História Life Is Worth Living - Capítulo 38


Escrita por: ~

Visualizações 232
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Preparem seus corações!!!

Capítulo 38 - Line Of Fire (Linha de Fogo)


Fanfic / Fanfiction Life Is Worth Living - Capítulo 38 - Line Of Fire (Linha de Fogo)

P.O.V Samantha Baldwin

—Você esta atrasada.

—Oi também mãe... Como você esta? — disse ironicamente.

—Você sabe que odeio atrasos. — ela resmunga.

—Relaxe um pouco mãe, e pare de franzir a testa, isso vai te deixar com rugas. — a cara dela foi impagável tentando manter uma expressão serena. — Então, o que quer saber?

—Minha filha, graças a Deus que eu resolvi vir aqui para colocar um pouco de juízo nessa sua cabeça. — reviro os olhos enquanto escolho algo para comer.

—Eu já tenho muito juízo, obrigada. — sorrio falsamente para ela.

—Que história é essa de que você esta noiva? Com um cara pobre ainda? Quando vocês se casarem você vai morar aqui e cuidar das galinhas e dos porcos que vocês vão criar?

—Pra Atlanta é que eu não vou. E sim, vamos morar aqui. Mas sem cuidar de galinhas e porcos. Tenho a minha carreira.

—Que esta sendo desperdiçada nesse fim de mundo.

—As pessoas aqui também precisam de médico, sabia?

—Samantha você esta desperdiçando sua vida, sua carreira. Você é uma mulher tão linda, tão inteligente. Merece mais...

—Mais tipo o que? — pergunto.

—Mais tipo o Cameron. Um ótimo garoto, de uma família boa. Inteligente, rico. Um partidão. E você esta jogando fora.

— Ele me traiu mãe. Como você pode ser tão pacifica com isso?

—Traições fazem parte da vida.

—Se você se contentou com isso, não tente jogar pra cima de mim. Se você se submeteu a um casamento assim só pelo dinheiro e status, fico triste por você. Mas eu quero mais que isso.

—Eu nunca reclamei da minha vida. Seu pai tem seus casos, eu tenho os meus. Seguimos casados, ricos e felizes.

—Felizes... se você acha que isso é felicidade, deveria rever seus conceitos.

—Eu não vim aqui discutir sobre a minha vida, vim aqui te alertar sobre a sua Samantha.

—Minha vida vai muito bem, obrigada pela preocupação, mas dispenso.

Não era possível que ela insistiria nesse assunto. Eu não voltaria para o Cameron nem se ele fosse o último homem na face da terra. Dei o assunto por encerrado e fizemos nossos pedidos.

—E o meu pai, como ele esta?

—Trabalhando, sempre viajando. O mesmo de sempre.

—Eu tenho ligado pra ele, mas nunca me atende. — ela faz uma cara estranha quando lhe digo isso.

—A comida aqui é boa?

—Mãe não desconversar, esta acontecendo algo?

—Claro que não minha filha. — eu sei que ela esta mentindo. Será que meu pai estava com raiva de mim? Se sim, por quê?

Fiquei com aquilo na cabeça, eu precisava falar com o meu pai. Nós éramos tão companheiros e desde que vim para Ashville estávamos distante. Na verdade ele se distanciou de mim.

—Olá. — escuto uma voz atrás de mim.

—Isso só pode ser brincadeira. — digo olhando pra minha mãe. — Não adianta fazer essa cara fingida mãe. Você falou que éramos só nós duas. Só por isso concordei.

—Sua mãe não tem culpa de nada, eu que resolvi aparecer. — Cameron diz.

—Eu não falei com você.

—Qual é Samantha, vai me tratar assim ate quando?

—Até quando você estiver aqui. E eu espero que não seja por muito tempo.

—Eu só quero conversar com você.

—Conversar o que Cameron? Você me traiu, não tem conversa pra isso.

—Eu estou arrependido.

—Um pouco tarde pra isso. — digo esfregando meu anel em sua cara.

—Você nem o ama. — eu comecei a ter um ataque de riso.

—Eu nunca amei você Cameron. Você acha que me importo com a traição porque eu gostava de você? Eu não gosto de ser enganada. Por isso que estou tão puta com você. Você não significa nada pra mim.

—Mas eu posso te dar a vida que você merece. Eu sou rico.

—Enfia seu dinheiro no...

—Samantha... — minha mãe me repreende e respiro fundo.

—Vou deixar vocês a sós um pouco.

—Não se atreva a levantar. – digo a minha mãe.

—Só vou ao toalete e já volto.

Ela se levanta e eu também. Acabo ficando frente a frente com o Cameron, que esta próximo demais pro meu gosto. Ele fica me olhando, analisando.

—Você esta tão linda. Ta diferente também. — continuo calada diante de seus falsos elogios. — Não me trata assim Sam, eu vim até esse fim de mundo atrás de você.

—Viagem perdida meu caro. E eu nem te chamei aqui.

—Eu me arrependo tanto do que fiz. Foi um momento de fraqueza.

—Um momento de fraqueza que eu tenho certeza que você repetiu várias vezes, e continuaria se eu não tivesse descoberto tudo. — ele fica calado — você é tosco Cameron. Um nojento que não consegue segurar o pau dentro das calças.

—Eu sinto sua falta.

—Não, você não senti. Você só não gosta de saber que perdeu algo. Supere.

—Eu não vou superar nunca.

Bufo diante da sua afirmação, pego uma nota que eu sei que é suficiente pra pagar o jantar e jogo em cima da mesa, me preparo pra sair. Cameron segura o meu braço.

—Dê uma chance a nós.

—Não existe um nós Cameron Alexander Dallas. Acabou.

—Tudo isso por causa daquele caipira?

—Tudo isso porque eu encontrei um homem maravilhoso, que eu amo, que me ama e acima de tudo me respeita. Ele sim pode me dar tudo que eu mereço nessa vida. E é com ele que eu quero e vou me casar.

Cameron fez o que eu menos esperava que ele fizesse naquele momento. Ele tomou meus lábios, eu fiquei parada em choque, mas quando me dei conta do que ele estava fazendo tentei me soltar de seus braços. Com muito esforço eu consegui me soltar, meus lábios estavam doloridos pelo impacto. Dei um tapa em sua cara.

—Nunca mais encoste em mim. Eu tenho nojo de você.

Nesse momento minha mãe aparece.

—Esta tudo bem aqui?

—Eu nunca deveria ter aceitado jantar com você. Para de interferir na minha vida. Para de achar que sabe o que é melhor pra mim. Eu quero que vocês dois vão embora daqui o mais rápido possível.

Estava me preparando pra sair mais uma vez, quando fui interrompida. Kylie apareceu do nada, ofegante. Parecia que tinha acabo de correr uma maratona.

—Sam... eu preciso... falar com você. — ela dizia enquanto ofegava.

—O que foi? Quem ta morrendo?

—O Drº Hunter — arregalei os olhos em surpresa, essa era uma pergunta retórica.

—Como assim o Charlie esta morrendo? — perguntei, ainda sem acreditar.

Quem? — ouvi minha mãe perguntar.

—Drº Charlie Hunter, o médico que eu estou substituindo. — eu pensei que minha mãe desmaiaria ali mesmo.

—Eu não acredito. — ela procurava uma cadeira pra se sentar. — Não é possível.

—O que foi mãe?

—Sam você precisa vir rapidamente. — Kylie me apressou, apenas concordei com a cabeça.

—Eu posso ir com você? — fiquei surpresa com a pergunta da minha mãe.

—Apenas você. — fuzilei Cameron com o olhar e o mesmo se encolheu.

Saímos de lá o mais rápido que podemos. Minha mãe logo atrás de mim, murmurando algo que eu não estava entendendo, também não dei muita atenção, eu estava furiosa com ela.

Charlie estava muito doente quando vim pra cá. Desde quando cheguei, ele não apresentou nenhuma melhora significativa. Acho que a idade também não estava ajudando muito.

Eu cuidava dele, fazia exames regularmente pra ver como estava seu quadro clinico. O coração dele andava falhando ultimamente, fora as pneumonias que ele sempre pegava. Isso só o deixava mais fraco.

—Charlie!!! — chamei seu nome assim que entrei em seu quarto.

—Samantha minha querida, veio se despedir desse pobre velho? — ele dizia com muito esforço.

 —Shiii... Charlie, não faça esforço.

Os olhos de Charlie foram em direção a porta e seus olhos se arregalaram, ele parecia não acreditar no que via, sua boca se abriu, parecia que ele queria falar algo, mas não sabia ao certo se devia.

Charlie? — minha mãe exclamou.

Grace?

Agora quem estava confusa era eu. Como eles se conheciam?

—Vocês se conhecem? — perguntei olhando para ambos, mas eles estavam perdidos no olhar um do outro.

Minha mãe se aproximou mais de Charlie e o mesmo lhe estendeu a mão para ela, que pegou de bom grado. Minha mãe começou a chorar, e eu achando que a situação não poderia ficar mais estranha.

—Quanto tempo.

—Muito tempo Charlie, vinte e sete anos, desde a última vez que nos vimos, para ser mais exata.

Vinte sete anos? Como assim?

—Tinha tanta coisa que eu queria lhe falar, mas você apenas desapareceu.

—Eu não podia ficar, não sabendo que você iria se casar com outro. — Charlie disse e eu pensei que meu queixo cairia no chão.

—Eu tinha que casar, você sabe disso. — ele balançou a cabeça em negação.

—Você tinha a oportunidade de escolher e o escolheu porque ele era rico. Mas tudo bem, não guardo mágoas. O que nós vivemos foi maravilhoso.

—Foi sim, e resultou na coisa mais linda que você poderia imaginar. — Eles ficaram se olhando por um tempo e depois ambos se viraram em minha direção.

—Alguém pode me explicar o que esta acontecendo aqui? — perguntei quando eles ficaram me olhando sem dizer absolutamente nada.

—Porque você não me contou? — Agora tinha uma lágrima escorrendo pelo rosto de Charlie.

—Quando descobri você já tinha sumido nesse mundo.

—Eu pensei que morreria sem ter um filho. Ou melhor, uma filha. — Charlie me olhou novamente e o chão sob os meus pés se abriu.

Filha? Quem era filha dele? Porque ela não estava aqui?

—Eu sinto muito por te contar só agora, nesse momento... — minha mãe caiu em prantos.

—Pelo menos vou conseguir me despedir dela. — Charlie estendeu a mão para mim e eu peguei, mesmo sem ainda entender nada. — Desculpa por todos esses anos de ausência. Se eu soubesse desde o começo, nunca teria ido embora. Mas estou orgulhoso da mulher que você se tornou.

—O que? Isso não é possível. Mãe, o que isso tudo significa? — olhei para ela, que só sabia chorar.

—Não brigue com a sua mãe minha filha.

Filha? — sussurrei pra mim mesma. Aos poucos minha ficha começava a cair.

Meu pai me ignorando todo esse tempo, a distancia, sua frieza. Ele sabia, ele sempre soube. Por que ele nunca me falou nada?

—Você sabia que ele morava aqui? — perguntei pra minha mãe e a mesma negou com a cabeça. — Por que você nunca me falou nada?

—Eu não sei, achei que nunca mais o veria. Desculpa.

—Meu pai sabe? — ela apenas confirmou com a cabeça.

—Samantha... — olhei para Charlie. — Essa vida é cheia de surpresas minha filha, não procure um culpado pra isso. — ele tosse, com muita dificuldade.

—Por favor, não faça esforço — agora minhas lágrimas desciam incontrolavelmente pelo meu rosto. — Kylie chama uma ambulância, temos que levá-lo pro hospital.

—Não, nada de ambulâncias. Esta na minha hora querida, talvez eu estivesse esperando só pra te conhecer. Há tanto tempo que eu estou doente.

—Não Charlie, por favor. Há tanto que eu queria conversar com você.

—Eu também, acredite. Eu adoraria ter sido seu pai.

—Eu tenho certeza que adoraria ter sido sua filha também.

—Dê um tempo a si mesma, e depois peça pra sua mãe te contar sobra a nossa breve, mas verdadeira história de amor. O que importa é que eu a amei, e ainda amo. — Ele olhou pra minha mãe e depois seus olhos voltaram pra mim e eu apenas balancei a cabeça e solucei — Nunca se esqueça, as linhas não se cruzam atoa. Foi bom te rever Grace. Cuide da nossa menina.

E foi assim que Charlie, que eu tinha acabado de descobrir que era meu pai, se foi. Um pai que eu não sabia que existia, eu tinha acabado de conhecê-lo como meu pai e instantes depois ele partiu. Deixando-me pela segunda vez.

Eu sai do quarto desnorteada, não sabia o que fazer. Não queria falar e nem ouvir ninguém. Eu só precisava do Justin. Só em seus braços eu me sentia segura.

Entrei no carro, tentei limpar as lágrimas e fui em direção a única pessoa que era meu porto seguro. Eu precisava dele nesse momento como nunca precisei antes.


Notas Finais


aaaaaaaaaaaah que bomba jogaram na nossa menina

e ai, o que vocês acharam? Grace abriu mão do amor pelo dinheiro, vcs fariam isso?
As coisas vão esquentar a partir de agora meus amores.

Não esqueçam de darem uma olhadinha em Bor To Die, ficarei muito feliz :D
https://spiritfanfics.com/historia/born-to-die-9682373


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...