História Ligações Perigosas - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Sasuke Uchiha
Tags Inosasu, Sasuino
Visualizações 91
Palavras 3.255
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


❥Finalmente chegamos ao último capítulo, espero que vocês gostem (eu adorei!)
Xoxo

Capítulo 15 - Aquele com o último capítulo


Fanfic / Fanfiction Ligações Perigosas - Capítulo 15 - Aquele com o último capítulo

Sou doida, querido, sou maluca

A amiga mais louca que você já teve
Você acha que sou psicopata, você acha que não tenho mais jeito
Diga ao psiquiatra que algo está errado
Fora da casinha, completamente insana

Mad Hatter -  Melanie Martinez

 

Aquele com a esquizofrenia

 

Sentia as pálpebras pesarem, durante suas fajutas tentativas de abrir os olhos. A cabeça doía de maneira consistente, como se tivesse levado inúmeras marteladas – foi à descrição mais próxima da realidade que ela conseguiu encontrar. –  e a única pergunta que ecoava em sua cabeça era “Onde eu estou?” não se recordava de absolutamente nada, o que já era motivo suficiente para deixá-la assustada, algo que, por alguma razão, ela não conseguiu sentir. “O que é isso?” voltou a perguntar, ao deparar-se com uma forte luz surgindo pela fresta da janela. Dera-se conta de que suas forças físicas estavam bastante debilitadas, mesmo deitada ela tentou movimentar os braços, sentindo uma incomoda dormência neles.  Surpreendeu-se ao constatar que não conseguia erguê-los.

—Parece que você finalmente acordou, Yamanaka. — os olhos azuis, tentando acostumar-se aquela macabra claridade, percorreram demoradamente o cômodo em busca da dona daquela voz. — Como você está se sentindo? — era uma doutora, considerou a loira ainda com os pensamentos embaralhados, bom, pelo menos era o que ela pensava, já que utilizava um jaleco e pronunciou seu nome de maneira impessoal o bastante para dar a certeza de que nunca á vira antes.

—Onde eu estou? — conseguiu emitir a pergunta que estava entalada em sua garganta, com alguma dificuldade. Sua voz não passou de um sussurro trêmulo. Se a médica não estivesse tão próxima de seu rosto, como estava naquele momento, provavelmente não entenderia. Ela sorriu amavelmente.

—Você está segura. — exclamou de maneira suave, o que fez com que invariavelmente o coração da loira batesse mais rápido dentro do peito.  Inquieta, respirou fundo, sem entender o porquê de não poder mexer os próprios braços, estava agoniada. Ergueu  cabeça para encarar bem a mulher, que a encarava de volta com um semblante compreensivo. “Mas que porra aconteceu afinal de contas?” indagou irritada. Sentiu as mãos geladas da mulher tocarem sua testa com certa delicadeza. — Parece que a sua febre abaixou. — comentou, sorridente. — Isso é muito bom. — Ino não conseguia assimilar nenhuma das palavras ditas pela mulher a sua frente, por que ela tinha a estranha e desesperadora sensação de que estava perdendo alguma coisa ali? Alguma coisa realmente importante deve ter acontecido, mas, ela não conseguia se lembrar. E não sabia o que pensar daquela médica com aparentes boas intenções. Sentiu a cabeça latejar com mais força, soltando um choramingo. — Oh, querida, não faça tanto esforço.  Você acabou de se recuperar de uma dose de sedativo bem forte.

Sedativo?

Ela não podia ter escutado direito, aquela mulher só podia estar louca.

—Por que eu precisaria tomar sedativo? —perguntou com a voz fraca, sentindo uma sonolência profunda querer dominar cada misera parte do seu corpo.

Ao invés de respondê-la, a mulher anotou algumas coisas em uma prancheta. Os cabelos eram azuis e os olhos castanhos, ela usava um jaleco e do lado direito tinha um emblema de uma instituição que a loira não se recordava; embaixo estava escrito alguma coisa, contudo sua visão embaçada não a ajudava na tentativa de ler. Ela soltou um muxoxo incompreensível, teria voltado a dormir, se não fosse pela a voz da médica.

—Senhorita Yamanaka — ela tornou a dizer, ajeitando-se confortavelmente na poltrona, fazendo com que Ino instantaneamente abrisse os olhos para encará-la. — Diga-me, qual é a última coisa de que você se lembra? Tem alguma idéia de onde poderia estar?

A estudante de direito abriu a boca para dizer algo, fechando a boca instantaneamente. As palavras sumiram de sua mente e garganta e outra vez sua cabeça latejou. Fechou os olhos brevemente, tentando raciocinar.

—Eu me lembro... Eu me lembro de estar na cama com Sasuke. — a médica precisou inclinar-se para escutá-la melhor.  —Onde ele está?

A médica encarou-a com uma fisionomia estranha. Novamente ela repetiu o gesto anterior; ignorando sua pergunta, anotou algumas palavras em sua prancheta, em seguida encarando-a fixamente.  

—Essa é a última lembrança que você tem? — insistiu, com cautela, não poderia assustar a paciente quando ela  tinha demonstrando uma certa progressão.   Todo cuidado era pouco agora.

Ino balançou a cabeça positivamente.

—Você viu o Sasuke, doutora? Eu preciso vê-lo.

A médica comprimiu os lábios com certa tensão, virando-se lentamente para encarar um homem que ela sabia que estava observando e escutando tudo do outro lado da enorme tela de vidro,  balançou a cabeça negativamente, fazendo com que o homem bufasse, passando as mãos pelos longos cabelos loiros em sinal silencioso de desespero.  Então, a azulada voltou sua atenção para a jovem a sua frente.

— Você parece melhor do que antes. — comentou a médica, com receio. — Senhorita Yamanaka, eu sei o quanto você anseia por ver o seu namorado... Mas para isso acontecer, primeiro terá que se submeter a alguns questionários, está certo?

Ino assentiu de maneira obediente, analisando o lugar ainda, tão anestesiada como sempre estivera desde que chegou aquele lugar. As paredes eram de um tom branco irritante, e a luz que  tanto a incomodava era forte demais para que ela se atrevesse a encarar o teto. A única certeza de que tinha era a de que estava deitada em um colchão muito confortável, embora não sentisse muita coisa do pescoço para baixo:  todo o seu corpo parecia estranhamente leve demais para que ela tentasse se levantar, o que considerou bizarro.

Foi preciso três homens de jaleco verdes para erguê-la, fazendo-a perceber duas coisas: estava dentro de uma camisa de força.  Se não estivesse irremediavelmente presa a sensação de fadiga, talvez ela tivesse surtado, ao invés disso limitou-se a balançar a cabeça compulsivamente, como se negasse aquela situação inusitada. Os enfermeiros prenderam-na em uma cadeira de rodas, a guiando para fora do que deveria ser seu quarto.  Os corredores pareciam disformes quanto mais penetravam o lugar, e ela desistiu tentar de analisar o mórbido ambiente em que nitidamente se encontrava. Era um manicômio? Não tinha certeza, talvez sim ou talvez não. Esperava que fosse apenas outro de seus sonhos perturbadores.

Adentraram a uma sala ainda mais clara que o seu quarto, o que a fez reprimir a vontade de gritar assustada; em primeiro ela não forças para isso e em segundo, temia internamente o que eles podiam fazer com ela. De repente ela teve consciência de um vidro fumê a sua direita e imediatamente olhou em sua direção, deparando-se com uma loira de aparência abatida e cabelos sem brilhos. Demorou algum tempo para assimilar que aquela loira, na verdade era ela. O sentimento de pânico tomou conta de si, antes de ela poder dizer isso a médica a sua frente, dois enfermeiros entraram em sua frente, despertando-a daquela constatação horrorosa. Ino piscou os olhos repetitivamente.

A médica estava a sua frente com uma prancheta e um olhar, que ela identificou como sendo de pena.  

—Certo, senhorita Yamanaka, vou pedir para que você descreva exatamente as últimas coisas de que você se lembra certo? Se sentir que está fazendo um esforço muito grande, nós paramos por aí. — disse gentilmente. E então ela estendeu a mão para Ino. — A propósito, meu nome é Konan e você pode sentir-se confortável para desabafar sobre qualquer coisa, está certo? Não quero que se sinta intimidada de maneira nenhuma.

Com um olhar aloucado, a Yamanaka voltou a balançar a cabeça positivamente.

— Onde eu estou? — conseguiu reunir coragem para perguntar, sentindo  algumas lágrimas involuntárias escorrer pelo seu rosto.

Konan temia que sua paciente tivesse uma recaída, então respirou fundo e hesitou por vários minutos antes de dizer.

—Você está no sanatório Hashirama, senhorita Yamanaka. — o coração da loira parecia prestes a sair pela garganta quando obteve a resposta que tanto temia. As lágrimas continuaram a deslizar em abundância, de forma que ela não tivesse controle algum sobre elas.  

— Por que estou aqui? — retrucou com a voz rouca e miúda.

—Você foi diagnosticada com esquizofrenia. Seu pai e o reitor da faculdade entraram em um consenso, de que esse seria o ideal. — embora desejasse limpar as lágrimas derramadas pela Yamanaka, sabia que não tinha esse direito. Era a primeira vez em meses que ela tinha uma reação diferente da raiva ou euforia, portanto, era importante deixá-la limpar a alma da dor que deveria estar sentindo naquele momento.

—Isso é impossível! — ralhou, tombando a cabeça para o lado. Suas exclamações não pareciam tão intimidadoras quanto esperava que fosse, parecia um lamurio, toda vez que abria a boca tinha a impressão de que estava choramingando. — Até ontem eu estava deitada na cama com Sas... — o nome ficou preso em sua garganta. Konan arqueou a sobrancelha, incentivando-a a falar. — Sasuke. — sussurrou, sentindo o peito queimar. — Onde ele está?

Konan puxou uma cadeira sentando-se de frente para ela.

—Quais são as suas últimas lembranças referentes a esse nome? — voltou a questioná-la, em tom sério e enfático.

Então a loira pusera-se a narrar, de maneira confusa sobre toda a situação envolvendo o moreno de olhos ônix até o último momento de que se recordava, onde na ocasião, os dois confessavam seus sentimentos um para o outro, na cama do dormitório que dividia com a melhor amiga de cabelos vermelhos. O que fez com que invariavelmente Konan suspirasse  frustrada e simultaneamente chateada, esperava que aquele momento de estabilidade trouxesse lembranças do que de fato havia acontecido... Mas não, ela continuava-se agarrada as ilusões provocadas pelo seu transtorno mental, o que a fazia se sentir incerta quanto a probabilidade de uma recuperação em longo prazo. Ino claramente precisava de toda a ajuda possível.

Deixou a sala com uma expressão de descontentamento, balançando a cabeça de um lado para o outro. Até então, havia acreditado que estava tendo uma melhora no quadro mental da paciente; estava bastante equivocada, ao que parecia. Levou as mãos até seus cabelos azuis, desprendendo-os da presilha e parando a frente do loiro.

—Como ela está? — perguntou com a voz entrecortada, a respiração ofegante denunciava o constante nervosismo em que ele se encontrava. Gostaria de poder fazer mais, gostaria de poder ajudá-la.  Estava se sentindo tão imponente ao ver sua querida irmãzinha ali dentro, presa como se fosse um monstro enjaulado. O coração batia mais rápido dentro de seu peito, em uma corrida silenciosa e mortal. Os olhos azuis estavam tristes e sem esperanças.

—Ela não se lembra de absolutamente nada depois do vazamento do vídeo íntimo com o professor. — declarou em tom sério, não precisava diminuir a voz, já que não havia probabilidade de eles serem escutados acidentalmente por Ino, que encontrava-se sentada na cadeira de rodas e vestindo a camiseta de força. — Sua mente bloqueou todos os acontecimentos relacionados a ele, substituindo por memórias falsas — prosseguiu, vendo-o morder os lábios em ansiedade. — Na cabeça dela, você cometeu suicídio por ter tido as suas fotos vazadas.

Ele arregalou os olhos, descrente.

—O que? — franziu o cenho. A médica psiquiátrica assentiu.

—Ela não o fez por maldade ou com intenção, senhor Yamanaka, esse é um dos sintomas clássicos da esquizofrenia. As alucinações... E Ino tem tido diversas delas. — acrescentou, ambos direcionaram seu olhar para onde estava uma desanimada líder de torcida. — A única coisa de que ela se lembra é da chantagem de Sasuke e da relação que iniciaram desde então; mas todas as suas memórias limitam-se a isso e ao falso luto que a mente dela criou, para protegê-la da dor da humilhação que sofreu e das conseqüências que o vídeo lhe trouxe.

O loiro sentiu as primeiras lágrimas atingirem-lhe a face, ele não conteve os soluços que estavam presos dentro de sua garganta.

—Então ela acredita que eu estou morto?

Konan fez que sim com a cabeça, respirando fundo.

—Ela não faz a mínima idéia de quem tentou o suicídio,na verdade fora ela. — os dois ficaram em silêncio por algum momento. A azulada deixou que o loiro chorasse compulsivamente. — Infelizmente, Deidara,você não pode aparecer na frente da sua irmã. Vai prejudicar completamente o tratamento.

Ele assentiu, com o rosto avermelhado enquanto limpava as lágrimas com a manga da camiseta, os soluços tornaram-se maiores e menos incontidos. Ele fechou os olhos.

Inspirando fundo, tentou controlar a própria respiração. Havia acordado esperançoso de que ela tivesse demonstrado alguma melhora considerável! Nunca poderia esperar por aquelas informações colhidas pela médica de cabelos azuis.  O estado mental da irmã era mais grave do que ele podia esperar, e ele estava arrasado. Como poderia ajudá-la se ela acreditava plenamente que ele estava morto?!

—Minha irmã vai morrer assim,doutora? Como uma doente mental? — perguntou nervosamente, é claro que ele tinha total respeito pelos enfermos, mas não significava que fosse fácil ver a própria irmã naquele estado deplorável. Partiria o coração de qualquer um.  

—Faremos o possível para ajudá-la, Deidara. Mas você precisa compreender que ela esta vivendo em uma realidade paralela a nossa, portanto é necessário que você tenha paciência e compreensão. Tentarei apagar as memórias falsas criadas pela mente dela... E isso pode levar meses ou anos, dependendo da reação dela ao tratamento intensivo em que será submetida.

Ele mordeu a língua, balançando a cabeça em afirmação. Colocou suas mãos no vidro fumê e suspirou. O que seria da sua querida Inozinha a partir dali?  Tinha medo de que ela nunca se recuperasse completamente. Lembrava-se vividamente do dia em que o vídeo fora transmitido simultaneamente para todos os celulares da universidade; nunca pensou que fosse possível ver Ino tão triste quanto estava naquele dia, e era de uma tristeza contagiante. As risadas,as provocações...E as agressões físicas que sofrera dentro do vestiário feminino, ele sabia que tudo isso haviam contribuído para que ela despertasse o sintoma, que até então, ninguém da família sabia que ela tinha. Ela sempre teve tendências esquizofrênicas e só depois de tentar se matar em público é que Inoichi pareceu ter consciência da gravidade da situação. Felizmente, Sasuke havia conseguido chegar a tempo de evitar as demais agressões e acabou parando as agressoras de uma forma louvável.  E ele, por sorte ou talvez intromissão divina, acabou chegando a tempo de impedir que sua única irmã cometesse suicídio. Mas, agora, vendo-a ali confinada como se fosse um rato de laboratório ele se sentia tão confuso e tão culpado!

Nunca desejou tanto matar alguém, como estava desejando matar Hidan naquele instante. Aquele maldito havia estragado a vida da sua irmã! Certo que Sasuke tinha sua parcela de culpa, afinal, usou de uma informação pessoal para chantageá-la o que Deidara também nunca aceitaria ou se conformaria. Mas, decididamente a fatia maior daquela responsabilidade ficava para o professor, demitido por justa causa e condenado por assédio de incapaz – graças a interferência de Karin que conseguiu, provar no tribunal que Ino não era mentalmente capaz de responder pelos próprios atos. – ele passou as mãos pelos cabelos loiros.  Torcia para que Sasuke cumprisse com a parte da sua promessa e matasse aquele prateado dentro da prisão, onde ele também estava.  Somente então e depois de ter certeza de que aquele pau no cu estaria realmente morto, é que Deidara iria se permitir algumas horas de sono. Algumas, ainda não era suficientemente capaz de dormir bem a noite sabendo que seu pai dependia de remédios para não ter outra parada cardíaca e a única irmã que tinha para proteger...

Cerrou os punhos, embriagado de ódio resolveu deixar o local. Estava furioso, mas havia prometido mentalmente a sua irmã que iria visitá-la sempre que possível. Deixou o sanatório infeliz, com as mandíbulas trincadas em uma raiva descomunal.  Quando descobrisse quem fora o responsável por vazar aquele vídeo para que toda a universidade assistisse, ele não hesitaria. Iria matar a pessoa sem ao menos hesitar.

Estalou o pescoço, balançando a cadeira para frente e para trás sobre o olhar aborrecido da sua visitante. Era irônico de se pensar  no quanto estava desanimado com uma visita intima, que até então, ele literalmente matara para ter. E agora, estava sentindo um misto de náusea e ódio difíceis de decifrar. Os olhos ônix analisavam a pessoa a sua frente de maneira fria, desprovida de remorso ou sentimento de culpa. Naquele momento ele percebeu o quanto a odiava. Não havia nenhuma intenção romântica por trás daquele ódio, era apenas o mais puro e nocivo ódio. Para sorte dela, suas mãos estavam algemadas, do contrário facilmente teria se inclinado sobre a mesa e apertado o seu pescoço até sufocá-la de maneira definitiva.  Encararam-se durante longos minutos sem que qualquer um dos dois dissesse qualquer coisa.  Ele vestia o uniforme verde escuro da prisão, com a cabeça raspada, continuava tão atraente quanto meses atrás. Ele simplesmente confiava na sua aparência.

A estudante de medicina foi a primeira a falar, depois de pensar bem em suas palavras.

—Eu não ia divulgar aquele vídeo. — começou em tom defensivo, molhando os lábios.  Encolheu-se ligeiramente na cadeira, sentindo-se desconfortável com os olhos que Sasuke lançava em sua direção.  —Se você não tivesse anunciado publicamente que eu contrai AIDS do irmão do meu namorado!

O moreno permaneceu calado, deixando que ela cuspisse as merdas verbais  em que passou tanto tempo pensando.  

—Você me roubou o pen drive, Sakura. — o tom ameaçador fez com que a garota prendesse a respiração. — De um jeito ou de outro você pretendia espalhar o vídeo da Ino com o professor. — acusou, vendo-a se encolher gradativamente como resposta.

—Não teria feito se ela não tivesse feito todas aquelas coisas. — sussurrou, gaguejante e odiando-se por isso. O Uchiha balançou a cabeça, não acreditando em nenhuma das palavras proferidas por ele.

Inclinou-se sobre a mesa, com um olhar capaz de congelar até mesmo o inferno.

—Ela foi internada em um sanatório por sua causa e por isso, eu decidi que não vou perdoá-la. — Sakura realmente odiou a maneira com que ele franziu o cenho, moldando um perfeito sorriso psicótico nos lábios, que até então, eram os mais desejáveis da universidade. — Não há um segundo dentro dessa maldita merda que eu não pense em como será fantástico estourar os seus miolos com um tiro de fuzil. — murmurou, num falso tom calmo que assustou verdadeiramente a rosada, que tinha lágrimas nos olhos. —Ino pode não saber quem foi à responsável por estragar sua vida, mas eu sei. E acredite Sakura, não vai haver nada nem ninguém nesse mundo capaz de me impedir de matá-la. — sibilou num sussurro arrepiante.  — É melhor você torcer para que eu apodreça dentro dessa cadeia, porque assim que eu deixar esse lugar eu vou atrás de você.  — prometeu, voltando a se afastar e sorrindo maliciosamente para a garota.

Sakura não conseguiu evitar o choro que estava preso em sua garganta. Um calafrio percorreu todas as partes de seu corpo, enquanto trêmula, levantava-se da cadeira e precipitava-se em direção a porta de saída, sem se atrever a olhar para trás.

O Uchiha permaneceu imóvel, mordendo a língua com um ódio lascivo queimando dentro de seu peito. Ela havia estragado a sua única chance de ser feliz de verdade. Mas tudo bem, porque ele não iria desistir de ter Ino consigo, nem que para isso, precisasse ser internado em um sanatório também...

Mas antes disso ele faria cumprir com sua promessa. E iria matar cada um dos responsáveis por aquela tragédia.

Quando o fogo, quando o fogo tiver te rodeado


Com os cães do inferno vindo atrás de você
Eu tenho sangue, eu tenho sangue em meu nome
Quando o fogo, quando o fogo estiver consumindo você
Então suas estrelas sagradas não irão guiá-lo
E eu tenho sangue, eu tenho sangue em meu nome

Blood On My Name The Wright Brothers


Notas Finais


Aposto que por essa ninguém estava esperando EUAHEUHAEUHAUEHAUEH


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