História Like a Hurricane - Capítulo 2


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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Erza Scarlet, Gray Fullbuster, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel
Tags Colegial, Gale, Gruvia, Lucy, Nalu, Natsu, Romance
Exibições 47
Palavras 1.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Natsu Dragneel


Fanfic / Fanfiction Like a Hurricane - Capítulo 2 - Natsu Dragneel

A loira bufou exasperada.

Que droga de dia havia sido aquele?

Mesmo que não quisesse admitir, tinha uma leve esperança de que o desconhecido estaria na sua sala, por isso, às pressas, pediu a permissão por escrito de Mavis e praticamente voou de volta para a classe.
Claro que a pontada de decepção foi sentida, mas ignorada.

Ele não estava lá.

E pelo resto do dia Lucy não o viu, mas teve que aguentar Aquarius lhe sugando toda a paciência que tinha. Agora, chegando em casa e jogando a mochila em qualquer canto do quarto enquanto se despia, ela parou para analisar o que não deu atenção quando o viu: ele estava sem o uniforme padrão, branco e vermelho; nenhuma mochila à vista e não aparentava estar indo em direção às salas. Era óbvio que não iria estudar naquele dia! Sentiu-se tão estúpida por ter corrido para encontrá-lo. Que besteira aquilo estava sendo. Iria o quê, perseguir o garoto? Ele nem ligou pra si!

Claro que ela também não esperava que ele o fizesse... Mas, ainda assim...

Suspirou.

Dirigiu-se ao banheiro, precisava de um banho quente para relaxar os ombros tensos.

Mergulhou na deliciosa água, sentindo todo o estresse do dia evaporar. Pousou a cabeça na beirada da banheira e fechou os olhos. Contra sua vontade, seus pensamentos se dirigiram para o garoto de cabelos de cerejeira. Não conseguia tira-lo da mente, os pensamentos sempre regressando para seu corpo, seu rosto e, principalmente, seus olhos. Além da aparência, tinha algo que investigava a sua curiosidade.

Odiava aquilo, considerava como seu maior defeito. Estava se sentindo obsessiva e nem fazia 24 horas que o vira pela primeira vez!

Mas queria tanto saber seu nome... ao menos isso.

Suspirou.

Aquilo não a levaria em lugar nenhum. O melhor era esquecê-lo e ponto final.

Começou a se ensaboar. Os dedos com o líquido transparente percorrendo a pele pálida dos braços, lembrando o quanto o tom dourado da pele do garoto contrastava com o seu. Socou a água com força. Não era possível que só conseguiria pensar nele o resto do dia!

Terminou o banho o mais rápido possível, saindo para o quarto logo após.

Seu celular tocou no exato momento em que enrolava uma toalha nos cabelos ensopados, ainda com outra apenas cobrindo seu coro. Olhou para a tela, não se surpreendendo quando viu o nome de Levy. Ela sempre lhe ligava.

Atendeu. — Oi, Levy. Tudo bem?

— Lucy! O que houve contigo hoje? — Foi completamente direta, como sempre.

Levy McGarden, pequena fofa, de cabelos azulados curtos e olhos castanhos mel, era sempre assim, desde que a conhecera quando criança; tão curiosa quanto à própria, mas sempre mais corajosa que ela. E cheia de uma força que Lucy amava e temia. Ás vezes a baixinha podia ser assustadora!

Riu.

— Não houve nada, Levy. — Afirmou, mais segura do que o esperado. — Por que acha que aconteceu algo?
Pode ouvir o bufo exasperado do outro lado da linha.

— Acha mesmo que mesmo que vou acreditar nisso? Você ficou aérea o dia todo!

Aquilo era verdade, não tinha como negar.

Droga, não queria ter que lhe relatar o vergonhoso encontro com o garoto desconhecido.

Suspirou. Estava suspirando demais naquele dia...

— Olha, vamos fazer assim: amanhã, quando estivermos na escola, te conto o que "aconteceu", ok? — Pensaria em uma forma de contar tudo sem parecer ter sido tão estúpida quanto acha que havia sido.

— Mas Lu, eu quero saber agora! — O tom infantil em um choramingo contrariado, fez Lucy rir.

Apesar também possuir 16, Levy às vezes se comportava como se tivesse 6. Em alguns momentos, como aquele, era algo engraçado, em outros, irritante. Porque assim a azulada sempre conseguia o que queria dela.

Mas dessa vez a loira não podia ceder.

— Lamento, mas vai ter que aguentar até amanhã, Levy. — riu novamente.

— Lu-chan, você é tão má! — O tom infantil ainda presente. — Mas vai ter que me contar amanhã com detalhes e, pode ter certeza, vou arrancar tudo de você. — A menor alertou.

E ela sabia que se a outra realmente quisesse, arrancaria qualquer coisa dela.

— Ok, até amanhã. Preciso ir jantar agora, estou faminta.

Quando recebeu um "até" em resposta encerrou a chamada. Jogou-se na cama e fechou os olhos.

O interrogatório seria complicado amanhã.

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— Ok, pode começar a falar. Desenbucha tudo!

Levy, Erza, Juvia e Lissana cercavam a mesa de Lucy. Todas confusas, menos a mais baixa e a loira.

— O que tá acontecendo? — Erza Scarlate indagou.

Lucy sempre achou a ruiva linda e fofa. Com longos cabelos escarlates incandescentes, seios fartos, olhos castanhos e lábios rosados, a garota era o sonho de qualquer garoto dali. Porém, seus olhos eram voltados apenas ao amor da sua vida, com o qual namorava à um ano, Jellal Fernandez.

— Pelo o que eu entendi, isso tem haver com o fato da Lucy ter estado estranha ontem, não é? — Lissana Strauss, irmã mais nova de Mira e tão bonita quanto, falou mais como uma indagação. Confusão estampada em seus olhos cor de mar.

— A Lucy estava estranha ontem? — Dessa vez foi Juvia Lockser quem se pronunciou, surpresa.

Cabelos tão azuis quanto os de Levy e corpo tão tentador quanto o de Erza, Juvia também era linda. Assim como a ruiva, ela também estudava no terceiro ano, portanto, em uma classe diferente de Lucy, Lissana e Levy.

Lucy respirou fundo, a vergonha a dominando antes mesmo de abrir a boca.

— Sim, ela estava. E hoje irá nos contar o porquê disso. — McGarden encarou profundamente os olhos chocolates da loira — É por isso que trouxe vocês aqui. — Falou para as outras.

— Meninas, não aconteceu nada demais —  mentiu. Ele, com certeza, era algo demais.

— Lucy, você tá corada. — rebateu.

— Ok, tudo bem — falou derrotada — Ontem eu vi o aluno novo.

— Quê?! — As quatro falaram mais alto do que deveriam, o que despertou a atenção dos alunos que já haviam chegado na sala.

— Shhh! — A Heartphilia estava agora rubra. — Vocês querem ficar quietas, por favor!

— Como assim "aluno novo" Lucy? — Novamente indagaram em coro

— Ele veio aqui ontem. O encontrei na diretoria.

— E como ele é?

Todas se aproximaram para ouvir a resposta.

A loira continuava corada. Bufou.

— Será que dá para vocês pararem de falar em conjunto? É assustador.

— Fala logo, Lucy!

— Tá. Ele é muito, muito bonito — Disse de uma vez.

As meninas lhe lançaram olhares maliciosos. Mas antes que qualquer uma falasse algo, a porta foi a aberta e o professor Taurus atravessou-a.

— Bom dia, alunos. Queiram se sentar, por favor.

Erza e Juvia saíram, mas não sem antes dizer que queria detalhes sobre o encontro com o novato. As outras foram cada um para o seu lugar. Lucy na segunda cadeira da terceira fileira, atrás de Levy e com Lissana respectivamente atrás de si.

Suspirou e agradeceu mentalmente ao professor por ter salvado sua pele. Achava que iria explodir de tanta vergonha!

Taurus limpou o quadro e virou-se para frente.

— Tenho um comunicado importante pra vocês. — Disse, provocando vários burburinhos de adivinhações. — Há alguém a quem devo apresentá-los. — Se virou em direção à porta — Por favor, entre.

Lucy sentiu o ar escapar de seus pulmões e o coração acelerar.

Lá estava ele.

Tão maravilhosamente lindo quanto antes. Os cabelos ainda perdidos naquela confusão charmosa, os olhos negros ainda sem expressar qualquer resquício de emoções. A postura totalmente relaxada, como se ele não fosse o ser que era analisado por quase trinta pessoas naquele momento. Desta vez ele estava de uniforme e cachecol quadriculado no pescoço, as mãos nos bolsos e a mesma expressão séria de antes. Ele parou em frente à turma e olhou a todos presentes ali.

As meninas, completamente coradas e algumas com sorrisinhos maliciosos para o novato. Os meninos, face fechada, talvez por inveja do sucesso do rapaz com as garotas. Mas o rosado parecia completamente alheio aquilo.

Seus olhos pararam na loira e, como antes, Lucy sentiu-se nua com aquelas orbes negras lhe fitando. Sua alma, completamente despida. Ele parecia lhe olhar com atenção, como se a reconhece-se de antes.

Novamente o contato foi quebrado por alguém, dessa vez o professor, e Lucy pôde absorver o ar pelo qual seus pulmões clamavam.

— Queira fazer a gentileza se apresentar Sr. Dragneel.

Os olhos do garoto voltaram para os delas.

Que merda! Era impossível pensar direito com ele lhe encarando.

— Meu nome é Natsu Dragneel e sou o novo aluno transferido. — Sua voz, aquela combinação rouca e suave, preencheu seus ouvidos.

Ela sorriu minimamente. Finalmente sabia o seu nome.

Uma aluna, aquelas típicas populares, levantou a mão.

— Nos conte mais sobre você! Tem namorada? — O sorriso em sua face era totalmente malicioso. Ela com certeza torcia para que ele não possuísse uma.

Mas Lucy não ligou, o contato visual ainda presente fazia seu coração acelerar. Por que ele causava aquele efeito em si?

Ele, felizmente ou não, desviou as orbes intensas para a garota.

— Não quero falar nada e, até onde sei, isso não lhe diz respeito.

A sala explodiu em gargalhadas quando a menina se encolheu no lugar.



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