História Ligados Pelo Sistema - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Exo, Hunhan, Kaisoo, Suchen, Taoris
Exibições 50
Palavras 3.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ mu povo que come pão com ovoo :33
Tudo bem com vcs? :3
Lembram que falei que essa semana teria 3 cap? Então :3 Aqui está o primeiro.
Gostaria de pedir para vcs comentarem, mesmo que seja só um "legal" já me anima kkk Ou então criticas construtivas, aceito suuave tbm (desculpe se alguma coisa está escrita errado aqui, to com muita pressa kk)
Gostaria que conhecessem um pouco mais da amizade do Baek e D.O ^^
Boa leitura pessoal

Capítulo 7 - VII.Capítulo


Fanfic / Fanfiction Ligados Pelo Sistema - Capítulo 7 - VII.Capítulo

D.O me arrasta para fora do quarto, me agarro ao lençol para não ter de andar nu pela casa, não seria agradável encontrar alguém naquele estado, pior ainda nu. Sinto certo desconforto em minha região baixa, não conseguindo conter minhas caretas enquanto era levado para sei lá onde.

Sabia que não conhecia ChanYeol a tempo o suficiente para poder supor alguma coisa sobre sua personalidade, mas o que fez foi algo que nem em meus piores pesadelos imaginaria que o fizesse. Era engraçada a forma como o mundo se opunha a mim de todas as formas. Tento não me abalar, pelo menos, não perto daquele que segurava com tanta força minha mão, como se estivesse tentando me confortar com aquele aperto enquanto andávamos.                           

Entramos em um quarto isolado, onde havia teias de aranha para todos os lados, me encolho para que uma delas não vá de encontro com a minha cara, D.O não tem a mesma sorte e começa a se debater com a teia se estendendo por seu cabelo, assim solta minha mão passando a semelhante desesperadamente por seus cabelos.

-Ainda tem medo de aranhas? – Sorrio me aproximando.

-Cala a boca e me ajuda aqui – Põe sua cabeça a minha frente para que eu o ajude a irar as teias.

-Está tudo bem, não tem mais nada – Afirmo.

-Certeza?

-Por que mentiria?

-Sabe que não gosto dessas coisas asquerosas, Kai deveria ter checado este lugar! Ele me disse que não tinha nenhuma aranha aqui!

-Mas não tem – Olho ao redor – São apenas teias abandonadas.

-Entendo – Se recompõe me olhando com seriedade – Pode me dizer o que aconteceu?

-Eu não quero falar sobre isso.

Dou meia volta na intenção de ir direto ao “meu quarto” e inundar o travesseiro que lá me aguardava. No entanto, sinto suas mãos sobre meu pulso, não me deixando sair.

-Eu só quero te ajudar, sabe disso – Afrouxa o aperto desnecessário.

-Já me tirou de lá – Volto a fitar seus olhos – É o suficiente.

-Sabe que não é... Eu te avisei... Pedi que ficasse longe de ChanYeol.

Como? Ele nunca me disse isso.

-Você nunca me disse isso D.O, foi você quem concordou em me trazer para cá tendo como direito sua liberdade e de Kai, sendo assim você me abandonou, assim como todos que conheci fizeram, assim como todos que vou conhecer vão fazer - Já não consigo conter as lágrimas, sinto meu rosto ser umedecido pelas mesmas.

Ele parece surpreso, não tendo uma resposta de imediato, mas me puxa para eu chore sobre seu ombro. Aquilo era algo que tinha guardado apenas a mim mesmo, D.O era meu único amigo, não queria de maneira alguma me ver sem o mesmo. Mas seria muito egoísta de minha parte não é? Se pedisse para fugirmos todos juntos. Não queria atrapalhar sua felicidade com Kai, mas me incomodava saber que meu único amigo me abandonaria sem pensar duas vezes.

-Por diversas vezes fui explosivo com você – Passa suas mãos sobre meus cabelos, raramente o fazia - Desculpe por isso. Eu não queria que fosse assim Baek, se estava lhe incomodando deveria ter me dito algo. Eu fiz uma promessa a você... Lembra-se?

Flash Back On

Era meu primeiro dia no centro de tortura, tendo apenas sete anos me sentia atordoado por conta do jato de água fria que era lançado contra mim e outros ao meu lado, eu era a única criança. Estávamos todos nus e descalços. Aquilo ardia, estava machucado por causa do acidente, tendo arranhões por meu corpo, por causa do jato, as feriadas se abriam, fazendo meu sangue ser muito visível aos superiores, que notaram o sangramento exagerado.

Parando com o jato, um deles vem a mim. Tinha roupas protetoras, como se fossemos algum tipo de animal que contivesse bactérias contagiosas.  Choco minhas costas nuas sobre a parede dura e fria, não querendo que aquele homem estranho chegasse mais perto que já estava.

-Parece que esse aqui veio com defeito... Erga seus braços.

Não entendi de imediato que suas ordens eram direcionadas a mim, continuo imóvel, com medo de me mexer e piorar a situação. Minha visão vacilava por conta da exaustão, faziam quase 5 dias que não dormia ou me alimentava direito, a caminhada até ali fora árdua.

-Estou falando com você Torturado – Se refere a mim com desdém.

-Deixe esse comigo!

Observo o garoto pequeno detrás no maior, não parecia ser muito mais velho que eu, seus olhos pareciam pular para fora da orbita, o dando certo charme pessoal.

-KyungSoo? O que faz aqui criança? Vista seu traje, estes ainda não estão limpos, podem passar alguma doença.

-Já disse meu nome agora é D.O, D.O! – Fica vermelho. – Está tudo bem, já os limparam antes de vir para esta alá, mas acho que o senhor informado ai não sabia – Ignora a cara nervosa do superior.

-Por que quer o garoto? Precisamos fazer a vistoria, se ele obtiver qualquer marca, precisamos mandar ele a outro distrito.

-Eu não sou idiota sabe? – Encara o maior – Eu vou fazer isso, quero me divertir um pouco, se é que me entende. – Aqueia a sobrancelha – Depois pode fazer o que quiser com o garoto, não me importo.

-Tudo bem, pode levar o garoto – Me pega pelo braço jogando-me para cima de D.O.

Perco o equilíbrio fazendo  nós dois escorregarmos, D.O (como assim disse ser seu nome) bate com força suas costas.

-Ah que merda – Se levanta rapidamente, analisando sua roupa negra, agora totalmente molhada – Olha o que você fez! Torturado inútil!

-Desculpe – Tento me levantar, em vão já que minha visão volta a vacilar – Eu não queri..-

Sou cortado, sentindo a dor torturante sobre minha costela. A criança havia me dado um belo chute, e como se não bastasse, puxa meu cabelo com força fazendo-me levantar mesmo com dores.

Leva-me para fora da sala, ouço risos de outros que usavam os mesmos trajes, algo como “esse ai já está morto” “como é o nome? Baekhyun?! Acho que já podemos riscar da lista” “KyungSoo vai matar o menino, tudo bem mesmo?! É bonito, seria um desperdício”.

Ouvindo isso, sinto meu estomago revirar enquanto sou arrastado, eu não estava pronto para morrer, era um covarde, de fato, tinha medo muito medo. Choro compulsivamente enquanto sou arrastado até o local mais isolado que vi ate agora desde que cheguei ali. O garoto me joga próximo à cama de pedra.

Espero pelo pior, mas nada acontece. O menino já não estava ali, a porta de metal pesado estava fechada, uma muda de roupas estava depositada sobre a escrivaninha. Levanto-me pegando a roupas de tecido fino e branco, vestindo-as sem pestanejar. O sangramento já havia parado, sinto minhas pálpebras pesarem, assim caminho novamente ate a cama de pedra que de nada se comparava a um colchão de verdade, mas servia me deito ali adormecendo logo em seguida.

▲ ▼ ▲ ▼

-Ei! – Sinto algo me cutucar – Acorda! Acorda!

Abro pouco os olhos, era noite e a escuridão era incomoda tanto ela quanto o sono que me atrapalhava em enxergar quem estava ali. Coço minhas pálpebras com as costas das mãos, fazendo-me ter uma visão mais clara de D.O. Assim que meus olhos vão de encontro aos seus, sobressalto levando um susto.

-Putamerda D.O! Quer me matar?! – Ponho minha mão sobre o peito tentando acalmar meu coração.

D.O solta uma gargalhada gostosa, se jogando para trás com as mãos na barriga.

-Você levou um baita susto com tão pouco! – Mais gargalhadas.

Não conseguia me irritar com o mesmo, assim sorrio com ele, brincando sobre como seu cabelo era feio raspado daquele jeito - o que era mentira, D.O era lindo de qualquer jeito - e por isso levei um susto.

-A conta outra Baeki-aahh!  Assustou-se porque é medroso! – Passa as mãos por sua nova careca, fingindo estar ofendido. – Não raspei porque quis.

Desde o dia que cheguei ali, D.O vinha ao meu quarto todas as noites para conversar ou brincar, éramos crianças, tínhamos quase a mesma idade. Anos depois D.O me contou seu fascínio por mim, pois nunca havia visto uma criança se entregar ao sistema de tortura, pensando assim, que eu seria alguém com no mínimo uma coragem sobre-humana. Bom, estava completamente enganado, o que o fez se divertir ainda mais. Ele era frio com todos os outros, muitas vezes nervoso, mas comigo, era apenas uma criança, éramos crianças. E por querer um amigo, D.O me salvará.

-Vamos sair?

Imediatamente paro de rir, vendo se havia qualquer resquício de diversão em seus olhos... Nada, D.O estava raciocinando?

-Está louco?! Se nós pegarem me matam e fazem de você um torturado! – Recuso a proposta insana.

-Eles não vão nos pegar – Fala com convicção – Eu já tenho tudo planejado, vamos, por favor, quero brincar lá fora.

-Vá sozinho então!

-Por favor, Baek nada vai acontecer – Pega minha mão já me arrastando para fora da “cama” – Vem, eu cuido de você.

-Certeza que você é 3 anos mais velho que eu? Parece o contrário – Reviro os olhos.

-Sei que vai gostar – Deposita um beijo em minha testa. Sinto-me corar.

Assim abre a porta a nossa frente com muito cuidado, para que outros não acordassem. Passamos com passos rápidos pelo corredor escuro, estava sendo guiado por D.O já que eu quase não saia de meu quarto. Estava tremendo de nervosismo, mas não posso dizer que era uma sensação totalmente desagradável, gostava de sentir a adrenalina de que talvez fossemos pego, saber que poderia novamente sentir a brisa fria do vento me animava.

D.O me põe em suas costas, para podermos chegar mais rápido, pede para que eu faça silencio e eu concordo. Recosto minha cabeça sobre a curvatura de seu pescoço, pegando no sono, até que sinto a brisa fria chacoalhar meus cabelos, me acordando.

-Ou! Que intimidade é essa, baixinho? – Passa suas mãos bagunçando meus cabelos – Chegamos.

-Foi rápido! – Me surpreendo limpando a baba no canto da minha boca.

 D.O me desce assim posso sentir a terra em meus pés.

-Rápido para você que dormiu o caminho todo! Não acredito que babou em mim! – Limpa seu pescoço com nojo. – Deveria ter pegado um sapato para você – Parece preocupado.

-Está tudo bem! – Me deixo levar poucos segundos sobre a brisa fria – Bom – Volto à atenção a D.O, que me olha com curiosidade – Do que vamos brincar?

Abre seu enorme sorriso formato coração – sorriso esse muito bonito – seus olhos brilham sobre a luz do luar, luar esse que o banha com vontade, deixando clara sua beleza. Parecia realmente feliz de estar ali.

- Esconde, esconde! O que acha? – Não deixa de sorrir.

-Por mim tudo bem! – O acompanho olhando ao redor – Aqui não parece ter muito risco de se perder e também não vai ser tão fácil para achar – Calculo.

-Mano, você tem mesmo 7 anos?

-Ham? Por que a pergunta? Lógico que tenho.

-Então pare de se preocupar com espaço, tempo, lei de Newton sei lá, e vamos logo brincar.

-Lei de quem? Você tem 10 anos e não se preocupa alguém tem que se preocupar néh!

-A esquece, você começa! Vira ai e conta ate 30.

Já que de nada adiantava falar com o mesmo de que eu queria me esconder, me viro e com a mão sobre os olhos começo a contar. Mentalmente, é claro. Assim posso ouvir para onde os passos de D.O iriam.

-O idiota! Conta alto ai! Assim não sei quanto tempo me resta! – Reclama.

-Não sabe contar até 30 sozinho? Te vira.

Silencio. Estranho sua atitude já que o maior sempre retrucava, ignoro voltando a contar, não ouvindo nada, mesmo estando tão silencioso não conseguia ouvir as botas de D.O indo de encontro à terra seca avermelhada.

-30! Lá vou eu! – Aviso.

Percorro o que parece ser um cemitério de carros, não muito grande, mas o suficiente para te deixar com o cu na mão (desculpe a expressão, era a verdade) me sinto tremulo, a brisa fria já não me ajudava, nem mesmo a luz do luar que banhava o caminho a frente conseguia me confortar.

Olho carro por carro, ao todo eram seis, e em nenhum deles D.O se encontrava, resolvo procurar em volta então.

-Não vale se você ficar trocando de lugar! – Grito.

A chuva que a pouco começará a cair já havia me encharcado, levo em conta então o quanto era forte, resolvo chamar por D.O para que voltássemos. Nada, ele não me respondia.

-Não sei voltar sem você! Por favor! – Insisto. – Está frio!

Ouço algo, como um gemido baixo. Mas se misturado ao som do vento parecia igual, resolvo prosseguir ignorando o que ouvirá.

-Ba... Baeki... Bae  - Ouço a voz fraca de D.O.

Por causa do barulho causado pela chuva, não conseguia distinguir de onde vinha o som, sinto meu coração acelerar, a preocupação faz com que minhas pernas fiquem mais tremulas que já estavam.

-D.O?! Onde você está?! – Corro a procura do menor.

-Me ajuda, por favor – Ouço com mais clareza.

Corro pela direita, passando pelos carros aos quais já havia procurado, virando até onde os gemidos me guiavam, dou de cara com D.O dentro de um buraco, aonde a água já chegava quase a cobrir totalmente sua feição desamparada, parecia com dificuldade na respiração, sua boca estava completamente rocha, seus dentes se chocavam um contra o outro com força.

-Eu... Eu não quero... Morrer Baek – Falava com dificuldade.

-Você não vai morrer! – Grito, a chuva piorava se não o tirasse logo dali, morreria afogado. – Me de sua mão!

Agarro sua mão, tento puxa-lo para cima, mas nada, nem ao menos se movimenta pouco para cima, tento mais de uma vez, sentindo as lágrimas se fundirem a chuva sobre meu rosto.

-Estou preso – Parece quase perder a consciência.

-Não vou te deixar morrer D.O! Não vou! – Em um impulso pulo no buraco apertado.

Para minha sorte, o buraco não era fundo, por ser mais alto, D.O podia ficar de pé sem problemas, no entanto por eu ser menor, tinha que fazer um pouco mais de sacrifício para chegar à superfície. Encho meus pulmões de ar, e logo fico de joelhos dentro daquele buraco, a perna de D.O estava enroscada a um arame. Volto à superfície saindo do buraco, que já havia subido mais de 2 cm desde que havia descido.

-Preciso de algo para cortar! – Procuro pelo cemitério de carros por qualquer coisa que seja afiada, dando de cara com um estilete velho jogado em qualquer canto, pego logo voltando para onde D.O estava – Isso deve servir.

Eu deveria ser rápido, D.O já não me respondia, o risco de hipotermia era gigante. Corro contra o tempo me lançando novamente a água. Chegando as pernas presas, começo a cortar o arame de onde ele saia, assim lá fora poderíamos retirar o arame que estava enrolando em sua perna, mas por agora, iria apenas cortar a conexão que o deixava preso ao buraco. O Estilete estava velho, sua lamina já não cortava tão bem, assim foi preciso muito esforço para conseguir cortar, meus pulmões já clamavam por ar, mas olhando para cima, pude perceber que D.O já estava completamente coberto pelo manto de água.

Ele acreditava em mim, e por isso se manter calmo, mesmos sem ar em seus pulmões, se manteve calmo para que eu pudesse cortar sem mais problemas, e assim fiz. Com dificuldade cortei a ultima conexão que deixava D.O preso ali. Ele sobe com desespero, assim como eu, em busca da superfície, assim que chegamos me deito com ele sobre a terra vermelha agora completamente encharcada, os arames ainda se enroscavam sobre suas pernas, o machucando a qualquer movimento, mas isso não importava. Estávamos rindo, rindo muito enquanto recuperávamos o ar em nossos pulmões.

-Eu nunca! – Pausa para respirar – Pensei que o ar fosse tão bom! – Continua a sorrir, sorrir por estar vivo.

-Seu idiota – Dou um soco de leve sobre seu ombro – Me preocupou!

-É chuva ou você está chorando? – Sua mão vai ao meu queixo, fazendo com que eu o encare - Não chore –Sua mão fria passa sobre minhas lágrimas.

Aproxima nossos rostos, ficando a milímetros um do outro, nossos narizes roçam levemente, como um carinho. D.O pega minha nuca me aproximando de si, sinto seus lábios gélidos tocarem levemente os meus, selinhos são depositados ali. Não sabíamos beijar, só estávamos fazendo aquilo porque era o que sentíamos querer fazer.

-Eu prometo a você – Se afasta – Jamais vou te deixar, vou estar sempre aqui por você Baek.

Sorrio com sua promessa, puxando o mesmo para um abraço apertado.

Flash Back OFF

BaekHyun ON

 

Seria bom se realmente fosse assim, meses depois naquele dia... Kai entrou no Sistema, trazendo consigo o charme que hipnotizava D.O. Desde então, o mesmo só me viu como um irmão mais novo fazia de tudo para que eu não fosse enviado às torturas mais severas. Ele e Kai me protegiam aquilo me irritava um pouco, pois eu queria também poder ser útil para os dois, por serem tão bons comigo.

Então D.O me falou sobre o plano de fuga, dele e de Kai, mas eu... Eu não estava ali. Eu seria um refém de ChanYeol para sempre, e meu amigo parecia não se importar com isso, o que mais me machucava era saber de seu pouco caso.

-Eu salvei sua vida porque quis D.O, não precisa mais cuidar de mim, vá ser feliz com Kai, é isso que eu quero – Me tiro dos devaneios.

-Eu perguntei, perguntei a ChanYeol se poderia te levar comigo assim que tudo se resolvesse, e ele disse que se você quisesse, poderia vir.

-E se ele não permitisse, iria me largar aqui não é? – Elevo minha voz.

-E era melhor te deixar no centro de tortura então?! – Grita – Estou fazendo isso por você e Kai! Por que não deixa esse seu ciúme idiota?! Até parece uma criança que não sabe comparar amor de irmão a amor de-...

Não completa a frase. Eu estava muito fragilizado pelo que acabara de acontecer e ter D.O gritando comigo não ajudaria, e parece que viu isso, pois apenas se aproximou voltando a me abraçar, seu braço percorreu minha cintura me trazendo para mais perto de si.

-Me desculpa...

-Já estou acostumado – Sorrio fraco – Você pode me contar quem é o ChanYeol e por que ele gosta tanto de mim?

-Isso seria... Bem... Baek...

-Por favor – Faço um bico – Quero saber.

-Sente algo por ele?

-Sim. –D.O parece se surpreender com a minha resposta. – Eu não sei bem o que é, pois como você disse, eu não sei diferenciar o amor, nem ao menos sei se o sinto.

-E como é?

-Sempre que estou perto dele, sinto vontade de sorrir, qualquer coisa que fale ou faça deixa-me livre para dizer o que penso ou sinto. Não é como se eu tivesse um rótulo, sinto que com ele posso conversar sobre tudo e...

-E?

-Eu pensava... Confiar nele mais que em qualquer um, mas depois dessa noite, vejo que só tenho a você e Kai, D.O.

-Eu conheço ChanYeol, ele nunca faria isso a você se soubesse que ainda era virgem, eu ouvi a conversa sobre virgem de beijo e sexual, você é muito ingênuo não é? Mas de qualquer forma foi errado, mesmo se não fosse mais virgem, poderia ser motivo o suficiente para eu tirar a vida de ChanYeol. Por que não disse para ele parar logo no começo?

-Por que no começo estava bom! Mas então foi tudo muito rápido começou a doer e...

-Me poupe os detalhes! – Tampa seus ouvidos – Kai está estranho... – Fala cabisbaixo.

-O que quer dizer?

-Está agindo estranho...

-Pode ser coisa da sua cabeça sei lá – Às vezes D.O era dramático.

-Não é isso, eu conheço o homem que amo Baek. E vista logo alguma roupa, tudo bem que somos amigos de infância, mas eu ainda sou homem.

-O que quer dizer?

-Baek – Me fita indignado – Pare de ser santinho! – Aponta para sua parte baixa, me revelando certo volume ali resente.

-OH desculpa! – Vou ate o guarda roupa daquele quarto.

Para minha sorte, havia cuecas, bermudas e camisas. Visto tudo na velocidade da luz, pois sinto D.O me comer só com o olhar.

Somos atraídos pelo som de algo se quebrando no andar abaixo, nos entreolhamos e saímos do quarto pouco desconfiado.

Luhan e Sehun soltavam gritos, todos na casa começavam a se reunir e pegar suas armas, todos queriam saber o motivo do sumiço se Sehun e o porquê de sua aparição repentina, se Luhan apontava uma arma para ao maior, não seria atoa, fazendo com que todas na casa ficassem em alerta.

-Sehun, não me faça atirar! – Avisa, com a arma em mãos apontada para Sehun.

O mesmo permanecia imóvel, com uma mochila grande em uma das mãos, tinha um corte profundo na testa, fazendo o filete de sangue escorrer por seu rosto.

-Vai atirar em mim Luh? – Fala com tristeza, seu sorriso de canto irônico parece provocar Luhan.

Xiumin aparece ao lado de Luhan que parecia não notar a presença do mesmo ali.

-Ele não – Fala Xiumin – Mas eu vou.

Pega a arma de Luhan, que o encara espantado por sua rapidez.

Ambos eram os mais velhos e mais experientes ali. Se fosse outro, jamais chegaria nem perto de tirar a arma de Luhan, fazendo com que o mesmo tivesse medo de reagir para pegar sua arma de volta.

-Espera Xiumin – Tenta sobrepor – Devolva minha arma!

-Se ele soltar a mochila eu devolvo, é simples – Fala com desdém. – Você não conseguiria terminar o trabalho, Luhan.

-Sehun... Solte a mochila, por favor, amor – Implora.

-Desculpe Luh, mas acho que cansei de ser pisado por você - Dá de ombros com a mochila em mãos.

-Que pena – Xiumin solta um riso forçado.

-SEHUN!

 


Notas Finais


Essa parte em que o D.O fica preso em um buraco, me inspirei em um jogo, que por agora não me recordo o nome, mas passarei para vcs o nome no prox cap ^^
Comentem pfvor ^^


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