História Light and Darkness - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Dipper Pines, Mabel Pines, Pacifica Northwest, Soos Ramirez, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines, Waddles, Wendy Corduroy
Tags Bill Cipher, Dipcifica, Gravity Falls, Mabel, Mabill, Romance
Exibições 110
Palavras 823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yoo! Feliz dia das crianças!! Aproveitei esse feriado para escrever um pouco XD
Minha amiga diwa, HappyLys, teve a brilhante ideia de fazer um especial de dia das crianças na fic dela. Então eu pensei: pq não faço um tb??

Espero que gostem

Capítulo 22 - Um conto de dois Ciphers (especial de dia das crianças)


  Era uma vez, uma dimensão calma e agradável, habitada por criaturas triangulares e pacíficas chamadas Ciphers.

Ciphers, apesar de gentis, eram muito simples e fracos, portanto, sempre foram oprimidos por seres superiores, da Quarta Dimensão, que entravam em constantes guerras com os pobres triângulos, mesmo que não houvesse motivo.

A fim de acabar com tais ataques, um acordo de paz foi estabelecido entre as duas dimensões. Os Ciphers pagariam certos tributos aos superiores e, em troca, não haveriam mais guerras.

  Desde que o acordo foi assinado, todos os dias eram agradáveis na Segunda Dimensão. O Sol brilhava, pássaros cantavam, crianças brincavam... Mas embora parecesse o paraíso, aquela paz não agradava a todos... Havia apenas uma exceção e este era um pequeno triângulo amarelo, que nunca demonstrava alegria, nunca brincava com as outras crianças e que, apesar de ter apenas oito anos de idade, causava medo em todos os outros de sua espécie.

Bill era o nome da ovelha negra da família. E nesse dia ensolarado, enquanto todos aproveitavam o chamado "Dia das Crianças", ele estava trancado em seu quarto, lendo um livro.

O quarto, assim como tudo naquela dimensão, era simples. As paredes eram brancas e havia uma pequena beliche de madeira, que Bill dividia com seu irmão gêmeo, Will. Will também era o responsável pelos brinquedos que estavam jogados naquele chão de cerâmica.

Bill sempre preferiu livros à brinquedos.

— Bill? — o pequeno ouviu a voz de sua mãe, que entrara no quarto sem permissão, como sempre fazia — Você não quer brincar com os outros, querido?

— Já disse que não, mãe. Isso tudo é uma perda de tempo! — o mais novo falou irritado — Todos estão sorrindo e brincando, como se não tivesse nada de errado!

A mãe encarou o filho, confusa:

— Mas não há nada de errado, Bill...

— Claro que tem. Por que nenhum de vocês consegue enxergar?! Somos fracos! A Quarta Dimensão praticamente escraviza a todos nós e ninguém faz na- — uma onda de dor percorreu pelo corpo do garoto. Sua mãe havia lhe batido, coisa que nunca fazia. Bill calou-se no mesmo instante.

— Sim, somos fracos. E por isso não podemos fazer nada. Então não há nada de errado em "fingir" que estamos em paz, entendeu?

— Sim, mãe... — Bill respondeu contra sua vontade.

— Agora, por que não sai para brincar com os outros?

— Eu quero ficar sozinho, mãe.

A mulher pareceu hesitar um pouco antes de sair do quarto, deixando seu filho sozinho outra vez.

Mesmo com a porta trancada, Bill conseguiu ouvir uma pequena parte da conversa de seus pais. Sua mãe parecia chorar enquanto dizia:

"Eu não sei mais o que fazer, Walter... Eu tenho medo que o Bill vá fazer... Você sabe o que... Eu só queria que ele fosse mais como o Will"

O pequeno triângulo já havia escutado variações daquela conversa incontáveis vezes, não apenas de seus pais, mas de todos que conhecia. Não queria mais escutar aquelas mesmas coisas, então apenas tampou os ouvidos e fechou o olho com força, deixando algumas lágrimas escaparem.

Após alguns minutos, a porta foi aberta outra vez, fazendo Bill pular de susto e enxugar suas lágrimas antes que seus pais as vissem. Porém, não foram seus pais quem abriram a porta. Era apenas Will.

O triângulo azulado parecia concentrado em pegar quantos brinquedos pudesse carregar, até que notou a presença de seu irmão, largando todos aqueles objetos apenas para poder abraçá-lo.

— Bill! Você não vai brincar com a gente?

— Eu não quero...

— Bill, você... — os olhos de Will encheram-se de lágrimas de repente — Você tava chorando?

— Seu idiota! Não chore só por que você acha que eu estava chorando! E me larga! — Bill ordenou e seu irmão obedeceu no mesmo instante.

— Desculpa... — murmurou Will.

— Tanto faz. Só vá brincar logo.

Contudo, o azulado não se moveu. Permaneceu de frente para seu irmão, dessa vez, olhando diretamente para ele:

— Alguém foi mal com você? — Perguntou.

Bill suspirou, sabia que seu irmão estava preocupado e, sinceramente, não era capaz de mentir para ele.

— Acho que a mamãe e o papai têm medo de mim. Aliás, acho que todos têm.

— Eu não tenho — Will falou gentilmente.

— Claro, porque você é um idiota.

O azulado deu uma pequena risada e sentou-se ao lado de seu irmão:

— Mesmo que todos nesse mundo passem a te odiar ou algo assim... Saiba que eu sempre vou estar ao seu lado, ok?

Bill abaixou a cabeça:

— Promete? — sussurrou.

— Eu juro. — Will disse enquanto abraçava seu irmão.

No fundo, Bill sabia que aquilo era apenas uma mentira. Sabia que chegaria um dia em que cometeria algo tão terrível, que nem mesmo Will o perdoaria.

Mas, naquele momento, os dois se permitiram acreditar naquela promessa, por mais frágil e infantil que fosse.


Notas Finais


Só avisando: Bill e Will se amam, mas apenas como irmãos. Nd além disso, okey??
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Mas sintam-se livres para shippar, se quiserem :v Quem sou eu para impedir...


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