História Life Is Strange 2 - Capítulo 2


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Categorias Life Is Strange, Originais, Quantum Break, The Last of Us
Personagens Chloe Price, Kate Marsh, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, Personagens Originais, Rachel Amber, Victoria Chase, Warren Graham
Tags Chloe, Life Is Strange, Max Caulfield, Originais, Volta No Tempo
Exibições 27
Palavras 1.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Two — Ameaças


Os dois garotos conversaram a aula toda um no ouvido do outro, até pareciam duas garotas fofoca do sobre novela, já o resto da sala prestava atenção no que o professor falava, eu estava voando em meus pensamentos e quando consegui me desprender deles percebi que o professor estava ensinando técnicas de "Como fazer uma foto perfeita mesmo com pouca luz ". Inútil pra mim. Eu aperfeiçoei a maioria dessas técnicas durante as férias, a maioria do que ele ensinar eu já vou saber a resposta infelizmente. 

Não me culpo por ter essa ânsia de querer estudar tudo e não sair pra socializar com as pessoas, meus pais morreram em um acidente de carro quando eu tinha 13 anos e desde então eu vivi com a minha tia Margareth em uma casa em Arcádia Bay, antes de morrerem eles eram prefeito e vice-prefeita da cidade e faziam de tudo para que todos da cidade se sentissem felizes com a presença deles. Um dia, voltando de uma conferência política eles acabaram batendo o Carro e caindo do penhasco direto no mar. Os anos com a minha tia Margareth foram os piores, pintei meu cabelo Loiro de Preto e o cortei em um visual bem... Emo, como as pessoas gostam de chamar, passei a ser como eu sou e não como queriam que eu fosse. Então estudar foi a única forma que eu achei de ficar perto dos meus pais, de pelo menos senti-los.


— Senhorita Isabella Richard's? — Fui despertada novamente dos meus pensamentos pela voz do professor Leger e agora toda sala olhava para mim, pelo canto do olho consegui ver a garota loira me olhando tão seriamente que parecia me odiar. — Está certo o nome não está?

— Sim,Sim... Está. — Eu devia estar tão ridícula, minha vontade era sair correndo e enfiar a cabeça na terra, porém, respirei fundo e continuei olhando para o professor.

— Você foi transferida para cá e veio da Acadêmia Cambridge, certo? — Ele agora estava com uma prancheta em mãos e lia o que parecia ser uma ficha de inscrição, ao ouvir o nome "Acadêmia Cambridge" a garota loira arregalou os olhos e as duas garotas que estavam lendo o livro sorriram, enquanto isso o garoto do casaco do time já não estava mais na sala e o outro rabiscava algo em seu caderno — Por que conseguiu ganhar a bolsa de estudos lá e depois pediu transferência? 

— Uns problemas na família. 

— Entendo, seja bem vinda. 


Ele sorriu de lado e deu as informações finais, agradeceu e se despediu da turma. Quase a turma toda já havia saido quando eu terminei de arrumar as coisas na minha mochila ao me levantar notei que a garota loira e o Professor Leger conversavam, a garota de cabelos curtos havia saido da sala ao lado do garoto dos fones e a garota da igreja estava quieta em um canto lendo o livro de poesias. Fiz uma coisa que não faço sempre mas senti necessidade de fazer, me aproximei dela e iniciei uma conversa.


— Olá - sorri fraco e ela me olhou enquanto fechava o livro.

— Ah, Olá - Ela deu um sorriso calmo para mim e continuou me olhando, eu a achei muito bonita e simpática a primeira vista.

— Meu nome é Isabella, mas pode me chamar de Bella, qual é o seu? 

— Kate, Kate Marsh... Prazer em conhece-la, Bella.

— O prazer é todo meu, quer lanchar comigo? 

— Tenho um trabalho para fazer, quem sabe mais tarde? Eu você e minha amiga podemos sair para comer algo.

— Perfeito, até logo Kate...

— Até, Bella.


E com um aceno eu me despedi da mesma, Cruzei a sala de aula e abri a porta pelo reflexo do vidro da porta eu pude ver que a Loira me olhava com um ar de superioridade. Parabéns, arrumou uma nova inimizade. Sempre as pessoas não gostavam de mim, elas sempre me odiavam sem antes me conhecer.

O barulho fora da sala estava um pouco alto, pessoas andava, pelo corredor seguindo suas vidas e objetivos, os grupinhos novamente eram bem visíveis e tirando os Nerds ou Geeks você não encontrava uma pessoa que não estivesse, pelo menos, com uma nota Zero nas máterias. Voltei para o meu armário e o abri, levei um susto pois de dentro caiu uma folha de ofício na qual estava escrita: "Chloe Price é uma Vadia, ops... Era", fiquei sem entender porque colocaram aquilo no meu armário mas logo notei que outras pessoas também haviam recebido o papel, Coitada dessa garota... Quem é ela? Ou quem era ela? 

"Preciso ir no banheiro e lavar o rosto, talvez me sinta menos perdedora assim", pensei. O corredor era um pouco longo mas para mim parecia gigante com todas aquelas pessoas, alguns garotos do time olharam para mim quando eu passei e um jogou uma bolinha de papel na minha direção, parei de andar e a bolinha não conseguiu me acertar como planejado, olhei-os e os mesmos estavam de boca aberta me olhando, voltei a andar e Vi colado na parede um folheto de Desaparecimento, ao chegar perto percebi que era de uma garota. Rachel Amber. Olhei para o lado e vários desses cartazes estavam no chão e no lixo, alguns faxineiros retiravam da parede e começavam a colar outros por cima. "Pobre Garota", pensei.

Foi fácil achar o banheiro pois tinha uma plaquinha na frente e ficava após a curva do corredor, então eu abri porta e entrei logo me deparando com um cenário de Banheiro de Rodovia Estiloso, haviam pichações por todas as portas e paredes do banheiro. Coisas nojentas, engraçadas ou poéticas estavam escritas, umas falavam sobre a mãe e outras faziam piadinhas com as coisas, mas haviam as raras que falavam sobre a vida ou o amor. Um Iluminatti estava desenhado em destaque na parede la trás. 

Me aproximei da Pia e lavei o rosto e as mãos, ao me olhar no espelho respirei fundo encarando meu reflexo. Era tão patético para mim naquela época acreditar que espelhos eram "Portais" para um universo alternativo, talvez eu devesse ter acreditado mais naquilo. 

Eu estava tão distraída e então eu vi uma borboleta azul surgir, tão linda e frágil que estava quase implorando para que eu tirasse uma foto, ela pousou em cima da boca de um balde que ali se encontrava então caminhei até ela em passos leves e me abaixei, peguei minha câmera e a fotografei que no momento seguinte voou. 

Uma batida forte na porta sinalizava que alguém bem irritado acabará de entrar, me levantei e fiquei escondida naquele canto por algum motivo. 


— Acadêmia Cambridge, é? Aquela vadia deve achar que sabe mais que nós da Blackwell. - Pela intonação da voz e pela pitada de raiva eu soube na hora que era a Loira da sala, espiei para ver quem estava com ela e Vi as outras duas garotas, uma loira de cabelos longos e uma de cabelos pretos. 

— Calma Victória, ela é novata e aparenta ser daquelas garotas caladas... É inofensiva. - Falou a de cabelos pretos.


Victória. Esse era o nome da loira. Ela tinha tanto ódio de mim só por que eu estudei na Acadêmia Cambridge? Quanta infantilidade.


— Isso é o que ela quer que vocês pensem, suas idiotas. Se eu deixar ela vai tentar ser a maior das maiores. - Victória agora encarava o próprio reflexo no espelho com raiva.

— Todos nós sabemos que ninguém nunca vai tirar o seu trono, Victoria. - Falou a loira dos cabelos longos.

— Eu sei, eu sei. Sou incrível e única. Mas... Se ela sair da linha eu falo com uns amiguinhos do Nathan pra dar um jeito nela. Literalmente. - Victória falou em um ar de superioridade e saiu do banheiro seguida das amigas, eu podia sentir um arrepio que percorria minha espinha e meu coração batia como um tambor. Por que elas tinham tanto ódio de mim? O que eu tinha feito de ruim pra elas? Nada, elas não precisavam de motivos para me odiar, elas só queriam me odiar.

Sai rapidamente do banheiro feminino e fui para o campus o mais rápido possível, eu precisava de ar puro e fresco depois do que ouvi no banheiro, ela queria "Dar um jeito" em mim? O que significava isso? Uma ameaça de morte? Não queria nem pensar nisso. A maioria das aulas haviam acabado e os alunos passeavam livremente pelo campus, comecei a andar sem rumo certo e acabei esbarrando em alguém, um garoto na verdade.



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