História Lifes Things - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Karura, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Konan, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Maito Gai, Matsuri, Mebuki Haruno, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Shizune, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko
Tags Acampamento, Acidente, Auto-mutilação, Drama, Festa, Gaaino, Hanabi, Hinata, Ino, Internato, Kyori Erisa, Morte, Naruhina, Nejiten, Sakura, Sasusaku, Shikatema, Temari, Tenten, Travessuras
Visualizações 209
Palavras 6.686
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Uma coisa importante a ser dita:
Perdoem-me pelos 9 primeiros capítulos e não desista de mim ;w;
Boa leitura <3
Agradeço novamente os favoritos <3
Agradeço também à @The_Lizie e a @TitiaDoritos, pois elas estão sempre pelos comentários me fazendo morrer de rir e me dando animação para continuar, sério, amo elas, só queria guardar em um potinho pra sempre <3 Não se pode ler os comentários delas quando se está comendo, É UMA TENTATIVA DE SUICÍDIO! Amo <3
Bem, é isso ~
Desculpe qualquer erro!

Capítulo 17 - Aquela garota.


Fanfic / Fanfiction Lifes Things - Capítulo 17 - Aquela garota.

Eram aproximadamente 9 horas da manhã, Itachi havia denunciado o Sabaku e confessou que também o ajudou no dia em que o falso Kureno deu, ou não, as caras. A Yamanaka estava brava em como caiu na façanha do amigo, ah mas ela se vingaria dele, sem sombra de dúvidas, sem contar que, ele havia a feito cair na água gelada na noite anterior! Era alguém que não deveria ser perdoado de forma alguma, bexigas fedidas? Suco de uva? Nada se comparava ao dia em que ela achou que morreria pelas mãos inexistentes de Kureno! E a terrível queda na água? Estava tão gelada que tinha parado de sentir os dedos! Maldito seja o Sabaku. 

Havia tomado seu café, e o ruivo ainda dormia, dessa vez lembrou-se de não colocar o maldito despertador para despertar, não queria sequer ouvir o som daquele importuno em seus ouvidos. A loira não achara uma pegadinha "adequada" para o garoto, mas pintaria e bordaria, literalmente, em sua cara. Não se esquecendo claro, de duas coisas, que no caso era uma garrafinha gentil de água que não devia levar, mas levaria por via das dúvidas, e um frasco de pimenta.

Em passos minuciosos ela se dirigiu até o quarto dele, a porta não estava trancada, o que era melhor ainda, adentrou o cômodo vendo o preguiçoso dormindo confortavelmente naquela cama, na cama que ela praticamente roubou para si própria. Deu uma risada baixa e custosa, se aproximando dele, pegou sorrateira os canetões que estavam na mesinha, nas cores preta e vermelha, passou a mão em frente ao rosto dele e logo começou a brincar com o rosto bonito. 

Fizera bigode de vermelho, um circulo ao redor de um dos olhos de preto, na testa dele escrevera " Eu sou um bundão " e isso nem o fazia acordar, parece que ela não era a única pedra ali, fizera várias carinhas indeterminadas em seu rosto e em seguida deixou os canetões de volta no devido lugar, isso não era nada de especial, já que ela tinha pegado o frasco de pimenta malagueta que havia na cantina, com um sorriso travesso a garota pingou inúmeras gotas na boca no garoto, bem, gotas seria um tanto errado de se dizer, já que ela apertou o vidro fazendo com que caísse uma quantidade considerável na boca entreaberta dele. Momentaneamente sentiu até uma peninha, contudo era merecido! Água gelada, Kureno, aquilo ali não era nada! Pelo menos não para ela. 

O Sabaku sentiu toda a extenção de sua boca começar a arder e aquilo o fez levantar na hora, abanou a boca desesperado ouvindo as malditas risadas da Yamanaka soar pelo quarto, ele a mataria depois dessa! Via que Ino balançava uma garrafinha de água e praticamente voou nela para tomar da mesma, sem o minimo esforço abriu-a e a bebeu, mas não chegava nem a aliviar a ardência dentro de sua boca, praguejando a garota ele correu para o banheiro, jogando água na boca, até mesmo bebendo a água da torneira, em uma tentativa louca ele encheu sua escova com a pasta de dente, escovando a língua aproveitando logo para escovar seus dentes, cuspia e saía mais vermelho do que branco, colocou uma quantia enorme de pasta nos dedos e enfiou na língua olhando para cima, tirou tudo e passou a engolir a água que caia em sua mão, depois de ter feito isso seguidamente, o ardor antes gigantesco, havia diminuído. Algo que ele não percebeu rapidamente quase passou em branco! Percebera que seu rosto estava todo rabiscado e bufou com aquilo.

Lavou as mãos bem lavadas, logo lavando seu rosto também, esfregando-o para tirar aquela tinta. Acalmou-se ouvindo as risadas demasiadamente exageradas da loira, enxiasse de vontade de fazer o mesmo com ela, essa fora a pior forma de ser acordado, depois dessa não queria nem mais saber de pimenta em sua vida. 

– Ino... – murmurou saindo do banheiro, o garoto estralava os dedos, olhando vingativo para a garota que mordeu a boca ganhando uma feição inocente. 

– B-Bom dia! – acenou dando alguns passos para trás, estava perigoso. 

– Que delicia de pimenta, hein? Não poderia ter escolhido melhor que essa. – sorriu, aproximando-se da menina. 

Rapidamente, quando viu que ela iria correr para fora do quarto, fora com tudo para cima dela e puxou para trás, trancando a porta e colocando a chave no bolso, o frasco da maldita pimenta estava na cama do amigo. Ino se encolhia no canto da parede, chorosa, ela deveria aprender que com ele não mexia, mas era tão hilário que não se segurava. Os passos irritadiços e pesados foram direto para perto dela, a mesma já se levantou e saiu pulando pelas camas.

– MÃE, SOCORRO UM ESTUPRADOR! ITACHI, POLICIA, EXTRATERRESTRE! ALGUÉM! – berrava rolando pela cama como louca, a mesma se jogou na cama do garoto pegando o cobertor e se cobrindo dos pés à cabeça. 

– Não sou um estuprador! – revirou os olhos emburrado, fora até sua cama, puxando o cobertor e o jogando para longe, o Sabaku comprimiu a risada no fundo, era ótimo vê-la com medo. 

– O-Oi Gaarinha meu amigão, meu xuxuzinho, pão da minha manteiga, estrogonofe do meu frango, novela da minha atriz, cabelo do meu shampoo. – balbuciava coisas sem sentidos, mordendo os dedos. 

– Você é uma garota malcriada. – rapidamente imobilizou as mãos da garota, em cima da cabeça dela, apenas com uma de suas mãos. – Você não quer ser punida? Você gosta dessas coisas, não é? Já que faz por onde. – amuou-a, colocando o frasco perto da boca dela, os olhos da garota estavam chorosos, dava-lhe uma certa pena. 

– N-Não gosto não, eu sempre fui boazinha, até doei meu fígado, rim, coração, o caralho a parte. – murmurou virando o rosto.

– Como você vive sem coração? – revirou os olhos. 

– Eu quis dizer o dedão! – resmungou, fazendo biquinho.

– Abre a boquinha. – pediu, com maestria ele tirou a tampa do frasco, com apenas uma mão vazia. 

– Tudo menos isso! – fez uma careta o olhando, não queria nem imaginar o quão forte era aquele molho. 

– Tudo? – levou seu rosto mais próximo ao da garota, olhando bem para os olhos medrosos dela.

– S-S-Si-Não! – murmurou corando violentamente, a respiração calma dele batia contra seu rosto. – N-Não-Sim, d-depende! 

– Você pode ser uma menina boa então? Sem quaisquer pegadinhas? – sorriu de canto, observando aquele rosto que ficava vermelho. – Se não quiser eu posso te fazer provar esse molho bom, é sério, é bom mesmo. 

– M-Mas eu quero deixar meu nome para ser lembrado aqui! 

– Então você não me dá outra escolha além de virar esse molho todo dentro da sua boca, imagina a demora que seria para você se ver livre do gosto? – aproximou ainda mais o rosto do da garota, o corpo dela todo tremia. 

– Isso não. – choramingou, sua voz estava ainda mais fraca pois o nariz dele estava colado no seu. – T-Tá bom, eu vou ser uma boa menina! – se entregou demasiadamente envergonhada. 

– Principalmente comigo? – questionou em um sussurro.

– S-S-Sim! 

– Boa garota! – saiu de perto dela dando uma gargalhada, a viu pegar seu travesseiro e colocar no rosto, apertando fortemente.

~ • ~ 

Acordou preguiçosamente, esticou os braços em uma tentativa falha de mandá-la embora, dando um sorriso contente, tivera uma boa noite de sono, sentou-se na cama, olhando para o nada, comprimindo os lábios um no outro. Seu amado gatinho estava de seu lado, parece que ele estava esquecendo que tinha uma caminha, mas ela não se importava com isso, ele era livre para dormir até mesmo em cima do travesseiro dela. Apertou o cobertor dando novamente um sorriso espontâneo, contudo percebendo quanto sorridente estava, chacoalhou a cabeça com o cenho franzido.

Infelizmente amanhã era o dia de voltar para a prisão tediosa, mas ela não se importaria de ir para lá, mesmo sendo uma infeliz verdade, não ficaria brava ou se negaria a ir. 

Os dois bocejos foram em conjunto, e assim que ela percebeu deu uma risada do animal tão preguiçoso quanto ela, o mesmo já se lambia, logo olhando-a com os olhinhos inocentes que tanto amava, agora só poderia vê-lo no outro fim de semana, isso sim era um verdadeiro saco!

– Bem que eu deveria colocar você na minha bolsa, hein? Danadinho. – deu carinho no animal que apreciou as adoradas mãos. – Não seria uma má ideia! – exclamou batendo o punho fechado em sua outra mão aberta. 

– Nem pense nisso! – a governanta que entrou sorrateira no quarto, falou.

– Para de brotar do chão! – reclamou, a mulher jamais a deixaria levar o gato para o colégio.

– Não brotei do chão, entrei pela porta mesmo. – retrucou cruzando os braços.

– Meu Deus! Eu ouvi isso? Que orgulho! – limpou as falsas lágrimas fazendo a morena dar uma risada que ela acompanhou. 

– Bobinha, devo informá-la que seus pais estão muito bravos? – falara quebrando a alegria da rosada. – Ah, e sua mãe está com o teu celular. – recordou-se. 

– Shizune, você não salvou ele? – questionou incrédula. 

– Não deu tempo, ela foi mais rápida! – disse-lhe com certa dó.

– Tsc! – encheu as bochechas de ar, só lhe faltava essa. – Operação recuperação do meu celular! – anunciou, ficando curiosamente de pé na cama.

– Sakura? – chamou-a tentando entender o porquê.

– Uh? Estou aprendendo coisas estranhas naquele infernato! – pulou da cama, batendo no pijama, pigarreou voltando ao seu estado normal. – Shizune você não sabe que eu odeio que entrem no meu quarto? – perguntou-a mastigando um chiclete totalmente imaginário. – Você é muito irritante, igual os meus pais. 

– Não adianta,  não tem a minima seriedade na sua voz. – rira, o comentário fez a menina inflar as bochechas, completamente emburrada.

– De qualquer jeito, preciso pegar meu celular. – dirigiu-se ao banheiro para fazer sua higiene matinal.

Assim que Sakura escovou os dentes e lavou o rosto, ela fora vestir outra roupa, precisava pensar no que fazer quanto ao celular, ou só ir no quarto deles e pegar o aparelho que estaria em cima de alguma coisa? Provavelmente a mãe faria isso, já que ela era péssima em esconder as coisas que deviam ser escondidas – ou não. 

Prendeu seus curtos cabelos em um coque, já estava pronta para invadir o quarto dos pais, estava começando a se sentir nua sem o celular, precisava dele, tanto para ouvir música, quanto para ouvir música, sim, era só isso mesmo, ouvir e ouvir. Via Shizune dando ração ao gato, e o mesmo já saltava da cama para ir comê-la, deu uma risada com o ato do pequeno mascote, o amava tanto.

– Ele vai me ignorar de novo no próximo final de semana. – choramingou para a mulher, que deu uma risada do bico dela. 

– É só você dar mimo e ele para. – colocou a mecha do cabelo atrás da orelha. – E aquele garoto hein, Sakura? – perguntou de supetão, toda sorridente.

– Hã? Que garoto? – ignorou os sorrisos, revirando os olhos. 

– Ah, não se faça de inocente! – reclamou, logo inflando as bochechas infantilmente.

– Tá, tá, ele é um amigo, ou talvez um conhecido? Não sei, ele estuda comigo, somente. – balançou as mãos, rendendo-se. – Agora eu preciso reaver meu celular. – pegou sorrateiramente uma almofada da cama. – Não faça perguntas com esse tom aí! – jogou na mulher, que o pegou dando uma gargalhada. 

A Haruno novamente revirou os olhos, deixando o quarto rapidamente, queria logo era pegar o celular. Fora até o quarto dos pais, eles não estavam no mesmo, buscou pelo rastro do aparelho só que ao contrário do que imaginava não achou nada, uma pena para ela, onde estaria o bendito celular? Percebendo que mesmo após uma vasta procura não achara, revirou os olhos, o jeito era ir perguntar diretamente à mãe. Estava emburrada, descendo a escada batendo fortemente o pé, agora ela daria para pegar o celular ficar com ele? Tudo por um jantar na qual nem queria estar? Que chatice!

Quando chegou na sala de estar seus olhos foram automaticamente para os que estavam sentados no sofá, lendo uma revista, tantas coisas para ler, e logo fofocas e jogos? Só de pensar em quão era chata as matérias já foi revirando os olhos. Agora deveria se transformar em uma doce pessoa para reaver o aparelho, ou não, o que viesse primeiro. Dirigiu-se até eles, que não a olharam pois estavam entretidos com suas leituras. 

– Bom dia. – disse, fora um pouco seca, só queria mesmo chamá-lhes a atenção. 

– Bom dia! – dera certo, eles haviam dito em uníssono. 

– Mãe, meu doce de coco, você poderia por obséquio me devolver o celular? – disse-a docemente, tinha um sorriso forçado no rosto, pelo que pôde notar, o celular estava embaixo da perna da mulher. 

– Devolver o que mesmo? – Mebuki sorriu singela, no momento queria dar uns tabefes na filha petulante que fugiu no meio do jantar.

– A vontade de viver que você me tirou ontem. – revirou os olhos. – Tá, me dá logo o celular, docinho do meu coração. 

– Você foi tão mal educada ontem, filha. – Kizashi comentou desgostoso. 

– Eu disse que não queria, me fizeram participar disso então deveriam aguentar as consequências. – deu os ombros, aproximando-se da mãe. 

– Tá bom, está perdoada, dessa vez. – Mebuki puxou o aparelho, estendendo-o para a rosada. 

– Você disse isso nas vezes que eu aprontei. – a mais nova deu uma risada, fazendo com que a mãe bufasse. – Thank you! – acenou, agora ela precisava tomar café. 

– Ela não tem jeito né? – perguntou para a esposa, logo olhando para a filha que já sentava-se para comer. 

– Nenhum pouquinho. – balançou negativamente a cabeça.

~ • ~

Acorda!

Acorda!

Você é preguiçosa!

Acorda, acorda! 

Inconscientemente ouvia a voz da menina, levemente ia abrindo os olhos, vendo-a emburrada sentada ao seu lado, passou a mão no rosto, ainda estava um pouco sonolenta. A Hyuuga se sentou na cama, piscando algumas vezes para ver se acordava por completa, seu rosto estava um tanto amassado pelas lágrimas que deixou cair na noite anterior, pelo menos algo bom estava de seu lado, sua adorada irmã, sorriu ao ver o rosto que de quem havia esquecido, ela tinha uma feição tão curiosa e fofa, era realmente bonita.

Olhou pelo quarto avistando seu computador, estranhou aqui, não se lembrava de ter mexido nele, franziu o cenho, levantando-se e indo até o mesmo para desligá-lo, assim que o fez deixou sua curiosidade de lado. Bocejou levando a mão até a boca, dirigiu-se para o banheiro, para assim atender suas necessidades especiais.

Amanhã tem aula! 

A pequena disse animadíssima, essa estava saltitando na porta atraindo a atenção da mais velha, que tinha a escova na boca. Havia um conflito interno dentro de si, não queria ir e ao mesmo queria ir, bem, mas se ela fosse pelo menos a menina iria com ela, não sairia de seu lado, de forma alguma, o que para ela bom, pelo menos achou que seria. Lavou a boca e logo o rosto, se virando para ela e dando outro sorriso.

– Sim, e você vai também, não é? – questionou-a, mesmo já sabendo da resposta.

Claro, claro! Eu gosto de escola, de piscinas também!

Aquela resposta fizera ela se arrepiar, contudo era verdadeira, passou a mão no pescoço, massageando-o, estava um pouco tenso, ficara pesado de repente pela resposta. Saiu do banheiro, tratando de trocar de roupa, estava um pouco calor, queria vestir algo mais confortável e fino, e assim ela fez. Quando ia para voltar à cama, a porta do quarto fora aberta sem rodeios, mirou-a, a mulher olhava-a pronta para chamá-la. 

Além de sua mãe, prestou atenção na irmã que fora até ela, não parava de olhá-la, assim como na noite passada, seu peito se apertou com aquilo, por que eles não reconheciam a existência da garota assim como ela? 

– Venha, desça para tomar café. – após alguns segundos silencioso e cheio de olhares, a mais velha disse. 

– Não. – negou com a cabeça. – Não quero. 

– Hinata, você não jantou ontem, e agora não quer tomar café da manhã? Você precisa comer, filha. – Ayame relutou, vendo-a ir até a cama. Suspirou profundamente, ela estava começando a dar trabalho. – Hinata... 

– Já disse que não quero. – já deitada na cama, ela pegou o cobertor e colocou na cabeça, olhando para o outro lado, assim como fizera com os garotos, e novamente, como antes, a irmã apareceu sorrindo ao seu lado, deitada com ela. 

– Não vou te amuar, desça quando sentir fome. – desistiu, ela estava decidida a ligar para alguém que conseguisse ajudar a filha, mas teria que fazer isso no dia seguinte, infelizmente.

 

Ela estava com fome, queria comer algo, mas estava sendo teimosa.

~•~

10 horas e 11 minutos...

 

O Uchiha havia chamado os amigos para irem até sua casa, estava se sentindo um tanto solitário já que a garota não havia respondido sua mensagem de bom dia, por isso fora tentar importunar os amigos até que eles atendessem e viessem se reunir em sua casa, e foi os que eles fizeram logo que tomaram café, correram para a casa do amigo já que não tinham algo melhor para fazer. Os quatro estavam na sala, sentados pelo chão, Naruto e Shikamaru jogavam uma disputada partida, enquanto os outros dois esperavam para ver quem seria o próximo, o loiro não estava tão empolgado, assim como Neji, e eles perceberam isso assim que chegaram.

Estava meio desatendo ao jogo, mas ainda tentava manter concentração, revidando contra o amigo, o jogo estava lhe lembrando alguém, principalmente em como ele perdeu, se eles estivessem jogando agora, quem perderia? Perguntou-se, mas logo se respondeu, realmente seria ela, não por ele ser melhor e sim por ela estar mentalmente instável. 

 

Jax    Wins

Fatality

Flawless Victory

Dera um riso involuntário com a tela fracassada, coçou a nuca suspirando derrotado, jogou o controle para as pernas do moreno, que o olhou curioso. 

– Então, eu sei que nenhum dos dois estão realmente bem. – Sasuke comentou, olhando para Neji e logo em seguida para o loiro. 

– Já podem contar, não tem segredinho não, somos amigos. – O Nara prosseguiu, colocando os braços atrás da nuca, encostando os mesmo no sofá atrás de si. – Se falar que é nada, vou enfiar a cara dos dois na privada, é sério. – ameaçou com um singelo sorriso. 

– Eita, vamos com calma querido, que isso? – Neji se espantou, colocando a mão no peito, isso fez o amigo dar uma risada. 

– É sério, conta. – insistiu seriamente curioso.

– Bom... – Neji relaxou os músculos, pronto para contar. – É a minha prima. 

O Hyuuga passou a explicar enquanto os outros ouviam quietos, se surpreendendo com as palavras que saíam da boca do amigo, ele contava detalhadamente tudo o que nunca havia contado a eles, logo após ele ter conseguido fazê-la esquecer, ela se tornou alguém viciada em jogos e completamente distante, de casa para o colégio, do colégio para casa, não falava com muitas pessoas e os próprios professores falaram isso para a mãe, ela não se enturmava, apenas ficava no celular jogando, falava o que era realmente necessário ao seu ver. Surpreendeu-se também quando ela estava mais sociável nesse ano, mas olha o que viera junto com isso? A volta de sua culpa, da sua instabilidade, ela estava sendo enganada pela própria mente.

Naruto olhou para o teto, pensativo, lembrou-se das palavras da morena, havia dito que não sabia nadar, e o amigo lhe falou uma coisa contraditória, o que teria acontecido naquele dia, se ele com um ato brincalhão, tivesse empurrado-a na piscina? Teria alguma crise de lembranças como tivera na tarde? Perguntava-se isso.

– Nossa. – o Uchiha sentiu a garganta secar, quando o amigo terminou de contar toda a verdadeira história. – Quem imaginária isso? – estava tão surpreso quanto o outro, era difícil de engolir, ao mesmo que triste também. 

– Caralho mano, fiquei tenso agora.  – Shikamaru deu uma risada sem humor, pensava no quão estranho era, afinal ela via alguém morto. – Mas por que não procuram um psiquiatra, psicólogo, sei lá mano. 

– Esse é o problema, não adianta. – Neji disse, torcendo a boca. 

– Poxa... – Sasuke murmurou, preocupava-se agora, já que isso preocupava o amigo, os, no caso. Sentiu o celular em seu bolso vibrar e o tratou de pegar, vendo logo que se tratava de uma mensagem da pessoa que o deixou vários minutos no vácuo, mas ela pedia desculpas na mensagem, afinal o celular não estava com ela. 

– Se ela não se deixa ajudar, aí é complicado né, que problemática. – o garoto comentou, passando a mão no braço, os cabelos do mesmo estavam arrepiados. – Narutin tá calado, que foi? Conte-nos sua história. 

– Você tá muito brincalhão hoje, hein? – Naruto retrucou revirando os olhos. – É o mesmo. – confessou, bagunçando as loiras madeixas com uma das mãos. 

– Às vezes esse é o remédio pra tensão. – o Nara esfregou as mãos uma na outra, logo dando um suspiro pesado. – Fico triste por ela. E parece que conhecemos duas pessoas bem problemáticas. 

– Duas? – Sasuke questionou, assim com os outros dois, ele acabara de ficar curioso com o que foi dito.

– É meus amigos, tem outra também.

~•~

 

– PON-THAM-PUMPKIN! – berrou a Mitsashi, que saltitava na cama contente. 

– O quê? – Temari perguntou tentando entender o que a amiga falava, era uma louca completa, nem que tentasse entenderia. 

– UP-UP! – esticou os braços com toda a alma. – PUM...PKIN! – saltou da cama, correndo até a loira e a abraçando. 

– Eu sou uma abóbora? – questionou de cenho franzido, estava sendo abraçada de lado, mas parecia que seria esmagada.

– Vamos comprar granola? – pediu manhosa, tinha um largo sorriso enquanto esperava a loira ceder.

– O que aconteceu com os outros? Não é possível que você comeu tudo! – brigou, descontente, ela deveria comer mais cuidadosamente.

– Querida, preciso comprar para levar para o colégio, se você não anda preparada o problema não é meu, mas eu tenho o quê? Tenho que andar preparadíssima, nunca se sabe o dia de amanhã. – Tenten soltou a garota, dando uma risada demasiada. 

– Meu Deus, hein. – balançara a cabeça negativamente. – Certo, vamos lá no pobre senhor Alfred. – depois de alguns segundos, concordou com a outra.

– PUMPKIN! – gritou jogando o skate pra cima e o pegando, logo abraçando-o, deixando-lhe no lugar onde estava novamente.

– Pon-pon, agora isso? – rira divertida. – Você inventa cada uma. – fora até ela, dando-lhe um peteleco.

– Humpf! – fez bico. – Venha, venha! Vamos nos apressar, ele costuma fechar 11 horas! – pegou na mão da garota, já arrastando-a para fora do quarto.

Havia muito tempo desde que acordaram, com sorte para Tenten e azar para Temari, a morena conseguiu acordar alguns minutos antes da outra, e como vingança por não ter feito isso antes, acordou-lhe com travesseiradas pulando também em cima dela, como sempre estava animada, agora mais ainda pois iria em direção ao mercado para comprar suas preciosas granolas, será que ela deveria guerrear com Alfred? Isso estava em seus planos, não iria querer que a chata da Mika aparecesse para atrapalhá-los, ela deveria ter pelo menos algum senso de humor! 

As duas andavam pela rua dando risadas, a Mitsashi fazia palhaçadas que arrancava risos da amiga,  assim que chegaram no mercado deram de cara com a Saito, para a imensa tristeza de Tenten, que teve seus planos levados por água abaixo.

– Mika, você não quer ir embora não? – Tenten questionou, recebendo uma cutucada da loira que estava ao seu lado. 

– Você é tão irritante, garotinha. – a mesma deu-lhe um puxão de orelha, já entendia que ela queria bagunças no estabelecimento.

– Você parece uma velha falando! – retrucou, ficando bicuda, ela já havia soltado sua orelha. 

– Tsc, pirralha! – a Saito virou o rosto, dando os ombros. – Daqui a pouco irá corromper a minha rival. 

– Eu não sou sua rival. – Temari choramingou, e isso fez com que a morena risse. 

– Sei disso, boba, sinto empatia por você, não se preocupe. – docemente Mika disse, fazendo com que a Mitsashi estreitasse os olhos.

– Ô velhote, sua filha aqui tá querendo roubar minha amiga, eu dou voz de prisão à ela! – Tenten falara, cruzando os braços, estava enciumada com aquilo, não sabia que elas se conheciam a esse ponto. 

– Senhorita Pumpkin, eu só estava esperando algo para prender essa mulher petulante! – Alfred anunciou, apontando para a filha.

– Mas o que é isso? Meu próprio pai está contra mim! – Mika aparentou estar ofendida. 

– Salvem-se quem puder! – Temari disse, fazendo-os rirem, e ela fez o mesmo. – Você não ia comprar suas granolas? – questionou-a.

– Na verdade eu também queria bagunçar, mas tem uma certa estraga prazeres aqui. – murmurou, enchendo as bochechas de ar.

– Alguém precisa de bons modos. 

– E alguém precisa ser menos chata! – Tenten resmungou, com os olhos já estreitados. 

– Pelo menos eu tenho namorado. – a Saito provocou. 

– M-Maldita! – cruzou os braços, ela agachou-se no chão, emburrada pelo jogo da outra.

Os três deram uma risada da atitude infantil da garota. A mando da Iwasaki Tenten logo fora pegar seus preciosos pacotes de granola, e não era poucos, dessa vez ela segurava oito deles, quase que os derrubando, os pagou contente, agora ela realmente ela estava preparada para aturar uma outra semana naquele lugar, se tratando de granola, para ela muito nunca era de mais. 

Saíram do estabelecimento enquanto recebiam um aceno da morena, dessa vez havia evitado uma possível bagunça de uma certa baderneira, mas assim como a Mitsashi, seu pais estava emburrado, não seria nada mal começar uma nova guerra de ovos por ali, qual era a graça estar rodeado de ovos e não poder jogar nas pessoas? Poderiam dizê-lo que era um velho com alma de criança, mas que era divertido, ah era sim!

– Que sacanagem, queria pelo menos me divertir um pouco com o velhote. – resmungou, abraçando a sacola que continha suas preciosidades.

– Não faça essa cara, da última vez fizemos uma bagunça. – dera uma risada se lembrando, ela também tinha entrado naquilo, olhando bem agora, aquela louca era a sua salvação. – Obrigada. – disse sem avisos prévios, atraindo a atenção da morena que antes estava bicuda, mas esse se desmanchou na hora.

– Uh? Pelo o quê? – perguntou-a, confusa. 

– Por estar sendo minha amiga. – sorriu terna, logo a outra fizera o mesmo, ela não precisava agradecer por nada.

– E eu sempre vou ser! Tham-Pon... PUMPKIN! – berrou subindo no meio fio, olhando para a garota que balançou a cabeça negativamente.

– Lá vai você! 

 

 

A mulher passava distraída procurando o celular em sua bolsa, ora o maldito aparelho parecia não querer aparecer na hora que mais precisava dele, bufou irritadiça quando viu que o mesmo estava enfiado em um bolsinho pequeno, o aparelho até mesmo enganchou-se nele, conseguiu o tirar e já foi discando o número que estava em sua mente,  levou o aparelho até a orelha, olhando para frente. Seu peito se encheu de ar e o soltou de uma vez, mirava duas garotas que andavam pulantes pela calçada, uma delas era loira, podia ver o sorriso da mesma, não era só isso, ela parecia um tanto consigo, e tinha algo mais, seu coração bateu mais forte ao ver aquele rosto semelhante, um bolo sufocante se formou em sua garganta, levou sua mão até o peito, pousando-a lá, a respiração dela havia se descompassado, a via se afastar, tinha que chegar mais perto.

Quando fora dar um passo para fora da calçada, simultâneos carros começaram a passar, quando percebeu já tinha perdido-as de vista, seu peito estava apertado,  como se seu sentido de mãe estivesse sido ativado assim que viu aquele rosto bonito. 

– Aquela garota... – levou a mão até a boca, a mesma estava tremula.

 

 

 

 

 

 

 

~ • ~

Na manhã seguinte...

  Não fazia muito tempo desde que acordara, sentia-se um tanto mal, contudo devia ir para o colégio, aturar mais uma semana lá, só poderia fazer uma coisa: Manter-se distante daqueles que conversava, ela no momento só precisava de uma única pessoa, se alguns não acreditava que ela existia então ela não precisava ficar com eles, bem, foi isso que resolveu acreditar. A garota vestia confortáveis e folgadíssimas, consideravelmente maior que ela, colocou a toca preta na cabeça e já estava pronta, só precisava ir para lá, sem ao menos tomar café antes, deveria? Sim, mas quem disse que comeria? Estava sendo uma teimosa, estava se punindo inconscientemente sem ao menor dar-se conta, de qualquer forma ela sentia fome, mas também sentia que não deveria comer. 

Coçou o olho, um pouco preguiçosa, enfiando o notebook na bolsa, quem sabe fosse precisar dele? Era uma boa prevenção, ainda se perguntava o porque do computador ter sido ligado quando ela nem mesmo lembrava-se de ter ficado nele, talvez a mãe enquanto dormia? Bem, isso não era importante.

Heh... Você jogou a comida fora. 

Com um sorriso nos lábios a menina se pronunciou, mexendo o corpo, que também obrigava o vestido a se mexer, indo de um lado para o outro. Hinata olhou para irmã, vendo aquele sorriso, ele estava diferente dos outros dias, não estava tão doce como o de costume.

– Uhum. – murmurou, dirigindo-se até a porta.

Você gosta mesmo de jogar as coisas, haha. 

– Uh...? Vamos... – abaixou o olhar, não estava entendo as ações dela pela manhã, onde estava a doçura? Ignorando um pouco isso, descera para a sala onde sua mãe estava. – Pode me levar lá? – questionou-a, atraindo sua atenção.

– Sim. Se sente melhor? – franziu o cenho. – Tome café, venha. 

Eu pedi para me levar.

– Eu pedi para me levar. –  repetiu, indo até a porta.

Ayame por um momento parou, tentando assimilar, ela ainda pensava que ela havia comido as coisas que a obrigou comer, mas o que ela tinha mesmo fora ter jogado na lixeira que tinha no quarto. Estava decidida a chamar alguém especialista nisso, contudo ainda levaria-a ao colégio e assim que conversasse com alguém, buscaria-a. 

– Tá  bom... – concordou, sentindo a garganta secar. Sentia-se uma péssima mãe por aquilo, talvez ela realmente fosse. 

Sem dizer qualquer outra palavra, a Hyuuga fora levada para o colégio, olhava através da janela as ruas, seus olhos estavam baixos e a boca entreaberta, assim que olhou pelo retrovisor não viu a menina, tratou de olhar para trás, mas ela estava lá, sorrindo com o sorriso diferente do habitual, aquilo chegava-lhe a dar medo, procurava a doçura de antes, não estava achando-a, por quê? Cerrou os punhos olhando para frente, a mãe da garota observava-a pelo canto do olho, no entanto, nada dizia. 

Assim que chegaram no colégio a garota pegou a bolsa, e deu um tchau com voz baixíssima para a mulher, que suspirou pesadamente, dando ré e indo para sua casa, em alguma hora razoável procuraria alguém, dessa vez tinha de dar certo, aquilo iria passar, era o que acreditava do fundo de seu coração. 

Passara do portão indo em direção ao colégio, olhava para frente enquanto era seguida pela irmã, queria ir logo para o quarto deixar sua bolsa lá, aproveitar e ficar por lá até as aulas começar, isso se não tivesse as colegas de quarto lá, é claro. Abriu a porta, já jogando a mochila na cama que era sua por escolha, para seu azar elas estavam lá, a Yamanaka chorava para a rosada sobre como seu final de semana fora ruim ali dentro, a mesma teve a obrigação de explicar para a loira que Kureno era apenas uma invenção de Kurenai. Deixando tanto o celular quanto a bolsa no quarto, já preparava-se para sair dali e ir para algum lugar silencioso.

– Oi pra você também, Hinatinha. – Ino ousou dizer, estava de cenho franzido assim que percebera em como ela entrou sem dar atenção para quem estava ali.

Fora completamente ignorada, dando uma olhada para a Haruno que ergueu uma das sobrancelhas, o garoto brevemente lhe falou algo sobre a prima do Hyuuga, mas não foi detalhado, com isso também não entendia, mas deveria ter haver com aquilo.

– O que eu fiz? – a Yamanaka se perguntou chorosa, e só recebeu uma dada de ombros que também era curiosa. – Vou jogar uma tinta nela e ela vê se não fala comigo. – estreitou os olhos emburrada, recordou-se do dia anterior, ela deveria ser mesmo uma boa menina? Queria aprontar! Mas também não queria engolir aquela pimenta, mesmo que isso passasse, não queria ter a experiência ruim de sentir. – Aff. – resmungou corada, ele estava bastante perto naquela hora.

– E  lá vamos nós ficar mais uma semana nesse infernato. – Sakura reclamou, bufando, a governanta segurou o gato para que ala não o trouxesse para o colégio, que mal faria trazer o bichinho? – Não que seja tão ruim. – deu um sorriso de canto. 

 

~ • ~

Já deixava seu pacote de granola preparado para levar até a sala de aula, era óbvio que começaria o dia com ele em mãos, aquele cheiro delicioso fazia suas narinas ir no céu e voltar, sim, era exatamente isso que sentia quando abria o pacote, tinha outra coisa que ela deveria fazer! Encontrar um certo Hyuuga e cobrar dele  o cachorro, ou será que ele não sabia que promessa era divida? Pois se não sabia o lembraria assim que o visse! Faria seu mascote provar da deliciosa granola, e como dito por Neji, ele também viraria um granolático, era isso que tinha em mente assim que ganhasse um cachorrinho. 

Deu um sorriso assim que pensou nisso, o levaria para passear no mercado do Saito, bagunçariam por lá, os quatro, envolvia a amiga nos planos também. 

– Eu quero uma cachorrinho-pumpkin. – disse contente, sentando-se na cama e abraçando a mochila, ali estava suas preciosidades. 

– Um cachorro abóbora? – a Iwasaki dera uma risada, colocando a mão fechada perto da boca, aquilo fez a outra dar-lhe língua. – Não quero nem ver quando você ganhar, e se ganhar! 

– É claro que vou ganhar! E eu vou cuidar bem dele, eu sempre cuido bem dos meus bichinhos, você é a prova disso! – gargalhou fazendo com que a amiga abrisse a boca.

– Mas gente, que abusada! – jogou-lhe o travesseiro, que pegou em cheio no rosto dela. 

– Hihihi. – sorriu sapeca, levantando da cama. – Venha! – puxou a menina pela mão, obrigando-a a lhe seguir. 

Arrastava-a pelos corredores do colégio, não deixava de falar o famoso " pumpkin " agora ela já desistia de sua carreira como Batman, canguru e unicórnio, o que ela seria agora? Era o que a Iwasaki se perguntava ouvindo ela falar aquilo a todo momento, era de fato, uma maluquinha, gostaria mesmo de mantê-la por perto sempre, a fazia esquecer dos pais que tinha em casa, sorriu encantada com o sorriso gracioso da morena, ainda era puxada! Tão boa quanto fosse, sempre esquecia que ela sabia andar sozinha! 

 

 

Desastrada a garota andava segurando alguns demasiados livros que levaria para o quarto, para ler mais tarde, talvez ela tivesse exagerado ao pegar tantos? Mas todas as sinopses lhe agradou, não deveria pegar de um e um, vai que fizesse isso e alguém pegasse os outros? Se bem que... Realmente, estava contente em pegar todos os que queria ler, os leria pela tarde como sempre fazia, ficava no quarto a todo momento, apenas lendo e saindo para o que fosse necessário, como as aulas por exemplo. Apressava os passos demasiadamente desastrados em direção ao quarto, logo mais as aulas começariam e devia ir para a sala, seus longos cabelos vermelhos caiam um pouco sobre o seu rosto, atrapalhando-a ainda mais.

Sentiu algo bater em seu ombro e aquilo levou todos os livros a caírem no chão, assim como ela mesma, alisou o ombro chorosa, havia sido desastrada mais uma vez assim que raciocinou o que havia acontecido, todavia não era completamente culpa dela, e sim do outro desastrado que vinha correndo fugindo do amigo que zoou assim que fora para o quarto. 

– Desculpe, foi sem querer. – pediu educadamente, ajudando-a a se levantar e logo pegando os livros que por sua culpa agora estavam espalhados ali. – Sério, desculpa mesmo, não vi você, na verdade nem estava olhando pra frente. – deu-lhe os livros, sorrindo sem graça em seguida, sua mão fora automaticamente para o pescoço, coçando-o. 

A mais nova olhava-o como se ele fosse completamente caloroso, mesmo estudando tanto tempo ali ainda não o tinha visto, talvez fosse porque ela mal saía do quarto e também porque fosse um ano mais nova e estudasse em outra sala, ele tinha um sorriso muito belo como ele próprio, estava contente por alguém ter sido caloroso com si, afinal sempre que era descuidada, saíam chutando seus livros para longe, mas ele não, ele a ajudou. Sua boa estava entreaberta maravilhada, seu rosto já ganhava uma leve coloração avermelhada enquanto observava seu veterano.

– Huh! – acordou dos devaneios, chacoalhando a cabeça, fazendo com que suas madeixas longas fosse de uma lado para o outro. – T-Tudo bem, eu também fui descuidada. – sorriu ajeitando os livros em suas mãos. – Obrigado. – agradeceu docemente. 

– Sem problemas, parte da culpa é minha. 

– Uh... Q-Qual  seu nome? – perguntou olhando para o outro, precisava guardar o nome dele. 

– Shikamaru. – o Nara respondeu-lhe, ela era uma menor bastante fofa. – E o seu? – perguntou-lhe, também não a conhecia.

– Tayuya. – sorriu corada, antes que pudesse falar alguma outra coisa ouviu o grito atrás de si. 

– SHIKAMARU SEU CUZÃO! – Gaara berrou pulando no pescoço do amigo, forçando-o a ir para trás. O Nara havia lhe dito coisas irritantes, queria matá-lo! – Vou contar para a tia Yoshino  o que você está fazendo comigo, eu não merecia esse bullying. – deu um cascudo no ombro do garoto, que passou a mão rapidamente pelo ardor. 

– Você já fez coisas piores comigo, meu caro. – retrucou, esquecendo-se por completo da outra que os observava. 

– Shh, isso não vem ao caso, venha, venha! – o Sabaku o puxou sorrateiramente, quase que o fez cair. 

– Que gentil. – a ruiva falara abobada, observando-os se afastarem. 

 

 

 

– Uh... Ele é realmente gentil... – Temari murmurou, vendo que os dois brigões se aproximavam delas, formulava sua resposta para a própria pergunta.

– Bom dia, garotas. – Shikamaru falou, sorridente assim que chegou até elas. 

– Bom dia... – retribuiu o sorriso, esfregando as mãos. 

– Bom dia o caralho, cadê o Neji com o meu au-au? – Tenten questionou, tocando-lhe três vezes no ombro com seu indicador.

– Au-au? O Neji tá roubando cachorro agora? Não creio! – o Sabaku se surpreendeu, logo dando uma risada. 

– Ela ainda está se iludindo com isso? – o Nara deu riu, perguntando diretamente para a loira, ela apenas balançou a cabeça em resposta.

 

~ Life's Things ~

Alguns minutos depois o sinal que iniciaria as aulas, tocou, fazendo vários suspiros preguiçosos e derrotados irem para suas devidas salas. O terceiro estava quase completo, ainda faltava uma certa pessoa, e essa dirigia-se até a sala de cabisbaixa. Anko sendo a primeira professora, já estava na sala, sentada na mesa e aguardando um pouco, já preparava-se para cobrar o trabalho que queria pronto hoje mesmo! Havia esquecido-se quem nem mesmo falou a data dele. A dona da última mesa que sobrava chegou na sala, essa não fez menção a bater na porta, apenas entrou, sem nem mesmo dar bom dia para a professora que olhou de cenho franzido, mas deixaria isso passar, nem sempre você está em dias bons, não é mesmo?

– Enfim, bom dia a todos. – falara, dando um sorriso animado.

Eles responderam unissonamente, com exceção de Sakura e Hinata. 

– Cadê o trabalho, hã? – bateu as mãos uma nas outras, eles já se olhavam com olhares de quem estava ferrado.

– Mas você nem disse que era para apresentar hoje! – o Uzumaki se pronunciou, com isso lembrou a mulher, que bateu a mão na testa com seu esquecimento.

– Ai meu Deus, é mesmo. – se decepcionou consigo mesma, logo bufou. – Então já se adiantem para fazer, na próxima eu quero as apresentações sem desculpas. 

– Que saco... – Sakura bufou, deitando a cabeça na mesa, não estava com paciência para fazer esse tal trabalho, tinha se esquecido do próprio também, lembrou-se assim que a mulher entrou na sala.

O ruivo olhava de longe, recordou-se do jantar na casa da rosada, não fora nada agradável suas tiradas que poderiam ser mantidas dentro dela, mas ela nem fez questão, poderia ter fingido ao menos!

– Ah, seria tão bom se você tivesse esquecido do trabalho também. – Sasuke resmungou, apoiando o queixo na mão. 

– Muito bonitinhos vocês hein? – a Mitarashi revirou os olhos. – Bem, vamos começar... As aulas então... – falava tentando entender o porque da garota está cedendo parte de sua cadeira para o nada. 

– Melhor assim? – questionou-a, olhando-a com os olhos baixíssimos.

Sim, ou você quer sentar no chão e deixar a cadeira toda para mim? 

– Se você preferir. – a Hyuuga murmurou. 

Todos presentes na sala olharam para a garota que aparentemente conversava sozinha, eles tentavam entender o porque, e alguns até mesmo riram daquilo. Tanto Neji quanto Naruto se entreolharam, logo olhando para a morena de novo. 


Notas Finais


Vocês devem estar pensando " Por que caralhos ele foi escovar o dente? " nunca saberemos, mas uma coisa é certa, eu engoli uma colher cheia de conserva de pimenta ardida pra poha :v e fui fazer isso, só pra escrever jnhsdafgjhadgfdahfg ACHEI QUE EU IA MORRER ÇOCORR, Ino é o cão chupando manga :v
Mas agora ela vai ser uma boa menininha, e vocês logo entenderão o porque :v algo haver com " F " único spoiler não spoilado (primeiramente que, essa palavra nem existe sua doente mental!! ) até porque vai ser o início do amor deles :v ashfdasjhgfhasd socorro
Criação da Hinata está se voltando contra ela gente, masoqestá contecendo aqui? #XoxoHanabi (amo ela)
Putayuya? No,no, ela vai ser um amorzinho fofineo, mas não deixará de ser a futura rival ajshabdjhdshgfahjg :v GENTE A TEMARI NÃO ESTÁ COM CIÚMES ASDJJFSJHHG é tudo por causa da pergunta dela :v
Peço desculpas se o capítulo foi pequeno, mas eu estava o quê? Exato, sem criatividade ;=;
Desculpe a pouca aparição agora no colégio, mas no próximo vão aparecer mais! (ISSO É UMA ORDEM CÉREBRO)
Até o próximo capítulo!!
~Pumpkin, pumpkin


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