História Like a Rolling Stone - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias As Crônicas de Nárnia
Personagens Caspian X, Susana Pevensie
Tags Caspian X, Drama, Nárnia, Romance, Susana Pevensie
Exibições 57
Palavras 2.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, me perdoem pelo tempo que eu passei sem postar, é que é reta final de ensino médio, tem enem, vestibular E EU PRECISO PASSAR EM PSICOLOGIA SOCORRROOOOOOOOOOOOOO
enfim, estou meio sem tempo para a fic, mas quando passar a fase de enem e vestibular eu PROMETO que irei postar mais, pfvr não desistam de mim nem da história!
Bem, esse capítulo É muito especial, tem muito tapa na cara da Su! hihihihih
divirtam-se!

Capítulo 9 - Ironias do destino


Ben não conseguia dizer sequer uma palavra, estava em choque, mais do que chocado ele estava apavorado com a possibilidade de perder Susana, mesmo que eles não tivessem nem sequer uma amizade, ainda sim ele a amava.
Então ele começou a lembrar da profunda tristeza que havia em seus olhos, ela estava sofrendo. Perdeu toda sua família, Susana estava tão sozinha... desprotegida.
Ben sentiu uma enorme compaixão por ela, apesar de ela tê-lo tratado tão mal mais cedo, mas agora ele sabia o motivo disso tudo, Susana estava completamente desesperada, seu sofrimento causado por suas palavras não tinha a menor importância agora. Ben mal conseguia conter suas lágrimas, recusava a derramá-las.
“Eu não posso chorar ainda, não vou chorar, ela está viva e vai continuar viva. POR ASLAM, ELA PRECISA VIVER!” —  Ben nem se dera conta do nome que havia evocado em sua mente.


“Susana sentia como se estivesse flutuando ora vagarosamente, ora em uma velocidade alucinante, o medo do desconhecido a impediu de abrir os olhos, somente quando seu corpo parou de acelerar e seus pés tocaram em uma superfície agradável ela abriu os olhos.
Percebeu que ali a grama era mais verdes, flores mais coloridas, o céu mais azul, até o canto dos pássaros parecia mais limpo e bonito. Susana estava maravilhada com a paisagem até que uma voz suave, adorável e bastante amada invadiu os seus ouvidos.
— Susana? — o coração de Susana parou naquele instante seus olhos se encheram de lágrimas ao ver sua irmã mais nova atrás dela, Lúcia parecia ainda mais bela, parecia um anjo.
— Lúcia... Lúcia, minha irmã! —  Susana correu em direção a Lúcia e as duas deram um enorme abraço.
— Lúcia, eu estou tão feliz em vê-la!
— Eu também estou feliz em vê-la minha irmã, estava com tanta saudade! — disse Lúcia, trocando a sua expressão facial por uma séria e fitou Susana com um olhar quase reprovador.—Mas preferia que não fosse assim...
—O que quer dizer, Lu? Eu estou aqui com você, não estou? Então tudo valeu a pena.
—Su, o que você fez não poderia valer a pena nunca.
Susana estava perplexa, como assim Lúcia não está feliz em vê-la?
— Minha irmã, o que você fez não foi um ato de coragem, muito pelo contrário. O suicídio é a prova máxima de covardia, ele não acaba com o sofrimento, muito pelo contrário, ele prolonga todo o sofrimento e aumenta a dor, minha irmã, a vida continua e a vida aqui é o reflexo de nossas atitudes na terra ou em Nárnia. Você está prestes a mergulhar em um sofrimento ainda pior, o sofrimento daquele que vai contra as leis da magia profunda e abdicam de sua vida.
— Mas... eu não estou morta então?
— Não, é só por isso que está aqui... Ai Su, se você tivesse conseguido estaria em um lugar horrível, provavelmente no País de Tash. Su,  o suicídio não ameniza o sofrimento, piora por tempo indeterminado.

Susana estava perplexa, como ela conseguiu ser tão inconsequente dessa maneira? Seus olhos encararam os de Lúcia, refletindo todo medo que sentia... o que aconteceria com ela agora?
 — Que lugar é esse exatamente?
—Aqui é o País de Aslam.
—Se você está aqui... Então Pedro e Edmundo também estão?
— Não só eles, aqui estão também o papai, a mamãe, o professor Kirke, a senhorita Pollu, Eustáquio, Jill...
Lágrimas rolavam pelo rosto de Susana.
—Eu posso vê-los também?
—Infelizmente não, apenas eu tive a permissão de Aslam para conversar com você...
— Eu entendo...
— Temos tanto o que conversar, minha irmã...”

Ao chegarem ao hospital, John, Mary Elizabeth e Ben foram acompanhados por uma enfermeira até a sala de espera, aonde aguardaram pelo que parecia ser uma eternidade.
— Ben, você está bem?
— Me diz que isso é um pesadelo, John.
— Infelizmente não é...
— Ben, você tem que ser forte, a Susana está lutando, ela vai viver. — falou Mary Elizabeth
— Eu não posso perde-la, não posso.
John compadeceu-se do amigo, não tinha fé que Susana poderia escapar daquilo, mas mostrou todo apoio ao amigo.
Depois de longos minutos o médico responsável pelo caso de Susana chegou a sala de espera, os três jovens se levantaram.
— Como ela está doutor? Podemos vê-la? — Perguntou Mary Elizabeth
— Não é prudente vê-la agora, ela está recebendo todos os cuidados possíveis, continua inconsciente, mas conseguimos parar a hemorragia, mas infelizmente ela continua muito mal, perdeu muito sangue.
A notícia abalou os três jovens, principalmente a Ben.
— Mas devo agradecer à senhorita por ela ainda estar viva, se tivesse demorado um pouco mais para ela ser encontrada, infelizmente teria sido tarde demais. Também ajudou o fato dela ter cortado os pulsos da forma “errada” se assim pode-se dizer, mas ainda sim a condição dela é grave...
— E não há nada que se possa fazer?— Perguntou John.
— Ela precisa de uma transfusão sanguínea urgente, mas infelizmente o sangue dela é de um tipo raro e não temos no nosso estoque, aliás ela não tem parentes? Irmãos?
— Não doutor, ela é órfã e não tem irmãos. — disse Mary Elizabeth, seus olhos se enchiam de lágrimas.
— Já iniciamos uma busca por um doador, mas você sabem, o Sangue O negativo é um sangue muito raro e...
Nesse momento o coração de Ben disparou, fazendo-o ofegar.
— O que... O que o senhor disse?
— Que o sangue O negativo é um sangue muito raro... a propósito, nenhum de vocês o tem?
— Eu tenho doutor, esse é o meu sangue!
— O que? — Todos os olhares se voltaram para Ben.
— Verdade, Ben? Você está falando sério? — perguntou Mary Elizabeth.
— Sim, meu sangue é O negativo.— disse Ben, sua voz estava trêmula e  seus lábios formavam um sorriso, que há muito tempo não formava.
— Rapaz, você está mesmo disposto?
— Sim, doutor pode ser agora?
— Isso é ótimo! Então me acompanhe, você irá  responder algumas perguntas e preencher alguns dados, se não houver nenhum fator que impeça, a doação será feita agora mesmo!
Ben mal conseguia conter sua emoção, ele repetia para sí mesmo o que ele mal conseguia acreditar...
“Meu sangue pode salvar Susana...Eu posso salvá-la! Não, EU VOU salvá-la!”
“ Susana e Lúcia estavam sentadas à sombra de uma macieira.
— Su, quando você vai perdoar Caspian?
— O que? Perdoar Caspian? Lúcia, como poderia perdoá-lo? Ele me traiu! Mentiu quando disse que me amava!
— Susana o Caspian nunca mentiu para você, muito menos te traiu.
— Como não? Ele se casou com outra, me jurou amor eterno e na primeira oportunidade se casou com outra.
— Susana Pevensie, dessa vez você irá me ouvir;  O que você precisa entender é que Caspian era o Rei de Nárnia e tinha obrigações como tal, ele precisava corresponder as expectativas de seu povo e deixar seu reino seguro, Nárnia precisava de um herdeiro para garantir a sua estabilidade e paz . Caspian se casou, gerou um herdeiro e foi sempre leal a sua esposa, mas o coração dele sempre foi seu, sempre... Por favor Susana, pare de culpa-lo, não seja uma criança egoísta como tem sido todos esses anos, o tempo do ódio  e do engano acabou. Caspian sofreu muito tendo que seguir em frente sem você, tendo que casar com outra pessoa tendo que garantir a segurança de Nárnia, quando o que ele mais queria era ter você como sua esposa, a vida não foi fácil para ele, assim como também não foi fácil para você.

Susana refletiu sobre as palavras de Lúcia, ela estava certa, Caspian era um Grande Rei e abraçou suas responsabilidades sendo um bom rei, bom esposo e bom pai, era o que ele precisava fazer, talvez ele tenha sofrido com isso muito mais do que ela sofreu, mas ela, ao contrário dele decidiu ser uma pessoa fútil, superficial, irresponsável, decidiu apagar tanto ele quanto Nárnia de sua mente, como ela fora tola...

— Como fui tola, Lu... se eu tivesse te escutado, escutado Pedro, Edmundo, nada disso teria acontecido, mas eu resolvi banir Nárnia e Caspian de minha mente, sem nem ao menos pensar em seu sofrimento, sem nem ao menos querer saber o porque dele ter se casado...
 — Su, todos nós cometemos erros, mas nunca é tarde para reconhece-los. No dia do acidente, lembra que Eustáquio e Jill queriam te contar sobre Nárnia?
— Lembro...
— Eles iriam contar a experiência que tiveram em Nárnia, eles conheceram o filho de Caspian, salvaram a vida de Rílian, viram Caspian em seus últimos momentos de vida e te trouxeram uma mensagem...
— Então, Caspian também está morto?
— Susana,  a morte não existe, é apenas a continuação de uma nova vida.
— Mas me diga, que mensagem?
— Duas pequenas cartas que Caspian escreveu para você, uma no dia de seu casamento e outra momentos antes de sua partida, ele as entregou para Eustáquio e Jill, para quando voltassem para nosso mundo, te dessem a mensagem para você saber que ele nunca te esqueceu, tome, aqui estão elas;
 Lúcia a entregou dos envelopes, um mais antigo e um mais novo, Susana abriu o mais antigo primeiro, se deparando com a bela caligrafia de Caspian.

                                     “ Hoje é o meu casamento, para muitos homens,
                                        é o dia mais especial de suas vidas, mas para mim,
                                        é o dia de maior sacrifício que faço pelo meu povo.
                                        Cresci vendo casamentos arranjados, para mim
                                        de certa forma era normal, mas nunca quis algo assim.
                                         Sempre fui um príncipe sonhador, o que despertava o ódio
                                         Que Miraz sentia por mim. Eu sempre acreditei no amor.
                                        Quando era criança e via todas aquelas festas deslumbrantes,
                                        Chegava a imaginar também como seria o meu casamento,
                                        Só sabia que ele seria por amor.
                                        Bem, Hoje é o grande dia.
                                        E irei me casar com alguém que não amo pelo meu povo,
                                        Irei gerar um herdeiro, garantir a estabilidade de Nárnia
                                        Serei um bom rei e um bom pai e  marido também.
                                        Mas meu amor, mesmo esperando outra no altar
                                        É você a quem eu sempre irei amar, você estará sempre na minha mente
                                        E no meu coração. Tenho fé que chegará um dia que iremos ficar juntos
                                       E poder viver nosso amor no País de Aslam, como sempre desejamos.
                                        Eu te amo, Susana Pevensie, eu te amo, Rainha Susana, a Gentil,
                                        Eu te amo, minha rainha.
                                        Meu coração será para sempre seu.
                                                                    Caspian X”


Lágrimas rolavam pelo rosto de Susana, ela não sabia o que dizer, o que pensar, não sabia o que estava sentindo, todos esses anos sendo injusta com Caspian, ele nunca a esqueceu, ao contrário dela. Lúcia a abraçava, confortando-a, então ela abriu o segundo envelope.




                                     “  Hoje, é o dia mais feliz de minha vida.
                                       Cumpri com todas as minhas responsabilidades como rei,
                                       como pai e esposo, Graças a Eustáquio e Jill, pude reencontrar
                                       meu único filho, eles salvaram a sua vida e consequentemente
                                       o futuro de Nárnia, minha gratidão será eterna.
                                       Estou prestes a encontrar com Aslam em seu País,
                                       E lá te esperar, para vivermos nossa eternidade,
                                      Estou velho, doente e cansado mas nunca esqueci de nossas promessas
                                      e juras de amor, nunca esqueci de sua pele de marfim, seus olhos
                                      enormes e brilhantes como duas safiras, seus cabelos castanhos...
                                      Nunca esqueci de você, minha rainha.
                                      Depois de uma vida inteira, meu amor por ti continua intacto
                                      Mas logos nos encontraremos e iremos por fim nessa saudade que
                                      dilacera todo o meu ser.
                                      Diga a Pedro, Edmundo e Lúcia que também nunca os esqueci, como             
                                      eu sempre disse; eles são os irmãos que eu não tenho.
                                      E depois de toda uma vida retorno a dizer, minha rainha:
                                      Meu coração foi, é e sempre será para sempre seu.
                                       Até logo!
                                                                       Caspian X.”

Susana soluçava, um turbilhão de sentimentos tomavam conta de sí.
— Minha irmã, você não pode voltar atrás e corrigir seus erros, mas pode começar agora e fazer um novo fim, perdoe Caspian, só assim você irá poder seguir em frente com o Ben.

— Não há do que perdoar Caspian, Lu, a errada e precipitada fui eu, ele que deveria me perdoar. Mas Lúcia, como sabe do Ben?
— Aslam é onisciente Su, ele me contou tudinho e permitiu que eu pudesse vir para colocar um pouco de juízo nessa sua cabecinha...— falou Lúcia dando um super abraço na irmã e limpando os resquícios de lágrimas que ainda tinham em seu rosto.
 — É tarde para o Ben e eu, Lú, depois da forma como o tratei, depois de ter sido tão cruel com ele... se ele tivesse algum interesse em mim, agora não tem mais, depois que eu mostrei ser uma pessoa estúpida e inconsequente...
— Bem, eu vejo ao contrário, o que ele sente por você é muito especial, dê uma chance ao Ben, eu diria até que ele que ele cruzaria mundos e daria seu sangue por você.— disse Lúcia com um sorriso nos lábios.
 

Susana queria perguntar o que ela queria dizer com aquilo, mas quando se deu conta a bela paisagem começou a se esvair em uma espécie de névoa, quando se deu conta Lúcia, e toda a paisagem havia desaparecido.”



 

 


Notas Finais


Gostaram? deixem os comentários pra eu saber se ainda estão vivos! ahaeueah
até o próximo ( que seja em breve, amém)
<3


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