História Ligações Perigosas - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camilla Belle, Chris Evans, Dylan O'Brien, Heróis (Push), Lucy Hale, Teresa Palmer
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Agente Secreto, Amor, Amor Proibido, Camilla Belle, Chris Evans, Romance
Exibições 28
Palavras 1.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, pessoal!
Bem, sei que ninguém comentou até agora, porém, continuarei atualizando a fic à medida em que vou terminando os capítulos e peço encarecidamente que, se tiver alguma alma acompanhando, por favor, se pronuncie!

Espero que gostem da leitura! Hehehehe

Capítulo 5 - Palavras insensíveis


Fanfic / Fanfiction Ligações Perigosas - Capítulo 5 - Palavras insensíveis

— Bem, acho que agora é só eu e você — disse Derrick, virando-se para mim após o carro com meus pais desaparecer na estrada.

— Na verdade, não. — respondi prontamente — Essa é uma das vantagens de morar numa casa tão grande: você pode ficar dentro da casa enquanto eu fico à beira da piscina fazendo minhas tarefas escolares.

Dizendo isso, comecei a caminhar em direção à casa para buscar meu material.

Antes que ele pudesse me impedir, virei-me para completar:

— E isso é uma ordem.

— Que eu não pretendo violar. Também preciso de um tempo de você e de suas afrontas.

Derrick passou por mim, dirigindo-se à casa e nem sequer olhou para trás. Ele parecia verdadeiramente aborrecido. Não que eu ligasse.

Busquei meu material em meu quarto e não notei a presença de Derrick. A casa estava silenciosa, ouvindo-se apenas os barulhos que Matilde, a governanta da casa, fazia para deixar tudo no lugar.

Passei o resto do dia na beirada da piscina estudando e agilizando tudo o que eu pude neste final de ano. E, ainda, fiz mais alguns preparos para o baile.

O Sr. James cumpriu sua palavra e eu realmente não o vi o resto do dia. Senti por algumas horas que minha vida era como antes.

Ao final da tarde, terminei meus afazeres e fiquei curiosa para saber o que Derrick havia feito o dia todo trancado na casa sem nem ao menos vir me incomodar.

Entrei e percebi que a porta do escritório – que tinha uma enorme biblioteca – estava entreaberta.

Empurrei-a e encontrei quem eu procurava sentado numa poltrona cor vinho lendo um livro, vestindo uma camiseta branca de manga curta que encaixa perfeitamente em seu corpo, deixando os músculos salientes, e uma calça jeans clara.

— O Príncipe de Maquiavel? — me pronunciei, reclinando-me na batente da porta — Está planejando roubar a empresa do meu pai?

Entretanto, Derrick me ignorou sumariamente. Nem sequer se mexeu. Era como se eu não estivesse ali, continuou sua leitura com a expressão vazia.

Aguardei mais alguns minutos e quando percebi que ele não me responderia, falei:

— O que é isso? Tratamento de silêncio?

Eu dei passos em sua direção até ficar em sua frente na poltrona no aguardo de alguma resposta.

Ele apenas suspirou e permaneceu menosprezando minha presença.

Me irritei com tamanho descaso e num impulso de fúria, peguei o livro de sua mão, dizendo:

— Você trabalha para mim e eu exijo que você me responda!

Num pulo, Derrick se levantou e ficou de frente para mim, me encarando.

Fixei meus olhos nos dele e ele disse:

— Primeiro de tudo: eu trabalho para os seus pais, não para você. E segundo: se você trata assim todos os seus empregados, você é uma pessoa pior do que eu imaginava.

— Não, eu não trato meus empregados assim. Mas como eu já notei que meu pai não desistir dessa ideia maluca de guarda-costas, a única maneira é fazer você pedir demissão. — eu pausei e estreitei meus olhos antes de continuar — Eu vou fazer da sua vida uma inferno!

Derrick deu uma risada, expondo aqueles dentes brancos e perfeitos. Não que eu me importasse.

— Você acha mesmo que é a primeira garota que eu protejo que fez isso? Todas as outras tiveram a mesma brilhante ideia e adivinhe: não funcionou. — seu tom era debochado, o que me irritou mais ainda.

— Mas adivinhe: eu não sou como todas as outras! — sorri falsamente sem mostrar os dentes.

— Ah é mesmo? Deixe-me ver... — ele segurou o queixo numa posição pensativa — Você é rica, mimada, acha que o mundo gira em torno de você, é egoísta, arrogante, nunca ouviu um “não” e acha que o mundo é seu quarto. Será que esqueci alguma coisa? — nós dois nos encarávamos e eu estava quieta — Então, escute o que eu vou te dizer agora: não existe absolutamente nada de singular em você. Você é sim igual a todas as outras. Passei um dia no seu colégio e percebi que posso achar outras cinquenta garotas iguaizinhas a você sem o menor esforço.

Engoli em seco e notei que meus olhos começaram a ficar embaçados, prováveis lágrimas se formando. Minha respiração estava forte devido ao meu esforço em não deixar as lágrimas cair.

Mais uma vez engoli em seco, buscando forças para responde-lo à altura, porém, sem sucesso.

Tudo o que eu consegui dizer foi:

— Você irá se arrepender dessas palavras.

Dito isso, deixei o livro cair no chão e saí em passos rápidos e furiosos para fora da biblioteca, batendo a porta atrás de mim.

Corri até meu quarto onde me tranquei e planejava ficar lá até não precisar mais olhar na cara daquele imbecil.

Me joguei na cama e deixei as lágrimas correrem. Mas por que diabos eu estava chorando? Por que aquelas palavras tiveram tanto efeito sobre mim? Claro que elas não eram verdadeiras!

Porém, a forma que Derrick falou mexeu profundamente comigo. Seu olhar estava distante e seu tom de voz era frio. Ele nunca havia dirigido a palavra a mim daquela maneira.

Não demorou muito para meus pais retornarem e o jantar ser servido.

Minha mãe bateu em minha porta chamando-me para jantar, mas recusei, menti dizendo que estava sem fome quando na realidade não queria ver Derrick tão cedo. Ainda não estava preparada e as palavras dele estavam sendo digeridas.

Eu esperava sinceramente que minha desculpa fosse convincente, porque de maneira alguma ele poderia saber que me afetou com todo seu discurso sobre mim.

Para minha sorte, meus pais não vieram mais ao meu quarto e fiquei enclausurada até a hora de dormir.

Depois de um banho e colocar meu pijama, me preparei para descansar.

Me revirei diversas vezes na cama, porém, o sono não chegava. Eu simplesmente não conseguia desligar meus pensamentos.

A casa estava silenciosa, mas minha mente estava barulhenta.

Horas se passaram e eu permanecia acordada.

Duas horas da madrugada e decidi descer para tomar um copo da água. Ficar me virando de um lado para o outro não estava funcionando, talvez, pegar um pouco de ar me ajudasse.

Desci as escadas calmamente para não fazer barulho e acendi a luz assim que cheguei à cozinha.

Quando coloquei a mão na geladeira, ouvi:

— Srta. Vitter? O que está fazendo acordada a essa hora?

Dei um pequeno pulo pelo susto que tomei.

— Meu deus! Você me assustou! — coloquei a mão no coração e soltei o ar abruptamente.

Derrick estava vestindo uma camiseta branca larga e uma samba-canção azul com os cabelos claros levemente bagunçados.

— Desculpe, mas ainda bem que te encontrei. Precisava falar com você. — ele se aproximou — Eu ia deixar para amanhã, mas como estamos aqui...

Eu franzi o cenho, confusa, e aguardei que ele continuasse.

— Queria me desculpar pelas coisas que te falei mais cedo. Eu fui impulsivo e não queria ser tão duro com você, muito menos te ofender.

— Não me ofendeu. — dei de ombros — Não ligo para o que você pensa de mim.

Pensei que com minha resposta grosseira, Derrick iria se irritar, porém, ele respondeu num tom calmo:

— De qualquer forma, eu me senti mal pelo o que eu falei e mesmo que você não se importe, insisto nas minhas desculpas e se você for madura como acha que é, irá aceita-las porque elas são sinceras.

Respirei fundo e analisei minhas possíveis respostas. Eu poderia continuar ríspida ou... mostrar um lado diferente.

Decidi ser pacífica e encerrar a conversa:

— Tudo bem, aceito suas desculpas. — pausei — Mas somente porque você está se sentindo mal com nossa conversa de hoje à tarde. Como eu já disse, suas palavras não surtiram qualquer efeito em mim.

Ele apenas assentiu, sorrindo sem mostrar os dentes.

Contornei Derrick para sair da cozinha e voltar ao meu quarto.

Me despedi dizendo:

— Boa noite, Sr. James.

— Boa noite, Srta. Vitter. — ele respondeu.

Ficamos alguns segundos nos olhando, parados, como se faltasse alguma coisa a ser dita naquele diálogo. Como ninguém se pronunciou, virei-me e desapareci na escuridão para voltar ao meu quarto.

Ok, de todas as possibilidades que eu imaginava quando desci para a cozinha, encontrar Derrick pedindo desculpas para mim não era uma delas.

Admito que fiquei surpreendida com o gesto dele, porém, nada mudou entre nós.

Curiosamente após o ocorrido, obtive sucesso em encontrar o sono e adormeci.


Notas Finais


E então?? Será que os corações vão amolecer ou o orgulho permanece intacto? Heheheh
Comentem se estiverem lendo!
Beijos no coree


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...