História Light (HIATUS) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Aizawa Shouta, Bakugo Katsuki, Lida Tenya, Midoriya Izuku, Todoroki Shouto, Uraraka Ochako, Yagi "All Might" Toshinori
Tags 3some, Bakudeku, Bnh, Boku No Hero, Fantasia, Katsudeku, Políamor, Sobrenatural, Threesome, Todobaku, Todobakudeku, Tododeku, Todokatsudeku, Yaoi
Visualizações 560
Palavras 6.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeee! Tudo bem com vocês?
Como eu disse anteriormente, iria tentar postar no máximo há cada dez dias e cá estou aos 45 do segundo tempo KKKKKKK Normalmente, eu não vou demorar tantoooo tempo assim para atualizar; é que as aulas acabaram de voltar, então ainda estava ajeitando meu horário, então podem ficar sossegados que a história sempre será atualizada <3
Sem mais delongas, espero que vocês aproveitem o capítulo!

Capítulo 2 - Para onde iremos?


Ajudando o rapaz machucado que, a cada minuto que passava ficava cada vez mais lento e cansado ao correr daquele lugar em chamas, Midoriya olhava para trás de vez em quando para ver se nada os perseguia; mas, todo monstro que tentava ir em direção a eles acabava queimando-se como meros troncos meio à fogueira.

Mesmo quando já estavam dentro da floresta, Izuku conseguia ouvir o rapaz do dragão rindo enquanto gritava para que aquelas aberrações morressem, mesmo que não fizesse sentido nenhum, já que ele estava matando-nas; mas Midoriya estava preocupado demais com tudo ao seu redor para prestar atenção nisso por muito tempo, pois, além de estarem em uma floresta com uma possibilidade alta de algum monstro aparecer novamente e ele não saber como se defender direito, o rapaz ao seu lado havia acabado de desmaiar.

— Ah, não, não, não!

Ficando um pouco mais complicado para carregá-lo, ele teve que findar o passo por um segundo e rapidamente colocou-o nas costas, passando os braços pesados por seu pescoço e as pernas dormentes por sua cintura, onde segurou-as com as mãos. Retomou a caminhada com o corpo levemente inclinado para frente, não permitindo que o rapaz tombasse para trás.

Mesmo que não fosse o lugar mais seguro naquele momento – se é que existia um abrigo de verdade -, Midoriya foi em direção a sua humilde casa, pois estava preocupado com o garoto e seu desmaio repentino.

Depois de alguns minutos andando atentamente, avistou sua casa e partiu em direção a mesma. Já em seu interior, ele levou o rapaz até a cama na qual dormiu por muitos aniversários e o deitou, percebendo a situação do ombro alheio. Até então, não havia notado a situação grave em que estava. O machucado ia até a metade de seu peito, sem contar que o corte estava mais profundo do que poderia imaginar. Colocou a mão na testa do moço e percebeu que sua temperatura corporal estava mais alta do que o normal, então foi rapidamente até a cozinha para pegar um pano e um dos balde d'água que jaziam na residência. Logo, voltou ao quarto e abriu os botões da parte superior da roupa do adormecido, e logo levantou-lhe o corpo leve e lentamente para tirá-la por completo, deixando todo seu tronco nu, permitindo que Midoriya começasse a limpar a ferida.

— Isso está muito grave! Eu não tenho nenhum remédio que a capital produz, e não vai dar tempo para procurar ervas medicinais na floresta, ainda mais com tudo que está acontecendo lá fora! Aliás, o QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO LÁ FORA?! Até parece que aquelas criaturas saíram das profundezas do submundo! Ainda tem um cara louco e barulhento que possui um dragão enorme! Parece que o machucado aqui conhecia o perturbado lá fora, mas eu ainda não sei se posso confiar nele. Não! Ele ficou matando os monstros lá fora, então provavelmente ele veio ajudar... – Midoriya balançou a cabeça rapidamente tentando espantar os pensamentos que estavam frenéticos — como sempre — e se concentrou no que estava fazendo.

Hora ou outra, o rapaz desacordado gemia de dor enquanto Midoriya limpava-o. Logo, ele percebeu que, dentro da ferida, quase que imperceptível, haviam alguns resquícios de uma gosma negra borbulhante, como se fosse algum tipo de ácido corroendo a carne do rapaz; Midoriya não sabia o que era, mas tinha certeza de que não significava coisa boa.

— Me desculpa – ele sussurrou ao começar a limpar dentro da ferida do rapaz, que, mesmo desacordado, gritou e deixou o corpo dar solavancos, obrigando Izuku a segurá-lo firme na cama.

Depois de alguns minutos, Midoriya acabou a limpeza e voltou à cozinha para pegar mais alguns panos e trocar a água. Retornou ao quarto e passou um pano úmido pela parte superior do corpo do rapaz impossibilitado, que tinha suado por causa da dor e a febre — que estava aumentando —, terminando ao deixar uma compressa molhada na testa do mesmo.

Suspirando de cansaço e preocupação com a pessoa deitada sobre seus lençóis, ele sentou-se no chão e colocou a cabeça em meio a suas pernas, tentando organizar os pensamentos que iam de como conseguir algum remédio para o rapaz até o que fazer caso alguns daqueles monstros aparecessem ali; aliás, não era só a sua vida que estaria em risco, e, mesmo que não conhecesse o garoto, não poderia deixá-lo morrer de forma alguma, pois o mesmo o salvou sem nem ao menos conhecê-lo.

Pela primeira vez na noite, começou a reparar de verdade no rapaz. Suas roupas pareciam como as de um nobre da realeza; mas o que alguém tão importante estaria fazendo no meio da floresta após o anoitecer e perto da vila mais humilde do reino de Erveron? É claro que se aquilo fosse verdade, não seria a coisa mais estranha que havia acontecido naquela noite. Sem saber muito o que fazer, Midoriya pegou seu arco e sua aljava e foi para perto da porta de entrada; se sentou a uma boa distância da mesma e ficou de guarda para caso algo aparecesse.

O tempo se passou e por muitas horas Midoriya ficou sentado, mas nada apareceu. Já havia pensado em mil e uma possibilidade para combater o que aparecesse e bolado todos os planos possíveis para caso algo desse errado; mas, depois de algumas horas olhando para a porta, imaginou que tudo havia se resolvido do lado de fora. Um pouco mais sossegado e levemente sonolento, Izuku se levantou para ver como estava o rapaz na sua cama e, ao colocar a mão em sua pele, percebeu que estava menos febril; aliviado, trocou a compressa e voltou para a sala, onde que, repentinamente, ouviu um estrondo no exterior da casa. Sem pensar duas vezes, correu para pegar seu arco, uma flecha e se preparou para combater o que for que entrasse naquela casa.

— Mas que cacete de balde! – ouviu alguém esbravejar do lado de fora ao dar um pontapé em algo — provavelmente o balde —, chegando cada vez mais perto da porta.

Midoriya respirou fundo e se aprontou para atirar. Estava preparado e tentava não tremer pois não poderia hesitar, até que tudo ficou silencioso de novo. Passou a encarar a porta enquanto respirava lentamente e, depois de alguns segundos, a porta foi chutada com força, fazendo-a abrir-se com violência. No susto, Izuku atirou sua flecha no momento em que viu uma mínima sombra, sem ao menos saber o que realmente estava em pé na entrada da casa, até que pôde enxergar com clareza; o loiro com uma expressão brava e que, ao contrário do rapaz machucado, estava vestido parecendo-se com um daqueles selvagens que habitavam matas. Era impossível ignorar todo o seu peitoral nu, as presas penduradas em seus colares e a capa com penas perto dos ombros que ele exibia; mas isso não era importante quando aquele rapaz enorme com uma face completamente mal-humorada segurava a flecha que Midoriya havia atirado nele, perto do peito, antes mesmo que a ponta dela encostasse em sua epiderme.

— Quem você pensa que é para atirar em mim?! – ele disse bravo ao quebrar a flecha no meio com uma mão.

Midoriya arregalou os olhos ao perceber que a voz daquele rapaz era a mesma que a do dono do dragão. Ele havia atirado em uma pessoa e não em um monstro como tinha imaginado que era, na verdade, ele nem imaginou algo; atirou por puro impulso por causa do susto.

— Ah! M-Me desculpa! E-Eu não queria... e-eu pensei que era... me desculpa... – ele se enrolou para falar, se sentindo um pouco apavorado ao tentar gesticular com as mãos; não podia ignorar que sentia medo daquele rapaz, uma vez que ele tinha um dragão — um dragão grande e bem letal, aliás.

. Em passos pesados, o loiro caminhou até Midoriya que foi se afastando no mesmo passo até sentir a parede gélida em suas costas, deixando-o sem saída. Prensado na parede pelo outro, Izuku encolheu-se imaginando estar prestes a morrer, mas, para sua extrema surpresa, o loiro se inclinou levemente e cheirou seu pescoço. Com as orbes arregaladas, ele observou o rapaz seminu se afastando com uma expressão séria, como se aquilo fosse algo normal a se fazer com as outras pessoas, e logo falou:

— Você tem um cheiro diferente.

Sorrateiramente, Midoriya cheirou o pano da sua roupa quando o loiro se virou para olhar ao redor.

“Estou fedendo?” – ele se perguntou.

— Cadê o Todoroki? – ele perguntou lançar um olhar intenso para Midoriya.

— Todo...?

— O bicolor – ele apontou para o cabelo.

Izuku demorou alguns segundos para entender, até que começou a andar em direção ao seu quarto enquanto era seguido pelo outro. Ao chegarem no ambiente, o loiro foi até perto do rapaz machucado que ainda se mantinha deitado na cama e tirou um cantil do bolso de pano que estava perfeitamente amarrado em sua coxa direita. Passou a mão pela nuca do desacordado e levantou levemente sua cabeça para fazê-lo beber o líquido que estava no cantil.

— O que está fazendo? – Midoriya perguntou confuso para com toda a situação.

O loiro não respondeu. Ao invés disso, após terminar de dar o que beber para o seu companheiro, tirou o pano de cima do machucado para examiná-lo.

“Talvez seja o sono ou eu estou louco de vez, mas a ferida está... menor?” – Izuku pensou ao observar de longe.

— Você limpou dentro da ferida?

— Sim, limpei. Tinha algo estranho dentro e...

— Você tirou esse “algo estranho” ou eles sumiram depois de alguns minutos?

— Não, eu tirei com o pano.

— Menos mal.

— Você poderia me explicar...

— Não – ele disse rabugento.

Midoriya não insistiu. Olhando para o rapaz que parecia um selvagem e a diferença gritante que havia entre ele o outro, não conseguia entender como aqueles dois podiam ter alguma ligação. Mas, apesar de ter uma expressão mal-humorada e emanar uma aura agressiva, o loiro, mesmo que do seu jeito, parecia estar tocando gentilmente o companheiro machucado.

— Ele vai ficar bem? – Midoriya perguntou ainda preocupado.

— É óbvio que ele vai! Quem você pensa que somos para morreremos para um merdinha daqueles?! Pelo amor do Senhor da Luz, era um lixo de Classe C!

Midoriya pensou que conseguiria entender aquela conversa toda, mas a cada palavra do loiro, ele ficava cada vez mais confuso.

— Mas ele desmaiou e...

— Normalmente, eles nem conseguem tocar na gente, mas, provavelmente, algum idiota com síndrome de herói deve ter atrapalhado ele e como o Todoroki é outro idiota acabou todo rasgado. Mas é um imbecil mesmo!

— Me descul...

— Odeio pessoas com síndrome de herói! Ficam agindo por um maldito impulso e se colocando em perigo por pessoas que não precisam de proteção! São um bando de imbecis!

Midoriya podia vê-lo realmente bravo enquanto falava, mas, de alguma forma, parecia que ele estava falando consigo mesmo e não com Izuku; até aparentava que ele não estava citando exatamente o incidente que havia acontecido mais cedo naquela mesma noite.

Sem saber o que fazer, Midoriya caminhou até o lado da cama de Todoroki – lado contrário do loiro -, e se sentou sobre o piso. Tinha muitas perguntas e ansiava por respostas concretas, para que, então, sua mente sossegasse um pouco, pois estava fazendo tantas suposições que sentia-se um tanto atordoado pelos seus próprios pensamentos; mas sabia que não iria extrair nenhuma informação do loiro, não naquela hora, pelo menos; por isso decidiu se manter calado.

Cansado daquele dia e de todos os estranhos acontecimentos que havia passado, Midoriya sorriu ironicamente por ter acordado com medo dos seus sonhos, e estar, naquele exato momento, com medo da realidade. Por fim, não se importou com as pessoas esquisitas em sua casa; apenas deixou sua cabeça recostar na parede e fechou os olhos desejando com todas as suas forças que tudo aquilo fosse mais um dos seus sonhos malucos e que quando acordasse estaria tudo normal novamente.

 

 

Não lembrava da hora que tinha caído no sono, mas seus olhos abriram com violência quando Midoriya ouviu um barulho alto vindo de sua humilde cozinha. Levantou rapidamente e logo se apoiou na parede por sentir-se levemente atordoado com a rapidez em que se colocou de pé, mas coçou os olhos e continuou o percurso até ver duas pessoas no cômodo.

— Qual é o seu problema, Bakugou? Controle a sua força, por favor. Estamos na casa e na cozinha de outra pessoa.

Midoriya parou ao ver Todoroki de pé e sem camisa perto do loiro — chamado de Bakugou —, que estava segurando parte da janela de madeira de sua residência com uma das mãos. A cena em si era um tanto engraçada, porque o loiro que até então parecia selvagem, olhava para o lado com uma expressão emburrada de quem estava tomando bronca, parecendo-se mais como uma criança.

— Eu não tenho culpa se isso tudo está mais acabado que o Velho de Kura!

— Você tem que parar de desrespeitá-lo desse jeito, Bakugou.

— Mas vai me dizer que ele não é pré-histórico?!

Todoroki o encarou e Bakugou deu de ombros, enquanto não percebiam que Midoriya estava parado observando-os. Até que os dois olharam para Izuku simultaneamente, mesmo que ele não tivesse feito nada para chamar atenção. Em um movimento rápido, Bakugou jogou o pedaço de madeira para fora da janela e voltou o olhar para Midoriya como se nada tivesse acontecido.

— Todoroki quebrou sua janela – ele disse despreocupado e se encaminhou para fora da casa, passando por Midoriya e deixando Todoroki boquiaberto.

— Eu... não fui... – ele tentou se explicar.

— Tudo bem, eu sei – Midoriya disse ao segurar o riso com a situação e andar até Todoroki.

— Está tudo bem com...?

Izuku parou de repente ao ver que a ferida de Todoroki tinha sumido completamente, deixando apenas um leve hematoma vermelho que logo sumiria da sua pele.

— É-É ontem... você... no ombro... o que aconteceu?! Você estava realmente mal!

— Ah! Isso? – ele passou a mão pela vermelhidão. – Não é nada. Só fui descuidado dessa vez – ele disse, tão sereno que assustou Midoriya.

— Me desculpa por ter feito você... – ele começou a se desculpar depois de alguns minutos em silêncio, mas logo foi interrompido por Todoroki.

— Não precisa se desculpar. Você não tem culpa, eu que não estava prestando atenção em minha volta.

— Mas se eu...

— Eu disse que está tudo bem, não disse? Não foi nada demais, na verdade.

— Mas você desmaiou!

Todoroki respirou fundo e falou:

— Você sabe muito mais do que deveria.

— Sim, ele sabe muito! – Bakugou disse ao aparecer repentinamente na janela. – Vamos ter que fazê-lo esquecer disso tudo.

“Vão me matar?!” – Midoriya pensou ao recuar dois passos para trás.

— Não precisam fazer nada! Eu prometo que vou esquecer tudo isso! O que aconteceu mesmo? – ele riu de nervoso, tentando pensar em um jeito de sair daquela situação.

— Acha que devemos levar ele, Bakugou?

— Ou é isso, ou ele tem que morrer – o loiro disse com um sorriso maldoso, apenas para assustar Midoriya.

— Por favor, não... – ele começou a implorar.

— Para de assustar o humano, Bakugou! Nós não vamos matar ele!

— Eu não podia deixar de ver essa expressão no rosto dele! – ele disse ao rir, mas logo ficou sério. – De qualquer forma, você já sentiu o cheiro dele? Teremos que levá-lo do mesmo jeito, porque a quantidade de demônios que está vindo para esta área é absurda. Eles estão começando a se movimentar e precisamos saber o porquê. Esse garoto não tem um cheiro normal e ainda consegue enxergá-los; ele consegue nos ver!

— Seria mais fácil de concertar essa situação toda se você tivesse deixado eu agir como se eu fosse um humano normal e não fizesse uma entrada triunfal com o seu dragão quase queimando todo mundo! – Todoroki repreendeu-o.

— Se eu não tivesse aparecido você teria sido comido e não de um bom jeito, seu ingrato!

— Mas precisava fazer mesmo sua "entrada triunfal"?

— Ah! Me deixa em paz! Eu gosto de liberar meu dragão de vez em quando!

Midoriya ficou observando-os enquanto discutiam sobre o que fariam com ele como se o próprio não estivesse presente, até que pigarreou para chamar a atenção deles.

— Eu agradeceria se vocês... me explicassem o que está acontecendo... – ele disse com um certo receio.

Os dois ficaram encarando-o por um certo tempo, até que Todoroki começou a falar:

— É o seguinte...

— Você tem certeza que vai falar para ele? Ele nem sabe de nada praticamente, então não é melhor deixar desse jeito? – Bakugou falou ao interrompê-lo.

— Se vamos levá-lo conosco, então qual é o problema? Ele vai esquecer de tudo mesmo. Além de que vai ser uma longa viagem até lá e eu duvido que ele vá parar de perguntar sobre isso. Você tem certeza que quer alguém te perguntando sobre isso por tanto tempo, Bakugou?

O loiro fez uma expressão de desgosto e permaneceu calado, até que Todoroki caminhou até chegar perto de Midoriya e fazer a mesma coisa que Bakugou tinha feito na madrugada daquele dia: cheirá-lo. Era algo estranho para Izuku; ele sentia como se estivesse fedendo e, por algum motivo, não conseguia sentir seu próprio cheiro.

— Está um pouco fraco, mas ainda assim consigo sentir – Todoroki disse.

— Não disse? Eu senti de longe, mas precisei chegar mais perto para confirmar.

— Eu não entendo que cheiro é esse que vocês estão falando, porque eu tomei banho ontem e não estou sentindo nada! – Midoriya disse, cansado de não entender nada do que eles estavam falando.

— É claro que você não vai conseguir sentir o cheiro de uma essência, idiota! – Bakugou despejou, grosseiramente.

— Essência?

— Todo humano tem sua essência. Como vocês chamam aqui? Alma? É o princípio vital de vocês; a vida. Todo ser vivo tem sua própria essência, mas ela exala um cheiro fraco e igual, nada chamativo para demônios que procuram por essências fortes. Claro que em tempos de crise eles vão atrás de qualquer coisa que encontrarem, mas, como o cheiro continua fraco e o senso de direção deles é péssimo, temos casos raros de ataques em áreas com muitas pessoas; também tem o fato de sempre estarmos atentos para não os deixar vagando por aí tão facilmente. Mas você? Você tem um aroma... – Todoroki se aproximou do ouvido de Midoriya e inspirou – doce – ele sussurrou.

Por algum motivo, Midoriya se arrepiou com a aproximação do rapaz, que logo se afastou mais uma vez.

— Não é à toa que eles te encontraram – ele continuou. 

— Mas... por que meu cheiro é diferente? – Midoriya perguntou.

— É isso que queremos saber! – Bakugou exclamou.

— Não é normal ter a quantidade de demônios que você viu ontem vagando por aí, principalmente, um de classe B. Também queremos saber o que aconteceu para tantos escaparem do submundo, mas quando eu e o Bakugou fomos mandados para cá, já sabíamos que tinha algo de errado, porque eles estavam seguindo algo, e esse algo provavelmente era você. Apesar de termos que chegar perto para sentir seu cheiro, os demônios possuem um olfato extremamente aguçado para essências, então, você se tornou um alvo automaticamente.

— Mas por que justo agora? – Midoriya perguntou, não entendendo o porquê de aquilo estar acontecendo com ele.

— Nunca aconteceu algo parecido com você? – Todoroki perguntou.

— De ser atacado ou sequer ver essas coisas, não!

— Algo aconteceu então, porque esse cheiro só vai dar dor de cabeça para nós! – Bakugou falou.

— Me desculpa... – Izuku sussurrou.

— Você terá que ir conosco de qualquer jeito. Talvez Ele possa descobrir o que está acontecendo com você e sua essência.

— Ele?

— É, o Velho – Bakugou disse.

— Pare de... – Todoroki começou a dizer.

— Eu já entendi! Que saco! – o loiro revirou os olhos ao falar.

— E se eu não quiser ir? – Midoriya perguntou, aliás, não podia sumir de repente; tinha uma vida naquele lugar.

— Você com certeza vai! – Bakugou confirmou ao olhá-lo intensamente.

— Como é o seu nome, garoto? – Todoroki perguntou com seu jeito normal.

— Izuku Midoriya.

— Midoriya, você tem alguém que você goste muito?

Um pouco desconfiado com a pergunta do rapaz, e pensando que o mesmo poderia estar tentando achar alguma coisa para ameaçá-lo, Midoriya permaneceu calado enquanto pensava em algumas possibilidades caso aquilo realmente fosse verdade, mas, no final, não conseguia sentir nenhuma maldade vinda de Todoroki; tanto que o loiro rabugento não parecia, realmente, mal também, mesmo que tivesse um pouco de medo nele.

— Existe uma vila aqui por perto. Todos as pessoas de lá são importantes para mim – ele disse, finalmente.

— Então você precisa ir lá e se despedir delas, mas não pode contar o que aconteceu, sobre nós ou sobre qualquer coisa que contamos para você. Se você contar, saberemos.

— E se nós ficarmos sabendo, não vai ser nada bom para você! – Bakugou ameaçou.

— Eu não posso simplesmente me despedir de todo mundo e ir para embora para um lugar que eu nem sei onde é e com pessoas que eu acabei de conhecer! Como eu vou ter certeza que eu não vou estar em perigo?! – Midoriya perguntou, sentindo a pressão de toda aquela situação sobre seus ombros.

— Seu merdinha! Nós salvamos o seu rabo de ser comido! Como você ousa pensar que... – Bakugou gritou, quase pulando a janela para ir até Midoriya, mas Todoroki o interrompeu.

— Se você ficar, pode colocar todo mundo em risco, Midoriya. Eles não vão parar de vir enquanto não descobrirmos o que está acontecendo com você e o submundo para tantos demônios estarem escapando. Você não está só se colocando em perigo, mas todos a sua volta também. 

A fala de Todoroki foi como um soco no estômago de Midoriya. Ele não parou para pensar que sua presença poderia fazer algum mal para as pessoas que ele gostava e, com certeza, não era algo que ele desejava.

— E-Eu não posso simplesmente falar que estou indo embora e... como eu vou explicar?! – ele perguntou.

— Você não é mais criança, Midoriya. É só falar que vai dar uma volta! – Bakugou falou.

— Uma volta longa – Todoroki completou.

Izuku sorriu de nervoso e coçou a cabeça ao olhar para aqueles dois que mal entraram em sua vida e já a viraram de ponta cabeça. Não, sua vida inteira já era repleta de estranhezas; no mesmo tempo que ele estava surpreso com tudo o que tinha acontecido, ele também não estava, pois, de alguma forma, Midoriya estava acostumado com acontecimentos estranhos o rodeando. Ele precisava decidir logo, mas duvidava de que se ele recusasse ir junto com aqueles dois, iria ficar tudo bem e sua vida voltaria ao “normal”.

— Quanto tempo eu tenho para resolver tudo isso? – ele perguntou.

— Você tem hoje. Saímos ao anoitecer – Todoroki falou.

— É pouco tempo! E-Eu...

— Aproveita que ele está sendo gentil, porque, se fosse por mim, sairíamos daqui agora mesmo! – Bakugou falou.

Midoriya os encarou por alguns minutos antes de coçar os olhos e suspirar.

— Ok – acabou dando-se por vencido.

— Ótimo. Se você não se importar, eu e o Bakugou ficaremos por aqui até o anoitecer.

— Tudo bem. Sintam-se à vontade, aliás, o brutamonte ali já quebrou a minha janela mesmo – Midoriya disse ao encará-lo.

O loiro olhou para o lado e falou:

— Eu não quebrei nada! Ela que se quebrou!

— Mas o quê?! – Midoriya exclamou.

— Nem tente entendê-lo – Todoroki disse ao dar-lhe um leve tapa companheiro em seu ombro.

Bakugou acabou sumindo da vista deles, enquanto que Todoroki voltou ao quarto para ver a situação de sua roupa.

— Você quer uma roupa emprestada? – Midoriya ofereceu.

— Não precisa. Eu trouxe algumas coisas reservas comigo, só que ficou na caverna onde eu e o Bakugou estávamos dormindo, mas hoje mesmo eu volto lá para pegar. Não precisa se preocupar.

— Ok. Vocês precisam de algo para comer? Eu posso...

— Não precisa se preocupar, Midoriya – Todoroki que até então se mantinha com uma expressão neutra, sorriu levemente para Midoriya que, realmente, se impressionou com tal feito. – Obrigado por cuidar de mim.

— A-Ah, não! Eu que agradeço por salvar minha vida! Peço desculpa por ter feito você se machucar! Nunca foi minha intenção!

— Tudo bem, não precisa se preocupar. Eu só fiquei um pouco surpreso quando você apareceu na minha frente – Todoroki disse ao desviar o olhar e observar o nada, mas como se estivesse observando algo bem longe dali.

— Quando dei por mim... eu já estava na sua frente – Midoriya disse confuso, pois realmente agiu por puro instinto.

— Entendo.... Mas da próxima vez, não faça isso, ok? – ele falou ao fitá-lo.

— Ok...

O clima no quarto acabou ficando um pouco mais pesado do que eles queriam e logo Todoroki o quebrou. Eles passaram a conversar sobre o cronograma do dia, e sobre como iriam ir embora ao entardecer, até que Midoriya começou a se arrumar para ir visitar a senhora Inko, pois, apesar de tudo, não poderia deixar de vê-la pela última vez antes de partir.

Após se aprontar, eles combinaram de se encontrarem naquela mesma casa e logo saiu para ir em direção a vila. Não havia sinal do loiro em lugar nenhum, muito menos do dragão dele, que com certeza era bastante visível por causa do tamanho. Todoroki e Bakugou eram completamente diferentes; desde o modo de se vestir até suas próprias personalidades; mas, por algum motivo, eles tinham uma amizade estranha que, com certeza, era mais forte do que Midoriya imaginava.

Andando pela floresta, Izuku não se sentia mais observado. Ao contrário do dia anterior, os animais terrestres e os pássaros estavam como sempre; não havia nada de anormal ali. A sensação de estar sendo sufocado pelo ambiente era nula, porém, ele se lembrava. Não importava o quão normal tudo estava; em sua mente, ainda recordava-se das coisas estranhas que andaram por aquele lugar; coisas que o perseguiram e quase o mataram. Não conseguia mais ver aquilo como um lugar seguro.

— Ei, Midoriya! Você está bem?! Falaram que teve um incêndio lá nas bandas da floresta. Foi perto da sua casa? – o jovem Ken foi em direção a Midoriya quando o mesmo chegou na vila.

— Incên... Ah! – exclamou ao lembrar de um incêndio provocado por um DRAGÃO. – Foi longe da minha casa. Eu só fui sentir o cheiro de queimada quando acordei hoje de manhã – mentiu.

— Que bom! Dona Inko estava preocupada! Caso você demorasse um pouco mais para aparecer, talvez ela teria ido sozinha até sua casa para ver se você estava bem – ele riu.

— Estou indo vê-la agora!

— Vai lá! Passe em casa um dia desses para conversarmos – o garoto sorriu ao se afastar e acenar em uma despedida rápida.

Ele sorriu de volta, mas seu sorriso foi se desmanchando gradativamente, pois olhar em sua volta deixava-o triste; e o pior é que ele sabia o porquê.  

Acabou cumprimentando várias pessoas ao longo do caminho até chegar na casa da senhora Inko. Não precisou bater duas vezes na porta, que foi logo atendido.

— Izuku! – a mulher o abraçou ao vê-lo. – Eu estava tão preocupada! Você está bem?! Está inteiro?! – ela se afastou para inspecioná-lo.

— Eu estou bem, não fique preocupada – ele sorriu gentilmente para ela.

— Eu já estava indo atrás de você!

— Estou aqui agora – ele manteve seu sorriso ao examinar a expressão de preocupação da mulher, tentando não se mostrar triste, mas...

— Você está bem, Izuku? Parece triste – ela disse

Ele a observou por alguns minutos antes de dizer:

— Estou com fome – e sorriu novamente.

— Então, vamos preparar algo para você comer! – ela falou animada.

O Sol já estava em seu ponto mais alto no céu quando eles começaram a preparar alguns lanches para comerem. O dia foi composto de Midoriya aproveitar todo o tempo que tinha para ficar com a senhora Inko; até escutá-la falando sobre coisas banais já era o suficiente para ele. Os dois também andaram pela vila onde que, uma hora ou outra, paravam para conversarem com algumas pessoas. Parecia um dia normal como qualquer outro, mas, para Midoriya, era como se ele tivesse fazendo as últimas lembranças de seu lar. Talvez ele estivesse sendo exagerado, pois não era como se ele nunca mais fosse voltar, mas, seria mesmo verdade? Depois de tudo que ele havia visto naquela noite, não era como se não pensasse que tragédias poderiam acontecer a qualquer momento em sua vida.

Quando os dois voltaram para a casa da senhora Midoriya, o Sol já estava começando a se pôr e ele soube que tinha que se despedir sem, realmente, contar o porquê de estar fazendo isso.

— Que tal você dormir aqui hoje? Ou podemos jantarmos juntos, pelo menos. Eu tenho várias ideias para...

— Senhora Inko... – interrompeu-a.

A mulher que estava caminhando até a cozinha parou e se virou para olhá-lo. Ao ver sua expressão, soube que havia algo errado.

— O que foi, querido? Eu não quis ficar preguntando, mas você realmente parece estranho hoje. Você sabe que pode contar comigo para qualquer coisa, certo?

— Obrigado – ele sussurrou.

— O quê? – ela perguntou ao não escutá-lo.

— Eu não posso ficar hoje, me desculpa – ele disse.

— Ah! Tudo bem! Não precisa fazer essa expressão por causa disso, eu vou entender – ela disse ao ir até ele novamente.

— Senhora, eu... talvez pare de vir aqui por um tempo.

— O quê?! Como assim, Izuku? Você está me assustando!

— Eu vou sair em uma... viagem.

 

— Viagem? – ela riu. – Você nunca nem comentou sobre isso alguma vez! Para onde você iria?!  

— Ontem, quando fui embora... eu passei a noite pensando que agora que sou um homem... eu... quero descobrir mais as coisas desse mundo, senhora Inko. Há muitas coisas que eu ainda não vi ou vivenciei, e essa é minha oportunidade.

A expressão da mulher mudou quando Midoriya falou e ela logo disse um pouco atordoada:

— Isso... não faz sentido, Izuku! Você não precisa ir embora! Você tem uma vida aqui, pode encontrar um emprego bom na Capital e uma pessoa que você ame. Não precisa se colocar em perigo! E por que isso agora?! Você nunca falou nada sobre isso! Você vem e me diz que vai embora e não vai mais voltar, sem nem ao menos conversarmos melhor sobre o assunto! Eu não entendo... – a mulher falou ao começar chorar. – Eu fiz algo de errado? Você pode me falar!

Izuku sentiu o peito doer ao vê-la naquele estado e, sem pensar duas vezes, a abraçou.

— Me desculpa. Por favor, me desculpa – ele sussurrou perto do ouvido dela. – A senhora NUNCA fez nada de errado. Eu só recebi amor e proteção e agora eu preciso partir para retribuir tudo o que me deram. Eu sei que não faz muito sentido, mas eu juro que estou fazendo isso para quando eu voltar, poder te dar orgulho.

— Você já me dá orgulho, Izuku! Eu não preciso que você se vá!

— Me perdoa...

— Por que tão de repente?! Como você vai avisar todo mundo? Poderíamos nos reunir para nos despedir pelo menos!

Midoriya se afastou para olhar em seu rosto vermelho e inchado por causa do choro e apertou os lábios antes de falar:

— Me desculpa, por favor! Eu não queria uma grande festa para a minha partida e nem ter que me despedir de todo mundo, é que... eu só precisava passar mais um dia com a senhora....

— Mas para onde você vai?! Quando você volta?!

— Eu vou viajar para explorar o Norte e não sei quando volto, perdão.

— E-Eu... não sei o que dizer... – ela disse ao passar as mãos nos cabelos, bagunçando-os levemente.

— Só diga que ficará tudo bem se eu partir, por favor – ele disse.

Ela o encarou e caiu no choro mais uma vez, antes de abraçá-lo apertado.

— Você irá de qualquer jeito, não é mesmo? – ela perguntou.

— Me desculpa...

Os dois ficaram em silêncio enquanto se abraçavam por um bom tempo, até que ela afastou-se com os olhos cheios de lágrimas e perguntou:

— Você vai ficar... bem?

A garganta de Midoriya que já estava apertada com toda a situação, piorou e logo ele sentiu os olhos embaçarem.

— Vou – ele sussurrou. – Obrigado.

— Nunca se esqueça que você terá sempre um lugar para voltar. Tome cuidado e não saia comendo qualquer coisa que ver pelo caminho. Não gaste seu dinheiro com coisas sem necessidade e... agora que você é um adulto... tome cuidado ao fazer... você sabe... aquilo.

— O quê?! – Midoriya sentiu seu rosto inteiro se esquentar.

— Eu não podia deixar de falar – ela disse envergonhada. – E se no meio do caminho você encontrar alguém que você ame, não esqueça de me apresentar para a pessoa – ela sorriu.

— Senhora Inko, posso te perguntar algo? – Midoriya disse já perguntando.

— Claro! – respondeu limpando o rosto.

— Por que, ao contrário de todo mundo, a senhora nunca citou o termo “esposa”? É sempre “a pessoa que você ame”, como se fosse algo diferente de esposa.

A mulher sorriu e acariciou a bochecha do rapaz.

— Querido, às vezes acontece de nós nos apaixonarmos por alguém que todos à nossa volta não esperam e eu sei como essa situação pode ser complicada quando se vive nessa sociedade. Eu só quero que você saiba que não importa quem você me apresentar, eu vou amá-lo assim como eu te amo.

Sem conseguir compreender muito bem, Midoriya a encarou e ela sorriu para ele, que logo fez o mesmo antes de abraçá-la mais uma vez. Sentiria tanta falta de seus braços rodeando-lhe como uma criança. 

— Obrigado por ser essa pessoa incrível – ele sussurrou.

— Eu que agradeço, Izuku.

Tentando se reconfortar no abraço do outro, os dois aproveitaram os poucos últimos minutos que lhe restavam, até que tiveram que se afastar.

— Eu preciso ir – ele disse.

A mulher deixou que suas lágrimas voltassem a escorrer por suas bochechas rosadas e acenou positivamente com a cabeça.

— Tome cuidado... e volte para mim... – ela disse em meio ao choro.

— Eu voltarei! – ele respondeu ao abraçá-la uma última vez, antes de começar a caminhar em direção a porta. – Diga todos que eu peço perdão por não os ter avisados. Não fique preocupada, aliás, a senhora me fez forte, não é mesmo? Eu vou ficar bem! – ele sorriu.

— O-Ok...

— Obrigado por tudo, senhora Inko! – ele disse ao abrir a porta.

— Eu te amo, Izuku! Por favor, tome cuidado!

Midoriya ficou olhando para ela por alguns minutos, examinando cada parte daquela mulher que cuidou dele por toda a sua existência e sentiu a gratidão por tê-la em sua vida.

— Eu também te amo, mãe – ele disse ao sorrir para ela pela última vez. – Adeus – ele sussurrou ao fechar a porta 

Seu peito doía. Por algum motivo, sentia que não voltaria a vê-la tão cedo; mas, mesmo que ela e nem ninguém daquele lugar soubesse, ele precisava proteger todos àqueles que um dia o protegeram.

— Obrigado por tudo, pessoal – ele disse caminhando em direção a floresta mais uma vez.

Ao sentir as árvores em volta dele novamente, Midoriya deixou que o aperto em sua garganta se transformasse em lágrimas tímidas que escorriam pelo seu rosto enquanto ele continuava andando por um caminho sem volta. E, quando ele deixou de olhar para seus pés e levantou a cabeça, pôde avistar um rapaz loiro com os braços cruzados em frente ao peito nu, escorado na parede de madeira de sua casa, ao lado do seu amigo que parecia um príncipe junto a ele. Não demorou para os dois olharem-no simultaneamente.

— Está pronto? – Todoroki perguntou, quando Midoriya se aproximou.

— Estou!

— Finalmente – Bakugou resmungou.

— Aliás, vocês disseram que me levariam com vocês, mas aonde nós vamos? – ele perguntou.

O loiro desviou o olhar para não responder, então Midoriya voltou-se para Todoroki que logo cessou sua dúvida:

— Vamos para a Terra de Kura.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado do capítulo!
me perdoem por eles estarem ficando compridos demais, é que está difícil me controlar KKKKKKKKK As coisas começarão a dar uma agitada a partir de agora, então peguem sua pipoca e se aconcheguem KKKKK
A caixa de comentários sempre está aberta e eu ficarei feliz em responder todo mundo. Se você tiver qualquer tipo de elogio, crítica construtiva ou até mesmo dar sua opinião sobre o capítulo, podem ficar à vontade <3

Acho que é isso! Nos vemos na próxima então <3

Plus Ultra!


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