História Life is Strange - Alternative World - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Life Is Strange
Personagens Alyssa Anderson, Brooke Scott, Chloe Price, Frank Bowers, Kate Marsh, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, Rachel Amber, Victoria Chase, Warren Graham
Tags Alternativo, Drama, Pricefield, Yaoi
Visualizações 73
Palavras 2.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpe a demora, mas realmente tá difícil pra mim. To chegando quase todos os dias morta de cansaço e com isso, sem nenhuma ideia em mente para escrever capítulo. A vida cobra mais de mim do que posso suportar. Tá um porre não poder fazer nada do que realmente gosto.

Aproveitem o capítulo meio melancólico que fiz para vocês.
E agradeço desde já os comentários fofos e os favoritos. Muito obrigada mesmo!!
Boa leitura ;)

Capítulo 5 - Relações


Fanfic / Fanfiction Life is Strange - Alternative World - Capítulo 5 - Relações

— Então, o que quer conversar? — Pergunta Warren se fazendo de desentendido. Ele sabia exatamente o do porquê Nathan queria falar com ele. 

— Não se faça de idiota, Warren. Por mais que combine com você, sei que não é um. — Diz o loiro tirando um cigarro da jaqueta vermelha e o acendendo com o isqueiro logo em seguida. 

— Sei que quer conversar sobre aquilo que aconteceu entre nós. Eu só pensei que se eu me fingisse de sonso, talvez você não tocasse no assunto. — Responde Warren torcendo o nariz quando a fumaça do cigarro de Nathan atinge o seu rosto. 

— Não dá para escapar disso de qualquer forma. — O Prescott responde dando de ombros. Nathan retira um colar do bolso interno da sua jaqueta. — Aqui, toma, acho que é seu. 

Warren analisa o colar antes de pegá-lo da mão de Nathan. Aquele colar foi Brooke que deu ao mesmo quando os dois juntos venceram a feira de ciências há dois anos atrás. Nunca percebeu o do porquê o colar ser tão importante para si a ponto de colocá-lo em volta de seu pescoço. Talvez porque naquele época ainda não existia Max em seus pensamentos, ou, talvez, tivesse uma quedinha pela Scott sem sequer notar. 

— Valeu, Brooke ficaria doida se descobrisse que perdi o colar dela por aí. — Diz Warren enquanto colocava o colar de pedra amarrado a um barbante marron. 

Prescott dá uma risada contida; mas parecendo com deboche. 

— Brooke, hã? Há quanto tempo vocês dois estão transando? — Questiona o loiro descaradamente enquanto soltava a fumaça do cigarro pelo o nariz. 

— Desde quando você se importa? — Responde o moreno com outra pergunta. 

— Nada. — O loiro responde com um dar de ombros e um sorriso malicioso. — Só estou impressionado pelo o fato de que o grande nerd, já tenha usado o seu corpo para outra coisa à não ser para experimento de ciências. 

Warren revirou os olhos raivoso. 

— Pare de desviar do assunto e fale logo o que quer. Minha vida sexual não é da sua conta. — Diz o moreno encarando Nathan que deu uma risada por debaixo da camada de fumaça que saía pela sua boca. 

— O.k, Graham. — Nathan fica sério de repente. Ele se aproxima de Warren o intimidando com seus olhos azuis ferozes. Qualquer resquício de diversão foi retirado de seu rosto. — O que aconteceu entre nós morre entre a gente, entendeu? Não quero que essa merda de academia saiba do que fizemos. Não estou afim de ser falado mais do que já sou. Eu fui claro? 

— Acha que espalharia essa humilhação que passei por aí? O que eu mais quero é que isso se enterre. Ainda bem que quando eu fiz aquilo com você, eu não tinha consciência nenhuma do que estava fazendo. 

— Digo o mesmo, Graham. — Diz Nathan dando uma coçada no antebraço, e por consequência disso, acabou levantando um pouco a manga da jaqueta, revelando seus cortes já cicatrizados. Warren arregalou os olhos quando viu os cortes cicatrizados do loiro. Pegou o braço do loiro com força e rispidamente subiu o resto da manga da jaqueta de Nathan, revelando por completo os cortes que o mesmo tinha no braço. 

— Mas que porra...! — Warren exclamou, mas antes mesmo de tentar alguma coisa, Nathan retirou o braço bruscamente de sua mão. 

— Droga! — Diz Nathan enfurecido enquanto arregaçava a manga da jaqueta de volta ao pulso novamente. Tentou se afastar de Warren, mas o mesmo foi mais rápido o pegando pelo o braço. 

— Vai me explicar isso ou...

— Isso não te interessa! — Ralhou o loiro enfurecido. — O que tínhamos que resolver já resolvermos, agora me deixe em paz! 

— Nathan, isso não é normal...você precisa de ajuda. — Diz Warren encarando os olhos azuis frios de Nathan. 

— Ajuda? — Prescott dá uma risada maldosa. — Para quê? Para me encherem de remédios e de falsas esperanças? Eu sei o que sou, Warren. Sou o garoto riquinho problemático e com tendências suicidas. Sou o ser mais vergonhoso que já nasceu na família Prescott. Eu não preciso de ajuda para ser um merda ou muito menos acabar com a minha vida. 

— Nathan... — Tentou Warren falar com o loiro, mas o mesmo já tinha virado o rosto. 

— Me deixe em paz, Warren. Não quero te arrastar para esse ninho de ratos que é minha vida. — O loiro se soltou da mão de Warren, se afastando logo em seguida acendendo mais um de seus cigarros. 

— Merda! — O moreno praguejou enquanto apertava os fios morenos com ódio. 

[...]

Max e Chloe entraram rapidamente no Two Wales. Chloe rapidamente colocou Max sentada numa mesa afastada e foi em direção ao balcão fazer os pedidos para as duas. Max ainda continuava atordoada pelo o que havia passado. Agora mais do que nunca a mesma estava preocupada com o seu destino e com o destino das outras pessoas que eram importantes para ela. 

Ela sabia que aquele mundo aonde ela vive agora não era o dela; apesar de que as pessoas em si não mudaram muito, ainda continua diferente do que ela vivia realmente. Mas se esse não era o mundo dela, como ela foi parar justamente aqui? E como ela conseguiu fazer isso? Será que agora ela podia viajar no espaço tempo? Abrindo linhas temporais e construindo universos alternativos aonde ela poderia salvar todos sem precisar fazer qualquer escolha? Foi isso que ela fez? Max se perguntava como. Para ela, só tinha a possibilidade de voltar no tempo ou voltar em memórias passadas para alterar o futuro, mas criar universos? Aquilo definitivamente era louco, assim como muita coisa em sua vida desde que recebeu os poderes. 

— Aqui está! — Diz Chloe tirando Max de seus pensamentos. Price tinha colocado duas xícaras de café na mesa junto de uma porção de waffles. — Vamos, Supermax, até o Superman tem que comer alguma coisa para não ficar fraco. 

— Eu realmente não estou com fome, Chloe. — Responde Max num sussurro fraco colocando a mão na cabeça. Chloe olhou Max com raiva. 

— Tive que bater um papo nada amigável com a minha mãe para eu poder te dar tudo o que você na mesa. Então acho melhor você arranjar fome antes que eu jogue isso tudo em você. — Diz Chloe num resmungo raivoso. 

Max achou graça da ameaça exagerada da amiga e se limitou a pelo menos tomar a xícara de café. Chloe arqueou a sobrancelha sorrindo de canto, feliz pela amiga estar se esforçando para comer. Pelo menos a ameaça valeu a pena. 

— Então... — Continuou Chloe enquanto bebia um gole do café ainda quente. — Vai me contar o do porquê você ter tido aquelas visões? 

— Eu não sei... — Diz Max se apreciando de mais um gole de café. — Talvez seja o meu poder me alertando sobre alguma coisa...

Max parou de falar assim que percebeu um olhar estranho vindo de Chloe. Ela o olhava como se fosse maluca. 

— Max, do que diabos você está falando? Por acaso você fumou um dos meus cigarros de maconha? Que porra é essa de poder? 

Max arregalou os olhos. Como assim a Chloe não sabe que ela tem poderes de voltar no tempo? Não, isso não pode ser verdade! 

— Chloe, você não se lembra? Eu tenho o poder de voltar no tempo. — Diz a morena enquanto via a amiga segurar o riso e logo depois soltar uma gargalhada estrondosa, atraindo alguns olhares para a mesa. 

— Que merda é essa agora, Max? Tá se pagando de louca? O que tem nesse café aí que tu tomou? 

Hã? Era ela agora que não estava entendendo nada. Como Chloe não sabe de seus poderes? Ah não ser que...

— Ai meu deus! — Exclamou Max colocando as mãos na cabeça em estado nervoso. Depois direcionou uma das mãos para debaixo da mesa e tentou usar de seus poderes. 

Nada. 

Tentou mais uma vez. 

Nada outra vez. 

Sentiu seu corpo entrar em transe e sua boca secar. Os poderes tinham acabado? Mas como?  

— Max?!  — Chloe exclama em desespero vendo o rosto de sua amiga ficar branco e seu corpo não emitir nenhum movimento. 

Max se assusta com o grito de Chloe e se levanta rapidamente saindo de seu transe. 

— Eu preciso ir, Chloe. — Diz Max rapidamente indo embora da mesma forma. 

— Não, Max, espera! — Chloe tentou mas era tarde. Max já tinha ido embora. 

[...]

Nathan fechou a porta de seu quarto com força e rezando para que Graham não tivesse o seguido. Sentou-se na cama vendo suas fotos que tinha tirado espalhadas pela mesma. A única coisa na qual ele realmente se importava. Se seu pai visse isso, acharia uma perda de tempo, mas não é como se importasse. Sean Prescott parou de ser um pai há muito tempo. As únicas memórias boas na qual tinha estavam presas em duas fotos antigas de quando era criança. A única pessoa que importava naquela família era sua irmã, mas essa, estava longe demais para salvá-lo. 

Pegou novamente a pequena lâmina que guardava numa caixa debaixo da cama e passou lentamente pela área descoberta de seu braço. Ele disse há muito tempo que iria parar com isso, mas cada vez que se lembrava o do quanto a sua vida era uma bela bosta, fazia isso novamente. Virou um vício maior do que cigarros e café. Toda melancolia ia embora assim que passava aquela lâmina em sua carne do braço, assim que via o pequeno filete de sangue sair pelo o mesmo, assim que cada lágrima era secada aos poucos. 

Poderia permanecer em sua melancolia, mas foi interrompia por batidas incessantes na porta. Poderia deixar a pessoa ficar batendo na porta até se cansar, mas já estava sem paciência para aquele barulho incessante. 

As pessoas não podiam simplesmente o deixar em paz? 

— Escute aqui seu... — Nathan para de falar assim que percebe quem estava no outro lado da porta. Tentou fechar mas a pessoa foi mais rápida e colocou um pé no meio da porta. 

— Tenha educação e me convide para entrar antes de querer fechar a porta na minha cara. — Diz Warren enquanto segurava a porta que estava sendo forçada por Nathan. 

— O que você quer aqui, Graham? Vai encher o saco de outro, vai! 

 — Não até eu dizer o que eu vim para dizer. — Diz o moreno entrando no quarto depois de muito esforço para entrar no mesmo. 

— Não quero escutar o que tem para me dizer. — Responde o loiro ainda com a mão na porta. — Quer fazer o favor de se retirar do meu quarto? 

— Nathan, não faça isso. — Insistiu Warren vendo a lâmina em cima da cama junto de várias fotografias que Nathan havia tirado. 

— Eu já te disse que isso não lhe interessa! Por acaso é surdo?! Sai do meu quarto, Graham. — Pediu mais uma vez o loiro só que dessa vez num suspiro baixo. 

— Não. — Warren disse num tom tão sério e frio que até assustou Nathan. — Eu não vou deixar você sozinho, Nathan. Você pode até se matar se quiser, mas não quero que morra sabendo que não tinha ninguém para ajudá-lo. Eu vou ajudá-lo seja qual problema for, mas não peça para eu ir embora sabendo que ainda à uma possibilidade de salvá-lo. 

Nathan respirou fundo fechando a porta logo em seguida. O Prescott deu uma risada sem humor. 

— Você não pode me salvar, Graham, e a próposito, por que está querendo me ajudar? Eu não sou um lixo para você. 

— Até os bandidos podem ter salvação, então, por que você não? — Warren dá um sorriso de canto se aproximando da cama de Nathan. 

— Ah, é? E como pretende me ajudar? Me ensinando química? — Zomba o loiro cruzando os braços. 

— Primeiro — Warren pega a pequena lâmina da cama. —, Vamos queimar esse troço que tanto destrói você. 

— Não, Warren, isso não. —  Pede o loiro indo em direção a Warren que desviou de Nathan rapidamente quando viu a intenção do mesmo de pegar a lâmina de sua mão. 

O moreno guarda a lâmina no bolso da calça jeans e se aproxima de Nathan. 

— Eu vou trazer o seu melhor lado, Prescott, juro que vou mostrar a você o outro lado da vida. Você não precisa passar por isso sozinho. 


Notas Finais


Talvez algumas pessoas reclamem desse Nathan no qual escrevi, mas estou trazendo um lado dele que não é aprofundando no jogo. Nathan sofre de problemas psicológicos, o que já é deixado bem claro no jogo. Agora junta isso com as drogas e a falta de afeto da família e a falsidade de pessoas que ele considera ''amigos''. Isso tudo é um acumulo e que somado junto pode acarretar num desastre. Quem passa por isso deve entender muito bem o que Nathan passa todo dia. É uma luta cansativa e dolorosa e que não pode ser combatida sozinha.
Obrigada, Warren por ser um fofo e mesmo odiando Nathan, está disposto a ajudá-lo. Por mais pessoas assim.
Até o próximo.


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