História Lifes Things - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Karura, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Konan, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Maito Gai, Matsuri, Mebuki Haruno, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Shizune, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko
Tags Acampamento, Acidente, Auto-mutilação, Drama, Festa, Gaaino, Hanabi, Hinata, Ino, Internato, Kyori Erisa, Morte, Naruhina, Nejiten, Sakura, Sasusaku, Shikatema, Temari, Tenten, Travessuras
Visualizações 227
Palavras 12.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


~ YO
# Perdoa os 9 primeiros capítulos e não desiste de mim

Tudo bem com vocês? Espero que sim!
Desculpe se o capítulo ficou chato, serião, desculpa mesmo <3

Desculpe qualquer erro, boa leitura ~

Capítulo 18 - Louca.


Fanfic / Fanfiction Lifes Things - Capítulo 18 - Louca.

Os olhares pairaram sobre a garota que aparentemente falava sozinha, ou quem sabe ela estava apenas querendo chamar a atenção, atrapalhando a aula da Mitarashi? Era o que pensavam sobre aquilo, algumas risadas baixas fizeram-se presentes, mas tentavam disfarçar. A tensão caiu sobre os ombros do Hyuuga, o fazendo sentir-se pesado, o que deveria fazer agora? Iriam ficar olhando-a, conhecia-os o bastante para começarem a falar pelo colégio que alguém na sala falava sozinha, suspirou demasiadamente preocupado com a garota, passando a mão pelo pescoço e descendo-a, apertando-o. 

Por sua vez, Hinata estava tentando compreender o porque da doçura ter se esvaído, claro que não perguntaria nem algo do tipo, mas era estranho para si, não era mais um sorriso belo e doce, talvez amargo? Estava aparentando ser, algo dentro dela começava a ter medo da menina, cujo era sua própria criação. Colocando as mãos uma na outra, apertou-as, ela estava de seu lado, com os cotovelos apoiados na mesa, olhando-a. 

Estava começando a se lembrar das palavras da irmã, das imagens que vieram até sua cabeça, mostrando-a que havia a empurrado dentro da piscina, assim como uma gif, repetiam-se seguidamente. Hinata rapidamente colocou a cabeça na mesa, levando as mãos até a mesma, logo ela enfiou-as por entre seus fios. Ficando má? Ela havia reconhecido a existência de alguém má? Entretanto, agora que já fez, não poderia mais negá-la. Sorrisos e olhares distintos, era o que a menina tinha agora, ela não seria mais doce. 

A professora olhava de certa forma curiosa, ela estava se sentindo mal ou algo parecido? Antes que pudesse ir até a garota, pergunta-lhe diretamente e não ficar esperando para que suas dúvidas fossem saciadas, viu a mesa grudar na da garota, assim como o garoto que se sentou do lado dela, pousando as mãos nas costas dela, olhando também para o lado contrário. Anko dera um minimo sorriso, saindo de cima da mesa onde ainda estava sentada, não tinha a minima intenção de interver.

– Bom, eu realmente já iria  fazer duplas. – disse-os, atraindo suas atenções. –  As farão na sorte! – fechou o punho, deixando só o polegar levantado. 

– Como assim? – Sasori já fora perguntando, logo entendeu corretamente as palavras da mulher e aquilo o fez bufar. – A não professora, deixa que a gente escolhe. – resmungou,  apoiando o mão no queixo.

– Na-na-ni-na-não. – deu uma risada, já escrevia números em uma papel, claro que era dois do mesmo número.

O Hyuuga quando passou as mãos nas costas da garota, olhando para ela, conseguiu atrair sua atenção, os olhos claríssimos dela estavam choroso, ele não entendeu. Os lábios rosados se mexeram vagarosamente, não ouvia a voz dela, mas fez a leitura labial e entendeu o que ela queria dizer. Ergueu as sobrancelhas surpreso, sua boca ficara entreaberta, tentando assimilar o que entendeu, a prima a via como uma doce menina que precisa ficar com ela, conversar com ela, dar-lhe toda atenção ignorando os outros, bem, era isso que ele sabia desde a primeira vez, então por quê? 

Quando terminou de enrolar os papeis que havia picado e escrito os número, mexeu-lhes na mesa, já estava pronta para mandar-lhes pegá-los para que assim desse sua aula, explicasse, para que fizessem os exercícios avaliativos, já poderia os ver reclamando se pegassem alguém que não gostava, comprimiu no fundo a vontade que teve de rir.

– Venham pegar. – pediu, e foi o que eles fizeram, um a um se levantava para pegar o curioso papel, o que fazia a loira temer com quem fosse sair. 

Assim que todos pegaram, já fora perguntando os números e quem os havia pego, claro que tinha aqueles engraçadinhos que falavam que pegaram o mesmo número que os amigos, apenas para ficar com eles, contudo isso não passou em branco, ela os obrigou a mostrar, para a decepção deles. A cada levantada de mão, as duplas iam se formando, já estava acabando, a mulher contava de trás para frente. 

– Três? – questionou, olhando-os. 

A Iwasaki tinha esse número, portanto, levantou a mão receosa, sua amiga já havia tido sua dupla formada, e essa era com Sakura, assim como o garoto também, que estava sentado ao lado do amigo, que sorte ele teve! Ao contrário dela, na verdade, sua dupla ainda não tinha se pronunciado, mas logo depois do desatento garoto ter olhado seu papel, que nem mesmo tinha desdobrado, ela soube quem era. Se ele era amigo de seu amigo, então ele era alguém legal, certo? Claro que não chegaram a ter uma conversa para se conhecerem melhor, mas quem sabe fosse?

Anko terminou com a formação, e já foi escrevendo na lousa. Estavam todos com suas devidas duplas, alguns ainda resmungavam irritadiços por terem sido separado de seus amigos, tentaram até mesmo trocar, mas a mulher não deixava! E se fizessem, ela nem daria nota, a Yamanaka já tinha saudades da louca mulher que entrou na sala outro dia, aquela estava sendo muito chata! Se contar que, ela nem mesmo conseguiu livrar-se do irmão, com quem estava sentada? Era exatamente com quem menos queria.

 – Não acredito que tive o azar de sentar com você. – Ino resmungou, virando o rosto e logo inflando as bochechas, estava emburrada. 

– Eu que devia dizer isso, retardada. – revirou os olhos, pegando a caneta e passando a brincar com ela. 

– Tsc, fedorento. – fez bico, mas logo virou-se para ele, pegando o caderno e copiando, se ele não fosse ela teria que o fazer. 

– E então, você apreciou o final de semana aqui? – Deidara perguntou debochando, fazendo com que a irmã bufasse. 

– Sim, foi ótimo, vai se foder vai. – deu língua, o outro não deixou de rir. 

A garota copiava sem reclamar, prestando também atenção nas palavras da mulher. 

– Eu acho que devíamos aprontar. – o Yamanaka disse de supetão, completamente pensativo.

– Eu também acho, quando, com quem, onde, agora? Vamos! – bateu palmas fraquíssimas, largando o caderno, estava totalmente animada e com sorrisos sapecas no rosto, mas esses sumiram quando lembrou do Sabaku.

– Talvez com o Kakashi? – Deidara abriu um sorriso, o que poderia fazer com aquele homem? 

– Eu quero... Mas não posso... Estou sendo corroída por dentro. – dramatizava, apertando as bochechas.  – Foda-se, ele nem vai saber! 

– Ele quem? – perguntou curioso. 

– Não te interessa, neném. – rápida ela pegou o caderno, escrevendo novamente.

 Devia mesmo aprontar? Ser uma boa garota também não era sua praia, entretanto não queria aguentar nem as pimentas quanto qualquer outra coisa que ele poderia fazer contra ela! Estava em um interno conflito, apesar dela já ter concordado, poderia bem dizer que não iria, mas queria! Bom, isso deixou de ser importante, Gaara não poderia fazer nada a ela se não tivesse algo haver com ele, de qualquer jeito estava salva, não? Agora, o que deveriam aprontar para o lindo Hatake? Colocar remédio no café dele e o fazer ficar o dia inteiro no banheiro? Deu uma risada baixa atraindo a atenção do irmão que franziu o cenho. 

 

Como havia pegado os mesmos números agora elas estavam, logicamente, sentadas juntas. A Haruno copiava já que a morena estava emburrada por ter sido separada da amiga, as bochechas dela estavam um tanto infladas que já chegava a doer, só que, quem disse que ela desfaria? Jamais! Sakura revirou os olhos balançando a cabeça com uma risada, sorrateira ela apertou as bochechas da garota, obrigando o ar sair e fazer um barulho, a rosada deu uma risada do que havia feito, algo em si dizia querer se aproximar da garota, havia feito uma semana que se conheceram, claro que não chegaram a ter uma conversa de horas, contudo não se importaria em conhecê-la, e isso surpreendia a si própria.

– Ela não vai fugir de você. – Sakura se pronunciou, voltando a atenção para o caderno. 

– Eu sei!  – retrucou, cruzando os braços, ficara bicuda. – Na verdade estou dividida. – ergueu as sobrancelhas, desmachando o bico. 

– Por quê? – franziu o cenho.

– Uh... Eu quero que ela se aproxime de mais pessoas, mas não quero que ela se afaste de mim. – deu uma risada com a sua resposta egoísta.

– Só porque ela pode se aproximar de mais alguém, não significa que ela vai se afastar de você. – Sakura falou, curiosa. 

– Então vamos começar com você! – Tenten apontou para a rosada, fazendo com que ela franzisse novamente o cenho.

– Hã? – inclinou a cabeça para o lado, tentando compreendê-la. – Começar o quê?

A Mitsashi não sabia se era o certo contar para a garota, que ainda mirava-lhe curiosíssima, talvez fosse errado, mas talvez também fosse o certo, com ela já se sentia bem, então com mais alguém poderia se sentir melhor ainda, assim ignoraria-os por completo, mesmo que tivesse alguém alfinetando-a dentro da própria casa, teria quem a deixaria melhor fora de lá. Baixinho Tenten contava a ela sobre a loira, de seus problemas familiares, e do que ela fazia antes. O olhar surpreso estava no rosto da rosada, sua boca estava entreaberta enquanto ouvia as palavras que saía da boca da garota, ela contando com a tristeza na voz fazia se sentir um tanto triste, o olhar da garota percorreu automaticamente até a Iwasaki, que estava um tanto desorientada com o garoto que só ficava olhando para ela. 

Engoliu seco, soltando o caderno e entrelaçando as mãos, parece que não era só a Hyuuga que tinha algum problema em especial, era algo que ela não imaginaria, só que também isso passava a lhe preocupar, por algum motivo, olhava para elas e elas pareciam ser garotas legais, era algo demasiadamente triste.

– Parece que eu estou conhecendo pessoas bem problemáticas. – murmurou, passando a mão no pescoço. 

– Acho que percebi isso também. – a Mitsashi olhou para a Hyuuga, voltando novamente a atenção para a rosada. – Talvez devêssemos nos aproximar mais? – questionou, olhando bem para o rosto da garota.

– Por que eu faria isso? – virou o rosto para o lado, fora um ato involuntário, pois logo se virou para a garota, com um olhar baixo. – Quem sabe... T-Talvez eu deva concordar, não que eu queira me aproximar tanto, longe disso. 

A Mitsashi deu uma risada pelo comportamento da outra.

– Mas você não conversa com a Hinata e a Ino? – perguntou-a, com um sorriso sapeca.

– Isso é... – inflou as bochechas. – Respondo sem querer. – mentiu, ouvindo a gargalhada da morena. 

– Heh? Temos uma mentirosa aqui, parece que por dentro é um chocolate derretido e por fora tem essa máscara de foda-se não quero saber de ninguém. – brincou, vendo o bico da rosada aumentar.

– Protesto! – falou rapidamente, ouvindo mais uma gargalhada da garota. – Pare com isso! – deu-lhe um peteleco para silenciá-la.

– Certo, certo. – alisou o local ardido, logo sorrindo. – E então? – a seriedade voltou para a Mitsashi, mesmo se ela não quisesse, faria isso, era automático querer se aproximar de quem ela julgasse ser diferente, não era para parecer boazinha, sentia que devia, mas apesar disso, ela realmente sentia vontade de ser amiga daquela garota, independente de qualquer coisa.

– Uh... – coçou a nuca. – Podemos tentar. – depois de alguns segundos, disse.

Não seria um problema se ela o fizesse, certo? Apesar de que, se fizesse isso, se apegaria de alguma forma, mas não seria tão ruim quanto pensava, claro que ainda teria que manter sua pose protetora, que também era desfeita por outra pessoa.

 

~ • ~

O Akasuna olhava curiosamente em direção das duas garotas, como elas estavam se dando bem? Aquela garota era uma completa grossa, ele não duraria um minuto sequer sentado ao lado dela, suas tiradas era algo que menos queria, entretanto, seu pai disse para que ele tentasse fazer amizade com ela, mesmo sendo tão terrível, ele devia mesmo o fazer? Olhando assim para ela, parecia até ser possível, mas quando lembrava-se do jantar, esses pensamentos sumiam,  não era nada amigável! Bonita, no entanto, uma completa desagradável, ele realmente não devia tentar algo assim, seu pai estava fantasiando ideias erradas. 

– Mas como é que ela está se dando bem? – se perguntou, em voz alta, chamando a atenção do garoto que estava sentado de seu lado.

– Hm? – Sasuke franziu o cenho, olhando na direção que ele olhava, um sorriso involuntário escapou-lhe. 

– Você não acha? Ela só serve para dar patadas. – Sasori falava, ainda olhando para a rosada que pouco sentia o olhar sobre si. 

Ouvindo essas palavras, o Uchiha deu uma risada, lembrando da noite em que ela fugiu do jantar, o garoto do mesmo estava ali, bem sentado com ele,  a mão fechada estava perto da boca dele, talvez devesse se conter. Fora uma boa noite, havia visto o adorado gatinho dela, assim como ela também.

– Não, você não sabe cara, eu fui em um jantar na casa dela e ela fugiu com um gato. – o Akasuna contava involuntariamente.

Dessa vez o Uchiha segurou a risada que teimou em sair, mal sabia o garoto que ela havia fugido e ido para o parque, ficando assim, com ele. Ficando com ele... Era uma palavra que o fazia se sentir estranho, olhou novamente para ela, tinha um sorriso tão bonito que fazia seu coração acelerar.

– E meu pai ainda quer que eu tente ser amigo dela. – continuava seus balbucios, encostando a mão no queixo.

– Se eu fosse você nem tentava, só te prevenindo das patadas. – Sasuke avisou, atraindo finalmente a atenção do ruivo.

– É, talvez. 

 

 

 

      Os olhares do Sabaku sobre si já estava lhe incomodando, era vergonhoso ficar sendo tão olhada assim, mas ele sequer fazia questão de esconder isso, enquanto ela copiava ele ficava com a cabeça apoiada na mão, onde o cotovelo estava apoiado na mesa. Estava começando a se desconcentrar nas palavras, mas tentava não escrevê-las erradas, não queria começar tudo de novo, além do mais, ainda tinham um trabalho para fazer! Pensando nisso, como seria sua amiga apresentando? Faria os outros rirem com o seu novo " pumpkin? " era a cara dela fazer algo assim. Seus dedos pararam, assim como o rosto que estava vermelho, a garota se virou para o Sabaku que pulou para trás.

– O que foi? – perguntou envergonhada, olhando para o garoto.

– D-Desculpa! – pediu sem graça, coçando a nuca. – É que eu nunca paro de me surpreender do quão você parece com a minha mãe. – sorriu terno, observando o rosto corado da loira.

– U-Uh... Você sempre diz algo assim... – se incomodou, seu peito parecia estar sendo apertado. – Se me permite perguntar, como ela é? – questionou, voltando a atenção para o caderno, ele dizia tanto isso que agora estava curiosa. 

– Hm? Bem, tem um rosto parecido com o seu, mas os olhos são diferentes. Hm... – recordava-se da personalidade da mãe. – Ela é doce, uma mãe protetora para caralhos e quando fica brava... Só corre. – deu uma risada, fazendo com que a garota risse também.

– Entendi, me pareceu legal. – murmurou, com um ar triste.

– Legal? Eu disse só corre, não espere para vê-la brava. – comentou, lembrando-se da mulher. – Bom, parece que estamos tendo a oportunidade de conversar, afinal quase nunca trocamos uma palavra direito sequer. 

– S-Sim... Pode responder? – perguntou, empurrando o caderno para o garoto que inflou as bochechas. 

– Por que que tem conta em química? – bateu a mão na testa, contrariado. – Vejamos. – pegou o lápis e ficou batucando-o em sua cabeça. 

Depois de alguns minutos pensativos e olhando aquilo cujo já definia como macumba, pegou o caderno e o levantou.

– Professora eu desisto! – falou para a mulher, que se virou para ele, balançando a cabeça negativamente, nem mesmo ousou dizer nada ao garoto.

– Você não pode fazer isso, não se quiser nota. – Temari dera uma risada, um tanto doce, pegando o caderno das mãos dele. – Eu vou te mostrar e você faz, tá bem? – sorriu terna para ele, que logo acenou.

A garota começava a explicar, era bem compreendível, ele estava entendendo, mas entender não queria dizer que ele estava contente em ter que fazer aquilo, preferia fazer milhares de coisas, coisas essas que não tinham nada haver com a escola. Com alguns minutos de explicações da loira, ela o deu o caderno e ele começou a fazer, tentar pelo menos, sua feição era emburrada e aquilo a fazia rir. 

– Está errado, você não prestou atenção em nada? – choramingou, ouvindo a gargalhada do ruivo.

– Desculpa, eu tava pensando em batata frita. – mentiu, dando outra gargalhada.

– Mas que saco! – resmungou, inflando as bochechas. – Apaga, pode fazer de novo! – mandou, de certa forma fofa.

 

                                                                                                     ...

– É estranho ver ela conversando sozinha, mesmo depois do Neji ter falado sobre aquilo. – Shikamaru comentou, estava pensativo no que deviam fazer para ajudá-la. – Para nós que pensávamos que eles iriam brigar o tempo todo, eis que aparece a verdade. – o Nara deu uma risada olhando para os dois que estavam juntos. – É preocupante.

– Muito... – o loiro concordou, estava com a cabeça encostada nos braços, quando deitados. – Como eu posso irritar ela agora? Não tem graça. – sorriu de canto, mas logo esse se desmanchou. – Queria fazer algo por ela. – suspirou pesadamente, atraindo a atenção do amigo.                

Shikamaru colocou as mãos atrás da nuca, bocejando, logo dirigiu o olhar até o outro amigo, que estava sentada com a Iwasaki, eles aparentavam estar se dando bem. Ficara receoso sobre, o amigo mesmo ter parado de mostrar sua perversão para os quatro cantos do mundo, ainda era um por dentro, não queria que ele o fizesse, principalmente com a loira, e se ele o fizesse encheria-o de cascudos, ela era doce de mais para isso, então precisava ser tratada do mesmo jeito. 

Talvez ele tivesse feito mal em contar para os três sobre ela? O único agora que não sabia de nada era o próprio Sabaku, deles pelo menos, afinal tanto a Yamanaka quanto a Hyuuga, pouco sabiam da garota. 

Prestando ainda mais atenção aos dois, via que a garota brigava com o amigo e aquilo o fez rir, ela ficava completamente fofa quando ficava brava, ou tentava parecer brava, pois de ficar brava ela não entendia. Realmente, estavam aparentando estar se dando bastante bem, enquanto eles mal haviam conversado mais cedo.

– Divertido? Acho que será mais um ano problemático. – resmungou, referia-se as duas garotas. 

–   Ou quem sabe os dois. – Naruto comentou, olhando para a Hyuuga.

...

Fazia o exercício sem se queixar ou pedir para que ela ajude, no entanto, isso chegava ao fim. Já mentalmente calma e estável pela presença do primo ali, ela pediu o caderno, para que o ajudasse também, relutante ele o fez, ela parecia bem para isso. Fitava-a a todo instante, sem deixar o minimo movimento passar em branco. Eu estou com medo, fora isso que ela o disse, tentava encontrar o motivo disso, mas sabia que não o acharia. 

Calma a garota respondia o que era para ser respondido, momentaneamente ela tinha sumido, o que era bom, não acharia que chegaria  a pensar que ela ter sumido seria algo bom, sua sensação de culpa era um pouco menos comparado a antes, entretanto, quando a visse novamente, saberia que aquilo voltaria, assim como ela, que tornou-se diferente.

Estava pensando nela, isso era um chamado, inconscientemente havia cometido um erro já que não queria a ver, não agora. 

A mão da garota parou segurando a caneta ao sentir a presença da mais nova, sua mão passou a tremer e isso não passou despercebido pelo primo, que pôs a mão em cima da dela, isso conseguiu acalmá-la, brevemente. Não sabia que podia sentir medo daquela que reconheceu, estava se voltando contra ela?  Bem, não seria estranho, afinal ela a matou, fora essa conclusão que a Hyuuga chegou. 

– Vai ficar tudo bem, ela não vai te machucar. – Neji disse ternamente, sorrindo para a garota que o olhou. – Certo? 

– Uhum... – murmurou, ficando cabisbaixa. Estava mentindo para si mesma, pois sabia que ela a machucaria, sentia isso, e ela ainda não havia saído dali, ao contrário do que queria.

A menina estava do lado do Hyuuga, com um sorriso completamente amargo. 

Por que você não joga ela também? Igual ela fez comigo. 

Empurra ela, empurra, empurra ela, empurra, empurra ela, empurra, empurra ela.

Empurra ela, empurra, empurra ela, empurra, empurra ela, empurra, empurra. 

Repetia frequentemente as palavras, e aquilo já estava deixando-a louca, colocou as mãos no ouvido tentando parar de ouvi-la, mas era inútil, a voz dela ecoava dentro de sua mente, pedindo para que o garoto a empurrasse na piscina. 

– Vai embora. – falava apertando as mãos contra os ouvidos. 

Por quê? Você disse que era para mim ficar com você.

Não posso ir embora.

Você não quer isso.

Você quer que eu fique para sempre não é? 

Como a sua adorada irmã mais nova. 

 – Não... Vai embora! – apertava com mais força, aquela voz não era mais a conhecida. 

– Calma, ela não te fazer mal. – Neji pedia, passando a mão na garota, mas não parecia surtir efeito.

E novamente aquilo chamava a atenção dos alunos presentes na sala,  deixavam o seu afazer para prestar atenção na garota que parecia estar ficando louca, aparentava querer arrancar os ouvidos com suas mãos. O Uzumaki engoliu seco, estava pronto para ir até ela, mas isso só iria chamar ainda mais a atenção, sem contar que o amigo estava com ela. 

Aquela voz completamente diferente da garota estava a sufocando, ela queria lhe fazer mal, queria a outra, queria a doce irmã de antes, por que ela havia ido embora e deixado a impostora? Sua respiração se descompassou, tentando ignorar a voz da garota, mas isso não conseguia. Sentiu as mãos quentes do garoto pegar nas dela, deu um jeito de abraçá-la, fazendo com que o rosto da garota ficasse em seu peito, momentaneamente sentiu-se protegida.

– Está tudo bem... – murmurou, sentindo que a garota se acalmava aos poucos. 

Os olhares curiosos estavam sobre os dois, estava quase impossível fazer o que deviam com aquela cena, mas talvez ela estivesse mandando o primo ir embora? Aparentava ser isso, e ao mesmo tempo não, afinal por que ele falaria ela? Estavam realmente começando a achar que a morena tinha algum problema especial, talvez fosse louca? Antes ela estava falando sozinha, agora estava mandando alguém ir embora, não tinha uma resposta melhor para isso.

Como uma professora preocupada deveria se meter e perguntar o que havia de errado com a garota? Era sim o que deveria fazer, só que ao mesmo tempo parecia melhor deixá-los daquela forma, e aqueles olhares curiosos sobre os dois? Deveriam ser dissipados logo! A Mitarashi bateu as mãos uma na outra, conseguindo atrair suas atenções, afinal fora forte e fizera um som estridente, sua mão ardia e ela a sacudia escondida enquanto olhava para o lado  ao contrário deles. 

– Façam o que devem seus molengas! – falara assim que se virou novamente para os alunos. 

Foi isso o que eles fizeram depois de alguns segundos, mas volta e meia olhava para a garota. O Uzumaki sentiu-se incomodado com aquilo, talvez fosse mesmo a hora de chamar alguém especialista, na verdade já tinha passado da hora, não deviam ter desistido mesmo que não surtisse efeito algum. 

A aula seguia, assim como as conversas que agora estavam mais baixas, mas ainda estavam por lá. Não demorou para que a aula da Mitarashi se encerasse, e ela já saía da sala cobrando o trabalho, para que eles fizessem logo antes que se esquecessem, não via a hora de vê-los dando aula, ela poderia relaxar lá no fundo e os vê praguejando-a, apesar dessa última parte não ser tão legal de ser ver. 

Em seguida, outro professor entrou na sala de aula, para logicamente dar sua aula, o processo se repetiu até que foram finalizadas e eles saíram – finalmente – de lá, guardando assim suas coisas e indo para seus lugares preferidos do colégio. Os oito, por sua vez, estavam na sala de estar, jogados por ela, as duas garotas não estavam com eles, e mesmo que Neji quisesse ficar de olho na garota, a personalidade dela mudou drasticamente de novo, e a Yamanaka? Essa correra para convencer o irmão a colocar laxante na bebida do Hatake, esse, em palavras mais leves, ela sequestrou da enfermaria. 

– Neji cadê o meu cachorrinho? Pumpkin, pumpkin! – a Mitsashi dissera, balançando as pernas, enquanto estava sentada no sofá, apreciando a granola. 

– Aaaa ela não esquece! – Neji resmungou, batendo a almofada na cara.

– Ninguém mandou você prometer, idiota! – Shikamaru riu do amigo, fazendo-o se emburrar. 

– Então, como foi o final de semana de vocês? – Gaara perguntou aos que estavam ali. – O meu eu preciso de dizer que foi ruim só por causa da pimenta.

– Pimenta? – Shikamaru franziu o cenho, curiosíssimo, mas logo se lembrou com quem ele estava ali. – Meu Deus, tu é um fodido da vida mesmo hein. – gargalhou fazendo com que o amigo revirasse os olhos. – Bom, o meu foi bom, ótimo na verdade. 

– O meu foi ruim porque a rapunzel me iludiu dizendo que ia me dar um cachorro, até agora nada né meu filho? – Tenten reclamou, olhando para o garoto que fez bico.

– Só estou prevenindo o cachorro de ser um granolático maluco, estou errado minha gente? – perguntou aos demais. 

– Se é assim então o gato da Sakura ama ficar assistindo coisas de terror. – o Uchiha comentou, mas logo levou uma almofadada da garota.

– Não conte meus segredos! – a mesma resmungou, inflando as bochechas em seguida.

O garoto gargalhou, segurando a almofada, colocando-a em sua perna.

– Você tem um gato? – Tenten questionou, dando um pulo animado do sofá. – PUMPKIN! Sakura júnior será amigo do Neji júnior! – exclamou, animadíssima. 

– Mas que abusada! – o garoto tomou dela o pacote de granola, escondendo-lhe atrás de si. 

– Neji Junior é um ótimo nome. – Temari disse, dando uma risada divertida, o que levou eles a rirem.

– Está corrompida em nome de Mitsashi Tenten. – o Nara brincou, gargalhando. 

– GENTE, GENTE, GENTE,GENTEEEEE! – berrou euforica.

– O quê? Yamanaka dois. – Gaara revirou os olhos, parece que haviam duas corrompidas. 

– Nada não, só queria dizer gente mesmo. – deu uma risada, fazendo com que eles bufassem. 

– Granolática retardada! – Neji deu-lhe uma almofadada na cara, assim que ela sentou de seu lado.

Os olhos negros do Uchiha foram até o garoto que estava sentado mais afastado e calado, o que quase era raridade, preocupado com o amigo ele se levantou do móvel, indo até o garoto que olhava para o teto com semblante pensativo. 

– O que foi? – perguntou-lhe, sentando de seu lado, com os braços atrás da nuca.

– Hm? Hm... Nada. – bocejou, piscando seguidamente algumas vezes. 

– Tá, sei. – Sasuke revirou os olhos, os dois já atraiam a atenção dos demais. 

– Cadê a Hinata? – Tenten perguntou curiosa, mesmo que estivesse com eles, não sabia para onde ela havia ido.

– Ela estava bem estranha... – a Iwasaki comentou, fazendo uma guerra com seus dedos.

~•~

 

As mãos femininas seguram na parede, colocando apenas a cabeça e  olhando bem o corredor que levava a sala das professores, não estava passando nenhum por lá, atrás dela outra cabeleira loira apareceu, assim como ela, olhando para a sala dos professores, onde talvez o homem pudesse estar, já que não o viram em outro lugar. Deram um sorriso sapeca juntamente, correndo até a sala, enquanto Ino olhava para a frente o irmão olhava para trás. Ele momentaneamente ainda se perguntava em como fora concordar na ideia fraca de por laxante na bebida do homem, ela precisava renovar as idéias, claro que não seria chato e o Hatake passasse o dia no banheiro. 

– Que o show comece! – Ino declarou, dando uma risada e levando uma bundada do garoto. – Olha para frente débil mental! – brigou, dando-lhe um cascudo.

– Cala a boca, animal! Vamos logo! – dirigiu-se até a porta, girando a maçaneta e abrindo-a.

Os dois Yamanaka adentraram a sala, e para suas alegrias, o grisalho realmente estava lá, para a sorte deles, estava sozinho, bebericando um café e lendo um livrinho.

– O que querem aqui? – Kakashi perguntou, ainda mantendo a atenção na leitura. 

– Meu bom Kakashi, precisamos conversar urgentemente! – Ino falava, indo até o mais velho. – O que você acha de umas férias? – colocou as mãos os ombros do homem, obrigando tanto ele quanto a cadeira de rodinhas, ir até a janela.

– Não estou interessado! Na verdade estou sim, não é uma má ideia não. – fechou o livro, marcando-o com o dedo, olhava pela janela os alunos que aprontavam. 

Ino acenou para trás, para que o loiro colocasse logo dois comprimidos no café do homem, e assim ele fez, completamente risonho, assim que o fez, fora até o professor também.

– Essas crianças não cansam de aprontar! –  fazia-se de decepcionado, fazendo com que Kakashi o olhasse suspeito. – E isso me dá uma vontade de colocar bombinhas nos bebedouros! – bateu a mão fechada na aberta.

– Nem invente, não sei o que os dois bonitinhos estão fazendo aqui, mas queiram se retirar? Minha leitura está sendo atrapalhada! – o Hatake resmungou, levantando-se da cadeira e a movendo para o lugar onde estava.

– Nossa Kakashi, achei que éramos brothers. – a Yamanaka limpou as falsas lágrimas, já se dirigindo até a porta. – Não, beleza, eu estou bem. – forçou o choro, fungando. – Você pode não me amar, mas saiba que eu te amo viu? Lá vou eu pra zona do amigo. Não se preocupem, eu estou bem, não precisam ficar tristes por mim. Eu sou jovem ainda, encontrarei outro amor tão forte quanto esse. – acenou bicuda, saindo da sala.

– Ela sabe que não nos importamos né? – Deidara questionou para o homem, que deu os ombros, pegando a xícara e dando uma golada. – Tchau professor, se cuida hein. 

– Vocês estão com cara de quem vão aprontar. – Kakashi franziu o cenho, novamente dando uma golada no café. 

 

Os dois irmãos sapecas estavam ainda no corredor, dando risadas, mal esperavam para ver o efeito, assim que o homem saiu as pressas para o banheiro dos professores, eles começaram a rir mais alto, fazendo com que o homem os praguejasse do fundo de seu coração.

– Tadinho, isso que ganha por não retribuir meu amor. – a Yamanaka jogou o cabelo, completamente convencida, já partiam para fora daquele corredor antes que a mulher aparecesse. 

– Ino, ninguém te ama querida, não se iluda, ele não será o primeiro e nem o último. – Deidara falou, recebendo um tapa  na nuca da loira emburrada. 

– Ah mais se foder! – resmungou, saindo pisando duro. – SEU ADOTADO! – já um tanto longe dele, berrou, mostrando-lhe o dedo do meio. 

– Filha da mãe!  

Andava emburrada para fora do corredor, ele merecia uma bexiga fedorenta na cara! Mas o Sabaku havia as jogado fora, se soubesse disso jamais teria o informado sobre a existência delas em seu quarto, como fora desatenta! As bochechas da garota estavam infladas, jogava os braços para frente, completamente brava, mas isso sumiu quando se recordou que agora Kakashi estava no banheiro, um tanto ocupado, como ficaria por algumas horas. Deu uma gargalhada alta, isso era sua vingança por ele ter vindo dar aula ali, já esquecia-se do irmão idiota que dissera que ela nunca teria um namorado, não que fizesse tanta falta, se fosse para ter um namorado, ele teria que gostar de aprontar assim como ela! Ignorando isso, voltou a dar risadas que já fazia seus olhos lacrimejarem, estava tão desatenta em seu caminho que trombou com o garoto. 

– Gaara, meu amigão, adivinha quem vai passar o dia no banheiro? – se entregara rindo, logo levou um susto, arregalando os olhos. – NINGUÉM, TCHAU! – fora dar no pé, mas antes que pudesse sair correndo, fora puxada para trás.

– Tu tava aprontando? – questionou-a, comprimindo o riso. 

– Eu não, até parece, olha para a minha cara de quem não fez nada. – tentou ficar séria, olhando para o garoto, mas não conseguiu, começou a rir, logo mordendo o canto da boca para tentar parar.

– O que eu te disse? – perguntou-a, ficando de braços dados com ela.

– Que eu sou a melhor pessoa do mundo? – Ino falava chorosa, já estava sendo arrastada em direção a cantina.

– Nah, você foi malvada com alguém, então receberá sua punição. – riu, conduzindo-a. 

– Eu odeio minha vida. – dramatizou, fazendo com que seus lábios tremessem.

– Ninguém mandou aprontar e me contar! – Gaara brincou, rindo e balançando a cabeça negativamente.

 

Quando chegaram até a cantina, o garoto arrastou-a até o balcão, pegando assim, o molho de pimenta que estava sobre o mesmo, Ino já fazia olhinhos tristonhos, mas isso não adiantava de nada. Ela realmente não deveria aprontar, mas ainda queria! Então como aprontaria? Era simples, aprontava sem o deixar saber, ela nunca o deveria ter falado! Fora uma péssima ideia, onde estava o senso de humor do garoto? Se não era com ele, então apenas deveria rir junto com ela. 

– O que vocês estão aprontando? – Itachi perguntou, assustando-os.

– Não brota do chão! – o Sabaku reclamou, tentando acalmar-se do susto. – Nada demais, apenas punindo quem não sabe ficar sem aprontar! – o garoto disse, sem dar tanta atenção para o mais velho que revirou os olhos, ele falava isso, mas também esteve aprontando com ela.

– Itachi, me salva! Eu faço qualquer coisa, até escovo seus dentes de manhã! – Ino falava chorosa, fazendo com que ele risse das bobagens que saía de sua boca. 

– Eu? Nem tô vendo nada, se divirtam! – acenou, voltando para terminar de lavar as verduras. 

A Yamanaka abriu boca, sentia-se completamente traída, e seu olho esquerdo parecia estar tendo um tique nervoso, pois piscava sem parar, havia ficado contrariadíssima.

– Abre a boquinha! – Gaara mandou, já segurava sua segunda inimiga. 

– Ah não, eu prometo que não faço de novo! – estreitou os olhos, bicuda, já fungava, mas aquilo não o dava dó.

– Ino, eu sei que você vai aprontar. – rira da garota, se aproximando ainda mais dela. – Abre a boca vai! – a contragosto logo ela fez, preparava-se mentalmente para aquilo. 

O Sabaku então pingou trinta e cinco gotas dentro na boca dela, mandando-a engolir, assim ela fez, já começava a arder e ela queria correr para tomar água, mas quem disse que ele deixou que isso acontecesse? Enquanto a garota estava praticamente chorando em sua frente, ele a impedia de ir tomar água, queria que ela sentisse arder mais. 

– Espera, só vai beber quando eu quiser. – gargalhou, observando os olhos azuis lacrimejando.

– Eu te odeio, te odeio, te odeio, te odeio! – sugava todo o ar que podia para dentro da boca, mas ainda sim era inútil. – AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – soltou um grito estridente fazendo com que o ruivo fechasse os olhos, logo dando uma risada.

– Ai meu Deus, tá, vai lá beber vai! – deixou-a ir, e essa saiu em disparada para o filtro, tomando vários e vários copos cheios de água. – Tadinha, acho que peguei pesado. 

 

~ Life's Things ~

 

– Essa garota está dando trabalho.  – falara emburrada.

Havia procurado-a dentro do quarto, fora do colégio, até mesmo em banheiros, no entanto, não acharam a garota que não viam desde que saíram da sala. A Haruno tinha decidido procurá-la, para conversar com ela um pouco mais, pois o moreno havia lhe falado perfeitamente sobre a prima de seu amigo, e agora mesmo, ele estava com a rosada, procurando juntamente à ela. 

– Mas não é culpa dela, calma. – Sasuke disse, cutucando-a, ela era muito impaciente, admirava até mesmo ela estar fazendo isso.

– Tsc. – inflou as bochechas, fazendo com que o garoto desse uma risada. 

– Você é a pior pessoa possível para lidar com alguém com problemas. – comentou, e isso a fez olhá-lo.

– Você acha? – choramingou. – Estou fazendo o meu melhor! – cruzou os braços, balançando a cabeça, aquilo novamente o fez dar uma risada.

– O seu melhor é muito impaciente. – o Uchiha deu os ombros, voltando seu olhar para frente, finalmente havia encontrado-a. 

A garota estava um tanto cambaleante, arrastava-se pelo corredor, segurando nas paredes. As consequências de ter ficado um dia inteiro e manhã sem comer estava aparecendo, e para piorar, a menina estava de seu lado, podia ouvir as risadas perseguidoras dela. Estava completamente pálida, enxergava tudo embaçado, sua visão estava falhando aos poucos, ficando até mesmo negro, estava passando a distorcer-se. Antes que pudesse dar mais um passo ela foi levada ao chão, havia desmaiado ali. 

Correram apressados até a garota assim que viram que ela caiu, o corredor estava um tanto vazio, só tinha os três ali. 

– Meu Deus, o que tá acontecendo com essa garota? – Sakura questionou, vendo o garoto pegá-la no colo. 

–  Não sei, mas precisamos levá-la até a enfermaria! – apressado o Uchiha passou a andar, sendo seguido pela rosada. 

Apressadíssimos eles se dirigiam até a enfermaria, passavam por um corredor mais tumultuado e os alunos começavam a comentar e se perguntar sobre o que tinha vindo a acontecer com a garota, mas não ousaram segui-los, afinal não era problema deles, bem, era o que pensavam. 

Assim que chegaram até a porta da enfermaria, Sakura abriu a mesma, permitindo a entrada do garoto, que entrou cuidadoso para não bater a cabeça da Hyuuga nas laterais, os olhos esverdeados procuraram por alguém, e logo eles encontraram as duas pessoas que trocavam beijos no lugar que era tão branco que fazia seus olhos doerem. A rosada forçou uma tosse, atraindo a atenção dos dois que se separaram bruscos. 

– O que aconteceu? – Yahiko preocupou-se. – Coloque ela na cama! – pediu, e assim o moreno fez, cuidadoso.

– É isso que a gente quer que você saiba, filhinho. – a Haruno revirou os olhos, logo sendo cutucada. 

– Sakura! – repreendeu-a, ela deveria pelo menos se conter em momentos assim. 

~ • ~

Faziam vários minutos desde que o grupo se separou da sala de estar, agora eles estavam perdidos pelo internato, tentando achar o paradeiro da garota, ela aparentava ter virado fumaça, pois independente de onde eles procurassem, ela não estava, bem, agora já havia sido achada. O Sabaku havia se encontrado no meio do caminho com o Nara, esse estava sozinho e ele também procurava pelo amigo, já que tinha algo a falar, coisa que não pôde já que estavam todos juntos, sem contar que pareceria estranho, talvez. Ino por sua vez, estava abraçada com o travesseiro dentro de seu quarto, havia achado que morreria com aquela maldita pimenta, como ela aprontaria agora com aquele maldito ruivo? Ele não teve piedade ao puni-la daquela forma, nessas horas ela queria ter resistência a pimenta, se isso existisse. 

Os cochichos se faziam presentes pelos corredores, estavam se espalhando pelo colégio, claro que sempre a história mudava, quando perguntavam quem era, os do terceiro automaticamente dizia que era a garota que estava conversando sozinha na sala, e que ela parecia ser louca, qual seria o motivo do desmaio dela? A cada ouvido que chegava era um conto completamente diferente, se bem que na última semana ela aparentasse ser alguém normal. 

– Ouviu isso? – Shikamaru questionou, contrariado. 

– Daqui a pouco vão dizer que a garota desmaiou porque está gravida. – o Sabaku revirou os olhos. – Espera, eles estão falando da prima do Neji, era ela que tava dando a louca e conversando sozinha na sala. – espantou-se, ficando de boca aberta.

– Depois eu te explico, já que você está por fora. Agora vem logo! – Shikamaru apressou os passos, quase corria, até a enfermaria, sendo acompanhado pelo amigo.

– Ih, já vi que é problema. 

...

Graças aos cochichos aleatórios e distintos, os seis reuniram na enfermaria, o Hyuuga agora estava mais apreensivo do que antes, por que ela havia desmaiado afinal? Sua prima estava sendo mais preocupante do que antigamente, isso era certo. 

Os olhos finalmente vinham se abrindo vagarosamente, aquela claridade a fez achar que se cegaria, por breves segundos sentiu-se tonta, fechando novamente os olhos e os abrindo novamente, sentiu a cabeça doer e a mão foi automaticamente até ela. Aliviaram-se brevemente quando ela acordou, haviam-se passado quinze minutos desde que ela tinha desmaiado. Estava cada um de um lado da cama, olhando-a curiosos ao mesmo que preocupados, a única que não estava ali era Ino, já que a mesma estava em seu quarto. 

– O que houve? – perguntou se sentando na cama, ainda mantendo a mão na cabeça.

– Como se sente? – Yahiko perguntou, indo até a mais nova.

– Uma bela merda. – alisou a cabeça, seu palavreado fez o homem rir, claro que balançou a cabeça negativamente.

– A boca de alguém tem que ser lavada com sabão. – voltou a dizer, olhando bem para ela.

– E o que eu estou fazendo aqui? – seu olhar passou de um em um, até que parou no primo. 

Ele estava com um olhar mais preocupado que todos, e não era só isso, lá estava ela, atrás dele. Hinata engoliu seco percebendo o sorriso, suas mãos desceram até as pernas, apertando-as. O garoto percebeu a mudança quando ela o olhou, e para trás dele, talvez a tivesse visto? 

– Você desmaiou. – Yahiko falou, atraindo a atenção dela. – Você comeu algo hoje? – questionou.

– Não... Eu não como desde ontem, mas é porque eu não estava com fome. – explicou, forçando um sorriso. 

Os olhares desgostosos caíram sobre ela, se soubesse que isso aconteceria, teria falado que havia comido, e que poderia ter desmaiado por algum outro motivo.

– Você é bem idiota, hein? – Tenten se pronunciou, bicuda, mas essa logo levou uma cutucada da amiga que estava em seu lado.

– Não fala assim! – a Iwasaki repreendeu-a.

– Agora que eu estou bem, já posso ir? – a Hyuuga perguntou, pronta para por os pés no chão. 

– Só se for daqui para a cantina. – a voz conhecida soou um tanto autoritária, ela olhou diretamente para o loiro que estava com uma feição emburrada.

– Não estou com fome. – retrucou, desviando o olhar.

– Se não tivesse não teria ficado fraca e desmaiado. – Yahiko falou, cruzando os braços. 

– Tsc. – torceu a boca, abaixando o olhar, o mesmo logo fora em direção ao sorriso amargo que ainda estava ali. – Está tudo bem agora, então eu vou indo. – saiu da cama, de prontidão a sair do lugar cheio.

– Não vai não, precisamos conversar. – a parou, segurando seu braço, aquilo fez a garota bufar. – E a Konan foi buscar algo saudável para você comer, então vai ficar aqui quieta, paciente, vamos conversar, e você vai se alimentar. 

– Às vezes ele consegue ser bem mais chato que o meu irmão. – Sasuke comentou, dando uma risada nasal. 

– Mas ela está sendo tão natural que penso que está ótima. – Gaara cruzou os braços, recordando-se da atitude da garota na última semana. 

– E vocês vazem daqui. – Yahiko falou em tom autoritário, assustando-os.

– Qual o problema de ficarmos aqui? – a Haruno franziu o cenho, curiosa. 

– É que eu não gosto de túmulto. – deu uma risada, fazendo com que a garota revirasse os olhos.

– Você estava no shopping esses dias, só pra você saber mesmo. – Sasuke bufou, desgostoso. 

– Shh, eu tenho meus momentos, saíam, saíam! – fazia sinais com as mãos, praticamente os expulsando dali.

– Aff, que cara chato. – Shikamaru resmungou, dando meia volta. 

– Eu ouvi isso! – retrucou, estreitando os olhos, a garota contrariada agora novamente estava sentada na cama.

Emburrados eles se retiraram da enfermaria, deixando somente os dois lá, enquanto iam se afastando do lugar, viam Konan indo para lá, segurando algumas coisas. O Hyuuga estava já um pouco mais calmo, mas agora teria também que se preocupar com ela comendo, e ela momentaneamente havia voltado ao seu " normal ", contudo era uma faixada e ele sabia disso, não só ele, como o amigo também. 

– Acho que a Hinata está precisando de uma babá. – Gaara ousou comentar, tendo seu braço cutucado pelo moreno que estava ao seu lado. – O quê? Vocês não me falaram nada, como querem que eu saiba de algo?

– Idiota. – Shikamaru resmungou, olhando para o amigo que estava um pouco mais a frente deles, ao lado da Mitsashi e da Iwasaki. – Depois eu te falo. – murmurou. Ah, é... Não vá com perversão para cima dela. – apontou para a loira, fazendo com que o Sabaku franzisse o cenho. – Se fazer isso, eu te bato. 

– O quê? Eu não faria isso, eu olho para ela e penso com uma tia, uma prima, uma irmã, uma... – parou a frase, deixando sua boca entreaberta, logo ele olhou para a garota, comparando-a a mãe, uma irmã, ele estava novamente tendo aqueles pensamentos em relação a seu nome e aparência. 

Percebendo o semblante estranho do amigo, o Nara ergueu uma das sobrancelhas.

– Que foi? – perguntou-lhe, o garoto ainda estava parado olhando para a Iwasaki que se afastava.

– Não, nada, fiquei louco por um momento. – balançou a cabeça, ignorando o que havia acabado de pensar. 

 

Eles haviam se separado de novo, suas conversas os faziam se perder uns dos outros. Suas preocupações a respeito da garota estavam sendo mantidas dentro deles, claro que deixariam para conversar com ela assim que se encontrasse novamente, de qualquer forma, ainda sentiam a vontade de terem ficado esperando na porta da enfermaria, e eles realmente deviam ter feito isso. 

Caminhavam lado a lado, conversando, ele estava se sentindo novamente confortável pela presença dela, como isso poderia ser explicado ao ruivo, quando ele o disse que era melhor ele se prevenir das tiradas dela, sendo que ela estava ali de seu lado, conversando como uma garota que nem mesmo aparentava dar tiradas em alguém? Isso chegava a ser engraçado, ele o avisou, contudo estava com ela. Bom, não era ruim, sem sombra de dúvidas, ele gostava de sua companhia, mesmo que ela começasse a lhe dar algumas tiradas, ainda sim seria bom, pois estaria com a rosada. 

– Eu acho que o Sasori quer se tornar seu amigo. – o Uchiha disse-a, dando uma risada, lembrava-se das palavras do garoto que não para de olhá-la. 

– Ele que não venha, estou bem assim. – cruzou os braços, logo dando os ombros.

– Por quê? Ele é legalzinho, você deveria tentar. – provocou, vendo que ela lhe lançou um olhar mortal.

– Foda-se! Não fala essas coisas, se não meus pais inventam novamente outro jantar, mas dessa vez eles vão trancar as portas só pra mim não fugir de novo. – resmungou, logo inflando as bochechas, não queria nem imaginar aquilo acontecendo.

– E você fugiria de novo? – deu uma risada nasal, mirando o rosto emburrado.

– Sim, porque você diria para eu fazer a mesma coisa, não é? – a Haruno inclinou a cabeça para o lado, olhando bem para o moreno que pareceu surpreso.

– Se você levasse o gatinho, talvez. – brincou, sorrindo, e aquilo a fez bufar.

– Eu estou proibindo ele de gostar mais de você, não quero perder o meu gato. – um bico novamente se formava em seu rosto emburrado.

– Certo, certo, mas não resisto à ele. – levou as as mãos até a nuca, entrelaçando-as na mesma.

– Ih... –  o tom de voz da garota soou desgostoso quando viu quem vinha em direção a eles. Já sabia o que vinha pela frente.

– O quê? – estranhou, mas logo entendeu. – Merda. – olhou para cima, revirando os olhos.

– O que faz com essa moranguinho, meu Sasuke? – a ruivo falou enfatizando, parando na frente dos dois.

– E desde quando o que ele faz e deixa de fazer te desrespeita? – franziu o cenho, olhando para a garota que lhe secava de cima a baixo. 

– Como assim seu? – segurou a vontade de rir, ela deveria pelos menos tentar esquecê-lo, já que nunca tiveram nada e nunca teriam também.

– Eu já te disse uma vez para ficar longe do meu namorado! – ignorando-o, falava para a Haruno que revirou os olhos.

– E você se lembra do que eu disse? Pois é. – bufou. – Acho que você precisa se tratar urgentemente. – apressou os passos, saindo de perto deles, mas antes seus ombros trombaram com o da garota, mas não fora por ela querer, e sim pela ruiva que o fez. 

– Já vai tarde. – mexia os dedos para a Haruno, estava com um sorriso vitorioso nos lábios.

– Você é irritante garota. – assim como a outra, o garoto saiu de perto da Uzumaki, deixando-a com cara de paisagem enquanto o via se afastar.

– Mas... – entristeceu-se por breves segundos, no entanto, logo isso passou a ser raiva. – É tudo culpa dela! 

~ • ~

O Uzumaki estava em seu quarto, jogando sozinho, estava tentando melhorar ao máximo para que quando ela voltasse a ficar bem, eles pudessem jogar novamente, de jeito nenhum ele esquecera de como perdera para ele antes da aposta que fizeram, e aquele fatality? Ela só jogava com Mileena, era nojento! Claro que ao mesmo tempo legal, mas continuava sendo nojento e o que ele achava o mais brutesco! Deu uma risada ao se lembrar das perdas consecutivas para ela, mas da próxima mesmo que jogassem, ele ganharia dela, ah se ganharia. 

– Ela vai ver só, ninguém me humilha e fica sem revanche. – riu, animado. – Ela precisa mesmo de uma babá... – lembrou-se da problemática garota, que até mesmo havia ficado sem comer. 

Ela também estava sendo bastante bipolar, pois na enfermaria ela estava um tanto como antes, realmente difícil de lidar. Deveria ser pelo menos um pouco mais compreensível, contudo não era totalmente culpa dela, ainda tinha a menina, e agora ela estava ficando sem comer? Torceu a boca, estreitando os olhos, suspirou pesadamente soltando o controle, até quando aquilo duraria? Espera que tudo se resolvesse logo, que a irmã que seu cérebro criou desaparecesse de uma vez.

Naruto encostou a cabeça nos pés da cama, olhando para o teto, ela era tão chata e conseguia o irritar tão fácil, e assim como ela, era divertido irritá-la, roubar seu celular, provocá-la, até mesmo desafiá-la para jogar, apesar que perdia. Era realmente uma droga perder para uma garota!

...

– Eu vou protestar na frente da sua casa se você não me der um cachorro! – Tenten dizia, cutucando o garoto que seguia de braços cruzados.

– Tenten, você vai matar o cachorro de granola! – resmungou, virando-se para ela e lhe dando um peteleco. 

– Estou imaginando ele ficando em pé, e indo até o mercado para comprar granola com ela. – a Iwasaki falara, colocando o dedo no queixo, realmente imaginava a cena. 

– O pior de tudo, ela quer chamar ele de Neji Júnior! – espantou-se, como diabos ela queria dar seu nome a um animal? 

Emburrada Tenten se agachou no chão, abraçando os joelhos, suas bochechas enchiam-se de ar, é claro que ela não seria tão ruim com o cachorro, e óbvio que não teria culpa se ele virasse um granolático, certo, talvez um pouquinho de culpa, entretanto, a culpa maior seria do cachorro por se apaixonar pela preciosa!

– Prefiro ser jogada na piscina à desistir do meu au-au. – resmungou, ficando bicuda.

– Ah, é? – o Hyuuga dera uma risada, e fora até a garota, pegando-a e colocando-a em seu ombro. 

– Me solta, idiota! – batia as mãos nas pernas do garoto que continuava a rir. – Neji, você foi adicionado na minha listra negra! 

– Shh, isso acontece quando não se tem cuidado com as palavras! – riu, começando a caminhar com ela nos ombros, a garota ainda batia em suas pernas, tentando falhadamente fazê-lo soltá-la, bem, isso se resolveria com um simples beliscão.

– Uh! Ele vai jogar ela na piscina mesmo! – Temari mantinha-se de boca aberta, e logo gargalhou. 

– Onde eles vão? – a voz masculina soou atrás de si, esse tinha o pescoço inclinado para o lado, tentando entender o que o amigo faria com a garota.

– Hã? – virou-se para trás, dando de cara com o Nara. – Ele foi jogar ela na piscina. – disse, sorrindo.

– Meu Deus, deixa eu adivinhar, por causa do cachorrinho que ele não quer dá? – riu, vendo-a acenar. – Coitada, ainda está iludida.

– Não é? – Temari disse, coçando a nuca. – Talvez eu devesse ir atrás dela. – falou pensativa, fazendo biquinho.

– Ou talvez você deva ficar e conversar comigo. – piscou involuntariamente, colocando as mãos no bolso.

– Não posso dizer que é uma má ideia. – riu, colocando o punho fechado próximo a boca.

Os dois se dirigiam até a escada, conversando, o garoto volta e meia arrancava risos da garota, que estava sempre atenta ao que ele dizia, surpreendeu-se quando o Nara perguntou-lhe sobre o que o Sabaku e ela conversavam na sala, mas logo entendeu quando ele disse do ex-comportamento que o amigo tinha, e aquilo a fez dar algumas risadas. Sentaram-se nos degraus da escada, a sala estava praticamente vazia. Gaara e Shikamaru se separaram o ruivo disse que iria para o quarto, sentia que a preguiça do amigo estava pegando nele. 

A Yamanaka desde a hora que entrou, nunca havia saído do quarto, agora ela pensava em planejar algo para cima do irmão, mas o que poderia fazer para ele? Sem contar que, logo Tsunade apareceria para brigar com eles pelo que fizeram ao homem que ainda corria para o banheiro, o mesmo os praguejava com toda suas forças, nunca deveria ter deixado de prestar atenção no garoto que também estava com ela, era óbvio que eles queriam algo quando entraram na sala, como fora cair em algo tão barato e baixo? Talvez devesse pedir a expulsão dos dois, pois mesmo que os tirasse seus fins de semana, nada mudaria. Uma expulsão serviria, por via das dúvidas. 

– Você sabe o que está acontecendo com a Hinata? –  Iwasaki perguntou, curiosa, virou o rosto para vê-lo e aguardar a resposta.

– É bem delicado... – torceu a boca. – Mas eu vou te dizer, já que a maioria de nós já sabemos, você poderia até mesmo dizer que ela é louca. Bem, ela meio que vê a irmã dela. 

– Como assim? – franziu o cenho, não havia entendido nada que saíra da boca de Shikamaru.

– Uh... Ela tinha uma irmã, e ela morreu afogada. – voltou a dizer, com suas palavras a garota arregalou os olhos, surpresa. – Então ela ficou com trauma, sabe... Desde então ela vê a menina. – resumia. 

– Nossa... – abaixou o olhar. – Mas ela parecia ser tão normal...

– Sim, ela havia esquecido desse trauma, só que agora parece que ela se lembrou dele. – suspirou pesadamente. 

A ruiva que estava decidida a sair do quarto e respirar o aroma floral do jardim, vinha um tanto destrambelhada e anima, ela ainda pensava no garoto na qual fora tão gentil com si, suas mãos estavam em seu rosto, o mesmo estava completamente quente, que sorriso bonito ele tinha, como ele era caloroso e bom, não sabia se estava sendo precipitada de mais só por ele tê-la ajudado com os livros, mas só de pensar no veterano dela, ela sentia seu coração disparar, bem isso ocorreu por ele ter sido o primeiro garoto a ser gentil com ela, já quer era uma completa desastrada em tudo que fazia. Tayuya estudava no e tinha quinze anos, podia-se dizer que ela era uma amante de livros de romance, era bastante inteligente, digo, a mais, de sua sala principalmente.

Pensando no Nara que presumia ser um belo garoto gentil, ela descia a escada, cantarolando baixinho e contente. Estava tão distraída que nem mesmo notara que o garoto em que pensava, estava ali sentado com a loira. Não deixando sua fama de desastre para trás, Tayuya tropeçara no antepenúltimo degrau, dando um gritinho que chamou a atenção dos dois que também estavam distraídos, vendo que a garota iria cair, completamente ágil – antes que isso ocorresse – Shikamaru se levantou para segurar a garota, só que fora de seus planos, os dois caíram um em cima do outro enquanto a Iwasaki olhava preocupada. 

– Doeu... – Shikamaru choramingou, alisando a cabeça. – Você é realmente desastrada. – falou tom brincalhão, para a garota que estava em cima dele.

– D-Desculpa! – pediu chorosa, se levantando rapidamente e batendo nas roupas. – Desculpa ser um desastre! – abaixou a cabeça, corada e chorosa, achava que tinha machucado o garoto. 

– Você precisa ser mais cuidadosa. – o Garoto se levantou do chão, alisando novamente a cabeça. – Não precisa se curvar, não foi nada de mais. – riu da atitude fofa dela, a mesma levantou a cabeça o olhando, enquanto entrelaçava as mãos perto de seu peito.

– Vocês estão bem? – Temari perguntou, os olhando. 

– S-Sim. – a ruiva disse, ficando ainda mais vermelha, alguém havia visto ela caindo em cima de um garoto, era constrangedor.

– Acho que sim. – riu nasalmente, isso fez com que Tayuya o olhasse.

– Desculpa! Não queria te machucar! – curvou-se novamente, o garoto não teve como não rir daquilo, era realmente uma fofa desastrada, e pedia muitas desculpas.

– Certo, certo, não precisa se desculpar, só tome mais cuidado da próxima. – colocou a mão na cabeça dela, gentilmente.

As mãos em tal constrangimento foram para seu rosto, que já esquentava sentindo aquele toque, caíram e mesmo assim continuava sendo o dia de sorte dela. 

Aquilo já acontecera à ela, ele também fez aquele carinho, estava sentindo-se um tanto esquecida ali, enquanto o garoto ouvia os pedidos sem graças de desculpa, e o rosto da mais nova imitava um camarão, ele era um garoto realmente gentil, ajudou-lhe duas vezes com seus desastres. Suspirou observando os dois, ele era um tanto maior que ela.

Por que são tão bons? Por ele ser simplesmente gentil, até mesmo com alguém como ela. Respondera a pergunta que o havia feito, e que ele não pôde responder. 

– Você deve estar pensando que eu sou uma retardada que não presta atenção em nada. – choramingou, fitando-o.

– E-Eu não estou pensando isso. – gesticulou em rendição. – Eu jamais pensaria isso, quer dizer, claro que você parece ser bem desatenta, mas eu não pensaria isso de você! – defendeu-se, vendo que no rosto um sorriso apareceu.

– Sério? Jura? – questionou contente, os olhos dela pareciam que iriam brilhar.

– S-Sim. – coçou a nuca, sem graça. 

Esquecida, momentaneamente, era isso que sentia agora. Levantou-se de onde antes estava sentada e subiu os degraus, assim que chegou no topo fora para seu quarto, fora uma atitude demasiadamente infantil, era claro que ele voltaria a conversar com ela, contudo se sentia esquecida ali, enquanto eles conversavam.

– Hã? – Shikamaru deu-se conta de que a loira não estava ali, olhou pelos lados e nada da Iwasaki. 

~ • ~

Os gritos histéricos de Tenten soavam pelo colégio, ele ainda não havia soltado-a de forma alguma, a jogaria na piscina e depois lhe daria uma boa noticia, boa para ela pelo menos, já tinha dó do animal, se bem que, ele também estava pensando em outra coisa, apesar que ela o roubaria, se trancaria no quarto e os encheria de granola, rezava para eles nem quererem sentir o cheiro daquilo, imaginava três loucos por granola, começou a rir de seus pensamentos, enquanto outros alunos os olhavam indo em direção a piscina.

– O que é tão engraçado? – questionou emburrada, esperava pela hora que ele finalmente a soltaria. – Neji, deixa só você me soltar, vou te dar uns karatê!

– Vai me dar aula de karatê? – riu, parando na margem da piscina. – Não vai desistir mesmo né? – perguntou-a, risonho, já sabia a resposta.

– ME NEGO! – berrou. 

Neji agilmente ficou com ela nos braços, e ela já se debatia, ele poderia bem jogá-la no chão, para que batesse a bunda no chão, mas queria mesmo era jogá-la dentro d'água. Antes que a morena pudesse dizer a mais ele a atirou na piscina, que fez a água subir consideravelmente, ela não era gorda mas parecia uma bomba quando jogada na água. Começou a gargalhar vendo o rosto emburrado quando colocara a cabeça para fora da água. Queria chutá-lo algumas vezes, não, tinha uma ideia melhor. 

– Seu vadio! – resmungou, passando a mão no rosto.

– Cadê o respeito, mocinha? – questionou-a, rindo. 

– Deixei no caminho para cá, sua rapunzel. – fizera biquinho, indo próxima à ele. 

– Mas eu prometi, não foi? – falara, os olhos da garota pareciam que já brilhariam. – Então te darei, quando sairmos daqui. – piscou, vendo que a Mitsashi abriu um largo sorriso.

– PUMPKIN! – gritou, erguendo os braços. – Você é o melhor! – mostrou o polegar para o garoto, que revirou os olhos rindo.

– Estou sentindo a granolática puxa saco. – virou o rosto, murmurando, com os braços cruzados. 

– Eu ouvi isso! – exclamou, bicuda. – Agora me ajuda a sair! – estendeu a mão para ele, que a pegou sem reclamar. – YUPI! – gritou, puxando o garoto, que perdeu o controle e caiu na água, praticamente em cima dela, obrigando-a a voltar para o fundo. – Não foi bem como eu pensei. – resmungou, assim que tirara a cabeça para fora.

– Filha da mãe! – deu-lhe um peteleco, agora pensava que nunca deveria ter dado a mão à ela. 

– Hihihi! – fizera um v com dois dedos, e sua outra mão estava na testa que continha um pequeno ardor. – MUÇURINDAAAAAAAAAA! – berrou, havia olhado para o coordenador que passava olhando desconfiado pelos cantos. 

Tenten rapidamente saiu da piscina, deixando o Hyuuga para trás, essa saía correndo como louca atrás do homem, pouco importando-se com as roupas molhadas, quem pensaria nisso quando poderia rever a tão adorada Gertru? Muçurinda? Até mesmo Gertrustada? Já pensavam que deveriam fazer uma fusão dos nomes, dó da cobra era o que eles tinham. E Orochimaru ainda teimava em trazer a cobra, mesmo sabendo que ela era ameaçada pela diretora que ainda tinha em mente batê-la em um liquidificador e beber na frente do homem, para que ele chorasse como um bebê, enquanto ela ria dele. 

– Ela não decide o que quer, garota maluca! – o Hyuuga disse, de prontidão a sair da piscina, e fora o que fizera, indo atrás dela, já tinha em mente o que viria pela frente. 

...

– COBRINO! – a Mitsashi berrou, pulando no mais velho que quase, por pouquinho, fora levado ao chão. 

– Você que saia de perto de mim! – abraçou o animal, parecia mais que o esmagaria.

– Nós nunca pudemos terminar nossas batalhas árduas! – cruzou os braços, balançando a cabeça. 

– Por quê? Você não pode contra mim! – defendeu-se, um bico infantil formava-se. 

– Decidiremos agora! – Tenten voou para cima do homem, roubando agilmente sua cobra. – MUÇU! – em um ato maluco a garota atirou-a para cima e saiu correndo para pegá-la, ou cairia no chão.

– ELA NÃO É DE BORRACHA SUA ANTA! – o homem gritou, colocando as mãos no peito, a garota era uma maluca. – Ah, é? Quer brigar? Então venha! EU, O PODEROSO COBRINO, DESTRUIREI VOCÊ! – ergueu os braços para cima, logo apontando para ela, que pulava feito louca com o animal em mãos.

– Pois venha! – desafiou. – Eu criei imunidade aos seus poderes! – falou convencida, mandando beijo para ele. Sentiu um braço escorar-se em seu ombro, e olhou para a figura folgada, que também olhava para seu único e poderoso rival, no amor da cobra. 

– Que caralhos vocês estão fazendo? – Neji perguntou, contendo as risadas, aquilo era familiar.

– Saia se não quiser ser pego pelos meus novos poderes! – Orochimaru dissera, colocando as mãos na cintura.

– Tu não poderás contra eu, o batman, o unicórnio dark, o canguru das profundezas obscuras! – Tenten estendeu a cobra para o garoto em seu lado, que a pegou de qualquer jeito, quase que a deixara cair, e se isso ocorresse os dois o mataria. – Venha, cobrino! 

– SEJA FRITA PELOS CÉUS ESCARLATES! CONTEMPLEM OS NOVOS PODERES DO CÉU! QUE DEZ MIL RAIOS PURPURINADOS CAIA SOBRE MINHA INIMIGA MORTAL! – ergueu as mãos para cima, logo juntando as palmas e apontando para a garota que pulou para trás.

– EU SOU IMUNE! PUMPKIN, PUMPKIN! SUA FORÇA JAMAIS CHEGARÁ AOS PÉS DA MINHA! – a Mitsashi empurrou Neji para o lado, que resmungou, afinal ele quase caíra com seu empurrão.

– Só por isso eu torcerei para o mestre cobrino! – resmungou, sentando-se no chão, segurando a muçurana. 

– EU CONVERTO OS PECADORES PARA MEU LADO, MENINA-PUMPKIN! – o coordenador riu, apoiando as mãos na cintura.

Aquela familiar cena, fazia os demais que estavam pelos arredores do campus rirem, havia dois malucos ali, e ainda disputavam por uma cobra? Achava que eles deveriam ser internados em algum hospício, ou talvez eles fariam quem trabalhasse lá ficar louco, não seria estranho se isso acontecesse. 

– SINTO-ME TRAÍDA, NEJI NUNCA MAIS TE VEREI COMO A MESMA PESSOA! – colocava a mão no peito, fingindo choro e desgosto. – Superarei essa perda... ME TORNANDO AINDA MAIS FORTE! EU INVOCO A SUPER CANGURUZADA! PON-PON-PONNNN! – pulava imitando o animal, logo esticou a perna, balançando o pé. 

O Hyuuga dava risadas da maluquices dos dois, se você ficasse um dia triste, era só colocar aqueles dois em sua frente, o problema seria resolvido sem demora alguma, pelo menos ele pensava isso.

– QUE CHUTE FORMIDÁVEL FOI ESSE? – falsamente tentava se recuperar, forçando uma tosse. – NÃO DEIXAREI QUE ISSO ME ABALE! PELOS PODERES DE YAMANAKA INO, EU INVOCO AS MARIAS-PODEROSAS-CHIQUINHAS! HAYAAAAAA! – partira seu longo cabelo em duas partes, balançando os mesmo, correndo em direção a garota que já corria dele.

– UNIBATCÓRNIO, EU ESCOLHO VOCÊ! CONCEDA-ME A SUPER ULTRA VELOCIDADE! AAAAAAAAA! – corria como louca enquanto era seguida pelo homem, que balançava o cabelo. 

– Você  não poderia ter escolhido donos piores que esse, Gertrurinda! – Neji falava, olhando as figuras que corriam em círculos.

 – OROCHIMARU! MITSASHI! QUE PORRA DE GRITARIA É ESSA? – esbravejou, com os olhos estreitados, eles pararam completa, ficando inclinados e se mantendo apenas com um pé. 

– O-Oi, Tsuna, como vai você? Já voltou? – Orochimaru disse, forçando um sorriso, ela não podia ver sua amada Gertru ali.

– Não atrapalhe nossa luta épica, dona peituda! – a Mitsashi resmungou, fazendo com que os olhos do garoto se arregalassem. 

– Estou indo embora, adeus para você-êês! – o Hyuuga estava pronto para dar no pé, carregando a cobra consigo, mas fora parado. 

– PODE FICAR QUIETO AÍ! – berrou, apontando para o garoto. – OS TRÊS DE JOELHOS AQUI E AGORA! – ordenou, colocando as mãos na cintura. 

– Mas eu nem fiz nada. – defendeu-se em um murmuro, indo até a mulher, assim como os outros dois.

– Por que ela grita se não é para gritar? – Tenten perguntou à Orochimaru, que levantou os ombros duas vezes seguidas. 

– Vão ficar de castigo agora. – Tsunade riu orgulhosa, vendo os rostos emburrados. 

– Mas eu não fiz nada. – o Hyuuga inflava as bochechas, ele só esteve olhando.

– Shhh, não perguntei! – a Senju retrucou, indo até eles que mantinham-se de joelhos, e deu-lhes petelecos duplos. – Essa cobra vai para o liquidificador agora! 

– VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO! – o berro saiu em uníssono pelos dois que não queria mal a cobra. 

– EU FAÇO PORQUE EU MANDO AQUI! – esbravejou, dando aos dois gritões, mais petelecos.

– Eu ainda não entendo porque estou de joelhos, nem fiz nada. – Neji choramingava, ainda com a cobra nos braços. – Somos duas tristes almas solitárias, Gertrurinda. – secou as falsas lágrimas, fungando.

Antes que a mulher pegasse do Hyuuga sua amada cobra, Orochimaru fora mais rápido e tomara a mesma das mãos dele, e saiu correndo para longe dos três que olharam ele fugir e os deixar ali, os olhos castanhos foram estreitos, praguejando a criatura que havia levado sua amada Muçurinda, ah mais aquilo era o começo de uma nova briga entre eles, maldito seja o Cobrino que fugira. 

– Ele corre igual uma batata! – Tsunade dizia, fazendo binóculos com as mãos. 

– Go-Go-GOIN' UP! – Tenten fazendo o mesmo ato fujão que o coordenador, saiu correndo, mas antes que fizesse isso, puxara o garoto que faltava tropeçar nos próprios pés, se ele caísse ali a levaria junto nem que fosse a última coisa que fizesse.

– Não sei porque correram, eu só queria entrar na batalha também! – a loira dissera, apoiando seu cotovelo na mão do outro braço, e apoiando seu queixo na outra mão. – Para mim ganhar e fazer espetinho daquela maldita cobra! 

 

 

~ Life's Things ~

 

A noite havia chegado de forma rápida, todos já tinham tomado seus banhos e jantado também, Hinata jantara junto à eles, a companheira de quarto não deixou de chamar por ela e não sairia do quarto até que fizesse, notaram a mudança drástica no humor da Hyuuga, ela estava um tanto estranha, não dava tiradas e seus olhos permaneciam baixos, tentaram conversar com ela e a mesma respondia curtamente, afinal estava sobre os olhares da irmã. Ayame havia ido no colégio pela tarde, mas suas suplicas para que a filha fosse com ela não adiantaram de nada, sem contar que, ela demonstrava estar completamente bem, negou-se de todas as formas, não iria de forma alguma, dizia que não precisava disso, já que estava perfeitamente bem, a mulher fora enganada pelos sorrisos da filha, assim como ela era enganada pelos sorrisos distintos da irmã.

Como de costume, estavam jogados pela sala de estar, alguns mantinham-se nos quartos, fazendo algo de sua preferência.  Faltava duas com eles, a Iwasaki estava dentro do quarto, deitada na cama e lendo as mensagens que recebera de Kaoru, enquanto Hinata se trancara no quarto, essa tentava abafar os ouvidos com suas mãos, os pedidos da menina estavam a enlouquecendo, ela desejava mais que nunca não ter reconhecido ela, mas ela não havia reconhecido essa como sua irmã, e sim a outra, a que aparecera primeiramente, perguntava-se onde ela estava, porque aquela ali só queria seu mal. 

– Não acredito que ela lutou novamente contra o meu mestre, sem ao menos me chamar! – Ino dizia emburrada e de braços cruzados, queria ter visto a nova batalha entre os dois.

– A diretora chata nos atrapalhou, eu estava para tomar posse da minha Muçuzinha. – a Mitsashi choramingava, abraçada na almofada.

– Tenten, você tava era correndo dele, e ele só tava mostrando o quanto ele era estranho balançando o cabelo daquele jeito. – Neji revirou os olhos, lembrando-se da cena. – O que você esteve ensinando para ele, Ino? – perguntou-a, a mesma dera os ombros não sabendo de nada.

– Eu estava era recarregando minhas energias, eu nunca fujo de uma batalha! – um bico se formou, infantilmente, novamente ela perdera a muçurana. 

– Queria ter visto também, ninguém me chama nas melhores horas! – Naruto reclamou, emburrado, inflara um lado de suas bochechas.

– Pelo menos você já viu uma, e eu que não vi nenhuma? – Sasuke o questionou, bufando. 

– Eu já vi e por isso cai no chão, então qualquer coisa que tenha haver com ela e o coordenador estranho eu dispenso. – a Haruno revirou os olhos, recordando-se de como eles a fizeram bater a bunda no chão, momentaneamente os praguejou mentalmente.

– Cara, vocês acreditam que a Ino deu laxante para o Kakashi? Mano eu vi ele essas horas aí, e ele ainda corria para o banheiro, que porra de laxante era esse? Coitado deve ter perdido até as forças nas pernas. – Gaara comentou, dando uma gargalhada de sua última frase, não era muito bom da parte dele rir do pobre homem.

– Talvez ele tivesse comido algo que também não fez bem, aí misturou as duas coisas, se fodeu bonito. – Shikamaru riu, imaginando a cena. 

– Falou a pessoa que me fez engolir pimenta pura. – retrucou, logo enchendo as bochechas de ar. 

– Ino, você fez a mesma coisa com ele. – Naruto revirou os olhos, ela não tinha porque se defender com isso, já que havia feito o mesmo.

– Gente. – o Uchiha falou, chamando-lhes a atenção, os mesmos o olharam. – Olha quem vem ali. – apontou para a garota, que descia os degraus da escada com um olhar demasiadamente estranho.

A Hyuuga seguia calmamente com os olhos baixos, olhava para a porta, focando na mesma, ela estava ao seu lado, cantarolando, logo correra até a porta, esperando-a. Queria ir em direção a piscina, assim como no dia em que se encontraram no fliperama, ela seguia desatenta, mesmo sabendo para onde ia. Hinata passara pela porta e o loiro se levantou do sofá, pronto para ir atrás dela. Aquela desatenção era conhecida por ele, então fazia o que achava que devia. Os demais também iriam atrás da garota, no entanto, foram parados assim que a diretora chegou na sala, sem deixar que eles saíssem. 

~ • ~

 

Ia em direção a piscina de água claríssima, essa era iluminada pela lua que dava-lhe uma cor ainda mais bela, estava um tanto frio ali fora, mas isso pouco importava para ela. Seus passos pararam assim que chegou na margem na piscina, olhando bem para ela, sentia seu estômago revirar vendo-a, as imagens criadas por ela já vinham, mostrando-a como havia empurrado a irmã, ela se sentia como uma péssima pessoa, seu medo pelas ações da menina haviam momentaneamente sumido, todavia voltariam em breve. Os olhos de Hinata voltavam a mirar a água, o vento gélido bateu em seus cabelos, fazendo-os esvoaçarem para o lado, sentiu novamente a presença da mais nova e a olhou, aquele sorriso amargo estava em seu rosto novamente.

Que tal se você se jogar? Poderíamos ficar juntas em outro lugar.

As palavras que saíram da boca da menina, para ela soou como uma ordem, então ela obedeceria a ordem, já que se tratava de sua adorada irmã. Inconscientemente a garota estava sendo dividida em três; era uma garota medrosa que presumia que a mais nova lhe faria mal, era demasiadamente grossa quando repetia o mesmo que ela e também sentia que deveria fazer o que ela dizia, para agradá-la de qualquer maneira.

Sem ousar respondê-la, dera mais um passo em direção a piscina, para ela não sabia nadar, então sem ninguém ver, ela acabaria por se afogar e ter o fim  que a menor, bom, era um pedido dela, então se ela pedia algo assim era porque ela só a perdoaria quando ela fizesse. Fechou os olhos de prontidão a pular dentro da piscina, ouvindo-a dizer que era a melhor coisa que ela poderia fazer por ela. 

Quando fora para se jogar na água, foi puxada, obrigando-a a cair no chão, junto ao garoto que havia impedido-a de fazer o que estava prestes a fazer. Com aquilo ela finalmente acordou da fase obediente, mas podia ouvi-la ainda.

Por que eu não tive a mesma sorte? 

O questionamento da irmã a fez tampar os ouvidos e começar a chorar, agora ela estava novamente com medo daquela que queria lhe fazer mal, mesmo tampando os ouvidos, a voz ecoava dentro de si, por que não tivera a mesma sorte? Por que foi impedida de cair na água e ela não? Perguntas assim a fazia ter mais medo e o choro aumentar. 

– Calma, vai ficar tudo bem. – o Uzumaki que estava do lado da garota, a abraçou, fazendo com que o rosto dela ficasse contra seu peito e inalando se cheiro, que era completamente bom. – Ela não te fará mal algum, então se deixe ser ajudada por alguém... – dizia, sentindo os braços da garota, que involuntariamente o abraçou. 

– Eu estou com medo. – falara embargada pelo choro. – Estou com medo... Com medo... – respirava descompassada, com isso era mais apertada pelos braços fortes do outro.

– Calma... Vai passar, ela não vai te machucar. – repetia as palavras, sentia que aquilo a acalmava de certa forma.

Fora realmente o que aconteceu, suas palavras a acalmava, e também faziam com que a menina que permanecia ao lado dela sumisse por algum momento, permaneceram abraçados e ela não fazia nada para o afastar, o que de certa maneira era bom, principalmente para ela, assim como fora com o primo, sentia-se protegida, sentia que a irmã não faria nada consigo. De longe a figura loira os olhava daquele jeito, havia os seguido assim que saíram da sala, ela estava um tanto brava com a morena, ela tinha mentido sobre não ter e nem querer nada com ele? Pois era o que estava aparentando, irritadiça Shion saíra do campus, para ela a garota apenas estava se fazendo de coitada para ser amparada pelo Uzumaki.

                                                      


Notas Finais


Enton, se o capítulo saiu chatinho e grande dms peço desculpas novamente!
Mas ainda espero que tenham gostado :'v
Hanabi não está mais aborzin, vamo expulsá-la da fic asdsafshaf qe
Genti, será que o Kkxi vai pedir a expulsão dos dois? Omg!
Enfim!
Até o próximo capítulo pq ta mais lento pra digitar do que a minha vida
Pumpkin, pumpkin ~


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