História Like A Cat (NamJin) - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Palavras 2.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ps.: Yang Mi na capa.
Boa leitura ❤

Capítulo 14 - Despedir-me, lembrar-me, amar-lhe.


Fanfic / Fanfiction Like A Cat (NamJin) - Capítulo 14 - Despedir-me, lembrar-me, amar-lhe.

Centenas, milhares de pessoas nascem e morrem todos dias. Para o mundo, é como se as que nascessem tampassem o buraco existencial daquele que se foi. Para os próximos dos mortos, nada, nem ninguém será capaz de sequer pensar em substituí-lo. É algo bastante complexo se não fou fielmente analisado, mas enquanto a marcha fúnebre tocava eu podia perfeitamente concluir tal pensamento. Mesmo com os murmúrios de tristeza das pessoas ali presentes, eu podia pensar com clareza.

Para o mundo, Yang Mi foi apenas mais uma parte de uma estatística, que agora seguia o seu curso para entrar anonimamente nas pesquisas sobre mortes ao redor do mundo. Para mim e para os outros que conviveram com ela, aquela era uma perda irreparável. Sequer pude chorar ao saber tão repentinamente da sua morte, mas onde quer que ela estivesse, Yang Mi sabia do meu sofrimento.

Glioblastoma multiforme era o nome da doença que arrancou a mulher da própria vida, tendo a mesma apenas vinte e seis anos. Um tumor cerebral, para ser mais exato. Quem imaginaria que a pessoa com quem a mãe de Taehyung havia trocado os exames era Yang Mi? Bom, é sempre assim. Tantas pessoas desconhecidas morrem ao nosso redor que nunca nos preparamos quando uma conhecida parte.

Justamente o tipo mais grave de tumor cerebral... Yang Mi ainda viveu demais depois da descoberta do tumor, já que tinha o tipo mais letal e agressivo do mesmo. Mas ainda assim, por quê? Essa era a pergunta que todos faziam quando um conhecido morria, e eu não a entendia tão bem quando meus pais morreram, mas naquele instante eu pude entender. Por que ela? Uma mulher tão bela e jovem, cheia de vitalidade e dona de uma grande jovialidade. Por quê?

A mulher pálida e inchada no caixão não era Yang Mi. Não podia ser. Mesmo que o rosto ainda parecesse com o da mulher com a qual dividi momentos memoráveis da minha vida, aquela não poderia ser ela. O lado esquerdo do rosto um tanto quanto arroxeado, como se tivesse sido espancada. Era o tumor, que mesmo após tê-la matado, se espalhava, e por falta de células vivas, manchava metade do rosto belo, mesmo que inchado, de Yang Mi. Degenerando-a e se generalizando, como uma praga.

Jin, Suga e Sana estava ali comigo, já que os outros não a conheceram. O meu gatinho vinha grudado á mim, enquanto seguíamos as poucas pessoas atrás daqueles que levavam o caixão onde estava o corpo inerte de Yang Mi, sendo levado para o cemitério. Sana era amiga de anos da chinesa, e mesmo que tentasse se segurar ao lado de Yoongi, ainda derrubava várias e várias lágrimas.

Jin me acompanhava em silêncio, vez ou outra encostava o rosto em meu braço direito. Algumas pessoas nos olhavam feio, já que por sermos dois homens, era "estranho" andarmos tão próximos um do outro, mas o híbrido por sorte estava alheio aos olhares maldosos. Ao chegarmos ao cemitério, paramos para que o padre começasse o discurso e uma oração pela alma de Yang Mi, o que foi bastante rápido, e logo, arrumavam o caixão dentro da cova e jogavam a terra por cima, enquanto nós jogávamos flores em cima.

Assim que aquilo acabara, fomos para casa envoltos por um silêncio totalmente desconfortável, mas nenhum de nós se sentia bem para falar algo. Não teria como falar sobre algo feliz, pois qualquer coisa naquele momento parecia triste. E que resposta daríamos para qualquer que seja o assunto? Confortável ou não, o silêncio era a melhor coisa naquele momento.

Ainda assim, estava preocupado com os sentimentos de Jin ali. Era a sua ex-esposa, afinal. Não conversaria com ele sobre tal diante de Yoongi e Sana, não por antipatia, mas porquê era melhor não colocar o dedo na ferida naquele momento. Era melhor que esperássemos ao menos um pouco do desconforto passar. 

No caminho para casa, recebi uma mensagem de Taehyung, dizendo que queria conversar mais tarde e que era importante. Era estranho Tae ter ficado entristecido pela morte de Yang Mi já que o mesmo sequer a conhecia, mas era considerável, já que era a mulher com quem sua mãe havia feito a confusão com os exames.

Yoongi deixou Jin e eu em nossa casa e rumou para a casa de Sana, dizendo que iria passar um tempo com ela e voltaria apenas na manhã do dia seguinte para a própria casa. Meu pequeno e eu descemos ainda em silêncio do carro e também em silêncio, entramos em casa. Num sobressalto, Jin se agarrou á mim com força e apertou as minhas costas com as mãos pequenas, podendo agora mover as orelhinhas negras, que se debatiam abruptamente, assim como a sua cauda.

O menor soltava gemidos baixinhos e dava curtos murmúrios, seguidos de soluços. Circulei os meus braços em torno do corpo pequeno de Jin e acabei por descer as mãos em sua cintura fina e bem desenhada, levantando-o e colocando-o em meus braços. "Jin hyung... vai ficar tudo bem, tá?" Falo e ele assente fracamente, com a cabeça na curva do meu pescoço e com os braços em torno do mesmo.

"Vai mesmo?" O pequeno me olha com um semblante que rasga o meu coração como papel, em milhares de pedacinhos. "N-Nam, isso foi tão repentino... vimos ela semana passada, ela estava bem!" Diz indignado e encosta novamente o rosto na curva do meu pescoço, enquanto eu pensava em palavras que pudessem confortá-lo ao menos um pouco.

"Jinnie, tumores são dolorosos, ainda mais um do tipo do que fez Yang Mi adoecer. E se ela já estivesse sofrendo a muito tempo? Talvez, só talvez, a morte esteja sendo um alívio para ela. Talvez ela quisesse morrer, talvez ela gritasse silenciosamente para que a sua dor passasse." Falo e ele me olha como se pensasse a respeito. "Vamos mudar de assunto um pouquinho, sim? Eu quero fazer algo pra te distrair. O que quer?"

Jin pensa bem sobre o assunto e torce um pouco os lábios, abrindo um sorrisinho bem leve em seguida. "C-Canta pra mim, Namjoonnie?" O menor pede e eu então me lembro de uma das poucas músicas que escrevi, fechando os olhos para tentar me lembrar de ao menos um pedaço da música. Nunca havia cantado em "particular" para ninguém, mas era o meu Jin quem estava pedindo, com os olhinhos brilhantes e tristes. Olhando dentro dos seus olhos e caminhando com ele pela casa, comecei a cantar.


Mueoseur wihaeseo
Saraganeunji
Alji mothaesseotji
Haengbogeul wihaeseo
Saragandaneunde
Geuge daeche mwonji
Ar sudo borsudo eoptneun geotdeuri
Sesangen neomudo manheun geos gata
Sigani gamyeon alge doendadeon
Eoreundeurui mar ttawi deulliji anha

Haengbokhaja haengbokhaja
Iben maeil dalgo sarado
Sasir nan ajikdo moreugesseo
Wae jakku oerowo

Lost in life
Lost in life
Lost in you
Lost in you

-

Jugeumeun neomu apa
Hyeonsireun neomu makmakhago
Naui uimineun eodie
Naui maeumeun eodie
I neolbeun ujue
Kkeuteopsi pyoryuhae
Kkeuteopsi pyoryuhae

Kkeuteopsi pyoryuhae
Kkeuteopsi pyoryuhae
Kkeuteopsi pyoryuhae
Kkeuteopsi pyoryuhae
Kkeuteopsi pyoryuhae
Kkeuteopsi pyoryuhae
Kkeuteopsi pyoryuhae



(Por que
Vivemos?
Não sabemos
Eles dizem que nós vivemos para encontrar a felicidade,
Mas o que é isso?
Há no mundo muitas coisas que não devemos ver ou saber
O tempo passa e percebemos que não ouvimos o que os adultos dizem

Vamos ser felizes, vamos ser felizes
Mesmo que vivamos com estes fardos
Francamente, eu ainda não sei por que eu me sinto constantemente sozinho

Perdido na vida
Perdido na vida
Perdido em você
Perdido em você

-

Onde está o meu significado? Onde está o meu coração?

Neste vasto universo, eu estou eternamente
À deriva
Eu estou eternamente
À deriva

Eu estou eternamente
À deriva
Eu estou eternamente
À deriva
Eu estou eternamente
À deriva
Eu estou eternamente
À deriva
Eu estou eternamente
À deriva
Eu estou eternamente
À deriva
Eu estou eternamente
À deriva)


Quando terminei de cantar, Jin adormeceu em meus braços, pacificamente. Sorri observando os lábios carnudos meio entreabertos e o levei para o nosso quarto, despindo-o e colocando um pijama de algodão em seu corpo para acomodá-lo na cama, fazendo o mesmo comigo em seguida. Abracei o corpo pequeno com uma certa força e adormeci, tendo como sonho uma lembrança, de uma das poucas noites que não tive um "programa" com Yang Mi.



(...)



Ringa linga li, ringa linga li. Ringa linga li, ringa linga li.

E o celular vibrava incessantemente sobre a escrivaninha de madeira. Jin por sorte ainda dormia, não queria que ele acordasse. O pequeno deveria estar se sentindo muito mal, precisava descansar. Peguei o iPhone e atendi a chamada sem sequer olhar quem era, ainda com nos olhos fechados.

"Hmm, alô?" Resmunguei, ao lado de Jin, pouco tempo depois que adormecemos. "Ah, oi Taetae." Falei me levantando e coçando os olhos com a outra mão. "O que tinha de importante para me falar? Por que não vem até aqui?"

"Oi Nam, minha mãe queria fazer sessão de filmes de terror comigo. Sabe o quanto ela adora filmes de terror, não é?" Tae diz e dá um riso anasalado. Ele parece meio tenso ainda assim. "E o que eu tenho pra falar... é sobre a Yang Mi."

"Hein?" Pergunto ainda meio atordoado pelo sono. "Você nem a conhecia, Tae. Ah! Já sei, quer me dar os pêsames." Falo e ouço um suspiro longo do outro lado da linha.

"Eu... Nam, sabe o dia que Jin hyung me entregou os exames na boate? Eu li o nome dos dois exames, o da omma e o de Yang Mi. Eu sabia que ela iria morrer, e não falei para vocês. Me desculpe." Tae diz e eu gelo da medula espinal até o cóccix. "Eu estava vendo todos vocês tão felizes, Jin e você... não queria atrapalhar aquela alegria. E depois que vocês foram embora, Hobi me contou que Jin havia entrado no cio. E bom, se eu tivesse falado sobre Yang Mi, você provavelmente sequer conseguiria passar o cio com Jin tranquilamente."

"Taehyung..." Respiro fundo e abro um sorriso contido. "Você é um garoto incrível, por ter se preocupado com a felicidade minha e de Jin. Obrigado Tae. Sabe que é como um filho para mim. Eu amo você, V."

"Aigoo, você virou um mariquinhas depois que o Jin passou a morar aí!" Tae diz do outro lado e eu rio anasalado. "Isso é excelente. Eu te amo, hyung. Deveria chamá-lo de appa?"

"Só se chamar o Jin de omma." Falo e posso sentir o sorriso quadrado de Taehyung se abrir. "Mas não sei se ele vai aprovar a ideia..."

"Qualquer dia desses, vou chamar Jinnie de omma então. Hyung, minha omma de verdade está implorando para que eu volte até a sala para assistir O Exorcismo de Molly Hartley, então... eu já vou indo. Fique bem."

"Você também, Tae. Boa noite." Falo e desligo, bloqueando o celular em seguida. Preparo algo para mim e para Jin e me dirijo até o quarto, parando na porta ao ouvir o pequeno falando no telefone, provavelmente com Momo.

"Não Hirai, ela está morta... sim, era minha esposa, mas havíamos assinado os papéis do divórcio á uns dois meses e meio... sim... como descobri ela? Ah, isso é complicado..." Ouvi isso e mais algumas coisas que não pude identificar, deveria estar contando sobre a maneira que descobriu ser casado com Yang Mi. "O problema não é só ela ter morrido, Mo... o problema é que eu me lembro..." Diz e eu encosto mais o ouvido na porta. Sei que isso que fiz é totalmente anti-ético, mas a curiosidade era maior. Eu precisava saber o que Jin ia dizer sobre Yang Mi. Ouvi alguns soluços e deduzi que agora  o pequeno chorava. "Quando Monnie disse que ela havia morrido, eu comecei a me lembrar... eu me lembro da minha época de casado com Yang Mi, eu me lembro da cerimônia, me lembro do casamento, da nossa lua de mel... eu me lembro de tudo, e isso está me destruindo por dentro! Ela está morta agora... dói tanto, Momo..."

Ah, Seokjin...

Derrubei imediatamente as vasilhas e os hashis, fazendo uma lambança de comida no chão. Em seguida, só vi a porta do quarto ser abruptamente aberta. Jin me encarou assustado e olhou a comida aos seus pés, olhando novamente para os meus olhos. "Você ouviu...?" O pequeno sussurrou e eu não consegui responder. Não pude. Na minha mente, Jin iria me abandonar. Mesmo que Yang Mi estivesse morrido, as lembranças haviam sido revividas, e provavelmente, o amor dele por ela também. "N-Nam." O pequeno desviou da poça de comida e se aproximou de mim, me fazendo dar um passo para trás.

Estava doendo em mim. Estava tudo se revirando, como se eu estivesse passando por uma lavagem geral. Minha visão estava turva e a minha garganta estava ressecada, só por imaginar Seokjin indo embora e dizendo que não me amava de verdade, já que havia se lembrado da vida com Yang Mi. O híbrido se aproximou novamente e eu me afastei novamente. "V-Você vai me deixar de novo, não é?"


Notas Finais


Mantenham
A
Calma

Música que o Nam canta: Drift (표류) - Rap Monster (é a que eu mais gosto da Mixtape dele 💕)

Até a próxima ♥


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