História Ligados Pelo Sistema - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Exo, Hunhan, Kaisoo, Suchen, Taoris
Exibições 43
Palavras 3.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi meu povo ^^
Gostaria de explicar desde já uma coisinha caso eu venha a me atrasar com está fic.
A mais ou menos um mes (acho) minha gata (Kookie) sumiu, eu era muito apegada a ela, então comecei (obviamente) a entrar em desespero, mas fui acalmada pelas minhas amigas, elas diziam que esse sumiço era normal e que logo ela iria voltar.
Sempre que ia dormir e encontrava a janela fechada, logo dava uma bronca na minha mãe dizendo "Como a Kookie vai entrar com a janela fechada!?" e mais brigas se estenderam a partir dai (sim, por causa de uma maldita janela) então todas as vezes eu acordava de madrugada, abria a janela, para acordar novamente as 05:00 para novamente fechar a janela, já que meus pais não queriam a janela aberta, mas eu pensava só em como a Kookie iria entrar.
A alguns dias atrás, foi me informada a morte dela através de um vizinho, disse ele que uma gata (mostrei a foto dela a ele) foi morta pelos cachorros a exatamente um mês atrás.
Sabe quando você sente que aquilo não está acontecendo com você? Que não é verdade. Vocês podem não entender, mas o apego que eu tinha a ela era muito grande, é indescritível. Continuei agindo normal, não derrubei nenhuma lágrima, fingi estar tudo "bem", mas a verdade era que não estava, nada estava bem, e eu continuava fingindo estar, fingindo que a Kookie estava SIM em algum lugar VIVA e que ainda iria voltar.
Então semana passada eu comecei a ver algumas fotos, e finalmente a realidade me atingiu, e da pior forma possível.
Não sei como são outros autores, mas quando escrevo uma fic, mesmo incoincidentemente, eu coloco sim meus sentimentos nessa fic, se estou brava, pode acreditar que uma briga vai acontecer, se estou triste, talvez uma morte?
Eu não quero afetar essa fic com o meu egoísmo de não saber diferenciar o que sinto ao que tenho que mostrar na fic, que no momento é o "recomeço".
Então queridos leitores, me perdoem pela gigante explicação apenas para dizer que vou ficar em "Off" por alguns dias, eu não vou desistir desta fic, JAMAIS isso, mas peço de coração que deem um tempo e mesmo assim não desistam dela e de mim.
Eu não vou ficar mais de um mês sem postar, jamais isso, só preciso de um tempo, mesmo que seja pouco.
Eu amo essa história, amo este site, amo meus personagens e suas historias, amo seus comentários e favoritos.
Essa era a real razão desta semana terem 3 capítulos, eu já os havia escrito, e como sou uma pessoa não pouco, mas muito ansiosa, resolvi os postar ainda essa semana.
Lembrando-os, serão apenas alguns dias, então por favor, me esperem okay?
Se você ai tem um animal de estimação abrace fortemente ele, mas muito mesmo, muitooo muito, eu queria ter abraçado mais a Kookie, e esse é meu único arrependimento.. Mas bem...
SARANHAE VOCÊS (ATENÇÃO, ISSO ESTÁ ESCRITO DE MODO ERRADO INTENCIONALMENTE KK)
Até o próximo cap.
Boa leitura.
Obrigada

Capítulo 8 - VIII.Capítulo


Fanfic / Fanfiction Ligados Pelo Sistema - Capítulo 8 - VIII.Capítulo

-Xiumin – ChanYeol aparece ao lado do mesmo.

-Que foi?

-Abaixe sua arma.

-E por que eu deveria fazer isso?

-Por que estou mandando? – Parece indagado pela ousadia do menor.

-E desde quando obedeço a todas suas ordens?

-Quer que todas fiquem sabendo sobre seu passado?–Ameaça.

-Não faria isso...

-Quer pagar para ver? – Sua voz sai pouco rouca, soando ameaçadora.

Impressionante mesmo é que todos ali assistiam a cena sem ao menos mover um dedo para impedir Sehun de ir embora (sei lá o porquê estavam tentando para-lo, mas devia ser por causa da maldita mochila) Xiumin de atirar no mais novo e Luhan de quase se jogar contra Xiumin.

Todos assistiam o “barraco” boquiabertos, olho para os lados vendo que pareciam estar mais confusos com a situação que eu. Tao a qualquer momento parecia tirar um saco de pipocas e o óculos 3D do bolso, pois de tão concentrado que estava se dava a entender que via a um filme, mandando que Kris (esse que se manteve muito próximo a ele desde que eu e D.O adentramos o local, não recebendo bons olhados de Xiumin) calasse a boca para que não atrapalhasse sua concentração.

-Vocês não vão fazer nada? – Indago a D.O, Lay e Chen que eram os mais próximos.

-Em? – Todos dizem juntos.

-Eles vão acabar se matando ali – Volto a olhar para o andar de baixo, dando de cara com dois seres que pareciam explodir a qualquer momento.

-E morrer junto? – Chen se pronuncia – Não obrigado.

-Por que todos tem tanto medo de ChanYeol?

-Ele só é o filho Sr.Park, dono do maior Distrito de Tortura do País e ChanYeol é Líder de uma MAFIA. Mas olha, tirando isso, tudo tranquilo, se quiser pode você mesmo ir tentar acalmar os ânimos ali – Balbucia enquanto pega Lay pelo braço, o arrastando para um dos quartos.

-Sehun me de a mochila – Ergue suas mãos.

De imediato Sehun nada faz, continua a encarar a porta, parecia incerto em fazer aquilo ou não,  iria ferir seu orgulho se o fizesse, voltar para trás iria ferir sua dignidade,mas que escolha o jovem teria? Como dito antes por Lay, o de orelhas elevadinhas era líder de uma máfia, iria encentrá-lo em qualquer lugar que fosse.

Talvez, apenas talvez, se não fosse encontrado pelo Mafioso, teria saído sem mais problemas, Sehun sabia se virar, mesmo com uma arma apontada em sua direção, fora treinado para isso desde criança, era conhecido entre todos do Sistema como aquele que com tão pouca idade já havia matado mais que todos os mais velhos que exerciam a mesma função.

 Isso parecia não o deixar feliz, já que nas raras vezes que o via estava cabisbaixo, passando os dedos por seu colar, parecia adorá-lo tanto. De vez em outra tinha pena do jovem, mas então me lembrava de que ele era a causa da morte de vários torturados, então me recompunha voltando a sentir apenas anciã pelo mesmo, o olhando com nojo sempre que passado por perto de si. Sehun parecia sentir meu rancor, se escondendo de meus olhares a cada vez que eu passasse por perto. Ele sabia que nunca poderia me tocar, tendo então que lidar com isso, a melhor forma que conseguiu foi fugindo de meu olhar raivoso em sua direção.

Mas desde minha fuga daquele local, pude perceber que Sehun não era um monstro assim como eu achava, já virá isso antes. Mas ele mais se parecia com um filhotinho abandonado, formando um bico em seus lábios enquanto se virava em direção a ChanYeol, parecia se xingar internamente por ter sido tão burro a ponto de querer se despedir do amante (como assim eu acho que foi) Sehun deveria saber que Luhan jamais entenderia e o tentaria fazer parar, talvez fosse isso que o jovem queria, talvez o jovem só quisesse a atenção daquele que ama, talvez só quisesse amar e ser amado.

Sehun praguejou baixo enquanto entregava a mochila para o mais alto, formando um bico fofo nos lábios rosados, as bochechas infladas mostravam o quanto ainda era infantil, inevitavelmente sorrio com a ação do mesmo.

Observo enquanto Luhan solta uma lufada de ar, tomando Sehun em seus braços, que se atordoa com a situação.

-Criança estúpida! – Lhe dá leves socos – Não me preocupe desse modo!

-Luh? – Chama

-Sim?

-Me desculpe...

-Eu quem devo me desculpar Sehun... Eu..

-Pera ai! – Elevou a voz Xiumin, que já havia baixado sua arma desde que ChanYeol o ameaçara – Vamos simplesmente ignorar o fato de que ele acabou de cometer um ato de traição?

-Traição? – ChanYeol parece zombar de Xiumin, que não entende o retribuindo com um olhar confuso, Luhan parece não entender também, enquanto os mais altos se entreolham com o riso  contido – Pode abrir a mochila Sehun?

-Claro chefe! – Sehun a pega da mão de ChanYeol.

Abre lentamente o fecho da mesma, como se para provocar todos que se esgueiravam (inclusive eu) para tentar ver o que havia lá dentro.

-Abre logo essa merda Sehun! –Luhan pede ansioso. – Ah me da isso!

Tira a mochila da mão do maior, quase pula ao ver o conteúdo, o que deixa todos os membros presentes ali mais curiosos.

-Xiumin, você quase matou Sehun por algumas peças de roupas e hidratante corporal – Joga a mochila de volta a seu dono.

-Sabe Hyung, se queria roupas ou um hidratante – Deposita sua mão no ombro do mesmo - Eu teria te emprestado, vamos ser miguxos okay? – Sorri de canto dando leves tapinhas na cara de Xiumin, que o olha indignado.

-Quase se matou por isso?! – Indagou.

-Você sabe que nunca conseguiria me matar Xiumin. Ninguém aqui conseguiria. – Diz convencido.

Todos tinham plena consciência disso, portanto só ignoraram e deixaram Sehun se gabar mais um pouco.

-Tem que parar de ser levado por suas emoções Xiumin! –Grita Tao do segundo andar.

-Olha quem fala! – Lança um olhar para Kris para logo depois revirar os olhos.

-Sei que só estava preocupado conosco, mas matar uma criança Baozi?

-JÁ DISSE PARA NÃO ME CHAMAR ASSIM CHANYEOL!

-BAOZI! – Tao repetiu o apelido rindo histericamente.

Logo todo o cômodo estava tomado pelas risadas, gargalhadas e lágrimas. Lágrimas? Pois é. Rimos tanto que até o próprio Xiumin se deixou levar fazendo com que todos rissem ainda mais, até sentirem a barriga arder e olhos cheios de lágrimas.

Eu não entendi o porquê do ataque de riso de Tao, e é provável que a maioria dos coreanos presentes ali também não, já que o apelido era em Chinês. Estávamos tendo quase uma síncope de riso por outro motivo.

-Ai cara. Sério não aguento mais – Tao passava as mãos sobre o rosto limpando as lágrimas. – Melhor apelido!

-Você por acaso entendeu Baek? – O moreno gostoso alvo da macumba de D.O resolve surgir ao meu lado. – Pela sua expressão não... São pãezinhos chineses, mas tem na Coréia também... Eu acho fofo.

-Não conhecia meso não – De tanto sorrir, sinto pouco câimbra em minha bochecha – Mas to rindo com a risada do Tao, é hilária! –Tento me controlar, mas acabo por fazer Kai rir, que me fez rir, que levou Kris a rir, que todo mundo começou a rir de novo, menos o motivo de tal.

-Eu ouvi isso ai! –Tao gritou – É pessoal então? Suave.

-Eu te amo Tao – Fiz um coração usando as mãos.

A girafa parada no meio do cômodo abaixo parou de rir imediatamente ao ouvir essas palavras, observo suas ações com curiosidade. Esse idiota ainda me devia um pedido de desculpas, e muito mimo, e ainda assim talvez não recebesse meu perdão, porque sou difícil, tenho orgulho próprio e

-BaekHyun, pode vir conversar comigo por um momento – Coça sua nuca parecendo nervoso.

-To indo ChanYeol! – Orgulho? Pra que isso, vamos ser amigos gente.

▲ ▼ ▲ ▼

 

-CHANYEOL, VOCÊ DISSE QUE ESTAVAMOS CHEGANDO HÁ QUINZE MINUTOS, E ANTES DISSO DISSE A MESMA COISA - Aquele DESGRAÇADO tinha me feito andar tudo aquilo só para “conversar”, aham, ta planejando meu assassinato que eu sei.

-Você é muito sedentário – Reclama indo a frente- Precisa perder uns quilinhos também.

Fico rubro com seu comentário, sentindo a maça de meu rosto queimar. Respiro fundo, não daria o gostinho ao graveto de me ver corar por seu comentário desnecessário, não me veria cair em sua provocação, pelo menos não desta vez, e eu estava muito bem resolvido sobre meu peso, e amava minhas voltinhas.

-Para onde estamos indo afinal? – Soo seco. Sentindo orgulho de minha atuação.

-Cachoeira, tem uma aqui – Para de andar vindo em minha direção.

Três passos, três passos, APENAS três para ele chegar até mim, suspiro com inveja daquelas pernas longas, torneadas, lindas e...

-ChanYeol! –Me afasto cobrindo minha boca.

-Desculpe! Você estava tão bonito...

-Não me venha com essa – O empurro – Quero você bem longe de mim!

-Então porque me acompanhou até aqui? – Indaga.

-Sabe que nem eu mesmo sei?! – Dou meia volta me sentindo um idiota por ter o seguido.

Orgulho ferido, pés em ardência, mosquitos e algumas cobras fazendo com que meu coração falhasse algumas batidas. E foi isso tudo (como pode ver um pacote cheio e delicioso) por acompanhar Park ChanYeol floresta adentro pensando que aquele filho da puta me pediria desculpas ou tentaria me paparicar.

Cá entre nós, eu tive o carinho negado desde os meus.... 7 anos?! Estou sedento, precisando de alguém que mime e abrace muito forte. OK, talvez, e penas talvez isso seja pouco irritante, eu sei que é, mas isso de querer a atenção do hibrido meio girafa e dumbo era incontrolável. ChanYeol me levava para fora das orbes, com ele me sentia uma pessoa diferente, tinha pensamentos e sentimentos diferentes, isso me assustava, mas não me impedia de querer me aproximar do maior.

E aquele a quem eu tanto queria não me seguiu, eu continuei a andar pela floresta que mais parecia um labirinto de cobras, céus! Para que tantas cobras, isso não é obra de Deus, certeza!  Me esquivo de mais uma quando não vejo a maldita raiz de árvore a minha frente, dando de boca na terra fria.

-Aiiihhh – Choramingo baixo por conta da dor em meus lábios.

Passo meu indicador sobre o lábio inferior, confirmando minhas suspeitas de que eu havia arregaçado meu lábio. Sinto a ardência e o gosto de terra misturado a ferro em minha língua me deixam desconfortável, cuspo do lado tentado fazer com que aquela terra saísse de minha boca.

-Hoje o dia não poderia ter sido melhor – Cansado me encosto à árvore que a pouco me fez cair com suas raízes – Hey você – Aponto ao céu – Por que me abandonou? Por sua culpa acabado! – Sinto o nó em minha garganta.

-Não deveria culpar a eles pelo seu erro jovem, isso é errado – Dou um pulo com a figura do homem mais velho ao meu lado.

-D-d-desde quando está ai?! Quer me matar de susto – Pouso minha mão sobre o peito, sentindo meus batimentos não muito calmos.

O velho senta-se ao meu lado, se recostando também a árvore, estranhei sua aproximação, mas nada fiz, parecia inofensivo com sua barba por fazer, cabelo grande e branquinho. Lembrava-me pouco a imagem de um avô.

-Mesmo que esteja com raiva – Começa a falar, ainda observando os céus – Não deve culpar a aqueles que nem ao menos estão aqui para se defender. Eles não têm culpa de nada, você e apenas você é responsável por seus erros. Humanos tendem a ter a atitude idiota de sempre encontrar um culpado a seus problemas, não os encarando.

-E o que ganho os encarando? – Sinto-me fraco, tudo se embaça mas continuo a prestar bastante atenção as palavras do idoso.

-Ora meu jovem, isso é obvio – Curva pouco seus lábios em um sorriso – O conhecimento, se encarar seus problemas sem culpar outros, se souber onde errou, admitir seu erro, tentar mudar aquilo que lhe fez mal, então ai adquira conhecimento. Ninguém nasceu um gênio Baek, os poetas tiveram de errar muito antes de ter seus poemas em livros didáticos, além de críticas de outros, eles mesmo criticaram seus próprios poemas. Não culpe a ninguém além de si mesmo, se está no fundo do poço, é porque você mesmo insiste em ficar ai meu jovem.

-Como sabia? – Minha voz soa fraco, perdia meus sentidos aos poucos – Como sabia que eu estava falando deles e não de uma figura religiosa?

-Como sabia que eram seus pais a quem estava culpando?

Balanço minha cabeça positivamente, me esforço a tentar me manter acordado, eu queria ouvir a resposta, como ele sabia, como sabia tudo o que sentia como sabia exatamente o que me dizer, e ainda poder dizê-lo com tanta calma, eu me sentia leve, meu corpo não pesava, meus pés já não doíam mais, a casca dura da árvore a qual me recosto já não era mais um incomodo. Sinto-me leve, como o vento, sem rumo e apenas sendo guiado por meu instinto, eu quis ser ele.

O velho movia seus lábios, eu tentei escutá-lo... Mas não consegui. Nem ao menos ler seus lábios. Entretanto me senti feliz apenas por ouvir o que havia me dito antes, assim, não poderia deixar de agradecer a aquele que do nada apareceu, mas tanto fez por mim.

-Obrigado – Disse antes de me sentir ser engolido totalmente por meus sonhos.

▲ ▼ ▲ ▼

-Baek! – Ouço a voz um tanto grossa.

-Que?! Deixe-me dormir – Volto a me cobrir com o cobertor em mãos.

-Você está mesmo se sentindo bem? –Parece preocupado.

-Melhor impossível, agora sai de cima de mim ChanYeol seu corpo ta pensando! –Empurro seu peito.

Depois daquela noite, me disseram que eu havia desmaiado e que ChanYeol ficou me procurando feito um louco, bem feito a ele, fala que vai me levar a um lugar e no fim das constas... Não... Isso é culpa minha, eu quem quis ir, eu que confiei em um imprestável filho da...

-Eu fui atrás de você, mas ninguém mandou você correr! –Me advertiu – Olha eu já pedi desculpa!

-OLHA O TAMANHO DA SUA PERNA!

-TÁ! Digamos que eu fiquei um pouco sentido e só te segui depois.

-Você ficou sentido? Eu vou enlouquecer com você, serio – Bufo enfiando minha cara de volta ao cobertor – V-A-S-A.

Já faziam dois dias desde de o ocorrido, dois dias em que as orelhas de abano não saíram do meu lado pedindo desculpas e perguntando se eu queria remédios. ChanYeol havia me encontrado desmaiado na floresta, “desmaiado” eu tinha o total controle sobre a situação, apenas estava tirando um cochilo ao lado da mãe (ou pai) natureza.

Perguntei a ele se assim que me pegou não havia nenhum homem ao meu lado, fazendo com que o mesmo se sobressaltasse “COMO ASSIM UM HOMEM DO TEU LADO? TA DOIDO?!” se estressava. Disse que naquela região não havia habitantes e justamente por isso que ele tinha escolhido aquele esconderijo. Ao contar sobre o que aconteceu a ele, o mesmo ficou sério, disse que teríamos que mudar de esconderijo, pois era muito arriscado continuar ali.

A causa de meu desmaio foi a perca subida de oxigenação no cérebro, que pode ser desencadeada por diversos motivos, no meu caso, acho que foi a noite agitada. E a longa caminhada! Pois por céus! Eu nunca tinha andado tanto na vida.

O que aquele homem me disse ainda estava em minha cabeça, nenhum dos meninos acreditavam em mim, nem meu melhor amigo D.O, este apenas riu falando “pirou de vez!”. Eu sei que não estou louco, podia vê-lo, por vezes sentir seu braço cheio de marquinhas de idade se recostar ao meu, sua voz um tanto fina, como algo angelical, sendo quase palpável sua bondade.

Baek OFF

Chany ON

Já que de nada adiantaria discutir com o mais novo, saio do quarto ainda embriagado por minhas emoções, eu queria ser capaz de fazer mais pelo mesmo, mas assim como ele quis me afastar, agora eu teria que talvez fazer o mesmo, talvez por este motivo o chamei para uma caminhada sem destino e o abandonei logo depois, para que sentisse raiva de mim, mais ainda.

 Mas ele não me desprezava, e se desprezasse, seu olhar seria como um punhal em meu coração. Doía? Sim, todos os dias, por não ser capaz de lhe dizer a verdade, talvez fosse egoísta o suficiente para pensar em apenas o ter para mim sem que soubesse de nada, sem que soubesse de nosso passado trágico. Mas isso já não dependia apenas de mim.

Vejo Kai recostado à porta do meu “escritório” caminho pesaroso já sabendo o que viria a seguir, tento me manter calmo, mas não era bom em disfarçar emoções, por Deus! Eu era péssimo com isso. Kai via isso, e era o mesmo que ele sentia, se sentia aflito assim como eu, e por este motivo estava ali.

-ChanYeol ... – O vejo lacrimejar.

-Aqui não – Abro a porta que antes se escorava, fazendo um sinal para que o mesmo entrasse – Vamos conversar.

Antes de adentrar o cômodo, pude perceber o olhar pesaroso de D.O em nossa direção. Ele estava suspeitando, e não sabia até quando Kai conseguiria ficar em silencio, isso o torturava mais que a mim.

-Quando vai contar a verdade para o Byun? – Sinto um ciúme de leve ao o ver chamando Baek pelo apelido que o menor mais gostava.

-Eu não sei... Eu... Preciso de tempo – Sou honesto.

-Tempo? – Sorri irônico – 10 anos não foram o suficiente!?

-Kai eu sei que...

-Você não sabe de nada! – Se senta ao sofá ainda coberto por um pano branco, para que o mesmo não pegasse pó. – É difícil para mim até mesmo encarar D.O! Como pode dizer que sabe? Você não sabe de nada. Encontrou Byun a menos de 1 mês, estou com D.O a 3 anos. Não posso continuar a mentir, sendo que sei seu passado, sei que ele...

Levo meu indicador aos lábios em uma sinalização para que ele não falasse nada muito comprometedor, aponto para a porta para que ele entendesse que D.O provavelmente se esgueirava ali.

-Você é um egoísta filho da puta mesmo – Diz incrédulo.

-Eu sei que é difícil – Diminuo o tom – Mas só mais um pouco, tudo bem?

-Temos problema! –Xiumin abre a porta assustando a mim e Kai. Que dá um pulo ao ver D.O quase ser levado com a porta.

-Já disse para não entrar antes de..

-ChanYeol! – Xiumin me olha sério, como se dizendo “estamos fodidos”.

-O que aconteceu?

-Seu pai... Está vivo.

-L-A-S-C-O.



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