História Ligações Perigosas - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Camilla Belle, Chris Evans, Dylan O'Brien, Heróis (Push), Lucy Hale, Teresa Palmer
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Agente Secreto, Amor, Amor Proibido, Camilla Belle, Chris Evans, Romance
Exibições 25
Palavras 2.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores!
Sei que estava mega desaparecida, mas minha faculdade e meu tcc me destruíram neste semestre :\
Enfim, agradeço aos favoritos e comentários que a história já recebeu, fico feliz em saber que tenho leitoras lindas acompanhando!

Espero que gostem deste capítulo, aproveitem a leitura <3

Capítulo 4 - Nova rotina


Fanfic / Fanfiction Ligações Perigosas - Capítulo 4 - Nova rotina

Ao final da aula, arrumei minhas coisas e saí em direção à biblioteca. Jenny e Sophie sempre iam embora cedo, mas eu geralmente ficava na biblioteca lendo algo ou me envolvendo nas diversas atividades extracurriculares que a escola oferecia.

No caminho até lá, Derrick me seguia pelos corredores vazios – discretamente, óbvio - e isso me irritava.

Parei de andar e escutei que os passos atrás de mim cessaram também.

Falei um pouco alto sem me virar para olha-lo:

— Eu sei que você está aí.

Escutei passos lentos se aproximando, porém, não me virei.

— Claro que você sabe que estou aqui, afinal, o corredor está vazio. Todos foram embora. — ainda que eu não estivesse olhando-o, poderia imaginar seu rosto com um sorriso cínico sem mostrar os dentes, acompanhado de uma sobrancelha levantada e as mãos escondidas na calça social. Urgh!

Virei-me subitamente com os olhos ardendo em fúria, dizendo:

— E você, hein? Quando vai embora?

— Quando você for. — respondeu sem titubear e ele estava realmente com a expressão arrogante que eu havia pensado.

— Ai não... — coloquei a mão na testa como se isto fosse uma catástrofe. E realmente era.

— Eu vou me hospedar na casa de vocês agora.  -ele completou sem desfazer o sorriso irritante.

Chacoalhei um pouco a cabeça e abri os olhos exageradamente.

— Como é que é?

— Seus pais me contrataram em tempo integral.

— Era só o que me faltava mesmo... E quando que eu vou tirar minhas férias? — olhei para cima e ergui minhas mãos para o céu.

— No final deste mês. Depois do baile. — respondeu Derrick ignorando o meu colapso.

— Não estou falando das férias escolares. — expliquei — Estou falando das minhas férias de você! — elevei o tom de voz.

Ele soltou uma risada e coçou o cabelo um pouco acima da nuca.

— Bem, essas vão demorar. — ele olhou para baixo — Do jeito que você é desastrada...

Abri minha boca, incrédula no que acabara de ouvir.

— Eu não sou desastrada! — protestei cruzando os braços.

Inclinei-me para o lado para me apoiar na parede, mas não calculei a distância certa, pois a parede estava muito longe.

Teria caído no chão se Derrick não tivesse me segurado pelo braço, impedindo a queda.

— É claro que não. — falou com sarcasmo e rindo brevemente, parecendo se divertir mais do que deveria com a situação.

Estreitei os olhos, desejando explodir a cabeça dele com o poder da minha mente.

Livrei-me de seus braços e lembrei-o:

— Sem contato físico.

— E você espera que eu te segure como? — pela primeira vez, ele estava sério — Com o poder do pensamento?

— Eu espero que você não me segure.

— Ah claro... — ele deu uma risada sarcástica — Quer que eu te deixe cair, é isso? — pausou — Se bem que você está precisando mesmo de uma queda para ver se acorda para o mundo real.

Dizendo isso, ele me passou e foi andando em direção à biblioteca.

Bufei e fui andando logo atrás dele. Mas que diabos ele quis dizer com essa frase?

 

Na biblioteca, peguei o livro Romeu e Julieta. Eu já havia o lido milhares de vezes, mas nunca me cansava. Era meu favorito e, no momento, eu precisava me desvencilhar da minha realidade.

Adoro uma história de amor impossível. Toda hora faziam novas versões. Algumas mais clássicas, outras mais modernas, mas todas muito românticas.

Sentei-me em uma mesa e Derrick sentou-se à minha frente. Abri o livro e pousei sobre a mesa. Ele ficava me encarando e estava começando a me deixar muito desconfortável. Odiava ser observada.

Então, elevei o livro até a altura do meu rosto, escondendo-o e me livrando dos olhos dele.

Quando finalmente consegui me concentrar completamente na leitura, Derrick tira minha concentração, dizendo:

— Romeu e Julieta? É alguma piada?

— Qual o problema? — falei com minha voz por detrás do livro — Eu gosto de romances.

— Hm... É que, sei lá, é meio estranho alguém como você gostar de romances.

Ao ouvir isso, abaixei o livro para olhar sua expressão. Pousei-o sobre a mesa e ergui uma sobrancelha.

— Defina alguém como eu.

— Bem... — pela primeira vez desde que nos conhecemos, ele parecia desconfortável — Você não faz bem o estilo romântica, só isso.

— Ah é? E qual estilo eu faço? — agora eu estava interessada na avaliação que o senhor avaliador de ensino faria sobre mim.

— Irritadinha e teimosa. — respondeu prontamente, em tom de brincadeira, e esperou minha reação.

O sangue subiu a cabeça.

Sem pensar, apenas rebati:

— Estou ignorando você. — peguei o livro sobre a mesa e coloquei em meu rosto novamente.

O silêncio pairou entre nós por alguns minutos. Os melhores, devo dizer. Mas, como tudo no meu dia, Derrick tinha que estragar isso.

— Então... Quantos namorados você já teve? — ele questionou, apoiando-se na mesa e inclinando-se em minha direção — Alguém que gosta tanto de romances deve ter uma bagagem amorosa repleta de experiências.

Respirando fundo para não perder a calma que me restava, pousei mais uma vez o livro sobre a mesa, respondendo:

— Eu poderia responder esta pergunta, porém... Qual foi o termo que você usou mais cedo? — eu franzi os lábios com o olhar para cima como se estivesse me lembrando de alguma coisa — Ah sim, me lembrei! — eu estalei os dedos, encarando-o: — Relação profissional.

Derrick ergueu as duas sobrancelhas sem dizer nada e, então, continuei:

— Por esse motivo, acho que não é da sua conta minha vida pessoal.

— Ah entendi. — ele assentiu — Nenhum. — disse ele em meio um risinho, respondendo à pergunta que tinha feito a mim.

Bufei e tentei manter a voz calma, afinal, ainda estávamos na biblioteca:

— Se você já sabia a resposta, por que perguntou?

Ele uniu as sobrancelhas e me fitou:

— Eu não sabia a resposta até você se esquivar da pergunta.

Girei os olhos e voltei minha atenção à leitura. Aquela conversa não ficaria melhor do que isso.

No mesmo instante, um grupo de nerds entrou na biblioteca e passou por nós, olhando-nos mais do que deveriam.

Então, algo surgiu em minha mente.

— Ei, Senhor Sabe-Tudo, já passou pela sua cabeça que os alunos podem começar a desconfiar do avaliador que passa muito tempo com uma aluna e, ainda, vai ao baile com ela? — questionei, achando-me perspicaz com a observação.

Derrick inclinou-se mais um pouco sobre mesa, diminuindo a distância entre nós e eu encarei-o da mesma forma. Não iria recuar agora que eu tinha o encurralado.

— Não, se essa aluna é presidente do comitê do baile e participa de outras cinco atividades complementares. Quem melhor para auxiliar um crítico de ensino do que alguém familiarizada com todas as áreas do colégio?

Soltei o ar abruptamente, encostando-me na cadeira e com o olhar baixo.

— Você realmente pensou em tudo, não é?

De repente, ele se levantou e contornou a mesa, ficando ao meu lado.

Permaneci onde estava e olhei para cima, observando-o com certo receio.

Ele abaixou-se, ficando a centímetros do meu rosto e eu pude sentir sua respiração em minha pele conjuntamente com seu hálito fresco.

Meus olhos prenderam-se na imensidão azul dos dele e minha boca estava entreaberta.

Eu sentia que iria parar de respirar a qualquer momento.

Derrick, então, murmurou:

— Você não faz ideia.

Após, ele se afastou, dizendo:

— Vamos?

Fiquei transtornada alguns segundos pelo quase contato que tivemos e, principalmente, pela resposta dele.

O que eu deveria aguardar dos próximos dias da minha vida?

 

 

O almoço estava na mesa e meus pais já haviam chegado em casa. Apesar de todas as responsabilidades e correria do dia-a-dia, meu pai não abria mão do almoço em família.

Sentamos todos para almoçar, à exceção de Derrick que me deixou em casa e saiu com a anuência do meu pai para resolver problemas pessoais. Eu esperava, honestamente, que ele não retornasse.

Todo mundo estava silencioso e aquilo não me incomodava, afinal, não quero contar sobre meu dia estressante com o meu guarda-costas. Argh, era tão estranho dizer isso!

— E, então, — começou meu pai — como foi o primeiro dia de aula com o Derrick?

— Hm... Foi normal, mas eu fui para a enfermaria. — falei como se não fosse nada de importante.

— Enfermaria? O que aconteceu? Você está bem? — o alarme de proteção materna de minha mãe tinha sido ativado e agora ela estava preocupada.

— Fui colocar o cartaz para o baile, mas acabei me desequilibrando e caindo. Só tive alguns arranhões, nada grave.

— E Derrick não fez nada para te ajudar? — meu pai questionou, muito sério.

Agora era a minha oportunidade para destruir a reputação de Derrick e finalmente me livrar dele.

Fiquei quieta alguns segundos, refletindo se eu deveria ou não mentir apenas para que ele fosse demitido ou, pelo menos, sofresse uma represália do meu pai.

Percebi a impaciência de Roger e respondi:

— Ele fez sim. — não consegui mentir — Me pegou quando eu estava caindo, pois ele estava por perto. Me salvou de um tombo maior.

Eu mal acreditava nas palavras que haviam saído da minha boca!

Embora eu detestasse a situação de um guarda-costas, prejudicar alguém mentindo não era do meu feitio.

Isso não quer dizer que eu não esperaria uma falha verdadeira de Derrick para rechaça-lo ao meu pai.

— Fico feliz em saber disso. Digo, sobre ele ter te resgatado. — Roger deu um gole no vinho — Acho que teremos que agradecê-lo, então.

— Acho que não, papai. — eu desviei a atenção do meu prato para olhá-lo seriamente — Ele estava apenas fazendo o que está sendo pago para fazer.

Notando a tensão entre mim e meu pai, Felícia mudou de assunto:

— E, filha, como andam os preparativos para o baile? — ela adorava os eventos escolares.

— Vão bem. Tudo está pronto e todos já têm um par. — respondi com indiferença. Logo em seguida me arrependi de ter tocado no assunto par para o baile.

— Ah que ótimo! E quem será seu par?

No momento em que Felícia fez a pergunta, estava bebendo suco e me engasguei por lembrar que iria com o Derrick. Não sei porquê, mas fiquei nervosa em dizer isso em voz alta.

— Derrick. — falei entre os dentes, com tamanha má vontade que o som saiu quase inaudível.

— Quem? — minha mãe perguntou, franzindo o cenho.

— Derrick! — agora eu falei em bom tom, praticamente gritando.

— Oh sim, para vigia-la e impedir que algo aconteça. O Sr. James realmente nos surpreende! — meu pai parecia satisfeito com os serviços de Derrick. O que me deixava extremamente irritada.

Eu bufei e disse:

— É o primeiro momento que tenho sem o Derrick acompanhando cada passo que eu dou e com certeza não quero desperdiça-lo falando dele. Será que poderíamos trocar de assunto?

Meus pais assentiram, mas também não puxaram mais nenhuma conversa.

O almoço seguiu silencioso e somente o que se ouvia era o tilintar dos talheres no prato.

Após o almoço, Roger e Felícia iriam voltar para a Empresa, entretanto, não queriam me deixar em casa antes de Derrick retornar – o que eu achava ridículo, afinal, eu estava em casa e já fiquei sozinha outras vezes. Meus pais realmente estavam fora de si com o atentado no Plaza.

Quando o carro com meu motorista parou em frente à casa, Derrick desceu esbaforido e veio em nossa direção:
— Me desculpem pela demora. — disse ele, olhando para meus pais.

— Por mim, você poderia nem ter voltado. — rebati com rispidez.

— Annelise! — Felícia chamou minha atenção, mas não dei importância e girei os olhos.

— Bem, agora que está segura, podemos ir. — Roger anunciou e se despediu de mim, entrando com Felícia no carro que Derrick havia saído há poucos minutos.

Derrick e eu ficamos um do lado do outro enquanto observávamos o carro desaparecer para a estrada pelo enorme portão que guardava minha casa.

Nós nos entreolhamos por breves minutos e não era preciso palavras para sabermos o que estávamos pensando: como seria passar o dia todo juntos sob o mesmo teto?


Notas Finais


E então? Ansiosas para saberem como vai ser o dia deles hehe???
Espero que gostem!!
Beijos no coree


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