História Life is Just a Game - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bgs, Bishounen, Brasil, Comedia, Drama, Game, Jogo, Original, Shounen Ai, Show, Tragedia, Yaoi
Exibições 25
Palavras 1.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Perdão pela procrastinação 😂
Aproveitem :)
Música: Wicked Game -Chris Isaak

Capítulo 2 - Wicked Game


Fanfic / Fanfiction Life is Just a Game - Capítulo 2 - Wicked Game

"The world was on fire and no one could save me but you 

It's strange what desire make foolish people do 

I never dreamed that I'd meet somebody like you 

And I never dreamed that I'd lose somebody like you" 

O local estava cheio. Chegava a assemelhar-se à um formigueiro.

As pessoas esbarravam-se, esquecendo completamente de pedir desculpas, por conta do clima de felicidade que dominava o recinto.

Alexis estava realmente perdido. Chegou a pedir orientação de alguns seguranças, mas estes não foram de grande ajuda -e seu terrível senso de direção não era de grande auxílio- Sentou-se em um banco de madeira, decidindo observar o fluxo de transeuntes que iam e vinham. Botou a mão em seu bolso, à procura de seu celular. Ao encontrá-lo, desbloqueou o aparelho e olhou ansioso para o relógio. Faltavam cinco para às duas. Ainda tinha tempo para ir atrás de informações. Levantou-se descuidadamente e acabou por esbarrar-se com alguém, fazendo-o recuar um pouco. 

-Por favor, me desculpe -quase gaguejou ao se desculpar. 

O sujeito nada respondeu, mas Alexis sentia que o fitava. Levantou seus olhos, afim de tentar focar sua visão. Tudo estava embaçado naquele momento, mas sabia que a pessoa em quem colidiu era alta e com porte atlético. 

Com sua visão já acentuada, procurou pedir desculpas novamente ao estranho, entretanto, este já não se encontrava mais no local. O jovem soltou um suspiro longo. Seu estômago também, em forma de ronco, não comera nada desde que saíra de casa, tamanha impaciência. Mas não se importava, depois que ganhasse no BGS, poderia comprar algo para a alimentar.

Andou um pouco, pediu informações aqui e ali, até que, finalmente, encontrou o caminho.

Sua visão tornou a ofuscar-se, obrigando-o a se apoiar em algo. Alguns indivíduos chegaram perto dele, perguntando se estava bem. A todo instante, balançava a cabeça em afirmação. Saiu de perto, cambaleando, foi até um quiosque, onde comprou batatas fritas e um suco de laranja em caixa. Comeu tudo rapidamente, voltando, em seguida, para comprar água.

O lugar estava tão lotado quanto o resto. Havia pessoas de todas as idades e jeitos, partilhando experiências, vitórias e derrotas. Mas, o palco, era sua meta. Apenas os melhores iam lá. Encontrou um computador vazio, onde um garoto saía com os olhos em lágrimas. Acomodou-se na cadeira giratória de couro preto, pôs os headphones, e começou jogando Overwatch.

Seus adversários eram espertos e rápidos. Dispunham de prática, utilizando vários artifícios. Mas havia um, que em menos de 10 minutos, aniquilou mais de 20 jogadores. Alexis, de vez em quando, esgueirava o olhar, querendo saber quem estava saindo. Saía garotos, jovens, homens, e até algumas moças que tentavam a sorte. Uma delas, inclusive, observava-o jogar, de quando em quando, soltava alguns elogios, do tipo: "tá indo bem"; "tá quase lá"; "caramba, cê é fera, viu?". Ele não se importava, desde que não atrapalhasse.

Seu objetivo era saber onde estava o sujeito que estava abatendo tantos jogadores. Chegou a deduzir que hackeou o PC, de alguma forma. Mas, ignorou cada uma de suas hipóteses, queria encontrá-lo e fazê-lo perder. Levou um susto ao encontrar alguém, usando o avatar Reaper -segundo o jogo,  um mercenário volátil e impiedoso- O personagem esteve parado durante alguns segundos. Quando Alexis ia se movimentar, o apresentador do evento chamou os seis restantes. O jovem estremeceu, ao perceber que era um dos seis. Ergueu-se da cadeira, quando virou-se, havia uma pequena plateia, que ansiosamente o havia assistido. Ficou petrificado ao compreender que o público lhe desejava sorte, soltando assobios e palmas. Nunca, em nenhum momento recebeu este tipo de carinho. Esteve só por bastante tempo.

Ao subir as escadas, viu que seu rosto estava aparecendo no telão do evento. Seus cabelo escuros com mechas aloiradas estavam meio bagunçados, por causa da corrida, seus olhos azul-escuro tinham aspecto cansado, seu rosto branco e macio continha um pequeno hematoma localizado na bochecha, causado pelo soco inconsciente que recebeu de sua irmã logo de manhã. 

Era um pouco baixo se comparado aos outros participantes, quase chegando à altura de seus ombros.

Alguns deles eram mais cheios, outros mais magros, e apenas dois tinham o chamado físico perfeito. E foi um deles que lhe chamou a atenção: Era alto, mas não ultrapassando o maior deles. Usava uma camisa preta do AC/DC, tênis preto, jeans surrados e um casaco quadriculado vermelho. Seus cabelos castanho-escuros chegavam até metade de seu pescoço, às vezes passava a mão, colocando-os para trás, mas algumas mechas rebeldes insistiam em voltar. Seus olhos tinham uma coloração castanha. Tirou os óculos de armação metálica, para colocar os fones de ouvido. Sem dúvida, sem eles, ficava ainda mais bonito.

Alexis balançou a cabeça, tentando esquecer que estava achando um cara bonito. Um cara. Ergueu a face e seguiu adiante, onde uma outra cadeira o esperava.

Estava complicado. Até aquele instante, apenas três saíram, deixando Alexis, um homem roliço e o jovem do AC/DC. E, aparentemente, nenhum deles iria desitir facilmente. Passou-se alguns minutos e o homem roliço saiu enraivecido, sobrando apenas Alexis e o estranho. Era difícil. Por mais que o jovem procurasse pelo avatar do castanho, mais impaciente ele ficava. Por que ele se escondia? Por que não ia atrás dele? Será que Alexis não valia o tempo do sujeito?

-Mas que merda...-sussurrou. De vez em quando esperava alguma reação do castanho, mas este estava na mais completa paz.

Passou-se mais alguns minutos. Alexis cansou-se. Decidiu ficar parado, ver se o avatar aparecia. E apareceu. Era realmente o personagem Reaper.

Ficaram um curto espaço de tempo parados, era estranho o homem não dar logo seu ataque. Num momento de euforia, sem nem hesitar, Alexis usou seu trunfo de seu personagem McCree -um caçador de recompensas- utilizou o Clarão, que consistia numa granada ofuscante, e começou a movimentar-se. Foi para trás de Reaper e deu seu Tiro Certeiro, que toma alguns segundos para mirar, e atirar em quem está em seu campo de visão.

Mas em um piscar de olhos, Reaper desviou-se, jogando também seu trunfo: os Passos das Sombras, que fazia o jogador escolher aonde ele queria reaparecer, e o Desabrochar da Morte, consistindo em esvaziar suas duas espingardas em uma velocidade insana.

Isso foi o que matou o personagem de Alexis.

Isso foi o que matou o sonho da vida de Alexis.

Houve grandes aplausos, parabenizando os dois jogadores, o vencedor e o que resistiu até o final.

Os dois levantaram-se, o castanho estava indiferente, tirou apenas um de seus fones, enquanto o jovem olhava para baixo cabisbaixo. O apresentador os pôs lado a lado, para darem as mãos, parabenizando um ao outro. Ficaram frente a frente. Alexis estava com o orgulho ferido, mas não podia deixar-se abalar. Levantou a cabeça e ergueu a mão.

-Bom jogo...-disse fitando-o.

O homem olhou por alguns segundos e apertaram as mãos, entretanto, o castanho puxou o jovem pelo braço, ficando a uma distância mínima, o suficiente para poder sussurrar em seu ouvido:

-Creio que não foi dessa vez, Chibi-chan. Para conseguir algo em lugares como esse, um espaço no mundo, tem que ter mais experiência e mais ferro. Você é apenas mais uma criança que acha que cresceu. -Deu uma pausa- Cresça e apareça...Chibi-chan.

Com apenas um movimento, Alexis deu-lhe um tapa, produzindo um barulho alto. As palmas cessaram, e no lugar, veio o silêncio constrangedor. O homem tocou a bochecha um tanto surpreso, em seguida, um sorriso surgiu no canto de seus lábios, enquanto o jovem o fitava com os olhos cheios de lágrimas.

-...Você devia apenas morrer...-disse em meio a soluços-...Você não sabe de nada, nem me conhece...-levantou a cabeça. Seus olhos ardiam de raiva.- Você me dá nojo. -Deu as costas e desceu as escadas. Enquanto passava, as pessoas abriam passagem, de vez em quando, soltavam burburinhos sobre o ocorrido. Foi até a saída. Deu uma olhada para trás. Levantou os ombros ergueu a cabeça  e saiu do evento.

Seu peito começou a doer.



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