ter que chamar seu advogado. E ficar aqui até ele chegar.

- Vou ter que ficar numa cela?

- Não, vou pedir para te deixarem ali no corredor, alguém vai ficar ali com você, não vou te botar numa cela, por mais que eu devesse, é o máximo que posso fazer por você.

- Obrigada. Eu... bom, vou ligar para meu irmão.

- Faça isso.

Fui escoltada para fora e uma policial ficou comigo no corredor, me permitiram usar meu celular para ligar para meu advogado. Eu estava muito ferrada. Preferi ligar para meu irmão que é advogado, até porque eu nem sei o telefone do advogado da minha família, nunca havia precisado de um até hoje. Maldita hora que eu resolvi quebrar aquele carro. Meus pais iam me matar é obvio, uma Lewis sendo presa, se alguém descobrisse era capaz de dizerem que eu não sou filha deles.

- Anne?

- Oi Paul, escuta eu preciso de ajuda.

- O que houve?

- Estou na delegacia que o senhor Jenkins trabalha, eu.. eu...

- Anne, o que você está fazendo numa delegacia? Está tudo bem?

- Eu estou bem, eu... fui detida. Por favor, só me encontre aqui, explico quando chegar.

- Ótimo. – ele bufou. – Chego em vinte minutos.

 

Enquanto eu esperava meu irmão, chegou um cara que também foi levado direto para a sala do senhor Jenkins, eu não sabia se todos que são presos vão para a sala do delegado, mas bem, o cara estava bem vestido, não tinha cara de quem comete crimes, se é que existe um perfil para isso. Logo ele saiu da sala e o colocaram sentado perto de mim, eu estava analisando ele quando seus olhos encontraram os meus e ele sorriu. Ele era lindo, tinha um sorriso maravilhoso, sorri de volta sem perceber que estava realmente fazendo isso.

- Não me diga que uma garota bonita como você está detida. – ele me olhou divertido.

- Bom, parece que estamos no mesmo barco. – falei. – Você está muito bem vestido para quem acabou de cometer um crime.

- Pego num racha. – ele deu de ombros. – E você?

- Depredei o carro do meu ex. – sorri sem nem saber porque eu estava o fazendo.

- E por que fez isso? – ele me olhou com uma expressão que dizia algo como “essa maluca atacou um carro”.

- Peguei ele com outra.

- Oh, bem ele mereceu. – ele riu e olhou para as mãos. – Sou Christopher.

- Anne. – estendi a mão para cumprimenta-lo.

Ele se aproximou e sentou na cadeira ao meu lado, a policial que estava me acompanhando não parecia estar muito preocupada conosco, ela estava conversando com o cara do balcão.

- E então qual era o carro?

- Porsche.

- Cara, você destruiu um Porsche? Bateu no carro com o que? – ele parecia apavorado.

- Eu... ah... um taco de beisebol. Mas não o destruí, só... bem não há mais vidros e... talvez o capô esteja um pouco amassado... – ri.

- Você é um monstro garota. – ele riu. – Sério. Bom, mas ninguém mandou ele ter outra, como um cara que namora com uma garota linda como você arranja outra?

- Pergunte a ele. – dei de ombros. Eu sabia que estava com as bochechas vermelhas.

- Garota, seu advogado chegou. – a policial me olhou. – Pode entrar na sala do delegado.

- Bom, é minha deixa. Foi um prazer. – sorri.

- Foi mesmo, boa sorte. – ele sorriu.

O que é que eu estava fazendo? Flertando enquanto estava detida numa delegacia. Esse dia realmente estava sendo um pesadelo. Respirei fundo antes de entrar na sala do delegado, eu sabia o tamanho do problema que eu havia arranjado. Entrei esperando ver apenas meu irmão, mas meus pais estavam ali também, eu estava muito ferrada. Eles me olharam com uma cara de quem desejava ter me deixado na maternidade.

- Será que pode nos dizer o que houve? – meu pai disse bravo.

- Eu ataquei o carro de Richard com um taco de beisebol e ele deu queixa na polícia. – falei. – Liguei para o Paul porque eu não sabia o número do advogado de vocês.

- Você fez certo em me ligar. – Paul me olhou. – Eu já conversei com Richard e ele retirou a queixa.

- Retirou? – ergui a sobrancelha.

- Sim, Andrew vai mandar o carro dele para o conserto.

Andrew era meu outro irmão, ele tinha uma loja de carros, uma das maiores da cidade, é claro que seria moleza para ele mandar o carro para conserto.

- Sinto muito que ela tenha precisado de um advogado, mas eu não podia fazer muito por ela. – senhor Jenkins disse aos meus pais.

- Você fez o que era certo, ela errou e tem que pagar como qualquer pessoa. – minha mãe disse. – Bom, se já resolvemos tudo, já estamos de saída. Obrigada mais uma vez, Jenkins.

- Não foi nada, vocês são meus amigos, estarei sempre aqui quando precisarem. E você. – ele me olhou. – Pense melhor antes de sair descontando a raiva assim garota.

- Sim senhor. – falei.

Nós saímos da delegacia e o motorista dos meus pais estava esperando por eles.

- Paul, pode me dar uma carona? – pedi ao meu irmão.

- Você vai conosco. – minha mãe me olhou. – Já para o carro.

Meus pais me fizeram ir para casa deles, eu os ouvi por mais de hora me repreendendo e dizendo o quanto me avisaram sobre namorar Richard e que eu nunca os ouço. Falaram também do quanto eu os envergonhei e tudo mais.

Eu odiava ser uma Lewis. Meus pais eram donos de uma rede de hospitais, nós moramos em Seattle onde eles trabalham no hospital que foi o primeiro que eles construíram. Meu pai é médico, mas hoje trabalha só com a administração do hospital junto com minha mãe, toda a comunidade médica os conhece, todo mundo em Seattle os venera. Nenhum dos meus irmãos seguiu carreira de médico, e eu também não seguiria, eu estava na metade do curso de arquitetura. Paul era o único que realmente não tinha nada contra ser um Lewis já que ele usou a influência dos nossos pais para praticamente tudo na carreira dele, já Andrew e eu nunca suportamos isso tudo, nós temos apenas dois anos de diferença e vivemos os piores anos, quando o hospital chegou no seu auge e criaram a rede de hospitais Lewis no país todo. Durante minha infância e de Andrew nós quase não víamos nossos pais em casa e quando estávamos com eles na maioria das vezes eram em eventos que eles precisavam comparecer com seus patrocinadores e gente do governo e tudo mais. É claro que não posso reclamar da vida de luxo que eu sempre tive, embora eu não seja realmente apegada a isso, mas eu sempre me senti distante dos meus pais, sempre arranjava problemas, só assim eles pareciam lembrar que tinham uma filha. Quando entrei para a faculdade ganhei um apartamento e imediatamente me mudei.

 

POV CHRIS

- Essa é a última vez que eu limpo a sua cara Christopher! – meu pai gritou no escritório.

- Você fez isso porque quis. Eu só liguei para o advogado.

- Você não vê que não pode ficar fazendo besteiras? Eu tenho um nome a zelar garoto, imagina que ótimo seria para mídia “filho do secretário da saúde é preso por correr em racha.” Maravilhoso. – ele bebeu um gole de sua bebida. – E que belo médico você vai ser com ficha na polícia!

- Começa que eu só estou cursando medicina porque você me obrigou, porque você, pai, quer me usar como sempre fez. Eu não estou nem aí se você é o secretário da saúde ou o presidente dos Estados Unidos, você não percebe o quanto a sua vida interfere na minha vida. Eu não tenho nada, absolutamente nada a ver com suas escolhas, mas estou aqui pagando por elas. Logo você estará fazendo isso com as garotas, não vê o quanto estragou a minha vida e o quanto vai estragar a vida delas? – me atirei no sofá. – Essa maldita faculdade é a última das suas vontades que eu vou fazer, está entendendo?

- Já chega vocês dois. – minha mãe entrou no escritório. – Escolha ou não, eu não criei um filho para ficar correndo ilegalmente. Se queria correr que virasse piloto.

- Mamãe vocês estão brigando? – Claire, uma das minhas irmãs entrou no escritório, ela já estava de pijama e com cara de quem acabara de acordar.

- Não meu amor. – minha mãe a pegou no colo. – Não devia estar na cama?

- Eu estava esperando o Chris. – ela me olhou.

- Vem, vou colocar você na cama. – falei pegando ela no colo.

Subi para o quarto dela e a coloquei na cama, Rebecca, minha outra irmã, estava dormindo na cama dela, as duas ainda dormiam no mesmo quarto. Esperei até que Claire dormisse e então segui para o meu quarto. Eu só queria tomar um banho e me deitar. Dei uma olhada nas mensagens no meu celular, a maioria era da minha namorada querendo saber onde eu estava e o que aconteceu, eu lidaria com ela amanhã. Minha cabeça ainda estava na garota que eu conheci na delegacia, nunca me interessei tão rápido por alguém, isso me incomodava um pouco, mas é a mais pura verdade. 


Notas Finais


me contem o que acharam :)
meu twitter é @buydordie se quiserem falar comigo, ou mandem mensagens aqui pelo site também, se comuniquem comigo haha


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