História Light In The Dark - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Legitimei

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Apaguem as luzes e boa leitura. c: sz

Capítulo 4 - - Lucky -


Fanfic / Fanfiction Light In The Dark - Capítulo 4 - - Lucky -

~ 03:00 PM ~ 

E lá estava eu, dormindo, até que, em um pulo, eu acordo, tremendo, suando... Eu estava apavorado, mais um pesadelo... Mas, dessa vez, foi diferente, não era minha tia e muito menos aquele homem repugnante... 

— Mas... Que garoto era aquele? — Me pergunto, olhando minhas mãos suadas e tremulas, engolindo em seco e olhando em volta, em minha sala, procurando qualquer vestígio de ter apenas sido um sonho. — Não entendo porque estou tão assustado, ele não me feriu, mas aquela sensação horrível... 

E, de repente, ouço batidas fracas em uma de minhas janelas e ponho minha atenção para onde vinha o barulho e vejo um gato, branco, clamando por minha atenção, e percebo que seus olhos estavam desejando que eu abrisse aquela janela e deixasse-o entrar. Felizmente eu sou tão bonzinho, e gosto de gatos, bom até demais... 

— Ei, olá... — Levanto-me do sofá direcionando-me até a janela, abrindo-a e observando o gatinho entrar, logo a fechando. — Está com sede? — Pergunto para o gato, mesmo sabendo que não teria resposta, e fui rumo a cozinha. Peguei um potinho, ideal, e colocando um bocado de água, pondo-o no chão e vendo o gato correr até o pote e beber a água como se não bebesse a dias. — Eita, tá com muita sede, hein, amiguinho. — Acaricio seus pelos, brancos como meu cabelo, e sorrio. 

E me botei a lembrar da gostosa sensação do colo de Lucy, tão quentinho e confortável. Tantas coisas que gosto naquela garota... Nossa, como eu sou apaixonado. 

— Queria ela aqui... — Sussurro, pensando alto, e percebo o olhar do gato sobre mim, sinalizando que ouviu o que eu disse. — Ah... Você ouviu? É, queria a Lucy aqui com a gente. Ela é tão linda. Sei quase tudo sobre ela. — Sento-me na frente do felino, de pernas cruzadas, como se eu fosse contar tudo a ele e ele ouvisse tudo com atenção, sentando-se na minha frente e inclinando sua pequenina cabecinha para o lado. — Bem, ela tem 1,57 de altura, olhos verdes, cabelo liso, assim como o seu! A diferença é que os dela são ruivos e vão até a barra de sua camisa. Tem seios fartos, curvas tão belas. Curvas não exageradas, nem perfeitas, apenas curvas belas. Tem aquele narizinho empinadinho, que parece até ser arrogante, mas e tão tímida... Tímida como eu, ou até pior. Bochechas não tão grandes, nem tão pequenas e lábios carnudos. Pés de princesa e coxas um pouco finas, e uma bunda pequena. É o tipo de magra peituda. Quase uma "loli", sabe? Loli com peitos. - Rio bem baixinho, um pouco envergonhado, falando com o gato. - Uma voz doce, um pouco fina. Ela morre de medo de abelhas e aranhas. Em compensação, ela é bem macho sobre o assunto barata. Ama gatos e cachorros, e sempre diz que quando casar terá três gatos e dois cachorrinhos... Argh, cachorros... — Sinto meus pelos arrepiarem, pelo meu medo de cães. — Assustadores. Cara, ela é tão linda. Ama tulipas bem vermelhas e adora garotos românticos. — Reviro meus olhos, por causa do assunto. — Românticos. Nunca tive coragem de chamá-la pra sair... Sempre tive vergonha. E, outra, por que ela saíria comigo? Dentre todos os amiguinhos marombas que ela tem, pra que vai querer um garoto praticamente órfão, pobre e magrelo? — Suspiro, pensando sobre e vejo a boca do gato se abrir e ouço o mesmo falar. 

— E por que você não arrisca? — O gato fala, olhado em meus olhos. 

Eu estou ficando louco? Estou vendo coisas? Ainda estou sonhando? Sonho ou tendo um pesadelo? Gatos não sabem falar, ou sabem? Tantas perguntas que giravam em torno da minha cabeça que, em um impulso, só permitiu-me arregalar os olhos e dar um pulo pra trás, afastando-me do gato. 

— O-O que você é...? — Apenas consegui balbuciar isso. Estava tremulo, mesmo tendo ouvido palavras com boa intenção, mas saídas da boca de um ser que não deveria saber falar. — O que quer...? 

— Ei, calma, Rafael. Não vim te machucar e muito menos fazer qualquer mau pra você. Ou não percebeu minha tentativa de paz, tentando te ajudar com sua garota? — O mesmo me responde, como se fosse óbvio. 

— E-Ela não é minha! E gatos não falam... Como você fala? 

— Exatamente. Eu não sou parte da sua imaginação, e não estamos em um sonho. Eu não sou um gato. — Uma luz azul começa a emitir do felino, quase cegando-me, fazendo-me fechar os olhos e abrir alguns minutos depois, para ver um garoto que aparentava ter quatorze anos, de cabelo branco, e roupas brancas. — Eu... Não sei como te explicar o que eu sou. Só que não sou seu inimigo. — O mesmo se levanta e estende a mão pra mim, para levantar-me. 

— Okay... Já que não é inimigo, o que quer aqui? E por que não se comunicou antes, tipo na janela? — Seguro a mão do garoto, levantando com a ajuda dele.

— Se eu falasse, tu não iria abrir a janela. E ia ficar com essa cara de bunda logo na janela. Eu já estava cansado de ver aquele casalzinho na rua se pegando, argh. — O garoto solta um mínima risada. — Eu quero conversar contigo e te explicar umas coisas. 

— Te entendo... Ficar de vela é horrível. Mas... Que coisas, exatamente? — Olho de cima, por ele ser baixinho. Parecia ter 1,50. 

— Desculpe se não tenho 1,80, seu poste. Umas coisas, ou não percebeu que seu amigo, Castiel, estranhou quando você disse que não lembrava do que havia acontecido? E, sim, eu vi tudo. Bem, vamos pra sala? Posso não ser um humano, mas ficar naquela forma felina me cansa. — O garoto vai até a sala e se senta no sofá. 

— Tá. — Sigo-o e sento-me ao seu lado. — Mas, me diga, o que você é? 

— Eu sou você. Ou parte de você. — O mesmo aponta para a parte branca de meu cabelo e aponta, logo depois, para o seu cabelo inteiramente branco. 

— Como assim você sou eu? Claramente sou mais bonito... 

— Yo soy tu, i am you, je suis vous, eu sou você, e por ai vai. Olha, você é metade humano, não és um humano por inteiro. Você puxou a humanidade de sua mãe. Seu pai... Bem, a outra parte de ti que vai ter que dizer quem é seu pai, ou nosso, sei lá. 

— Outra parte? Tem mais uma? 

— Não percebeu que eu só apontei pra parte branca de seu cabelo, que sinaliza a mim? A parte negra sinaliza sua outra parte. Mas não prometo que será muito amigável contigo como eu estou sendo. Eu sou tipo o "Ying" do "Yang" que eu e ele somos, que forma você. Raça humana com outra coisa não humana. Entendeu, mais ou menos? 

— Sim. Mas como posso encontrar ele? 

— Você não vai encontrar ele, ele vai te encontrar. Como um gato e rato. Não posso explicar mais sem te fazer lembrar do que houve lá. — O garoto toca dois de seus dedos em minha testa e, do nada, vejo uma luz branca, não permitindo-me ver nada. Até que, enfim, a luz some e volto a ver o garoto. — Então... Eu matei aquele cara? 

— Não necessariamente você, já que seus poderes estavam descontrolados. 

— Então eu tenho poderes? 

— Não prestou atenção em nada do que eu falei? Você não é inteiramente humano. É junção de humano com outro ser. Com isso, você tem poder, podendo controlar chamas negras. Por enquanto é tudo que você conseguiu "destravar" de todo seu poder. Você tem muito mais poder. Sua outra parte é muito poderosa, assim como eu. Você só conseguiu fazer isso, porque aquele homem tocou no seu trauma, e é algo forte em você. Um sentimento que esteja extremamente concentrado é forte. Isso é ótimo no ser humano. O sentimento é forte, com isso todo ser humano tem um poder. Mas, como eu falei, você não é só um humano. 

— Entendi... Mas se vocês dois são partes de mim, por que não estão em mim? Ou juntos em um só? 

— Bem, quando aquilo tudo aconteceu naquela noite, tu fez a mesma coisa com o homem que matou sua tia, mas ele não morreu. E como foi o inicio do trauma, foi bem poderoso e acabou dividindo-nos. Como se eu fosse seu lado bom, e ele o lado ruim. O Ying Yang. Se eu e ele nos juntarmos, ficaremos muito mais poderosos. E com seu consentimento, voltaremos para você. E você irá ficar poderoso novamete. Porém, para eu me juntar a ele, precisamos ter um toque físico, e a vontade dele de voltar a se juntar comigo. Como eu disse, ele é seu lado mau, e quer destruição. A frase que eu sigo é "Antes da destruição, vem a criação", a dele é o contrário. 

— Antes de criação... vem a destruição? - Pergunto. 

— Sim, é essa. Bem, como sou seu lado bom, poderei ficar do seu lado o tempo que quiser. É só me chamar. 

— Mas como vou te chamar, se tu não tem nome? 

— Me chame do que quiser. 

— Já que você é meu lado bom, vou te chamar de Lucky. 

— Sorte? Bem, estranho, mas okay. — o Garoto ri baixo. — Mas, então, vai chamá-la pra sair? 

— Já disse que não consigo... — Ao dizer, não consegui segurar o tom de voz triste, direcionando meu olhar ao chão. 

— Já tentou? 

Ao ouvir o que ele tinha me perguntado, eu tive um viagem sobre minhas memórias, uma por uma, com a Lucy, e... 

— Não... Não tentei. - Olho-o. 

— Então tente, amanhã! Ou hoje. — O garoto ri. 

— Vou tentar... Mas pra onde eu levo? 

— Leve-a para algum lugar que você confia, e depois ande um pouco com ela, leve-a pra casa. Esse tipo de coisa. — O mesmo se põe a fazer uma expressão pensativa. 

— Bem, ela e a Lívia são amigas... E na SC eu confio. — Rio. 

— Vai leva-la pra tomar um cafézinho? Sério? 

— Algum problema? Você sou eu, não reclame! 

— Opa! Vamos com calma! Sou metade de você, não você inteiro. Mas confesso que aquele líquido é ótimo... Viver por ai, em forma de animal, sem ninguém pra ajudar é difícil. Raro era quando eu coseguia um bocado de café. 

— Ok, ok. — Solto uma mínima risada, mas um bocejo alto atrapalha-me. 

— Ainda é um humano, e você deve estar cansado ainda. 

— É... Mas e você? 

— Eu sinto só um pouco, não preciso dormir. 

— E o que vai fazer, agora? 

— Bem, desde que sai de você, ando sobrevivendo até um dia poder te achar novamente. O mesmo deve ter sido com sua outra metade. 

— Mas, se vocês são eu, como sabem de tudo isso que eu não sei? 

— Saímos de você, com seus poderes. Nós sabemos de quase tudo, como, eu já não posso contar. — o Garoto se levanta e se espreguiça em minha frente. — Mas posso te dizer uma coisa, sobre sua querida Lucy. — O mesmo se abaixa, ficando cara à cara comigo. — Ela não se importa com caras fortes, ou dinheiro, ela gosta de alguém bom e gentil. Você não é forte, nem tem dinheiro, mas é gentil. — Vejo a mão de Lucky vir em minha direção, dando-me um peteleco, não tão forte, em minha testa. 

— ... — Permaneço em silencio. — Como poderei te chamar, amanhã? 

— De qualquer jeito: Pode sussurrar, pensar em mim de modo forte que daí eu vou sentir, pode assobiar. Você escolhe. — Vejo o sorriso se formando no rosto dele. — E, ah! O pesadelo que você teve, hoje, aquele garoto era sua outra metade. 

Sinto meus olhos arregalando, e começo a suar frio, engolindo em seco. 

— O-Ok, Lucky... Vou tomar cuidado, já entendi o recado... 

— Que bom. — Ouço sua baixa risada e vejo-o mudando sua forma, voltando para um gato, que pula em meu colo. — Agora vá dormir. 

— Já vou. — Volto a me deitar no sofá, com Lucky deitado em meu peito e ronronando. 

Sério? Agora eu conheci uma outra parte de mim mesmo, ainda falta outra parte, numa madrugada... O que acontecerá agora? Acabo fechando meu olhos, soltado um suspiro longo e, depois de um tempo, dormindo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Sz


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