História Lifeline - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jenna-Louise Coleman, Justin Bieber
Visualizações 389
Palavras 2.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Vontade súbita.


Aurora Grace.
Texas, Dallas.
10:32 a.m, 25/09/2015.

Havia passado três dias desde que transei com o Justin, e agora nós estávamos no Texas. Não tinha acontecido nada de interessante nesses dias, nós apenas agimos normalmente. Na verdade, não tão normal assim. Provavelmente, eu estava evitando o Justin, ou então ele que me evitava, eu não sei. Eu cheguei a essa conclusão quando percebi que em três dias eu não tinha sentado para conversar com ele, nós apenas falávamos um bom dia e um boa noite. Eu sabia que me relacionar sexualmente com Justin não daria certo. Argh.

Eu estava agora esperando que ele terminasse de se apresentar na rádio, para algumas fãs aglomeradas, mas contidas por seguranças. Justin usava uma touca, uma calça jeans e um casaco com capuz preto. Pelo o que eu soube, Scooter lançaria uma nota hoje explicando tudo que tinha acontecido nessas últimas semanas, e avisaria a todos que Justin Bieber tem câncer. Antes de subir ao pequeno palco, Justin tinha me reclamado de dor no peito, e disse que estava nervoso por algo que não quis me contar. Ele apenas me beijou rápido e com cuidado para que ninguém visse nada, e apenas silabou “eu estou com vontade de fumar”. Então ele saiu. Tudo tinha durado cerca de uma hora e meia, e eu notei que na última música Justin estava ofegante e muito mais rouco. Já voltando para dentro da rádio, para depois irmos para o carro, eu vejo que há sangue escorrendo por seu nariz, e antes que eu diga algo ele toca o líquido quente e avermelhado. Justin logo coloca a manga do casaco no nariz, e sai andando rápido para o carro preto.

— Avisa para o Scooter cancelar qualquer porra que tiver durante essa semana. - ele diz seco.

— Ainda está com dor? - pergunto preocupada e puxo meu celular do bolso.

— Eu daria um cinco, talvez. Não me sinto bem.

— Sente mais alguma coisa? - disco o número de Scooter.

— Náuseas.

— Quimioterapia. - bufo. - Ela está te deixando assim. Quando chegarmos eu te aplico algum analgésico para diminuir a dor.

— Quando faremos a tomografia?

— Provavelmente, dia vinte e oito. Preciso me organizar com os hospitais daqui. - explico.

Quatro toques depois e Scooter atende. Eu passei malditos quinze minutos conversando sobre isso. Ele teve que desmarcar cinco compromissos que Justin tinha, e eu ainda tive que escutar um “isso tudo é manha, garoto preguiçoso”. Era um absurdo vindo dele, Scooter sabia da merda da doença do Justin, e ainda tinha coragem de dizer isso. Quando nós chegamos, Justin não perguntou ou disse nada, apenas saiu e foi pra dentro de casa. Era um lugar bem amplo e sofisticado, com piscina, uma área para jogar basquete, vários quartos e uma fachada maravilhosa. Eu não sei como exatamente esses caras com câmeras sabem onde estamos, mas no portão tinha alguns. O quarto do Justin novamente ficava ao lado do meu, e pensando nele esses minutos, noto que quem estava de fato me evitando era ele. Antes de subir para o meu quarto, eu tenho que responder algumas perguntas idiotas de Scooter. Ele estava pegando pesado no meu pé esses dias, talvez ele ainda não tenha esquecido das fotos que saíram minha e de Justin na praia. Peço para que um dos enfermeiros apliquem algo no Justin e saio.

Enquanto eu falava por facetime com Martin, Justin tocava violão no outro cômodo. E depois piano. Eu nem sabia que tinha um aqui. Ouço um “volta pra cama, Martin” do outro lado da linha, e coloco a língua pra fora com nojo. Espero que dessa vez ele consiga algo sério. Depois da ligação encerrada, quem me liga é Jeffrey, e parece que ele tinha acabado de acordar. Sua voz estava rouca e arrastada, e ele falava baixo. No meio da ligação, escuto os dedos habilidosos de Bieber tocando mais uma música no piano. Dessa vez, era algo como, “não há nada como nós”, e eu podia ouvir de longe a letra. Eu preciso desligar dessa vez, e logo já estou no corredor. Ao contrário do que eu achava, o piano não ficava no quarto dele, e sim na sala, o que me fez estranhar, já que eu não tinha visto. Quando eu finalmente estou ao lado do Justin, que está de olhos fechados, ele encerra a música.

— Mais uma. - murmuro chamando sua atenção.

Justin me olha sério, sem nenhum resquício de sorriso na boca, e logo entorta a cabeça suspirando.

— Há quanto tempo está aqui?

— Menos de um minuto. - digo apoiando o braço no piano.

Faço um gesto com a cabeça e ele começa a cantar Apologize. É uma das minhas músicas preferidas, e na voz de Justin ficava maravilhosa. Talvez essa seja a minha versão favorita a partir de agora. No meio da música, ele para do nada e me olha estranho.

— Pare de me olhar assim. - ele diz.

— O que?

— Pare de me olhar assim. - repete, mas dessa vez rindo.

Era bem provável que eu estivesse com a maior cara de tapada.

— Sabe como é, você tem um olhar muito intimidador. - explica zombeteiro e eu gargalho. - Senta aqui.

Levanto um das sobrancelhas, e Justin assentiu dizendo para eu me aproximar. Me sento no banco, ao lado dele, e espero que ele me fale algo.

— Eu disse pra sentar no meu colo, e não no banco. - bufa aparentemente frustrado. Semicerro meus olhos negando.

— Por que anda me evitando?

— Não estou te evitando. - responde e eu sei que é mentira. Eu tentei puxar assunto em uma das manhãs, mas ele fez pouco caso. - Tá, talvez eu esteja.

— Sim, você está. Até eu esperava que fosse eu a te ignorar, e não você. - admito. -  Isso é estranho.

— Não é isso… só que… Scooter sabe, entendeu? Eu contei.

— Como é? - engulo em seco nervosa e Justin apoia sua mão no meu joelho.

— Ele ia descobrir de um jeito ou de outro, e nada melhor do que saber por mim. Scooter soube que transamos um dia depois, talvez seja por isso que ele anda te respondendo mal. Ele perdeu a cabeça comigo quando eu disse.

— Ele é um idiota. - resmungo irritada. - Mas o que isso tem a ver com o fato de você estar me evitando?

— Eu meio que quis fazer isso pra mostrar que não tinha passado apenas de sexo, e que você e eu continuaríamos com a mesma relação, do mesmo jeito, paciente e médico, sacou?

E não tinha sido apenas sexo? Nós continuaríamos com a mesma relação, paciente e médico, ou não?

— Mas isso meio que não vai dar certo, então eu não ligo. Eu apenas preciso dizer o meu “vá se foder”. - dá de ombros. - Isso vai fazer ele se tocar que não pode me proibir de transar com você, eu acho.

— Você acha que aquilo vai mesmo se repetir? - questiona sincera.

— Sim, você não? - responde tranquilo.

— Hm… Espero que não.

— Por quê? Não gostou? - pergunta com um tom preocupado.

— Não, não é isso… Só que… Eu não sei. Talvez isso acabe estragando minha relação amigável com você, e eu gosto disso.

— Entendi… Mas não vai. Então nós podemos seguir transando. - ele sugere brincalhão e eu me levanto rindo.

No meio do caminho para as escadas, eu me viro e vejo que Justin olha para a minha bunda.

— Você está melhor?

— Uhum. As dores sumiram.

Com isso, eu volto para o meu caminho. Quando chegou a noite, nós pedimos Pizza, apenas para nós dois, já que Scooter tinha ido visitar a família. Uma coisa inusitada aconteceu, e tomamos uma garrafa de vinho inteira.

— Algo me diz que nós não deveríamos ter tomado tudo isso. - digo rindo.

Justin tem o rosto apoiado nas mãos, e os cotovelos no balcão da cozinha. Ele me olha sorridente, e nega.

— Eu não acredito que você consegue ficar bêbada com vinho, mas não consegue ficar assim com whisky. - Justin diz.

— Eu não estou bêbada. Não muito.

— Sabe o que eu tô com vontade de fazer? - pergunta ficando de pé.

Eu visto uma calça moletom e um casaco com capuz, já que o tempo estava frio. Justin não estava muito diferente.

— Me beijar? - respondo estupidamente.

— Ainda não. Mas eu quero jogar. Jogar basquete. E eu quero você comigo.

Eu nego rapidamente, mas no final Justin me arrasta para trás da casa, onde ficava a quadra ao ar livre de basquete. Isso seria terrível levando em consideração a minha altura. Justin zombou de mim, porque eu nem consegui segurar a bola direito, mas faz parte. Pergunto se ele tem certeza, por conta das dores de mais cedo, e ele assente. Em menos de dez segundos e Justin faz um cesta. Cinco minutos e eu não fiz exatamente nenhum ponto, apenas ganhei um moletom suado. Justin não chega a ser extremamente alto, mas comparado a mim ele realmente era bem mais alto. Eu tento alguns golpes baixos, mas não funciona.

— Puta merda, baixinha, nem os rebotes você consegue pegar. - ele zomba acertando mais uma cesta.

— Isso é injusto, Justin. - choramingo. - Você é bem mais alto que eu.

— É, agora eu consigo perceber. Enquanto eu fiz trinta e cinco cestas, você fez o total de zero.

— Idiota. - bufo cansada.

Justin me puxa pelo braço, e me posiciona quase no meio da quadra, de frente para a cesta. Ele passa os braços por cima do meu ombro me entregando a bola e toca minha cintura. Justin me ensina a posição certa dos pés, a posição das mãos e me dá algumas dicas, que apesar de ser fáceis, eu esqueci quinze minutos depois. O seu corpo malhado está grudado ao meu, extremamente grudado, e minha respiração fica desregulada quando ouço a dele no meu ouvido. “Se concentra e faz tudo o que eu disse”, é o que Justin cochicha. Ah, muito fácil arrumar concentração com você nessa posição. Estico meus braços e lanço a bola, errando a cesta. Eu preciso repetir isso mais três vezes para finalmente acertar, e depois eu faço mais duas. Justin que ia pegar a bola, mas dessa vez ele permaneceu atrás de mim. Quando ousei abrir a boca, senti suas mãos grandes apertando fraco minha cintura coberta pelo moletom. Ele me vira em uma fração de segundos, e me puxa para ficar em seu colo. Eu me assusto, mas me agarro ao seu pescoço por conta do medo, enquanto ele me dá apoio com a mão na minha bunda. Justin dá alguns passos, e eu sinto minhas costas batendo contra alguma parede. Gemo de dor e sinto o rosto dele perto do meu.

— Me beija.

— O que? Mas você…

Me beija.

Sinto um aperto em cada lado de mim, e não perco tempo em pressionar nossos lábios. Por incrível que pareça, eu estava com uma súbita vontade de beijá-lo. Justin abre a boca pedindo passagem, e minha língua não espera por movimentos lentos e calmos quando entra na boca dele. Vinho me faz ficar assim. Ele não toca meu rosto, então eu tenho que conduzir o beijo, e isso é maravilhoso. Justin consegue seguir meu ritmo, e ao mesmo tempo brigar com a minha língua inquieta. Ele puxa meu lábio inferior e eu consigo sentir o leve gosto de sangue, o que banalmente me faz sorrir. Encerro com alguns selinhos molhados e faço uma trilha de beijos até o pescoço, depois sigo até o lóbulo da orelha dele e mordo. Justin se contorce embaixo de mim com uma risada nasalada, e me leva de volta para dentro de casa. Nós não transamos, mas eu acabei dormindo com ele, que pediu para não deixá-lo sozinho.

Na manhã seguinte, quando eu acordei, o loiro de cabelos curtos acabava de sair do banheiro com uma toalha enrolada na cintura. Seu peitoral tatuado estava molhado, e ele tinha o rosto inchado por conta do sono e os lábios roxos. Eu fiquei sabendo que ele ia para um campeonato de golf hoje de manhã, e até tinha me chamado para ir, mas eu não sou fã desse tipo de esporte. Justin vestia uma bermuda leve preta, e um moletom na parte de cima escuro. Ele usava um tênis preto e uma pulseira masculina, que deveria custar mais de quinze mil dólares. Scooter não voltaria hoje, apenas amanhã à tarde, que era quando iríamos fazer a tomografia do Justin. Falando nele, acabei percebendo que ele não lançou a nota como disse que lançaria. Antes de sair, Justin pergunta se eu tenho certeza de que não quero ir, e eu respondo que sim. Texas é um ótimo lugar, mas apesar disso eu passei uma hora e meia dentro de casa, assistindo dois episódios de Grey’s Anatomy, e só depois resolvo ir em alguma cafeteria daqui. Estava frio, e choveu forte quando eu entrei no estabelecimento. As pessoas me olhavam curiosas, e toda essa atenção era totalmente irritante. Peço um café regular e algumas rosquinhas, e quando estou esperando sentada na minha mesa, meu celular toca. É Scooter. Às dez da manhã. Eu penso em desligar, ignorar e fingir que ele nunca ligou, mas algo me diz para atender. A sua voz irritada e grave quase me faz pular da cadeira.

— Onde merda você está, Aurora?! - ele grita. - Por que não está com o seu paciente?!

— Jesus! Calma… Eu estou em uma cafeteria e…

— E o Justin em um campeonato de golf. Sozinho. - destaca bravo e nervoso.

— Eu não vi problema algum, ele estava bem e…

— Tão bem que nesse exato momento está na porra de um hospital! - urra e eu me assusto. - Não fala nada com ninguém, vai pra lá que eu já tô voltando pra aí.

A moça grita o meu número, mas eu saio correndo da cafeteria quando Scooter passa o endereço do hospital. Justin estava sem dores hoje de manhã, mas por mais que fosse otimista, eu sabia que chegando lá nada estaria bem.



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