História Ligeiramente seduzidas - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camila G!p, Camren G!p
Exibições 139
Palavras 1.928
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, estou bem triste pela tragedia que aconteceu. Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos de todos que estavam naquele avião. Orem por todos!
Enfim, boa leitura.

Capítulo 7 - Chapter Six.


Um número significativo de convidados reparou na volta delas à área principal de piquenique, notou Camila, e na direção da qual haviam vindo. Essas pessoas teriam percebido que ela circulara com a mesma dama por entre elas mais cedo. Também se lembrariam de como ela permanecera com Lady Lauren Jauregui em um evento no qual se esperava que nem maridos e esposas passassem tanto tempo na companhia um do outro. Até o dia seguinte — ou mais tarde naquela mesma noite — elas teriam comentado o que haviam visto com outras que talvez não houvessem percebido. Em pouco tempo, ela e Lady Lauren Jauregui seriam o grande assunto, disso Camila não duvidava.

Como ela planejara. 

O problema era que ela descobrira que gostava dela. Lady Lauren Jauregui não era, de forma alguma, uma atrevida afetada. E a moça tinha coragem. Fora uma adversária muito boa no jogo dela e Camila ainda não conseguira decidir quem ganhara. Ela, é claro, havia pretendido beijá-la com muito mais lascívia do que fizera. 

Mas acabara decidindo desestabilizá-la. 

No entanto, ali estava a jovem, caminhando ao lado dela, parecendo muito fria e até mesmo um tanto entediada, destilando arrogância aristocrática por cada poro. Camila poderia ter se ressentindo de sua atitude se não estivesse quase certa de que, de algum modo, conseguira abalá-la. 

— Infelizmente — disse Camila, com um profundo suspiro. — Há um dever do qual não pude fugir, por mais que tenha tentado me esconder de monsieur Pepin. Devo anunciar o começo do baile e preciso abrir a primeira dança com a dama de minha escolha, ou com a primeira que aceitar dançar comigo. E agora, deixe-me ver... Eu deveria saber, já que Pepin me mostrou o programa e sugeriu que o decorasse. Sim, sim, o primeiro conjunto de dança será de valsas. Precisa dançá-las comigo. chérie. Realmente precisa. A senhorita valsa bem e terei a certeza de que não vou passar vergonha diante de todos os meus convidados, pisando nos meus pés. Aceita o convite?

Camila a encarou com um sorriso zombeteiro e ficou satisfeita ao ver os lábios dela se torcerem. 

— Ah, muito bem, aceito — disse Lady Lauren com óbvio desdém. 

Era interessante que ela houvesse aceitado. Muito interessante, na verdade, embora ela tivesse feito questão de não demonstrar que estava ansiosa para valsar com Camila, é claro. A dama era mesmo uma adversária de valor. Camila lamentava que o ódio a houvesse levado a ela e que o mesmo sentimento a mantivesse interessada na moça. Mas era um prazer irresistível pensar que a notícia da indiscrição de Lady Lauren Jauregui naquela noite, passando tanto tempo na companhia dela, quase com certeza chegaria a Christopher, na Inglaterra. Camila a conduziu na direção da pista de dança. Ajudou-a subir no palanque, se juntou a ela e se dirigiu aos convidados no silêncio que se instalou. As danças iriam começar, anunciou. E com uma seleção de valsas. Camila convidou a todos a tomarem seus pares e se juntarem a ela e à sua parceira de dança. Então, sem esperar que a pista enchesse, Camila acenou na direção do maestro da orquestra. A música começou no mesmo instante e Camila pousou a mão na cintura de Lauren, tomou a mão direita dela e guiou-a nos primeiros passos. Então elas valsaram praticamente sozinhas por um minuto ou dois, até que outros casais se juntaram ao seu redor. Durante esse curto espaço de tempo, elas ficaram mais uma vez expostas à visão de todos enquanto executavam a mais íntima das danças. Camila sorriu para ela, que — em vez de parecer chocada ou constrangida, como era de esperar — também a encarou com ousadia, as sobrancelhas perfeitas arqueadas acima dos olhos perfeitos. Camila concentrou a atenção nos passos, mesmo contra a vontade, se viu contagiada pela empolgação do momento. Sorriu de novo para Lauren e valsou com ela por entre os outros casais. O ar livre era o cenário perfeito para uma valsa, pensou. Elas pareciam fazer parte da floresta, da noite, da própria dança da vida. Lauren inclinou a cabeça para trás, levantou os olhos para as estrelas que giravam no céu, acima dos galhos que também giravam, e riu. 

— Ah, chérie — disse Camila em voz baixa. — Nós duas nos movemos juntas em perfeita harmonia... na pista de dança. 

— A senhora é uma mestre na arte de fazer uma pausa no discurso, não é mesmo? — comentou Lauren com altivez, o sorriso desaparecendo. 

Camila riu baixinho. 

A caça, pensou Camila, duraria mais tempo do que imaginara. Mas não lamentava. Iria aproveitar cada passo do caminho. Ela não teve a chance de levá-la de volta à mesa da acompanhante quando a dança terminou. Um cavalheiro pegou-lhe a mão e enfiou-a com determinação sob o braço, antes mesmo que os pés da dama parassem de se mover. 

— Obrigado, condessa — disse o homem com uma mesura rígida. — Levarei Lady Lauren de volta à companhia de Lady Patrícia. 

Lorde Alleyene Jauregui se parecia muito com o irmão mais velho, sobretudo naquele momento em que estava obviamente aborrecido. Camila não fora apresentada ao rapaz, mas já o vira algumas vezes em Bruxelas e o cumprimentara quando ele chegara no piquenique. Camila fez uma reverência para Lauren e sorriu antes que ela fosse levada. Ah, a situação era promissora, pensou Camila enquanto observava os irmãos com os olhos semicerrados. Se o Jauregui mais novo percebera e ficara ofendido com o que vira, então outras pessoas também teriam reparado.

Que bom que a acompanhante da dama era tão relapsa. 

                                  ~~*~~

— Ora, Laur — comentou Alleyne depois de levá-la com firmeza para uma das avenidas, quando os dois já não estavam mais cercados pela multidão. — Você está se divertindo muito esta noite. 

— Imagino que todos estejam verdes de inveja por não terem sido os primeiros a pensar em um piquenique à luz do luar na floresta Soignes — disse Lauren. 

— Concordo — retrucou Alleyne. — Mas você sabe muito bem do que estou falando. Não está, por acaso, se apaixonando pela condessa, não é? Achei que teria mais bom senso. 

— Me apaixonando pela.... Está louco? — perguntou Lauren. — Não me apaixono por qualquer pessoa que se digna prestar alguma atenção em mim. 

— Fico feliz por ouvir isso — disse ele, secamente. — Mas, sem dúvida, não sei onde poderia estar o bom senso de Lady Patrícia ao permitir que você saísse andando sozinha com a sujeita depois do jantar, como se fossem casadas há muito anos, desaparecendo depois em uma avenida por tanto tempo que eu estive prestes a ir atrás de você. E, para culminar, ao deixar que você subisse à pista de dança e valsasse com ela quando estavam apenas as duas lá. Terá sorte se não for assunto das piores maledicências amanhã. E mais sorte ainda se essas fofocas não chegarem aos ouvidos de Chris. Achei que Lady Patrícia seria uma acompanhante confiável. E, ao que parece, Chris também, já que permitiu que você viajasse para cá sob os cuidados dela. 

— Lady Patrícia não cometeu nenhuma irresponsabilidade — falou Lauren, irritada. — Nem eu. É absolutamente decente passear com uma dama que se conhece. Nem mesmo tia Rochester questionaria isso. E tenho permissão para valsar. Lady Patrícia não sabia que a condessa tinha a intenção de começar a valsa antes de outros casais se juntassem a nós. Nem eu. 

— Me poupe, Laur. Você sabe muito bem que tia Rochester estaria cuspindo fogo se estivesse aqui, mesmo antes de você entrar naquela avenida e desaparecer de vista. E Chris também. A esta altura você já estaria em casa, na cama, enquanto a condessa estaria cuidando das queimaduras causadas pelo olhar do nosso irmão. 

— Ora, eles não estão aqui, e ninguém escolheu você para ser meu guardião, Alleyne. Não tem nada melhor a fazer do que ficar assistindo enquanto eu me divirto? Deve haver mais de uma dezena de damas caindo aos seus pés, ansiosas para dançar com você. 

Até mesmo Lauren admitia que o irmão era de uma beleza devastadora: moreno, esguio... ainda que ostentasse o proeminente nariz dos Jauregui's. Ela na verdade, era a única entre os irmãos que escapara dessa sina. 

— Prometi a Chris que ficaria de olho em você — disse Alleyne. — E começo a achar, Laur, que talvez seja melhor manter os dois olhos bem abertos. A condessa obviamente tem intenções com você. 

— Bobagem! Apenas nos divertimos um pouco na companhia uma da outra esta noite. E ela é uma cavalheira. 

— Bem, aí que você se engana — retrucou ele, atiçando a curiosidade dela e, por um momento, soando como Chris que chegava a ser desconcertante. — A não ser pela família de origem, a mulher decididamente tem uma reputação duvidosa, Laur. Ela vem vagando pelo continente há anos, nem sempre nas melhores companhias, e antes de tudo dizem que saiu da Inglaterra deixando algum problema para trás. 

Lauren diminuiu o passo. 

— Chris não a considera como pretendente para você, pode ter certeza — completou Alleyne. 

— Pretendente? — perguntou Lauren em um tom arrogante. — Então toda mulher está pensando em casamento quando convida uma dama para dar um passeio?

— É melhor não estar pensando em outras coisas — retrucou Alleyne com determinação. — Não quando a dama é minha irmã. Achei que você estivesse apaixonada pelo capitão Gordon. 

— Ele se tornou tedioso — confessou Lauren. — É belo o suficiente para virar a cabeça de qualquer dama, mas gosta de se gabar, é presunçoso. Fico tentando atribuir isso à juventude, mas então lembro que o capitão é quatro anos mais velho que eu. 

Alleyne riu e voltou a se parecer consigo mesmo. 

— Eu sei que posso confiar em você, Laur — disse, apertando a mão da irmã que estava sob seu braço. — Nós, os Jauregui's, podemos ser instáveis, mas sabemos o que é o quê. Só que você é inocente, entende, mesmo odiando ouvir isso. E a inocência às vezes pode ser algo terrivelmente perigoso. Prometa-me que terá cuidado quando estiver perto da condessa. Eu terei uma palavrinha com ela, se você quiser. 

— Se fizer isso — retrucou Lauren, muito irritada. — Vou me inspirar em um dos famosos ganchos de esquerda de Freyja e darei um novo formato a esse seu nariz, Alleyne. É claro que serei cuidadosa. Não que haja necessidade. Lady Patrícia é uma acompanhante perfeitamente adequada, e tenho cérebro. 

Ele riu e deu um soquinho de brincadeira no queixo da irmã. 

— Acho que manterei meu nariz como está, então, se não se incomoda. Posso levá-la de volta para a mesa de Lady Patrícia? Me arrisco a dizer que Gordon está desesperado para dançar com você.

Ela assentiu e se perguntou o que o irmão diria — e faria — se ela lhe contasse que todo aquele evento havia sido concebido e organizado para ela. E que ela entrara deliberadamente na floresta com a condessa e permitira que ela a beijasse — mesmo sabendo que as intenções da condessa não tivessem ido além de um flerte. — Alleyne faria um espetáculo que rivalizaria com os fogos de artifício que haviam sido exibidos nos Vauxhall Gardens. E talvez arrancasse cada membro da condessa, deixando-os largados ao longo da floresta. 

E o que Christopher diria e faria? Era bom nem pensar a respeito. 

Mas ela não iria começar a se sentir culpada. Nenhum mal havia sido causado. Muito pelo contrário. Uma sedutora astuta e ardilosa tinha pensado em brincar com ela, que acabara usando as armas da sujeita contra ela mesma e saíra da experiência intacta. Na verdade, Lauren estava muito orgulhosa de si mesma. Talvez a condessa, que era mesmo uma mulher desprezível, agora pensasse duas vezes antes de voltar a perder o tempo e o dinheiro dela com uma dama jovem e inocente. 

Dama imatura! Rá! Graças aos céus, ela era Lady Lauren Jauregui. 

 


Notas Finais


Erros arrumo depois, volto no final de semana... comentem o que estão achando!!!
Até logo, amo vocês <3333'
#ForçaChape :////


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