História Life hates me - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Moonbin, Personagens Originais
Tags Astro, Bts, Haru, Harubin, Harumin, Jimin, Moonbin, Romance
Exibições 206
Palavras 1.971
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


annyeong, leitoras!! ~ ♡
como estão? eu estou otima!! exceto por esse calor insuportável que está fazendo na minha cidade... TuT
mas, sem mais delongas, vamos ao cap!! ♡
o titulo é uma referencia a um livro maravilhoso que algumas de voces já devem conhecer ♡
muito obrigada de coração por todos os favoritos e pelos comentários!! sério, voces não fazem ideia de como isso me faz feliz ♡
boa leitura e até as notas finais!! ♡

Capítulo 6 - Ainda não me cativaste


Fanfic / Fanfiction Life hates me - Capítulo 6 - Ainda não me cativaste

- Eu não disse que era pra você me esperar na saída? – perguntou Jimin, esbaforido. Parecia irritado. Eu simplesmente continuei a andar, sem virar o rosto para encará-lo.

- Ah, me desculpe, Park Jimin. – falei, debochada. – Esqueci que agora minha vida gira em torno de você. – eu disse, abrindo um sorriso cínico. Ele riu soprado.

- Por que não me chama de Chimchim? – ele perguntou, sorrindo de canto. – Eu gostei. – confessou, parecendo sincero. A forma como Jimin falou soou tímida, e até seria fofo se não fosse... Ele.

- Porque não quero. – retruquei, com a expressão fechada. – Você não merece ser chamado assim. – falei, sem olhar para o garoto. – Chimchim é um apelido carinhoso. Garotos do seu tipo não merecem apelidos carinhosos. – expliquei, enquanto caminhávamos.

- Puxa, eu estou magoado. – ele falou, fingindo enxugar uma lágrima. Revirei os olhos. – Admita que a do ovo foi exagero, quatro-olhos. – disse, tombando a cabeça de lado.

- Não. – falei, abrindo um sorriso maquiavélico. – Eu falei que ia pegar pesado. – completei, cerrando os lábios em seguida, como alguém que diz: “Fazer o quê?”.

 - Jungkook teve que me emprestar um de seus pares de tênis. Você é má. – falou, dando risada. Eu não acompanhei seu riso, permanecendo séria. A forma como ele ria de tudo era irritante. – Eu sinto que não nos conhecemos muito bem. – começou, suspirando alto. – O que você gosta de fazer, quatro-olhos? – perguntou, virando o rosto em minha direção e me fitando com curiosidade.

Eu estranhei aquela pergunta. Park Jimin realmente estava interessado em saber com o que eu gastava meu tempo livre? Eu o fitei com estranheza, mas ele não deu nenhum sinal de que estava sendo irônico. Apenas continuava a me encarar com expectativa.

- É sério? – perguntei, fitando o garoto com descaso.

- É, ué. – ele disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Não dizem que temos que conhecer nossos inimigos? – indagou, abrindo um sorriso. – Pode começar a falar. O que você gosta de fazer? – repetiu, parecendo realmente interessado. Eu franzi as sobrancelhas, desviando meu olhar do seu.

- Tá bom. – falei, indiferente. – Eu gosto... – comecei, pensativa. – De passar meu tempo com Bin. – completei, dando de ombros.

- Você caracteriza “passar um tempo com seu namorado” como algo que você gosta de fazer? – ele perguntou, erguendo as sobrancelhas. – Não sei como você ainda é virgem. – falou, dando uma risada abafada. Minhas bochechas coraram com a menção da palavra.

- Seu idiota – murmurei, sentindo meu rosto queimar. – N-não é nada disso. – gaguejei, sem jeito. – Ele é meu melhor amigo. Não somos namorados. – continuei, totalmente constrangida.

- Ah, agora tudo faz sentido. – ele disse, como se finalmente tivesse sido elucidado. Bufei, irritada. – Você não namora com ele. É por isso que ainda não... – começou, mas não deixei que terminasse.

- É, é por isso mesmo. – interrompi, com o rosto totalmente vermelho. – Pode parar de jogar isso na minha cara? – perguntei, enfurecida. – Obrigada. – agradeci.

- Calma, quatro-olhos – Jimin falou, erguendo as mãos. – Você já percebeu que tem aqui, bem na sua frente, o professor da sedução? – perguntou, passando a mão pelos cabelos. A maneira como o garoto se autonomeou me causou náuseas.

- Não estou interessada. – respondi, com frieza na voz.

- Ah, mas você vai ficar. – ele retrucou, com um sorriso de canto. Eu apenas o ignorei, dizendo pra mim mesma que não valia a pena perder tempo discutindo com aquele traste. – O que mais você gosta de fazer, quatro-olhos, além de passar o tempo com seu namorado-não-namorado? – perguntou, provocativo. Revirei os olhos.

- Ler. – respondi, dando de ombros. – Meu livro preferido é “O Pequeno Príncipe”. – continuei, mantendo o olhar fixo na calçada à minha frente. Já estávamos quase chegando em casa.

“Graças a Deus”, pensei comigo mesma.

- O Pequeno Príncipe? – repetiu, buscando confirmar se era aquilo mesmo que havia entendido. Assenti. – Não conheço. – Jimin falou, dando de ombros.

- Devia dar uma olhada. – sugeri, dando uma piscadela. – Quem sabe você não aprende alguma coisa? – indaguei, subindo as escadas que levavam até a porta. – Tchau, Jimin. – eu me despedi, de costas para o garoto.

- Não vai me convidar para entrar, dessa vez? – perguntou, com uma centelha de esperança na voz.

- Não. – respondi, do alto das escadas, virando-me na direção do garoto em seguida. – Não me cativaste ainda. – completei, recitando uma das passagens do meu livro preferido.

- O que quer dizer cativar? – Jimin perguntou, arqueando uma sobrancelha. Sorri em resposta.

- É uma coisa muito esquecida hoje em dia. Significa criar laços. – expliquei, vendo a expressão no rosto do garoto se clarear. – Tchau, Jimin. – falei por fim, sem conseguir tirar o sorriso do rosto.

A caminhada não havia sido tão desagradável, afinal.

***

- Haru, essa é a pior ideia que você já teve na vida. – Moonbin falou, com os olhos arregalados, enquanto eu misturava o líquido no balde. – E eu achando que a ideia do ovo tinha sido ruim. – ele continuou, como se lamentasse. Dei um peteleco em sua testa.

- Cala a boca, Bin-ah – falei, com uma expressão irritada no rosto, enquanto Bin massageava a região em que eu lhe havia acertado. Senti uma pontada de pena do garoto. Deve ter doído.

Quinta-feira. Terraço da escola. Nove e meia da manhã. Estávamos matando aula pra poder realizar o plano, mas quem se importa? No momento, acabar com Jimin era mais importante do que ter dois períodos de Matemática com o senhor Jung.

- Só fazem dois dias desde o episódio do ovo. – Bin falou, fazendo uma careta. – Não acha que está sendo muito dura com ele? – perguntou, arqueando uma sobrancelha. Nesse momento, senti todo meu sangue subir até minha cabeça. Era impressão minha ou Moonbin estava... Defendendo o Jimin?

- Você está defendendo ele? – perguntei, semicerrando os olhos. – Você trocou de lado, Bin? Estou desapontada. – falei, negando com a cabeça.

- Não é isso, é só que... – o garoto começou, passando a mão pelos cabelos. Eu o fitei com expectativa, mas ele parecia ter dificuldade para achar as palavras certas. – Aish, esquece. – falou depois de algum tempo, balançando a cabeça.

- Eu, hein – falei, estranhando a atitude do garoto. – Acho que você está se apaixonando por ele. – completei, provocativa.

- Nem se eu fosse viado ia me apaixonar por aquele cara – ele disse, fazendo com que nós dois ríssemos.

Bin, na verdade, estava se mostrando bastante inútil. Eu estava tendo todo o trabalho duro de misturar a aveia, o leite, o corante e a água no balde, enquanto o garoto estava tomando sol, como se não tivesse nenhuma outra preocupação no mundo além do bronzeado da sua pele. Moonbin é um folgado, sim ou claro?

Bufei ao vê-lo daquela forma. Eu certamente me certificaria de que seria ele quem iria colocar o balde com a mistura em cima da porta do banheiro masculino.

- Terminei. – falei, depois de me assegurar que estava tudo muito bem misturado. – Como parece? – perguntei, mostrando-lhe o conteúdo do balde.

- Parece... Nojento. – ele falou, fazendo uma careta. Eu abri um sorriso. – Parece algo que eu comi hoje de manhã e depois vomitei. – Moonbin falou, direcionando seu olhar para mim. Eu acabei rindo com o comentário do garoto.

- Ótimo. – falei, satisfeita com sua resposta. – Porque essa é a intenção. – eu disse, levantando-me do chão e limpando minhas mãos o máximo que pude em uma toalha que eu havia trazido. – Vamos, Bin – chamei, puxando comigo o balde com vômito falso na direção da porta do terraço, a qual levava para o interior do colégio.

- Vamos – Bin-ah falou em resposta, logo atrás de mim.

***

Fora o trabalho desgraçado que havíamos tido para transportar aquele carregamento de vômito pela escola sem que ninguém percebesse, ainda tínhamos que dar um jeito de colocar o balde no topo da porta do banheiro no momento exato em que Jimin entrasse lá dentro. Isso quer dizer que, para podermos executar o plano, eu e Bin havíamos montado tocaia atrás do vaso de plantas mais próximo do banheiro masculino. E estávamos, no momento, aguardando ansiosamente a chegada do garoto.

O único problema era que ele não vinha nunca.

- Mas que droga – Moonbin grunhiu, depois de termos passado mais de uma hora escondidos naquele lugar. – Esse garoto tem a bexiga presa? – murmurou, franzindo as sobrancelhas.

Foi só ele falar isso que pude perceber, através das folhagens, uma cabeleira laranja se aproximar. Dei um beliscão no braço do garoto, chamando sua atenção.

- Ele está vindo! – sussurrei, sentindo a adrenalina correr pelas minhas veias. – Sabe o que tem que fazer, Bin? – perguntei, fitando o garoto com expectativa. Ele revirou os olhos.

- Sei. – ele assentiu, meio entediado. – Depois que o Jimin entrar, vou subir na pia, deixar o balde em cima da porta e entrar em uma das cabines, fazendo o mínimo de barulho possível. – repassou o plano, fazendo gestos com as mãos. – Vou ficar lá dentro até Jimin sair, para evitar risco de morte. – falou por fim, como uma criança que segue instruções de sua mãe.

- Isso aí. – eu assenti, orgulhosa. – Agora vai lá. Fighting! – exclamei, assim que Jimin passou pela porta do banheiro. Bin pegou o balde pela alça e se levantou, adentrando o aposento logo em seguida. O modo como ele se movia para não fazer barulho era engraçado.

Depois que Bin passou pela porta, encostando-a com cautela, eu fiquei impedida de ver o que acontecia. A única coisa que me restava fazer era rezar para que Jimin fosse o atingido pelo balde de vômito, e não Moonbin.

Permaneci ali, imóvel, aguardando por um barulho, um sinal, ou qualquer coisa que denunciasse que o plano havia dado certo. A minha espera, que não deve ter passado de dois minutos, pareceu durar horas. Quando eu já estava sentindo o coração saltar pela boca, notei a porta movimentar-se sutilmente para frente, e, praticamente no mesmo instante, ouvi o estrondo do balde caindo.

Arregalei os olhos. O coração, que até então batia acelerado, pareceu parar. Agora era a hora da verdade.

Um silêncio ensurdecedor se formou no ambiente, felizmente quebrado alguns segundos depois. Eu não sabia mais quanto tempo iria aguentar aquilo.

- Filha da mãe. – ouvi Jimin rosnar por detrás da porta, fazendo com que um sorriso vitorioso se formasse nos meus lábios. – Eu vou matar aquela garota. – falou em tom de ameaça, saindo do banheiro logo em seguida.

Lembra quando eu havia dito que eu tive que usar todas as minhas forças para não rir de Jimin depois de termos feito aquilo com o ovo? Então. Era mentira.

Eu não sabia o significado de “usar todas as forças” para não rir, até ver a figura do garoto de cabelos alaranjados coberto por aquela gosma nojenta feita de aveia e corante. Era hilário.

Ele passou pelo corredor rapidamente, a passos largos, sem dar brecha para que eu lhe observasse muito. Mas foi o suficiente para que aquela imagem ficasse gravada em minha memória para sempre.

Assim que o garoto sumiu de vista, me senti segura para explodir em gargalhadas. Eu já estava quase lacrimejando de tanto rir quando Bin finalmente saiu do banheiro, meio hesitante.

- E então? Deu certo? – ele perguntou, com um sorriso no rosto. Eu apenas assenti, incapaz de cessar os risos. – Puxa, eu queria muito ter visto isso. – Bin lamentou, negando com a cabeça. – O banheiro ficou uma meleca. Vamos ter problemas se descobrirem que fomos nós. – falou, cerrando os dentes.

- Vamos sair daqui – falei, enxugando uma lágrima que escorria pela minha bochecha. – Eu estou louca pra ter aula de Matemática. – eu disse, irônica, agarrando a manga do garoto. Na verdade, a única coisa que me interessava no momento era a cara que Jimin faria quando nos visse.

Bin abriu um sorriso travesso, concordando com a cabeça, e abandonamos o local logo em seguida.

Números, vômito falso e um Jimin irritado. Que combinação perfeita para um dia lindo!


Notas Finais


eu to rindo até agora dessa ideia absurda que eu tive kkkkkkkkkkkkkkkkkk coitado do jimin!!! TuT
mas eu estou feliz pq eu acho (acho) que consegui encaixar na fic ♡
gente, o que voces acharam do cap?? comente se voce gostou, se voce odiou, comente até uma receita de bolo se voce não tiver nada pra comentar, só pro cap não passar batido!! é muito importante pra mim saber o que voces leitoras estão achando da fic ♡
enfim, muito obrigada por todo o apoio!! não se esqueça de comentar, hein? ♡
kissussssss e ate o proximo cap ~ ♡


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