História Light and Darkness - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Personagens Cassiopeia, Garen, Katarina, Lux, Talon, Taric
Tags Demacia, Lux, Noxus, Talon
Visualizações 116
Palavras 2.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Hentai, Luta, Magia, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ~

Capítulo 13 - Sacrifícios da guerra


O tempo estava pesado, os ventos faziam os galhos dançarem sem compasso, Lux sentia um mal presságio naquela tarde escura, o sol sequer aparecerá naquele dia. Sentia-se imersa numa escuridão sufocante, era incômodo e perseguia seus pensamentos. Seu peito ainda se mantinha apertado de saudades; sempre que fechava os olhos para dormir, podia ver perfeitamente o rosto de Talon, uma lembrança agridoce. Passavam das cinco da tarde, porém parecia noite, os ventos cessaram por muito tempo, apenas para que aquela sensação de inverno fosse momentaneamente esquecida.

A fogueira não passava de alguns gravetos magros e mal queimavam, era um fogo moribundo que tremia a cada segundo, parecia com tanto frio quanto Lux. Lohan sentou-se ao seu lado, um garrafa de vinho, uma companheira de longa data:

- Um gole, my lady? - Ofereceu a Lux

- Não - sorriu meio tímida - Minhas últimas aventuras com bebidas não terminaram muito bem

- Então já se aventurou pelas terras da bebedeira - ele riu, surpreso - Ora, pensei que nunca tivesse bebido esse tipo de coisa my lady

- E não bebo, por isso o arrependimento

Lohan era um dos soldados que viajava com Lux, o único que conseguia manter uma conversa fluente sobre algo que não fossem relatórios de guerra. O esquadrão que viajavam consigo tinha seis homens contanto com o amigo beberão. Lohan era um rapaz novo, tanto quanto Luxanna, e tinha um sorriso sempre posto nos lábios, até mesmo em situações enfadonhas. De fato era uma boa companhia, tinham assuntos agradáveis e Lux agradecia por isso, ou caso contrário seus dias seriam mergulhados de notícias preocupantes. Garen estava longe e há muito não tinha notícias do irmão, desde que ele saíra para enfrentar a linha de frente comandada por Darius. A notícias que tinha sempre eram escassas, sabia que as notícias concretas só seriam obtidas quando sua missão estivesse concluída, pois assim poderia voltar para casa. Casa, um termo enigmático naquela altura dos acontecimentos. Já não via Demacia com os mesmo olhos de antes, tal como enxergava Noxus de uma maneira diferente agora.

Lohan deitou-se perto da fogueira:

- algo a preocupa, My Lady? - perguntou de olhos fechados

- Estamos numa guerra afinal - respondeu triste - seria imprudente de minha parte não me preocupar

- Estamos seguros aqui - lhe garantiu, pela milésima vez - Já disse My Lady, essa estrada não será tocada pela guerra, estamos a caminho de Ionia, mesmo que uma aliança seja feita, os Noxianos não serão burros de marchar nessa direção. Isso seria uma sentença de morte

- Sei disso - o mais prudente para Noxus seria manter uma guarnição posta entre Noxus e Ionia, de fato atacar seguindo, principalmente, pela estrada, seria imprudente e sacrificaria inúmeros soldados que teria melhor serventia nas muralhas ou esquadrões de defesa - Ainda sim, há outras preocupações além de mim

- Oh sim, Lord Crownguard, entendo

"E não só ele" o pensamento era amargo. Talon corria tanto perigo quanto o irmão, se não mais, e quanto a ele, notícia alguma tinha.

- My Lady - a voz de Lohan fez Lux voltar a atenção ao presente - Quer conversar sobre isso?

- Não se preocupe Lohan - sorriu de forma forçada - Meu irmão é forte

Lohan sentou-se, o jovem loiro analisou Lux e a jovem dama da luz sentiu certa insegurança. Sabia que mentia mal, um certo alguém havia lhe alertado sobre isso, porém era evidente que Garen estava em seus pensamentos, mesmo que esse não fosse o único, não havia mentira ali.

- o Lord ficará bem, não é a primeira batalha que ele trava e creio eu que não será a última, sabe disso My Lady - ele fez uma pausa - ainda sim. Há algo além disso?

- Há vidas que não precisam perecer por um ou dois erros de generais - respondeu, tentando parecer firme, depois das lutas psicológicas que teve ao mentir para Talon, aquilo parecia demasiadamente fácil - Não sou a favor desse tipo de resolução de problemas - e de fato não era.

- Entendo - Lohan suspirou pesadamente - As feridas de guerra são realmente cruéis.

Lohan pareceu acreditar, o que não tinha sido mentira, Lux aprendeu o quanto é mais fácil admitir uma verdade para encobrir uma possível mentira, assim ela não ficava tão nervosa. Esconder e mentir são quase sinônimos, ainda sim um era menos amargo que o outro.  

- Já esteve em alguma guerra antes? - Perguntou a loira, mudando o rumo do assunto

- Sou novo My Lady, é a primeira vez que vejo tanto sangue assim - ele fez uma careta - não quero parecer covarde, mas agradeci aos céus por ter vindo em uma missão tão simples - bebeu um gole do vinho - Isso tudo é como um jogo de xadrez sabe? E eu não sou um pião de batalha… Sou uma peça de estratégia - ele deu uma leve pausa - como um cavalo

- Ora, não sabia que gostava de xadrez, quem sabe não jogamos uma partida assim que voltarmos

Lohan riu: - Se voltarmos - disse num tom de brincadeira - Nessas horas é sempre bom beber um pouco, tem certeza que não quer afogar seus medos? - Balançou a garrafa de vinho

- Com todo respeito Lohan, mas prefiro encarar a realidade sóbria

Riram, começando outro assunto aleatório sobre vinhos, hidromel e cerveja, um assunto que Lohan tinha notável maestria. Naquele instante Lux sentiu-se alheia a guerra, como quem conversa com seu bom amigo sobre besteiras; as preocupações se tornaram o fundo de seu pensamento. Porém tal tranquilidade foi momentânea e logo as preocupações se tornaram a figura dos seus pensamentos até conseguir cair no sono.

Acordou como nos últimos dias da semana, com frio e incomodada. Os segundos que levavam do momento que abria os olhos até se lembrar das coisas que aconteciam à sua volta eram os únicos que não estava preocupada. Andavam sobre os cavalos, um ritmo lento. Não demorou muito pra notar que aquela missão diplomática era um jogada do irmão para mantê-la longe do perigo. A aliança com Ionia era quase certa, antes mesmo da guerra declarada, a presença de Lux em solo Ioniano era apenas por pura diplomacia; o que a fazia pensar no quão inútil aquilo estava sendo. Podia perfeitamente estar no campo de batalha, era uma exímia maga, certamente não decepcionaria Demacia. Porém não teve tempo de contestar a decisão do irmão, que havia sido tomada antes mesmo de Lux reencontrá-lo. Passou pouco tempo com Garen, menos ainda com o príncipe, tentou a todo custo pegar informações sobre o que havia levado aquele estopim, no entanto só conseguiu fragmentos de informações que tentava a todo custo unir para enfim compreender o que acontecia.

Sabia que o príncipe Jarvan havia convocado as tropas pessoalmente para marcarem, sabia também o quanto o irmão estava furioso com aquela decisão que, segundo o próprio, era uma corda em pescoço Demaciano. Tal tipo de reação era atípica, visto que Garen havia seguido todas as decisões do príncipe até então sem o mínimo de questionamento.

Poderia facilmente descobrir a verdade por trás disso se tivesse tido mais tempo, porém Jarvan deixou claro que a loira devia partir o quanto antes. Durante a viagem, Lux insistiu ao esquadrão de soldados que seguissem o caminho com mais rapidez, no entanto foi tudo inútil. Logo notou que eles haviam sido instruídos pelo próprio Garen que deveriam demorar o máximo de tempo nas estradas; soube disso pelo próprio Lohan, depois de uma ou duas garrafas de vinho.

Naquele dia enfim chegaram a uma cidadezinha, era uma das que rodeava as fronteiras de Ionia. Conhecia um poucos das estradas e cidades no caminho de Ionia, afinal sempre leu muitos livros, no entanto a cidade se encontrava estranhamente vazia. Foram cautelosos a se aproximar dali e ficaram surpresos com o que viram. Havia sobrado pouco além das casas queimadas, era evidente que ocorrerá um ataque naquele local, no entanto não haviam corpos. O cheiro de madeira queimada ainda era evidente e a leve fumaça do local era incômoda, eram sinais de que o ataque teria acontecido recentemente. Luxanna desceu do cavalo, alguns guardas já tinham as espadas em mãos e vasculharam a área:

- Noxianos? - Lohan desmontou - Acha que foram eles - Segurava as rédeas do próprio cavalo, pegando as rédeas do cavalo de Lux em seguida

- Não teria motivo para isso - a jovem analisava as marcas de cascos e pés por toda a parte, marcas deixadas na fuligem e na terra seca

- Eles sabem que os Ionianos não são amigos - o rapaz olhava em volta, parecia preocupado - Quem sabe isso não foi uma retaliação?

Lux abaixou-se, passando a ponta dos dedos pela chão, analisou o negro que ficou em sua pele: - Ainda sim, não faria sentido - ela pegou-se pensando no que havia lido de Ionia e sua geografia - Acho que sei o que é - Levantou-se - Lohan, vá até os guardas, você vão vasculhar as áreas ao leste

O rosto do rapaz ficou pálido no mesmo instante e ele limpou a garganta: - My Lady, temo que os autores disso ainda estejam por perto - era visível o medo do rapaz

- Acredito que isso tenha sido um saque as plantações e suprimentos, mas preciso que verifique para mim - usou seu melhor tom persuasivo

- Ainda sim My Lady, não acha melhor que eu fique ao seu lado? - ele segurava as rédeas com demasiada força - Precaução talvez

- Lohan - ponderou, sabia que aquela era uma situação delicada e estava disposta a ter paciência com seu colega de viagem - Vai ficar tudo bem, vocês não precisam lutar, apenas vão conferir

Ainda hesitante, o rapaz concordou com um aceno e subiu no cavalo, guiou o animal até os outros guardas. Lux pode vê-los se afastar depois que Lohan explicou a situação. Eram bons homens, todos conheciam Garen, sabiam lutar; com a notável exceção de Lohan que por ventura acabou naquela equipe por uma indicação de um general. Agora entendia de certo modo, talvez o general o tivesse indicado a Garen por esta ser uma missão mais simples e ele, mesmo não admitindo, ser um covarde. Não o julgava tão pouco o odiava por isso, sabia o quão difícil o desconhecido pode ser e o quão assustador aparenta; ela mesma ficou apavorada quando visitou Noxus e no fim das contas não era nem metade daquilo que era pintado nas histórias. Apesar disso, ver os estragos naquela cidade a fizeram repensar no perigo que correu ao estar em solo Noxiano; "solo inimigo" pensou de forma amarga. Andou atenta a tudo, o cetro em mãos e o coração apertado. Não podia negar que um pouco de ação era um desejo de dias, no entanto ainda sim tinha certo medo. Não encontrar corpos não era sinônimo de não ter vítimas, aprendeu isso com relatos de guerras passadas, cujas táticas de saque a pequenas cidades podia incluir a queima de corpos. Uma tática macabra, queimam-se os mortos e soldados inimigos assumem seus postos de pequenos cidadãos, assim quando uma esquadrão local para nas redondezas ou até mesmo nas hospedarias, caíram numa armadilha.

Era uma tática antiga que servia apenas nas pequenas cidades de colheita, tão pequenas que sua população não costuma passar de mil habitantes; e aquela era uma cidade de colheita.

Ouviu o ranger de tábuas de madeira e foi o suficiente para um arrepio lhe tomar a pele. Respirou fundo e decidiu entrar no local. Agora, desbravando ruínas do que foi uma casa, pegou-se pensando no conselho do amigo covarde e de como pareceu sábio naquele momento. Estava no primeiro andar da casa, quando ouviu outro ranger, um som que a fez associar a uma porta, o barulho vinha do segundo andar. Na pequena casa havia alguns móveis, poucos estavam em bom estado, analisou em volta e apesar da mobília, tudo parecia ter sido abandonado. Andava na ponta dos pés, sendo o mais cautelosa que podia. Subiu as escadas andando lentamente, chegando ao segundo andar, um corredor enegrecido pela fuligem. Uma das portas de madeira estava entre aberta, Lux se esgueirou pela entrada, adentrando a um cômodo que parecia um quarto; ou o que sobrou disso.

A janela tinha os vidros estourados, alguns cacos pelo chão, pisou em alguns, fazendo-os estalar. Viu de relance um vulto e foi o suficiente para que prendesse a respiração. Não teve tempo de reagir, apenas sentiu uma lâmina sobre seu pescoço:

- você realmente não tem noção de perigo.


Notas Finais


O capítulo pode ter soado como um capítulo mais morno, mas ele é importante para futuras referências, fiquem ligados


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