História Ligeiramente seduzidas - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camila G!p, Camren G!p
Exibições 165
Palavras 2.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello, como prometido olha a tia Evy aqui õ/
Gente cês tão gostando da fanfic? Me deem suas opiniões!
Boa leitura, ignorem os erros tô bem cansada e com uma cólica infernal. ;x

Capítulo 5 - Chapter Four.


Quase todos os britânicos em visita a Bruxelas haviam se deslocado para a cidade de Schendelbeke e cruzado a ponte temporária sobre o rio Dender até onde, na margem próxima a Grammont, o duque de Wellington passava em revista a cavalaria britânica. Von Blücher, o marechal prussiano, também estava lá. O lugar era belo cenário para um espetáculo daqueles. E aquilo era mesmo um verdadeiro espetáculo. Primeiro, a cavalaria ficou parada para ser inspecionada, e Lauren, sentada em uma carruagem aberta com Allyson e os condes de Caddick, poderia jurar que nenhum dos milhares de homens, assim como nenhum dos milhares de cavalos nos quais eles estavam montados, havia movido um único músculo. Então, lorde Uxbridge, seu comandante, passou marchando com a cavalaria pelo duque, e todos se moviam tão perfeitamente juntos que era como se toda a força fosse uma unidade. 

— Como qualquer mulher normal conseguiria não se apaixonar por cada um desses oficiais? — perguntou Allyson com uma risadinha, embora falasse em um sussurro para que a mãe não ouvisse. 

Às vezes Lauren achava a amiga um pouco tola em seu entusiasmo, mas naquele caso Allyson não deixava de ter razão. Lauren não teria perdido aquele evento por nada. Àquela altura, se ainda estivesse em Londres, provavelmente estaria acompanhando sua tia Rochester em visitas sem graça. Por outro lado, quando tentara, pouco tempo antes, iniciar uma conversa com o conde de Caddick sobre a real necessidade de a disciplina militar sobrepujar o direito do homem à individualidade, recebera em respostas olhares perplexos das damas e um mero grunhido do conde. O regimento dos Life Guards fazia parte da revista e se adiantou em todo o seu esplendor escarlate imaculado. Os oficiais montavam cavalos magníficos, perfeitamente treinados — os melhores de toda a Europa, segundo o capitão Gordon. — O capitão encontrava-se entre os seus homens naquele momento. Também estavam ali vários outros jovens oficiais que faziam parte do grupo usual de amigos dele. Se em algum momento a cavalaria britânica fosse forçada a entrar na batalha, predisse Allyson em voz alta, com certeza bastaria que a cavalaria francesa desse uma única olhada neles para estacar, em pânico, apavorada demais até para fugir. Não que a situação fosse algum dia chegar a esse ponto, é claro. Lauren não tinha tanta certeza em relação a nenhuma das duas possibilidades. Na véspera mesmo, Alleyne a alertara para o fato de que a situação começava a parecer séria e de que era bastante provável que os Brooke's logo decidissem retornar à Inglaterra. E, com certeza, pensou ela, anos de campanhas militares deveriam ter ensinados a todos na Europa que seria uma grande tolice subestimar Bonaparte e os soldados franceses que sempre haviam lutado por ele com incansável bravura. Muitos britânicos, é claro, não estavam dispostos a admitir que qualquer outro povo que não o inglês fosse capaz de mostrar bravura.

Ela guardou para si seus pensamentos. 

Depois de terminada a revista, o capitão Gordon e vários outros oficiais cavalgaram até a carruagem aberta para cumprimentar o conde e a condessa e para conversar com as jovens damas. Lauren estava bastante consciente de que o espetáculo visual daquela tarde não era uma apresentação de circo. Era a realidade, homens de verdade se preparando para a guerra — para matar e serem mortos. — Ela girou o guarda-sol acima da cabeça e fixou o olhar em cada um deles. Era difícil imaginar toda aquela vitalidade masculina em uma luta tão desesperada. 

— O duque de Wellington está esperando ansiosamente pela chegada de mais tropas estrangeiras — explicou capitão Gordon a Lauren. Ele manobra o cavalo para ficar ao lado da porta perto da qual ela estava sentada. — E dizem que está apavorado, com medo de que o restante das tropas experientes que lutaram com ele na Guerra da Península não consiga voltar da América a tempo de fazer os franceses recuarem, caso sejam tolos o bastante para atacá-los aqui. Mas é fácil ver que apenas a nossa cavalaria já é forte e brutal o bastante para alcançar esse intento sem maiores dificuldades. 

Seus colegas oficiais aplaudiram, sorridentes.

— Não concorda comigo, Lady Lauren, depois de ter assistido à revista? — perguntou Gordon. 

Lauren sabia muito bem — como todos deviam saber — que era sempre a infantaria que ganhava ou perdia uma batalha. 

— Sem dúvidas, os senhores parecem formidáveis — respondeu Lauren. 

— E o regimento dos Life Guards? — perguntou capitão Gordon. — É de conhecimento geral que somos a nata, por assim dizer, que todos os ingleses das mais altas patentes escolhem os Guards, considerando que possam pagar pela patente, e que temos os melhores cavalos. Já notou como o resto da cavalaria e todos os regimentos de infantaria e de artilharia olham para nós com inveja e admiração? Principalmente os jaquetas verdes. 

Os companheiros dele voltaram a rir e a aplaudir, e Lady Patrícia sorriu com complacência. Allyson estava envolvida em uma conversa particular com major Franks, que dera a volta até o lado da moça na carruagem. Lauren desejou que eles não se aparecessem tanto, de um modo que chegava a ser desconcertante, um grupo de colegiais com a intenção de ganhar um jogo de críquete de uma escola rival. Ela não podia deixar de se perguntar, com certo desconforto, como tropas tão despreparadas se sairiam em batalha. A maior parte dos jaquetas verdes a quem capitão Gordon se referia era formada por atiradores. Muitos haviam lutado na Guerra da Península e eram de tropas experientes, treinadas em batalha. Vários deles talvez tivessem uma aparência menos abastada, mas Lauren percebera que os outros soldados se dirigiam a eles com um respeito considerável. 

— O regimento dos Life Guards parece particularmente magnífico — concordou Lauren. 

O capitão sorriu, satisfeito. 

— Nada deve temer, Lady Lauren — disse o capitão. — Em primeiro lugar, nenhum francês em seu juízo perfeito lutará de novo por Bonaparte se puder evitar. Além disso, Bruxelas está cercada por nossas próprias tropas aliadas em uma fortaleza de proteção impenetrável. E, se todo o resto falhar, com certeza os Life Guards não falharão. A senhorita está totalmente a salvo de qualquer mal. 

Houve mais aplausos bem-humorados. 

— Não me sinto ameaçada — assegurou Lauren.

— Eu lhe garanto que não a manteríamos em Bruxelas se houvesse qualquer perigo, Lady Lauren — comentou Lady Patrícia. — Conforme garanti ao duque, seu irmão, antes de viajarmos para cá. 

— De certo modo — continuou o capitão Gordon, com sua ansiedade infantil, toda a atenção ainda concentrada em Lauren. — Lamento que Bonaparte jamais se aproximará de Bruxelas. Nada me daria mais prazer do que uma batalha para ensinar a ele uma ou duas coisas sobre a cavalaria em geral e sobre o regimento inglês dos Life Guards em particular. Se Wellington nos tivesse junto a ele na Espanha, me arrisco a dizer que não teria demorado tanto a empurrar os franceses de volta para a França. 

— Talvez não — disse Lauren. — Mas vocês estão aqui agora. 

Lauren se sentia profundamente indignada. Até o ano anterior, o irmão dela, Aidan, fora um oficial da cavalaria. Lutara em Portugal, na Espanha e na França, combatendo na Guerra da Península com as forças de Wellington a cada passo lento do caminho. E Lauren nunca ouvira o irmão alegar que seu regimento — ou menos a cavalaria apenas — havia vencido a guerra. Aidan sempre falava com respeito de todas as forças militares com as quais lutara, fosse a cavalaria, a infantaria, a artilharia, os britânicos ou os aliados. E falava com mais respeito ainda dos franceses. Mas, é claro, Aidan era mais velho e experiente. Àquela altura, os pensamentos de Lauren foram desviados quando seus olhos avistaram a condessa de Rosthorn, a cavalo, a curta distância, ao lado de uma dama que ela não conhecia. Lauren reconheceu imediatamente a condessa. Não a via desde a noite do baile dos Camerons, mas não esquecera a valsa que haviam dançado — nem a conversa que tinham entabulado. — Embora a honestidade a forçasse a admitir que se divertira, lembrou o momento de desaprovação. A condessa a tratara com uma intimidade que a incomodara — e continuara a chamá-la de chérie mesmo depois de ela dizer que não o fizesse. E estivera determinada a chocá-la, ao contar sobre o motivo pelo qual fora banida da Inglaterra e ao usar palavra - "erótica" - para descrever a dança delas. — A condessa pronunciara o termo duas vezes. E a segurara perto demais enquanto valsavam, chegando mesmo a aproximar a cabeça uma ou duas vezes para falar baixinho no ouvido dela. A condessa era, é claro, uma sedutora, e usara seus encantos com ela como se a considerasse uma moça imatura e, portanto, incapaz de perceber suas intenções. Depois do baile, Lauren decidira que se a condessa voltasse a se aproximar dela, seria dura. Não iria mais dançar conforme a música dela. Afinal, era uma Jauregui. 

A condessa a viu. O olhar dela sustentou o da Lady e a expressão em seu rosto não era exatamente sorridente; era mais uma mistura de zombaria e divertimento que iluminou os olhos chocolates indolentes e fez os cantos da boca se curvarem para cima. Lauren se recusou a ser a primeira a desviar o olhar. Ela ergueu as sobrancelhas no que esperou ser uma boa imitação de Christopher quando o irmão queria acabar com a pretensão de alguém e quase congelava a pessoa com o olhar. Então a condessa guiou o cavalo na direção da carruagem de Lauren, desviando-se das outras carruagens e dos cavaleiros ao redor. 

Que chatice!

O grupo de oficiais abriu o espaço para deixá-la passar, alguns parecendo um tanto surpresos. 

— Ah, Lady Patrícia, madame — disse a condessa, afastando os olhos de Lauren no último momento possível e tocando a aba do chapéu para cumprimentar a Lady. — Esperava encontrá-os aqui. Como vão?

— Condessa Camila — disse Lady Patrícia, toda amável. — Estava assistindo à revista? Nunca me entretive tanto e me senti tão orgulhosa na vida. Conhece Caddick?

Os cavaleiros, que ao parecia de fato se conheciam, trocaram acenos amáveis de cabeça e a condessa voltou a se dirigir a Lady Patrícia enquanto o resto do grupo parava de conversar educadamente e observava. Lauren estava mais do que um pouco irritada. Ansiava por alguma deixa para colocar a mulher em seu devido lugar de forma bastante contundente. 

— Estou planejando um piquenique na floresta de Soignes — comentou a condessa. — E preciso montar uma lista de convidados. 

— Um piquenique! — exclamou Allyson, afastando o olhar do major Franks e se voltando, animada, para Lauren. 

— Um piquenique sob o luar — acrescentou a condessa, sorrindo afetuosamente para Allyson antes de voltar a dirigir à mãe da moça. — Me daria um grande prazer, madame, se a senhora e o conde Caddick aceitassem o meu convite e levassem com vocês dua filha e Lady Lauren. 

Allyson levou as mãos ao colo. 

— E o filho de vocês também — acrescentou a condessa. — Assim como qualquer outro oficial do regimento dos Life Guards que desejarem incluir no convite. 

— Isso é muito gentil da sua parte, condessa Camila — disse Lady Patrícia. — Ficaríamos encantados em comparecer, não é, Caddick?

Conde Caddick grunhiu. 

— Esplêndido! — retrucou a condessa. — Então darei a mim mesma a hora de avisá-los em Bruxelas assim que tiver detalhes mais específicos, madame. 

Ela não demorou mais. Deu a volta com o cavalo e manobrou por entre a multidão mais uma vez para se juntas aos amigos que a aguardavam por perto. Mas, antes de ir, encarou Lauren diretamente, inclinou o corpo em uma reverência educada e voltou a brindá-la com um meio sorriso, como se as duas compartilhassem algum segredo divertido. Lauren quase esperou que a condessa a chamasse de chéire. 

— Ora! — exclamou a Lady, irritada, para ninguém em particular. 

Estava bastante aborrecida. Como a condessa ousava? Não havia dirigido uma única palavra a ela. E mal a olhara depois de se aproximar. Ainda assim, Lauren tivera a forte impressão de que todos ali haviam sido convidados para o piquenique por causa dela. 

O que a condessa estava pretendendo?

Ela adoraria ter tido a oportunidade de avaliar o convite, girando o guarda-sol de forma despreocupada, para depois de algum tempo recusá-lo publicamente, com determinação, sem dar nenhuma desculpa. Um simples não. Em vez disso, tivera que ficar sentada em silêncio, apenas ouvindo, como uma criança cujos desejos não são consultados. Seria bem-feito para a condessa se realmente estivesse planejando aquele piquenique por causa de Lauren e ela não aparecesse. O sotaque francês da condessa ficara duro durante a curta conversa. Mas a mulher era britânica, não era? Será que ela esperava que a Lady achasse aquele sotaque irresistível só porque diziam que o francês — ou o inglês falado com sotaque francês — era o idioma do amor? Uma libertina deveria ao menos ser mais sutil em sua abordagem. É claro, pensou Lauren, que mostrar que podia ser mais esperta do que uma sedutora barata qualquer animaria seus dias de algum modo; os dias dela realmente haviam se tornado bastante tediosos. E a ideia de um piquenique à luz do luar na floresta de Soignes, sem dúvida, era atraente. 

— Quem aquela sujeita pensa que é? — perguntou capitão Gordon, irritado, uma das mãos tamborilando na porta da carruagem. — Ela espera que fiquemos impressionados com seu título, mas há anos não pões os pés na Inglaterra. Em vez disso, fica zanzando pelo continente, alimentando sua má reputação. Mas eu não deveria me espantar. A mulher forçou sua presença no baile dos Cameron's, anteontem, e dançou a primeira seleção de valsas com Lady Lauren, uma dança que eu já havia decidido que seria minha. 

— Eu não havia prometido aquela dança a ninguém, capitão — lembrou Lauren com rispidez enquanto Allyson se virava para interagir animadamente com o major Franks. Os outros oficiais também conversavam entre si e Lady Patrícia estava fazendo um comentário com o marido. — Teria sido impróprio dançar de novo com o senhor logo depois da música de abertura do baile. A condessa Camila foi devidamente apresentada a mim e me fez um convite formal para uma seleção de valsas, convite que eu aceitei. 

— Peço perdão — apressou-se a dizer o capitão. — Apenas achei a sujeita abusada e não gostaria que ela forçasse suas atenções à senhorita, caso não estivesse disposta. Talvez não seja o caso.

— Se eu não estivesse disposta — retrucou Lauren. — Teria recusado diretamente o convite da condessa, ainda mais se ela houvesse mesmo sido abusada. Mas não posso encarar uma apresentação feita de forma apropriada como forçar atenções a mim. E hoje ela fez o convite para o piquenique também de forma muito apropriada, e ampla, à sua mãe. 

— Peço perdão — disse o capitão mais uma vez, em um tom rígido. 

Aquilo foi o mais próximo que ela já chegara de se desentender abertamente com o capitão. Mas a verdade, pensou Lauren, era que o capitão podia ser muito cansativo. E possessividade era algo que ela não toleraria em homem ou mulher algum que não fosse seu marido ou esposa — nem mesmo seu parceiro ou parceira — decidiu, corrigindo o próprio pensamento. Mas era impressionante o que aquela mulher a havia obrigado a fazer, cismou Lauren, voltando os olhos na direção da condessa Camila, que se afastava. Ali estava ela, defendendo a condessa, quando se sentia bastante irritada com ela.

O que a condessa pretendia?  

 

 


Notas Finais


Demorei mas postei ;)))
Bem amanhã volto com mais, estou de folga nesses dois dias e tentarei postar alguns capítulos para vocês ;*
Cês tão gostando da fanfic? Me digam o que estão achando!!!
Até breve, eu amo vocês... <3'


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