História Lights, camera, action! - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins
Tags Jared, Jensen, Misha, Romance, Supernatural
Visualizações 18
Palavras 2.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiee! Como o prometido mais um capítulo e valeu pelos comentários <3 essa fic é bem divertida de escrever e espero que seja de ler também... vamos lá?

Capítulo 2 - Cake, coffee and shame!


Fanfic / Fanfiction Lights, camera, action! - Capítulo 2 - Cake, coffee and shame!

- Não devíamos ter embarcado, tipo á uma hora?
Perguntei balançando a perna que estava cruzada. Jensen me encarou por cima dos óculos escuros dizendo insatisfeito: - “Tipo”, devíamos.
- Para de enaltecer meus vícios de linguagem?
Ele folheou a revista que olhava e comprimindo as sobrancelhas exclamou: - Enaltecer!? Quem fala isso?
- Eu!
Respondi e Jensen arqueou as sobrancelhas voltando sua atenção para a revista, Jared que estava sentado ao meu lado lendo um livro disse sem olhar: - Parem com isso crianças!
- Estou impaciente, por que ainda não estamos em San Diego? Queria descansar quando chegasse lá, antes de ir para o painel.
- Parece que nosso voo atrasou, sem previsão de decolagem. Então relaxem e aproveitem esse chá de cadeira no aeroporto!
- Que saco! Odeio atrasos.
- Tão inglesa ela!
Jensen provocou e eu ri revirando os olhos.

            Dez minutos depois me levantei pegando minha bolsa.
- Aonde vai senhorita impaciente?
Ackles me perguntou também impaciente.
- Vou comer alguma coisa e dar uma caminhada, não aguento mais ficar aqui sentada!
- Vou com você!
Respondeu jogando a revista no banco ao lado do seu.
- Achei que eu fosse a senhorita impaciente aqui...
- E é, só vou junto para garantir que você não se perca no aeroporto.
Mostrei língua para ele, que a pontou o dedo para mim dizendo sério: - Eu vi isso mocinha! Jared, não sai daí. Voltamos logo.
- Tá.
Padalecki respondeu ainda preso ao livro.

            Caminhamos devagar por entre as pessoas, todas ocupadas demais para notar que um dos maiores galãs da atualidade caminhava entre eles. Algumas mulheres olhavam para ele e sorriam intimidadas ou maravilhadas, ele correspondia gentil e educado, como sempre. Jensen era um amor, sempre, sem exceções... quer dizer, desde que não estivesse me importunando. Mesmo nos seus piores dias, ele ainda conseguia dizer coisas doces e boas para os fãs e ainda era educado, gentil e muito carinhoso com cada um que o parasse e pedisse uma foto. Eu o admirava, tanto como o ator que era quanto pela humildade e atenção com os fãs. Uma garotinha pediu para tirar uma foto com ele e claro que Jensen não hesitou, depois da foto ela me encarou e segundos depois disse animada: - Você é a Kyra, né? A “garota misteriosa de Oklahoma”, certo?
Sorri concordando, ela ficou animada e pediu uma foto.

            Ela parecia tão feliz que aqueles sorrisos me contagiaram. Antes de ela correr na direção dos pais me disse sorridente: - Acho você muito legal, sua personagem é a melhor! É legal ter uma garota trabalhando com os Winchester.
- Uou! Que bom que gosta, por que faço isso exclusivamente para meninas como você.
Pisquei e ela e deu um último abraço. A emoção de ter uma garota de onze ou doze anos dizendo que você é legal e que gosta do seu trabalho é sensacional. Neste momento lembrei-me do por que sempre quis ser atriz, era por esse sentimento, este sentimento de dever cumprido, por esse carinho que emana das pessoas.
- Sabe, você leva jeito para a coisa.
- O quê?
Virei-me para Jensen que me encarava com as mãos no bolso e os óculos presos na camisa.
- Acho que você está no emprego certo! Robert acertou quando te deu o papel.
Sorri agradecida. 

Caminhamos até encontrar uma boa lanchonete, lá tinha um café maravilhoso e bolo recheado, tudo estava ótimo.
- Para onde vai tudo que você come?
Jensen brincou enquanto me observava atacar meu segundo pedaço de bolo.
- Que exagero, eu nem como tanto assim e além do mais é bolo recheado! Sempre há mais um espacinho para bolos...
Ele riu de mim mais uma vez.
- Eu não entendo essa sua obsessão por bolo recheado!
- Aah Jensen! Pensa comigo, onde há bolo não há tristeza. Já viu uma criança triste com bolo?
- Pensando por este lado, você até que tem razão...
- Viu! Eu sei das coisas.
Dei mais uma garfada e olhei para longe, meus olhos se depararam com um homem incrivelmente lindo sentado na beira da grande janela de vidro, ele tinha uma xícara de café sobre a mesa e lia atento a um livro ao qual não me atentei ao nome. Estava encantada com aquele rapaz, ele não era exatamente um Jensen Ackles, mas era atraente e tinha um sorriso muito bonito. Segurei o garfo entre meus dentes e o fiquei encarando boba, de repente ele ergueu o olhar e me encarou por alguns segundos. Baixei o olhar rápido e olhei de volta, ele sorriu charmoso e eu devolvi boba.

            - Joy! Joy! Hey! Tem alguém em casa?
Jensen balançava as mãos no ar, me encarou com uma das sobrancelhas arqueadas e olhou na direção onde meu olhar estava.
- Você está flertando com aquele cara?
Ele perguntou parecendo confuso, me recompus dizendo: - Não! Claro que não, eu só estava... estava olhando para frente.
Ele riu.
- Você é péssima com mentiras.
- O quê? Eu não sou. Eu não estou mentindo, só...
- Só está se embananando toda, só isso!
Abaixei a cabeça sobre os braços na mesa, em uma tentativa vã de esconder minha vergonha de estar falando sobre estas coisas com ninguém menos que Jensen Ackles, um dos homens mais sexys da atualidade. Ele riu alto desta vez.
- Você é uma comédia Joy!
- Ah! De nada por servir como alívio cômico.
- Não fica zangada. Não tem nada demais em você flertar com um cara, tem?
- Não. Só que você fica falando desse jeito...
- Para de ser boba, só falei por que é a primeira vez que presencio esta cena. Só isso! E por que foi engraçado, claro.
Mostrei o dedo do meio para ele que bebericou do seu café falando: - Sem gestos obscenos mocinha!

            - Por que você não vai lá falar com ele?
- O quê? Está maluco?
- Não, qual o problema nisso?
- O problema nisso é que sou eu?
- Ok! Explica que não entendi.
- Eu não consigo fazer isso.
- O quê?
- Chegar em um cara.
Jensen riu desacreditado.
- Senhora século dezesseis, já estamos no século vinte e um!
- Eu sei... é que não dá! Eu travo e me sinto uma idiota.
- Como você fica com outras pessoas então?
Dei de ombros falando: - É que eu nunca precisei chegar em ninguém... e não pense que é por que eu ache isso vulgar ou alguma coisa do tipo, por que não é! É só que, eu não consigo.

            Ele me olhava atento parecia quase ter cara de pena.
- Ok! Eu não costumo dar meus serviços assim de graça, sabe? Mas, eu estou vendo que você precisa da minha ajuda e como é uma amiga, vou ajuda-la.
- Do que está falando?
- Vai lá e fala com ele.
- O quê? Não. Nem vem!
- Vai logo mocinha!
- Não Jensen.
- Vai. Agora.
- Você está maluco?  Você não manda em mim!
Jensen colocou os cotovelos sobre a mesa e disse em tom de ameaça: - Ou você vai lá e fala com o cara. Ou eu vou colocar aquele lindo vídeo de você dormindo e babando no meu ombro no nosso voo para cá no twitter! Você é quem sabe docinho.
Ele tomou mais do seu café e tinha aquele olhar superior que me dava nos nervos.
- Você não faria isso! Eu estou horrível naquele vídeo, escabelada e sem maquiagem.
- Ah eu faria sim!
Espremi meus olhos enquanto dizia: - Você é um cretino Jensen Ackles, saiba disso!
Ele sentou-se mais confortável e com a expressão de vencedor retrucou: - Posso até ser, mas ainda sou um cretino bonitão!

            Respirei profundamente enraivecida com aquele ser na minha frente.
- Eu odeio você e espero profundamente que seu celular se quebre em milhões de pedaços e não tenha concerto.
- Uuuuuh! Garota agressiva, exatamente do jeito que eu gosto. Agora, vai lá vai!
Levantei já sentindo minha perna tremer de nervosismo, inspirei e tentei pensar: “Ah! Foda -se! É só um cara qualquer. Vamos lá Joy!”
Caminhei firme até meio do caminho, quando percebi o que estava fazendo quase tive um chilique no meio da doceria, virei para a minha mesa pretendendo voltar e Jensen tinha o celular em mãos com o vídeo aberto e pronto para postar, o encarei e ele fez sinal com as mãos para eu continuar. Não dava para voltar atrás, maldito Jensen!

            Parei perto da mesa dele e meu Deus, como ele era cheiroso. O que eu diria? Como abordá-lo sem parecer uma retardada? Santo Deus o que eu estava fazendo?
- Oi?
Falei. Ele me olhou e sorriu, todas as coisas sensatas me fugiram e eu não sabia o que falar, olhei para o livro, leitura, ele estava lendo, pensa em algo!
- Você gosta de ler né?
O quê? “Você gosta de ler?”. Sério? Não, de certo ele gosta de ouvir música com o seu livro player. Eu queria me enterrar e quem sabe teria sido mais sensato do que continuar o show de horrores.
- É eu gosto. Você também gosta?
Ele tentou ser educado e foi charmoso ao mesmo tempo, aqueles cabelos negros bem penteados em contraste com as sobrancelhas bem marcadas davam a ele um ar de modelo.
- Se eu gosto de ler? Claro. Eu adoro ler livros. Também gosto de ler artigos de jornais, quer dizer exceto as notícias ruins por que já temos muitas notícias ruins no mundo então... mas, meus artigos favoritos são sobre aliens, sabe, quer dizer não é possível que só existam nós no universo tão extenso e tem as coisas que não sabemos sobre buracos negros, eles podem muito bem funcionar como um buraco de minhoca e...
O que eu estava falando? Aliens? Jura? Ele me olhava com uma expressão preocupada, no mínimo me achava uma retardada mental ou uma dessas esquisitonas. Ele parecia confuso e eu estava morrendo de vergonha, fechei os olhos me desculpando.
- Olha, me desculpa é que eu estou um pouco nervosa e meu amigo diz que eu preciso ter coragem para chegar nos caras, mas eu não consigo. Sinto muito.

            O quê? Que burra. Caminhei de volta para a mesa onde Jensen quase rolava de tanto rir, fiquei irada com tudo isso. Peguei minha bolsa e sai de lá o mais rápido possível, saí caminhando pelo aeroporto com o rosto vermelho, estava tomada de ódio do Jensen.
- Hey! Joy espera. Foi mal é que eu...
Caminhei rápido com ele atrás de mim pedindo desculpas entre risos. Avistei Jared de pé ao longe, quando nos aproximamos ele disse: - Aí estão vocês donzelas, já chamaram nosso voo!
Cheguei perto dele pegando minhas coisas e dizendo: - Eu odeio o Jensen!
- Bem vinda ao clube baixinha!
Jensen ainda ria atrás de nós.
- Não Jared, agora é de verdade!
- Joy, já pedi desculpas!
- Me faz um favor Jensen? Não fala comigo nos próximos cem anos?
Caminhei a passos largos na frente.

            Entrei primeiro e me sentei na minha poltrona apenas aguardando a decolagem, ainda louca de raiva de Jensen, minutos depois ele apareceu ainda sorridente e sentou-se ao meu lado.
- Você não vai sentar perto de mim!
- Já estou sentado docinho!
Acenei negativamente e vi Jared se aproximar.
- Hey Jared qual é sua poltrona?
- A trinta e nove, por que?
- Troca comigo?
- Tem certeza? Quer dizer eu posso...
- Eu sei, mas eu não posso viajar quatro horas ao lado dele.
- Ok! Pode ser.
Deslizei por sobre Jensen que me olhava surpreso, peguei minhas coisas e sai.
- Você não está falando sério Joy!
- Jensen o que foi que pedi? Não fala comigo nos próximos cem anos.
- Sério?
Saí o deixando lá atrás com um Jared confuso. Sentei – me na poltrona que devia ser de Jared e esperei a viagem começar. Eu estava aborrecida, Jensen tinha me feito passar a maior vergonha da história das vergonhas e ainda riu, eu sou do signo de câncer gente, não aguento brincadeiras maldosas e choro quando passo muita vergonha. Sem contar que quando fico irritada é para valer e Jensen tinha conseguido, eu estava morrendo de ódio.


Notas Finais


O que acharam? Quem aí está com vergonha pela Joy levante a mão e diga eu.
(EU!)


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