História Ligados pelo Destino - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Nathaniel, Nina, Rosalya, Violette
Tags Drama, Obsessão, Romance
Visualizações 38
Palavras 1.796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores, me desculpem pela demora, mas queria fazer um bom capitulo. Nao sei se consegui, se gostarem deixem seus cometarios, eles sao muito importantes pra mim,
Bjs

Capítulo 35 - A Espera De Um Milagre


Fanfic / Fanfiction Ligados pelo Destino - Capítulo 35 - A Espera De Um Milagre

 

 

Lysandre – Diga que o pai da criança chegará em no máximo uma hora

Amélia – Não é essa a resposta que eles querem. Eles querem saber quem eles deverão salvar no caso de ter que fazer uma escolha: a mãe ou o bebe?

Lysandre – O QUE??, eles têm que salvar os dois! OS DOIS Amélia, senão eu processo esse hospital e coloco todos eles na cadeia! – Lysandre bradava na varanda, o que chamou a atenção de Leigh que correu até o irmão.

Leigh – Lys, o que aconteceu? Alguma notícia ruim sobre Sofia ou meu sobrinho?

Lysandre – Não Leigh, mas parece que a noite está longe de acabar para mim. Eu preciso sair e não sei que horas eu volto, por favor irmão inventa alguma desculpa porque não posso parar pra explicar nada agora.

Leigh – Mas a onde você vai? Eu posso saber?

Lysandre – Lembra da minha amiga para quem dei o dinheiro para cirurgia da mãe? Houve uma complicação na cirurgia e ela precisa de mim. Não posso negar-lhe apoio, ela não tem mais ninguém.

As personagens desta explicação eram outras, mas ele não mentia em relação ao fato: o parto de Nina estava tendo grandes complicações e ele era a única pessoa com quem ela podia contar.

Lysandre dirigia a 140 km/h e a cabeça a 1.000. Com um mero estalar de dedos o destino poderia lhe tirar de uma só vez o seu filho, ainda no ventre da mulher que adorava e seu primogênito que tentava nascer do ventre da mulher por quem era adorado. Felizmente a auto estrada permitia velocidade com segurança e conforme havia dito, uma hora depois ele estacionava no Hospital Maternidade De Amboise. Entrou depressa e logo foi guiado pela enfermeira recebendo as informações pertinentes ao estado de Nina e do bebe.

Lysandre aguardava no corredor ao lado da sala de parto junto a Amélia que não parava um só minuto de rezar, quando um dos médicos auxiliares que acompanhava a cirurgia saiu da sala vindo em sua direção. Levantou-se depressa sentindo um nó na garganta ao ver a face cansada e o semblante abatido do médico:

Dr Afonso – Sr Lysandre, infelizmente não tenho boas notícias.

Lysandre fechou os olhos esperando pelo pior – Fale doutor.

Dr Afonso – Só um milagre poderá salvar os dois. O sr precisa decidir a quem devemos dar prioridade antes que seja tarde demais e terminemos por perder mãe e filho.

Uma estranha sensação o invadiu neste momento, não estava acostumado a este turbilhão de emoções e sentimentos e não saberia descrever em palavras como se sentia em relação a tudo isto que acontecia feito uma avalanche em sua vida. Lysandre não era homem de meios termos: era amor ou indiferença, dedicação plena ou descaso, e, no entanto, estava sufocado com aquele nó que insistia em não se desfazer em sua garganta quando pensava em Nina e o bebe, ambos sem vida em cima de uma cama de hospital. Não havia tempo para organizar seus sentimentos e racionalizar sua emoção, eles precisavam de uma resposta e estava nas mãos dele decidir.

Lysandre – Salvem a mãe.  

O doutor Afonso já estava fechando novamente a porta quando Lysandre em um último rompante segurou-lhe o braço

Lysandre – Por Deus doutor, não os deixe morrer!

 

Xxx 

 

Em Paris, muitas coisas estavam acontecendo na diretoria da Beaute Douce, dentre elas um sério impasse em torno de quem iria assumir a direção geral da empresa, pois Ricardo vinha tendo alguns episódios de pressão alta e recentemente, uma forte tontura o fizera desmaiar no meio de uma reunião.

Após um check-up médico, foi constatado que seu problema era o elevado nível de estresse a que vinha se submetendo ano após ano. Era necessário um afastamento total de suas atividades por um determinado período e o retorno somente seria possível em doses homeopáticas, ou seja, não haveria mais uma participação essencial e ativa, ele poderia acompanhar o desenrolar dos negócios, mas sempre como coadjuvante, porem assumir novamente a direção da empresa era algo que não se cogitava, ao menos não em curto ou médio prazo.  

Diante desta situação havia os que apoiavam o diretor comercial Gerard Simon, que tinha mais anos de empresa e os que acreditavam que o impacto midiático seria menor se Castiel assumisse, pois tratava-se de seu filho e nada mais natural do que o filho assumir as funções do pai se este não está em condições,  com isto impediriam que boatos como venda da empresa ou até mesmo instabilidade financeira viessem a surgir.

Em uma conversa reservada entre Ricardo, Castiel e Charles o assunto era a sucessão.

Charles – Para os abutres de plantão, nada melhor do que uma fragilidade interna para tentar atingir a credibilidade de uma grande empresa. Por isso se você assumir Castiel, a gente mata esse boato no ninho, nem deixa nascer!

Castiel – Entendo, mas pai eu só farei isso se você de fato acreditar que estou preparado. Não vou colocar nenhum tipo de ambição acima dos interesses da empresa.

Ricardo – Filho, essa é a maior prova de que você está mais do que preparado, e além do mais, eu não estou tirando uma licença para morrer, pelo amor de Deus! Estou aqui rapaz e estarei sempre para lhe apoiar.

Charles – Está tudo lindo rapazes, mas existe um detalhe importante que dá uma imensa desvantagem a Castiel em relação ao mundo dos grandes empresários, mas como um bom profissional de marketing que sou, também já tenho a solução para isto.

Ricardo – E que desvantagem é essa?

Charles – Castiel é muito jovem Ricardo, tem apenas 23 anos! Isso não inspira respeito, é como jogar um cordeirinho no covil dos lobos.

Castiel – Receio que desta vez não haja ideia que possa resolver isso Charles. Não posso forjar minha idade nem minha aparência.

Charles – Mas pode impor respeito e mostrar que um homem de verdade e não um garoto.

Ricardo – Claro que pode, concordo plenamente com você Charles – Disse Ricardo já entendendo a situação.

Castiel continuava sem saber onde aqueles homens queriam chegar, de fato era muito jovem para compreender certas artimanhas da vida e do mundo dos negócios. Mas era um excelente aluno e aprenderia rápido.

Ricardo – Filho, o que Charles está querendo dizer é que um rapaz na sua idade geraria muito mais credibilidade e respeito se fosse um homem casado. Você entende agora? Homens solteiros em grandes cargos, se são mais velhos são apenas “solteirões cobiçados”, mas se são jovens, não passam de moleques.

Castiel – Vocês querem que eu me case para obter respeito no meio empresarial, é isso?

Charles – Não se trata do que queremos, estamos tratando do futuro de uma empresa que também é sua.

Castiel ficou pensativo, caminhou até a janela e demorou-se alguns minutos observando a majestosa cidade já iluminada por todas aquelas luzes artificias, mas que não ousavam competir com a luz da lua que brilhava em seu ápice cheio.

Desconfiava que havia uma combinação de astros, um alinhamento de planetas e agora uma conspiração empresarial que o empurrava para Alice.

Alice... pensar nela lhe dava uma paz! Era tão doce e companheira, tão amorosa e paciente mesmo quando nem ele próprio se suportava. Talvez estivesse faltando apenas isso, algo que desse o ultimo empurrão para a atitude que ele cedo ou tarde tomaria, portanto não havia porque esperar. Esperar o que? Esperar por quem?

Castiel – Isto não será mais um problema. Vou pedir Alice em casamento.

 

xxx

 

16 horas após o início do parto os médicos retiravam suas luvas e máscaras cirúrgicas com o peso da tensão ainda sobre seus ombros e o cansaço que lhes estampava a face. Foram horas difíceis.

Para os auxiliares fora a primeira vez que passaram por uma situação de proporções tão desastrosas, o bebe estava sendo sufocado pelo cordão umbilical devido a um mal posicionamento, as chances de salvar um dos dois eram muito pequenas, de salvar os dois então era praticamente nula e todos haviam feito o máximo, dado tudo de si e por isso esta era uma profissão tão fantástica, pois quando já não havia mais o que ser feito pela medicina, Deus sempre fazia aquela parte que acreditamos ser impossível, e assim, mãe e filho descansavam agora após lutarem bravamente pela vida e vencerem a morte.

O bebe recebia cuidados especiais em uma outra ala enquanto na UTI, Nina recém abria os olhos ainda muito fraca e para sua surpresa deparou-se com aqueles olhos bicolores que pela primeira vez a olhavam com profunda ternura enquanto segurava sua mão.  

Lysandre – Ei, como se sente minha pequena guerreira?

Nina – Lys, você veio!

Lysandre – Mas é claro que eu vim, você acha que te deixaria sozinha neste momento?

Nina pela primeira vez em dias, sorriu.

– E nosso bebe Lys o que aconteceu, onde está ele?

Lysandre –  Calma, calma, ele está bem agora, lutou bravamente. Eh um lindo garoto, forte como a mãe dele.

Nina – Oh, graças a Deus! Mas e você, vai ficar? Vai ficar por alguns dias ao menos?

Lysandre – Não posso ficar, Sofia está no hospital e corre o risco de perder o bebe. Já dei instruções para Amélia providenciar tudo o que você precisar e dentro de alguns dias eu volto para ficar um pouco mais com Benjamin.

Nina – Benjamin?

Lysandre – Sim, você disse que se fosse menina escolheria o nome e se fosse menino eu escolheria lembra?

Nina – Sim eu me lembro. Eh um lindo nome Lys.

A enfermeira logo se aproximou pedindo para que Lysandre encerrasse a visita pois Nina precisava descansar. Ele despediu-se dela com um beijo em sua testa e a promessa de regressar em breve.

No caminho de volta para casa, a velocidade já não se fazia necessária. Seus pensamentos eram por demais conflituosos, queria poder viver com seus filhos e Sofia, mas queria que Nina pudesse compartilhar da criação de Benjamin pois era a mãe e tinha esse direito. Seria querer demais que as duas pudessem viver em paz sob o mesmo teto? Sorriu com este pensamento tolo, logo Sofia também daria à luz a um irmãozinho ou irmãzinha de Benjamin e ambos viveriam suas vidas acreditando ser filhos únicos.

Faria o possível para ser um pai presente para Benjamin, mas no fundo sabia que não teria como lhe dar a mesma atenção que daria ao seu irmão, mas isto seria uma questão a ser resolvida no futuro e até lá, resolveria um problema de cada vez, afinal, ele não poderia imaginar que dividir a atenção entre seus dois filhos seria o menor dos problemas que ainda teria com eles.

Os primeiros raios de sol despontavam no horizonte convidando delicadamente a noite a se despedir. A aurora de um novo dia já se fazia presente, cheia de luz e esperança assim como a face angelical daquele pequenino ser que lutou bravamente para vir ao mundo: seu filho.

 

 

 

 


Notas Finais


E entao? Estao gostando ?


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