História Like A Cat - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Trio Yeah
Personagens Felipe "Fiu" Ryo, João "Johnny" Baroli, Wallyson "Waah" Gustavo
Tags Waroli
Exibições 24
Palavras 1.618
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vou comentar tudo nas notas finais mais recadinho \o

Capítulo 6 - Eric


Os dois primeiros anos do Eric foram os melhores anos, ele era uma criança quietinha, não chorava muito e comia direitinho, não costumava acordar no meio da noite e não fazia birra na hora do banho nem pra colocar roupa. Todo mundo elogiava ele e ele a criança mais mimada das duas famílias.

Mas ai chegou os 3 anos. Ele não era uma criança difícil, mas não estava mais tão calmo como antes. Ele ainda comia direitinho mas a hora do banho se tornou mais difícil depois que ele aprendeu a andar e consequentemente correr. Ele brincava de pega-pega comigo e com João e se acaba na gargalhada enquanto os dois bobões corriam exaustos atrás dele, e ele não era mais fã de ficar de roupinha, principalmente pra dormir. Com certeza era nosso filho.

 Com quatro anos –apesar de não gostarmos muito da ideia – tivemos que coloca-lo na escolinha. Ele ficava somente a parte da tarde, mas ainda assim eu e meu marido ficávamos nos mordendo de saudade. A primeira reunião foi um tanto quanto complicada, nós dois nos apresentamos como pais do Eric em frente a todos os outros pais, porque estávamos acostumados, não precisávamos nos esconder e nem queríamos, mas alguns cochichos e na outra semana dois alunos desmatriculados da sala do Eric nos deixou chateados e com medo. Eric era muito doce e entendia as coisas com uma facilidade absurda mas nem todas as crianças eram assim, nem todas as crianças eram criadas como meu filho.  No segundo mês dele na escolinha percebemos que ele voltava meio triste da escola, conversava pouco e nenhum indicio de algum amigo, somente os que pediam os brinquedos legais dele na sexta-feira. Era tão frustrante. Tivemos que ir na escola e conversar com a professora mais a diretora para saber se as outras crianças estavam maltratando o Eric. Depois de uma semana de olho a professora me ligou dizendo que algumas crianças faziam algumas perguntas denecessárias e brincadeiras com ele. Tivemos que intervir mas eram só crianças então a professora teve uma ideia de fazer “um dia diferente na escola”, um dia só de recreação e eu e o João ajudaríamos e depois cantaríamos com as crianças. Funcionou. Eric ficava mostrando para todo mundo como “os papais são legais” e que duvidava que o papai e mamãe deles fossem tão legais assim. As coisas melhoraram, ele fez alguns amigos e as vezes alguns iam lá em casa comer bolo e pedir pra aprender a tocar violão, jogar vídeo-game ou ver jogos com o Eric e com o João enquanto eu só observava.

Depois do Eric eu abri de muitas coisas por vontade própria, não foi obrigação ou medo do que as pessoas iam falar, eu simplesmente preferia passar todo o tempo do mundo com o meu filho do que indo pra balada ou dormindo na casa dos meus amigos. Aliás, fazíamos isso em casa. Chamávamos nossos amigos para dormir em casa e o Eric se acabava na bagunça e nos paparicos que recebia de todos. Esses eram os melhores momentos e eu não os trocaria por nada.

Com 7 anos, Eric estava na primeira série e ele era inteligente demais. Ele nunca foi uma criança de dar muito trabalho, então não tinhamos com que nos preocupar. Ele era um bom aluno, um bom amigo e um bom filho. Chegava da escola, fazia a lição e depois tomava banho, comia e brincava, ele ajuda a tirar a mesa e as vezes se oferecia para secar a louça. Ele gostava de jogar vídeo game mas depois de um tempo sempre pedia para assistir desenho comigo e com o João. Ele sempre lembrava de ligar para os avós e escrevia cartinhas para os tios dele e o primo. Era obediente e nunca ficou de castigo. Era um pequeno homenzinho.

Com os 10 anos, tivemos alguns problemas por conta de alguns amigos novos dele. Não era culpa dele, ele simplesmente seguia os outros sem pensar muito porque ele acreditava muito nas pessoas. Depois de algumas broncas e uns castigos as coisas melhoraram. Ele não se afastou dos amigos mas entendeu que ele não era obrigado a discutir com os professores, nem conversar fora de hora ou deixar de fazer a lição somente para parecer “legal” aos olhos dos amigos dele. Depois disso as coisas entraram nos eixos de novo.

Com 12 anos, na sexta serie, quando tivemos que trocá-lo de escola, foi que realmente percebemos que o mundo era muito mau. As pessoas eram más e tornavam as crianças más. Foi na segunda sema de aula, em uma quarta feira que ele entrou pela porta chorando e correndo para o quarto. Eu estava sozinho em casa preparando o almoço e eu só fiz correr até o quarto dele rezando pra porta estar destrancada, ela estava e eu o abracei com toda a minha força enquanto ele soluçava. O meu peito se partiu em um milhão de pedaços e eu nem sabia o que havia acontecido. Ele chorou por um bom tempo, tempo suficiente do João chegar e começar a se desesperar com todo aquele choro do nosso tesourinho. Depois de muito tempo e três copos de água com açúcar mais os dois pais o abraçando ele parou de chorar mas continuou quietinho nos nossos braços. Por mais que eu respeitasse o seu silêncio eu precisava saber o que tinha acontecido para deixar o meu menino daquele jeito, e eu preferia nunca ter perguntado. “Eles me odeiam pai, me odeiam porque eu tenho dois pais, me odeiam porque eu não tenho uma mãe bonita e que ajuda com a lição. Eles me odeiam porque a gente é tão feliz”. Eu realmente não sabia o que dizer. Apesar de isso já ter acontecido uma vez, eu nunca tinha visto o Eric chorar ou se abalar com isso. E foi naquela hora que o desespero bateu. Do meu filho começar a me odiar, de odiar o João, de não querer mais viver com a gente, de se envergonhar da gente. Foi no desespero que eu me perguntei porque eu nasci assim, porque eu me apaixonei por outro homem e porque eu não dei uma mão para o meu filho mas em seguida tudo o meu medo e desespero desapareceu, somente com uma frase do meu bem mais precioso “Não tenho vergonha da nossa família, nem medo de ninguém. Eu amo vocês e sou feliz assim. Eu só não gosto e não quero ouvir nunca mais alguém insultar vocês”. Ele era um anjo, de verdade. Tivemos que ir na escola resolver isso, uma advertência e ameaça de expulsão mais um pedido de desculpas na frente de todo o colégio resolveu tudo e voltamos a ter paz e meu filho parou de chorar.

Adolescência é aquela bendita fase que nenhum pai quer que chegue justamente por já ter sido adolescente. Comigo e com o João não foi diferente. Eric era um excelente garoto, não gostava muito de sair e adorava nos fazer companhia mas tínhamos medo que aquilo mudasse com os 15 anos e os benditos hormônios. Estava chegando o aniversário dele e eu estava fazendo todas as orações possíveis para que aquele dia não fosse o dia que transformaria meu filho no que eu era quando era adolescente. Não tenho vergonha da minhas adolescência – quer dizer, de algumas coisas tenho sim- mas hoje em dia, eu dava tudo para voltar no tempo e ser um Eric da vida para os meus pais. Então, eu não queria ter que virar a madrugada no sofá esperando o meu filho chegar da balada bêbado de pedra e não queria ter que vê-lo comprar caixas e caixas de camisinhas como minha mãe via. Eu queria que ele fosse um bom garoto, não que se privasse das coisas que tinha vontade mas que entendesse que não só de festa vive o jovem. Aprendi tarde demais, eu sei. Depois do seu aniversário continuou tudo bem por uma semana, depois disso veio o primeiro convite para a baladinha e meu peito se apertou tanto que me deu falta de ar enquanto eu o ouvia pedia para ir “Eu queria ir para saber como é, não é nada demais”. Eu confiava plenamente no meu filho mas por experiência própria eu sabia como a rua poderia ser traiçoeira, nós deixamos ele ir, sem hora para voltar e com somente os conselho básicos de “leve o casaco e não aceite nada de estranhos”, qualquer coisa além disso não seria ouvida se ele não quisesse e se quisesse já sabia que não deveria fazer. Já estava preparado pra virar a noite no sofá quase tendo um colapso e e depois jogar meu filho debaixo da água gelada, até o café forte e sem açúcar com uma aspirina eu já tinha deixado separado, mas para minha total surpresa, 23hr ele já estava em casa e completamente sóbrio sem nem um cheiro de álcool ou cigarro na roupa, ele chegou em casa e se jogou no sofá entre mim e o João perguntando qual filme veríamos enquanto ele estourava a pipoca. Era o melhor filho. No outro dia ele contou que adorou sair e dançar e que até provou alguma bebida que ele mesmo escolheu mas que apesar disso ele também adorava ficar em casa com a gente e que poderia conciliar como fez no outro dia. E foi ali, exatamente ali que eu tive orgulho do filho que eu e o João criamos, da educação que demos ao nosso filho, dos exemplos e das lições que passamos para ele. Foi ali naquele dia, que eu me senti feliz, completo e com a sensação de dever cumprido. Estava na minha frente um homem de verdade e era o meu filho. 


Notas Finais


Ok, me pediram então vai rolar uma continuação. Esse capitulo foi um resumo da infância e adolescência do Eric, segundo o ponto de vista do Waah. Eu vou postar outra fic como continuação sobre a vida do Eric segundo o ponto de vista dele e vamos ver como se desenrola, então é isso, espero que gostem <3


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