História Like A Cat (NamJin) - Capítulo 17


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Palavras 2.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Lee Joo-Heon tem uma beleza que precisa ser estudada

Capítulo 17 - A carta de Yang Mi


Fanfic / Fanfiction Like A Cat (NamJin) - Capítulo 17 - A carta de Yang Mi

"Querido Kim Seokjin,


Eu não sei quando você lerá essa carta, mas provavelmente eu já terei partido. Digo isso pois, agora que não somos mais marido e mulher, não tenho tanta coragem de procurá-lo e entregar essa carta/testamento à você. Tenho pouco tempo restante, e a cada dia que passa, peço cada vez mais pela morte.

Sabe, Jin, tumores são quase como uma punição. Eles se alimentam das suas forças, sugam sua energia, te enfraquecem e ainda crescem em você como se dissessem: "Olhe, eu estou aqui, e você não pode fazer nada.". No caso, eu até poderia fazer algo com o meu tumor, mas decidi que não. 

Pois para mim, a decisão divina é algo incontestável. Se Ele quis me fazer passsar por essa provação, não vejo mal algum em acolher de braços abertos o meu destino. Não sei se você se recorda das suas crenças, já que perdeu a memória, mas você era um homem bastante religioso, então não vejo problema algum em mencionar Deus aqui. Espero não ofendê-lo com minhas palavras.

Ás vezes, quando consigo dormir sem precisar de morfina, acabo tendo sonhos com o nosso passado. Quando você trabalhava comigo até tarde na empresa que nossos pais construíram, e voltávamos cansados para casa, tomávamos banho juntos e deixávamos o cansaço nos dominar, caindo nus mesmo na cama. Gostaria que você se lembrasse disso um dia, para que pudéssemos rir de cada uma dessas situações, mas a realidade é que "um dia" eu já não estarei mais aqui.

Todos os dias eu sinto como se a minha cabeça fosse se repartir. Minha visão embaça com frequência, tenho delírios e acabo agindo várias vezes como uma demente. Acredita que esses dias tive que ser amarrada? Isso é tão estranho, é engraçado, aigoo. Eu tentei matar o meu mordomo! Quando foi que imaginei que iria fazer isso um dia? Claro, o tumor está dominando minhas ações, mas ainda assim... você, lá no fundo, sabe que eu nunca me deixei ser controlada por ninguém, e de repente, uma coisa dessas me pega de jeito e me derruba. Como numa luta de MMA, um lutador invicto acaba perdendo de nocaute para um cara baixinho e com uns quilos a menos. É bizarro.

Com toda essa minha "loucura" pós-câncer, decidi que era hora de me afastar de vez da empresa. Coloquei lá pessoas de confiança e deixei tudo pronto para quando eu morrer - mais uma vez, isso é tão estranho! -. No fim das contas, a empresa terá um único acionista principal: você. E então, você decide o que fazer com a mesma.

Vou deixar pra você também toda a nossa fortuna, além da casa e das outras terras que temos pela China e Japão. Afinal, é como se todo o dinheiro do mundo não valesse de nada, mas não precisa ser esperto pra saber disso, não é? Mesmo sendo "podre" de rica, logo estarei alheia a todas as nossas riquezas, afinal de contas, de nada adianta ter dinheiro se não se tem saúde.

Me sinto tão bipolar ás vezes! Jinnie, ás vezes eu sinto que gostaria muito de lutar pela minha vida. Acompanhar de longe a sua vida com Namjoon, me tratar e continuar a seguir minha jornada por sabe-se lá quantos anos. Mas no fim de tudo, eu percebo que desisti. Sei que pode não fazer tanto sentido, mas a verdade é que nada nessa vida faz sentido desde que eu perdi você.

Eu posso sentir sua felicidade á quilômetros. Ah, eu gostaria de dar um abraço forte em Namjoon, afinal o motivo de sua felicidade é ele. Eu torço muito para vocês dois, e eu tenho certeza que mesmo você tendo perdido a memória, seu amor por crianças continua firme. Eis aí outra coisa que eu adoraria ver: Você e Namjoon adotando uma criança. 

Eu queria ter te dado um filho ou uma filha, mas quando é que eu adivinharia que tenho uma falha nos ovários? Lembro-me quando descobrimos, no nosso segundo ano de casamento. Você gostaria tanto de ter um filho, e mesmo com diversas tentativas, nada dava certo, até que descobrimos o problema. Eu poderia ter entrado em depressão se não fosse você, Jin! Jamais me cansarei de agradecer isso, não o agradeço pessoalmente, mas mentalmente o faço e muito, mesmo que minha mente agora esteja muito afetada.

Oh, Jinnie, eu sinto muito por tudo. Sinto que deixei você me proteger demais e te deixei sem proteção alguma, perdoa-me. Mas tudo nessa vida tem um propósito, já que, se você não tivesse sido raptado, perdido a memória, se tornado um híbrido, conhecido Namjoon - que por uma incrível ironia do destino é meu conhecido também -, e assinado o nosso divórcio, estaria viúvo em pouco tempo.

Eu gostaria de ter feito mais por você. Foram seis anos e alguns meses de casamento, e mesmo com suas declarações quase diárias, eu me sentia uma esposa abaixo do seu nível. Não digo ruim, mas insuficiente. Você era como a orquídea mais bela e eu era como um cravo. Jin, sei que você não se lembra de nada, mas eu me lembro. Essa é uma das poucas coisas que eu ainda me lembro - sim, estou perdendo a memória. Não é incrível? - e uma das poucas coisas que mesmo sem esforço algum, jamais irei esquecer. Tumor nenhum irá tirar da minha cabeça nem do meu coração esse sentimento que jamais vai diminuir, mesmo não sendo recíproco. Gatinho, eu amo você.

Os momentos que tivemos serão poucas coisas que irão permanecer em minha mente, intactas, e em meu coração, indestrutíveis. Eu realmente espero que, ao ler essa carta, você se lembre ao menos de alguma coisa relativa á nós dois.

Acho melhor encerrar essa carta por aqui. Minha cabeça está começando a latejar, e logo, já nem enxergarei de tanta dor, tendo assim, que tomar as incontáveis doses de morfina. Fora que estou chorando agora, e eu odeio chorar. Me sinto ainda mais frágil do que já sou, sendo a mulher turrona que sou, não irei deixar que esse maldito tumor me deixe frágil, visto que sempre fui forte. E é isso.

Só não deixarei meu coração pra você porquê este já é seu á muitos anos. Adeus, Jinnie. Um dia nos encontraremos novamente. Dê um abraço bastante apertado em Namjoon, eu realmente adoro aquele garoto.



Com amor,

                                       Yang Mi."



Jin: on



A carta de Yang Mi estava agora no chão, enquanto eu tremia freneticamente e deixava as lágrimas fluírem. Dessa vez, eu não solucei, não gemi enquanto chorava nem fiz ruído algum. Eu apenas conseguia sorrir em meio ás lágrimas, agradecendo a todos os deuses por um dia, eu ter sido casado com aquela mulher e por estar com Namjoon agora.

Yang Mi usara as palavras da maneira mais bela o possível, mostrando claramente toda a sua sensibilidade, força e todos os outros sentimentos que tinha com todo aquele misto de coisas que tomava conta da mesma. Mesmo que eu não pudesse corresponder aquele amor, me sentia imensamente honrado por ser o alvo dele, e as palavras usadas pela chinesa na carta me fizeram sentir honrado por ter todo aquele amor da mulher.

Dobrei lentamente a carta, ainda com um sorriso no rosto e peguei o envelope, guardando o papel dentro do mesmo e colocando-o atrás do monte de roupas de Namjoon. Logo ele encontraria, pensei, e poderia ler e se emocionar como eu. Sequei o meu rosto e voltei a organizar as roupas, dobrando-as e guardando. Quando tudo estava arrumado e meus olhos estavam normais, fui até a cozinha e observei Namjoon lavar a última colher, a única que faltava para ser lavada.

Miei baixinho e o mesmo se virou, abrindo um sorriso lindo em seguida, enxaguando a colher e colocando-a na beira da pia, assim como todas as louças, que estavam esperando para serem secas e guardadas em seus devidos lugares. "Oi, gatinho." Disse o maior e veio até mim. Quando Namjoon se aproximou, levantei os pés para ficar do seu tamanho e enlacei o seu pescoço com meus braços, encaixando meu rosto na curva do seu pescoço.

"Eu amo você, Nammie-ah." Sussurrei e senti o corpo de Namjoon retesar, surpreso, mas logo o maior enlaçou minha cintura e me suspendeu, fazendo-me facilmente enroscar as pernas em sua cintura. Meu peso era quase nada para ele. Senti seus braços me apertarem mais e sorri, apertando-o igualmente contra mim.

"Eu também amo você, Jinnie."




Jin: off




Depois da declaração inesperada de Jin, o menor secou a louça e guardou a mesma, vindo até a sala em seguida e se sentando ao meu lado. "Você gostou de Junmyeon?" Perguntei e os olhinhos amarelos do híbrido ficaram brilhantes. "Ele te achou uma fofura." Falo.

"Sim, eu gostei dele. Quando eles vêm para cá de novo?" Jin pergunta e deita em meu colo, erguendo as orelhinhas como quem pede carinno. Desci a mão no meio do seu tórax até o seu umbigo, e ri quando ele encolheu os braços e as pernas, ronronando alto.

"Não sei, Suho é enfermeiro, então ele trabalha bastante. Mas eu chamei Momo e Jooheon para virem até aqui amanhã, o que acha?" Pergunto e o menor fecha os olhos, apreciando as carícias e entreabrindo a boca, mostrando as presinhas.

"Eu vou adorar a visita! Ah... sabe... Yixing gosta de Junmyeon, e ele ouviu quase toda a conversa que você e seu primo tiveram." Diz e eu arregalo os olhos. "Parece que poderemos ajudar o casal, igual eu sei que você ajudou Jooheon em relação á Momo." Jin diz ainda ronronando e eu retiro a mão da sua barriga, levando-a para as suas orelhas.

"Então Lay quer Suho? Hmmm... Eu posso dizer isso para o meu primo de forma explícita ou implícita. O que acha?" Pergunto-lhe e Jin parece ficar pensativo por um instante.

"Implícito daria mais emoção, mas demoraria... então acho que é melhor já falar na lata." Diz e eu imediatamente pego o meu celular, fazendo o híbrido rir, cúmplice.



*conversa on



[Você salvou Primo Ingrato como Mona]


Você: suhinho

Você: quirida

Você: mona

Você: viada

Mona: ai cu, o que você quer

Mona: acabei de limpar uma canela

Mona: tipo, o osso mesmo

Mona: saiu todos os músculos da canela do cara, tá uma beleza

Mona: vou pegar o táxi agora

Você: pera, você saiu daqui com o Yixing a umas quatro horas no máximo

Mona: [mensagem de voz]

"Filho, eu não sou formado mas faço residência, se me chamarem no hospital eu tenho que ir. E assim que cheguei em casa, me ligaram falando que teve um acidente na casa do caralho perto da divisa do vale dos héteros e eu fui lá ver os pacientes. Acabei de sair de lá."

Você: tá

Você: whatever, sabe o Japa lá na sua casa?

Mona: na minha casa tem um chinês

Você: oh, foi um acidente de pescoço

Você: percurso*

Mona: kkkkkkjjjjjjjjkk ta

Você: então, o CHINÊS na sua casa tá louquinho por você

Mona: que

Você: ijo

Você: o Jin me contou isso

Mona: pELO ÚLTIMO NÓDULO DA VARINHA DE ALVO DUMBLEDORE, ISSO É SÉRIO???@?

Você: deixa o Dumbledore saber disso

Você: e sim é sério

Mona: ai dels... fala pro jin que eu amo ele forevermente

Você: tá, agora vai agarrar o boy miga

Mona: adoro.



*conversa off



"E então?" Jin pergunta ao ver minha expressão de animação e eu sorrio abertamente pra ele.

"Acho que em breve, mais um desencalha!"




(...)




~no dia seguinte...




"Namjoon-hyung!" Momo pula em meu colo e me dá um abraço forte, e eu obviamente retribuo. "Tudo bem com você?"

"Oh sim, eu vou bem. E você, mocinha?" Pergunto e a coloco no chão, acariciando suas orelhinhas brancas.

"Eu estou bem também..." Diz e fica grudada em Jooheon, que aperta a minha mão e abre um sorriso. "Onde está Jin-hyung?" Pergunta e olha para os lados, logo sorrindo ao ver Jin no sofá, correndo em seguida até ele.

"E então, tudo bem?" Pergunto para o ruivo, referindo-me a Momo, arrastando-o até a cozinha e puxando uma cadeira para que o mesmo se sentasse. "Quer comer algo?"

"Não, não, obrigado." Diz e balança a mão direita. "E sim, está tudo bem. Mas... bom, será que eu tenho algum problema cardíaco?" Jooheon pergunta e eu levanto uma sombrancelha. "Digo... meu peito dói quando estou com ela."

"Ah... garanto que é cardíaco, mas não é um problema." Falo e ele sorri abertamente, olhando para as próprias mãos em seguida.

"Ela está tão estranha..." Jooheon diz e eu me inclino para frente, empenhado em saber mais. "Pede carinho com frequência, anda agitada, manhosa..."

"Ué, o que será que..." Penso e logo arregalo os olhos. "A-Ah, meu G-Dragon..."

"O quê? O quê há, Namjoon?" Jooheon pergunta e quando vou respondê-lo, um miado alto chama a minha atenção.

"NAM!" Jin grita e rosna em seguida. Jooheon e eu corremos até a sala e vemos o meu pequeno mordendo a própria mão com força, com a mão na frente do colo e com os olhos muito amarelos. "O cheiro dela... está me enlouquecendo! Eu não quero trair você, tire ela daqui AGORA!"



Notas Finais




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