História Ligeiramente seduzidas - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camila G!p, Camren G!p
Exibições 307
Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello, surpresos com a atualização?
Como hoje eu estou de folga decidi postar um capítulo para vocês, ignorem os erros. Eu tô podre de cansada!!!
Mas enfim, espero estar agradando com essa fanfic, boa leitura meus amores ;))))

Capítulo 4 - Chapter Three.


Fanfic / Fanfiction Ligeiramente seduzidas - Capítulo 4 - Chapter Three.

Camila passou a meia hora seguinte no salão de jogos, passeando, observando as partidas em andamento e trocando acenos de cabeça e amabilidades com alguns conhecidos. E manteve um dos ouvidos atento à música. Lady Lauren Jauregui era tão encantadora de perto quando parecera vista do outro lado do salão. A pele clara e suave era imaculada e os grandes olhos verdes tinham cílios fartos e escuros. Camila achara bastante divertida a reação da moça diante dos galanteios deliberadamente exagerados que lhe fizera. Lady Lauren a encarara com a altivez de uma nobre entediada. Ao que parecia, a jovem não era a moça tola que ela imaginara. Aquele olhar sério e arrogante devia ser um dom dos Jauregui's. Christopher era um mestre nessa arte. Camila fora alvo de um desses olhares na última vez em que vira o homem. A expressão de Lady Lauren sugeria orgulho, presunção, vaidade e insolência, e todos esses traços de caráter a mantiveram ainda mais determinada em sua decisão. Finalmente a música terminou e foi substituída pelo burburinho alto das conversas, vindo da direção do salão de baile. Estava na hora de ir reclamar sua parceira de dança. A irmã de Christopher. O barulho e a animação no recinto pareciam desmentir o fato de que estavam todos ali — sobretudo os oficiais — porque uma guerra era iminente. Mas talvez fosse exatamente a possibilidade de tamanha catástrofe que impelisse todos a aproveitarem ao máximo o momento. Para muitos, o presente poderia ser tudo o que teriam. Camila localizou sua parceira de dança na multidão e foi na direção dela. Cumprimentou Lady Patrícia, acompanhante da moça, com um aceno de cabeça e fez uma mesura diante de Lady Lauren. 

— Lady Lauren — disse Camila. — Acredito que esta seja a minha dança, certo?

A nobre assentiu regiamente. Ela e a dama de cabelos dourados a seu lado estavam cercadas por jovens oficiais que encaravam Camila com uma hostilidade mal-disfarçada. 

— É uma valsa — comentou a Lady Allyson. — Conhece os passos, condessa? 

— Sim, conheço — assegurou Camila. — Recentemente passei alguns meses em Viena. A valsa é uma febre na cidade. 

— Allyson! — repreendeu Lady Patrícia, talvez porque a moça havia falado com a condessa sem ter sido primeiro apresentada formalmente. Mas as plumas altas no cabelos da dama mais velha se inclinaram com graciosidade na direção de Camila. — Pode valsar com Lady Lauren, condessa Camila. Ela recebeu permissão do comitê de senhoras do clube Almack's. 

Camila estendeu o braço para Lady Lauren, que pousou a mão com delicadeza nela — uma mão delicada, de dedos longos, cobertos por uma luva branca. 

— A permissão das senhoras do Almack's — comentou Camila, erguendo as sobrancelhas enquanto se afastava com a jovem. — Isso tem alguma... importância?

— É tudo absolutamente tedioso — respondeu Lady Lauren com uma expressão que lembrou a condessa uma matrona entediada. — Uma dama não pode valsar nos salões de Londres até que tenha conseguido a permissão delas. 

— É mesmo? E por quê?

— Muitas pessoas não aprovam a valsa — explicou a Lady. — É considerada avançada. 

— Avançada? — perguntou Camila, aproximando a cabeça da dela. 

— No sentindo de imprópria — disse Lady Lauren, com desdém. 

A condessa sorriu.

— Ah, entendo. 

E realmente entendia. A boa e velha Inglaterra. Não mudara em nada. Continuava pudica com sempre. 

— Dancei valsa milhares de vezes em casa com meu professor de dança e com meus irmãos — comentou a Lady. — Mas não tive permissão para dançar em meu próprio baile de apresentação à sociedade!

— Como se a senhorita fosse uma criança! — exclamou a condessa, parecendo chocada. 

— Exatamente!

Mas a Lady a encarou com desconfiança quando elas assumiram seus lugares na pista de dança, esperando que a música começasse. 

Deus como ela era bonita!

— A senhora é uma espiã britânica? — perguntou Lady Lauren. Camila ergueu uma sobrancelha diante da mudança abrupta de assunto. — Há rumores a respeito disso — esclareceu a Lady. — A senhora está longe da Inglaterra há muito tempo. Dizem que talvez tenha estado engajada em missões de inteligência para o governo britânico. 

— Lamento dizer, mas não sou tão romântica — retrucou Camila. — Estou longe da Inglaterra há nove anos porque fui banida de lá... pelo meu pai. 

— É mesmo?

— Por causa de uma mulher — continuou Camila com um sorriso. — E do roubo de uma joia de valor inestimável. 

— Que a senhora roubou?

— Que eu não roubei — disse Camila. — Mas todos os ladrões acusados e condenados não afirmam a mesma coisa?

Lauren a encarou por um momento, as sobrancelhas arqueadas. 

— Lamento que não seja uma espiã — falou Lauren, por fim. — Embora arrisque dizer que, de qualquer modo, a senhora não estaria disposta a responder às minhas perguntas sobre uma situação militar. 

Lauren virou a cabeça na direção da orquestra — a música enfim estava começando. Camila pousou a mão na cintura dela — era tão fina que ela quase conseguia abarcá-la entre as duas mãos — e segurou-lhe a mão direita com a sua esquerda. A mão livre de Lady Lauren pousou no ombro da condessa. 

Ela era muito jovem. E absolutamente encantadora. 

E era irmã de Christopher Jauregui. 

Dançar era uma das coisas que Camila fazia muito bem. Ela sempre adorara os passos elegantes do minueto, a complexidade vigorosa das quadrilhas; e a energia erótica da valsa. Talvez os britânicos fossem sábios ao proteger as moças muito jovens daquele ritmo sedutor. Camila guiou a dama no início da dança, valsando e girando em passos pequenos e cuidadosos enquanto avaliava o conhecimento da Lady e sua habilidade para acompanhá-la. Lady Lauren fora bem ensinada. Mas também tinha algo mais do que precisão da dança. Camila sentiu isso já no primeiro minuto, quando elas se moviam tão lentamente quanto todos ao redor. Lady Lauren não se mostrou interessada a conversar mais e a condessa também não teve essa necessidade. Podia sentir o perfume dela, algum sabonete ou colônia, delicado e floral — violeta, talvez? Ela parecia muito jovem, muito esguia, nos braços dela. Era leve, cálida e flexível, e Camila percebia os sapatinhos se movendo pelo piso do salão a poucos centímetros dos dela.

— É assim que os ingleses valsam? — perguntou Camila.

— Sim — Lauren levantou os olhos para encará-la. — Não é como todos valsam?

— Devo lhe mostrar como se valsa em Viena, chérie? — indagou Camila.

Lauren arregalou os olhos, embora não soubesse se por causa da pergunta ou do uso do termo carinhoso em francês. Camila girou com ela em passadas mais abertas e rodopiou com mais vigor ao chegarem a um canto do salão. Lady Lauren a acompanhou.  Camila conseguiu até mesmo arrancar um sorrisinho dela. A valsa não fora criada para ser algo monótomo e mecânico, com todos girando lentamente, em perfeito compasso uns com os outros. Camila dançava naquele momento com Lady Lauren do modo como tinha certeza de que a valsa fora feita para ser dançada, os olhos e a mente concentrados na parceira, os ouvidos recebendo a música e transmitindo o ritmo e a melodia a cada célula do corpo, os pés convertendo os compassos em movimento. Era uma dança sensual, que tinha a intenção de prender a atenção do homem na mulher e vice-versa. Tinha sido criada para evocar pensamentos em outro tipo de dança, ainda mais íntima. Não era de estranhar que os britânicos tivessem receios em relação a ela. Camila rodopiou com Lady Lauren nos braços até que a luz dos candelabros se tornasse uma faixa cintilante acima delas e desviou habilidosamente de casais que giravam mais devagar, notando com satisfação que a jovem a acompanhava em cada passo, sem demonstrar o menor vestígio de medo de errar, de colidir com outros dançarinos ou de perder o equilíbrio. Os uniformes cintilantes dos oficiais, os vestidos de baile em tons pastel das damas, tudo se fundiu em uma melodia intermitente de cor. Quando a primeira valsa daquela seleção terminou, os olhos de Lady Lauren cintilavam. Ela estava ligeiramente ruborizada e um pouco ofegante. E ainda mais encantadora do que antes. 

— Nossa! — exclamou a Lady. — Gostei do modo como se dança em Viena!

Camila abaixou a cabeça para se aproximar mais da Lady. 

— Acha que as senhos da Almack's aprovariam?

— Com certeza, não — respondeu a Lady, e riu. 

A música começou novamente. Mas dessa vez era uma valsa mais lenta, mais leve. Camila valsou com a Lady pelo meio dos outros dançarinos, como antes, desviando-se deles com precisão, variando a largura dos passos, alguns curtos e então um mais longo, girando com tanta velocidade que forçava as costas e o pescoço de Lady Lauren a se arquearem para trás. Camila sentia a música com o corpo, movia-se com as notas, desafiava a melodia, tomava liberdade com ela, experimentava sua magia. E Lady Lauren se movia junta dela, sem errar, os olhos presos aos da condessa na maior parte do tempo. Camila a segurava uma fração de milímetro mais próxima do seu corpo do que determinavam as regras, embora elas não se tocassem em nenhum lugar além dos permitidos. Lady Lauren suspirou alto quando a música estava perto de terminar novamente. 

— Não sabia que uma valsa poderia ser tão... — disse Lady Lauren, girando a mão no ar, sem conseguir encontrar a palavra adequada para completar a frase.

— Romântica? — sugeriu Camila. Então aproximou mais os lábios da orelha da Lady. — Erótica?

— Agradável — respondeu a Lady. Então franziu a testa e voltou a encarar a condessa com a altivez de antes. — Essa não foi uma escolha de palavras nada adequada! E por que me chamou de chérie?

— Passei nove anos no continente, falando francês na maior parte do tempo — explicou Camila. — E minha mãe é francesa. 

— Então me chamaria de outra coisa, se tivesse passado esses anos na Inglaterra? — perguntou a Lady. — Ou se sua mãe fosse inglesa?

— Provavelmente, não — Camila sorriu para ela. — Eu teria passado a vida toda em meio às suscetibilidades e inibições inglesas. Que tédio teria sido... Sou grata por minha mãe ser francesa, chérie. 

— Não deve me chamar assim — retrucou a Lady. — Não lhe dei permissão. Entenda que eu sou inglesa, com as suscetibilidades e inibições inglesas... E com todo o tédio. 

Ela era irmã de Christopher Jauregui até o último fio de cabelo, pensou Camila. A não ser pelo fato de que a condessa conseguia ver a rebeldia sob a superfície aristocrática, a borboleta ansiosa para voar, para se libertar do casulo. E via a mulher por trás dos traços muito jovens, que com certeza era capaz de uma paixão ardente. 

— Não acredito na senhorita nem por um momento — disse Camila baixinho, sorrindo para a Lady. — Mas se não posso chamá-la de chérie, qual a outra opção? Que tipo de nome para uma dama é Lauren?

— Foi uma escolha da minha mãe — explicou Lauren. — Todos temos nomes incomuns, minha irmã e meus irmãos também. Mas o meu não é tão estranho assim. Nunca ouviu falar de Lauren, ou Lorena, das lendas arturianas? É uma mulher. 

— E uma feiticeira — disse Camila. — Seu nome faz todo o sentindo, então. 

— Bobagem — retrucou a Lady bruscamente. — Além do mais, não sou Lauren para a senhora, não é mesmo, condessa? Sou Lady Lauren. 

A música começou mais uma vez para a última valsa daquela seleção. O sorriso de Camila se transformou em gargalhada. 

— Ah! — exclamou Lady Lauren, se animando. — Outra música mais rápida. Dançar às vezes pode ser muito tedioso, não acha, condessa?

— Se o modo de dançar for o inglês, tenho que concordar com a senhorita — respondeu Camila. — Mas o modo vienense é mais... hã... interessante, não concorda?

— Quando fez essa pausa, sua intenção era que eu pensasse naquela outra palavra, não era? — perguntou a Lady. — Acredito, condessa, que a senhora está flertando de forma escandalosa comigo. Mas tome cuidado: não sou tão ingênua quanto posso parecer. Sim, vamos valsar à moda vienense, pois é mais interessante. — A Lady sorriu para a condessa. 

Aquele sorriso guardava toda a luz do sol, todo o calor de um dia de verão, e Camila percebeu que a moça estava fazendo o jogo dela — ou o que achava que fosse dela. — Lady Lauren era muito mais interessante do que ela imaginara. Talvez até mesmo provasse ser uma oponente de valor. E Camila esperava que sim. 

— Me convenceu, chérie — falou Camila, girando com ela e sustentando seu olhar sorridente. — Vamos executar o modo erótico da dança. 

O rosto de Lady Lauren ruborizado. Mas Camila percebeu que Lady Lauren não afastou o olhar. Camila sorriu lentamente para ela. 


Notas Finais


Espero que vocês estejam gostando, comentem o que estão achando!!!
Domingo eu volto com mais :))) Até mais meu amores. AMO VOCÊS.


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