História Like a Rolling Stone - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses, Metallica
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, James Hetfield, Jason Newsted, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Matt Sorum, Slash
Tags Guns N' Roses, Metallica
Exibições 69
Palavras 3.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Giiirls, muito obrigada do fundo do meu coração por ainda estarem acompanhando e tudo mais.
Comentem <3333333
Espero que gostem!!

Capítulo 18 - Mr. Brownstone


Fanfic / Fanfiction Like a Rolling Stone - Capítulo 18 - Mr. Brownstone

POV AURORA

11:00 am

Minha cabeça latejava, meus olhos estavam grudados e assim que tentei me mexer, me arrependi e um longo e arrastado gemido escapou de meus lábios, limpei minha face com dificuldade sentindo cada terminação nervoso de meu corpo propagar uma dor fina e puxada, abri minimamente os olhos conseguindo uma visão extremamente clara quase me cegando, os fechei novamente, respirei tentando recobrar as últimas horas e a única coisa que me lembrava era de bem...banheiro e Axl, o resto estava completamente apagado, fiz mais um esforço e minha mente continuava completamente apagada, e o desespero foi maior no momento que notei que minhas costas estavam numa superfície dura e gélida...o chão. Abri os olhos rapidamente, não me importando se machucaria a visão.

Alguém batia na porta e já parecia furioso, demorei alguns instantes para notar e reconhecer a voz rouca do outro lado.

- VAMOS AURORA, ABRE ESSA MERDA, SEI QUE ESTÁ AÍ – Axl esmurrava sem parar.

Voltei a deitar dando graças a algo divino por não ter terminado na cama com ele...já no banheiro...merda, Aurora, merda!

Um gemido rouco e o barulho de algo quebrando me assustou e levantei apressada, sentindo algo escorrer por minha barriga e adentrar em meu umbigo, quando abaixei o olhar, vi uma enorme quantidade de pó branco que havia acabado de se desfazer em fileiras e desciam pelo meu corpo, levei o dedo trêmulo o passando em minha barriga e coletando o pó branco, já sabia o que era, mas não queria confirmar, mas no momento que o coloquei na boca, o velho gosto de cocaína me tomou...Merda, Aurora!

Virei o suficiente e o terror foi maior quando vi Duff jogado ao meu lado sem um pingo de roupa e com uma garota apagada em cima de seu corpo, ele piscou em minha direção algumas vezes tomando consciência e projetou uma fala mas começou a tossir.

- Cala a boca – tampei seus lábios e Axl voltou a esmurrar a porta.

- O que esse louco quer essa hora?

-Você acha que eu sei? Não faço ideia nem de como vim parar nessa situação e com você.

Ele começou a gargalhar, fazendo a garota ir ao chão e continuar apagada, tampei sua boca de novo e ele recobrou a fôlego – Não foi só comigo não.

- O que quer diz...- olhei ao redor e encontrei Lars do meu outro lado agarrando uma garrafa nas mãos, tinha metade do rosto vomitado e cocaína na barriga e nos meus pés estava Slash completamente imóvel, somente de calça e com a cartola nas mãos – O que diabos aconteceu?

- Para...não vai me dizer que não lembra?

- Não vem me dizer que lembra.

- Mas é claro que lembro, minha querida, existe uma razão óbvia por eu só beber vodka, sem mistura, traga as lembranças com você – tinha a fala sarcástica e parecia não se importar nem um pouco com a situação.

- Nós...nós, tudo mundo...nós?

- Nós...o que, garota? Fala a palavra...trepamos, quer saber se fizemos uma suruba?

- Isso – tentei levantar mas o peso de meus pensamentos me derrubou novamente.

- Mas é claro que não.

- Deus! – levei a mão ao peito parecendo aliviada, mas logo fui cortada por mais murros na porta e por um Duff ainda risonho.

- Foi bem pior.

- O QUÊ?

- Senta e escuta, ou melhor, fica deitada mesmo.

(...)

12 HORAS ANTES

 Axl encarou-me por alguns instantes, me tornando incapaz de desviar e antes que a culpa me perseguisse abaixei minha saia e saí correndo dali.

- Me tira daqui- cheguei ao bar encontrando os outros três na mesma situação de mais cedo, ou seja, bêbados, e os puxei para fora do bar ainda com dificuldade a cada passo que dava – Vamos sair daqui, por favor, qualquer lugar, mas o mais longe, por favor – fitei a porta apreensiva com medo de que o ruivo saísse – VAMOS!

- O que diabos aconteceu ali? – Lars me virou em sua direção.

- Pois é, pensei que ele fosse te espancar, mas sem machucados –foi a vez de Duff.

- Foi bem pior que bater, bem pior – sentei na calçada agarrando os cabelos e fui sustentada, ao levantar os olhos encontrei a parte descoberta do rosto de Slash.

- Conheço o melhor lugar para fugitivos.

- Eu espero que não seja exilio em outro país – Lars sussurrou e nos empurrou para dentro do carro.

(...)

- Que porra de lugar é esse? – perguntei já tropeçando nos próprios pés devido a garrafa que sequei durante o caminho na tentativa de esquecer a última hora.

- Uma boate.

- Você nos trouxe para a porra de uma boate de strip?

- Essa foi a ideia mais genial que teve em toda a sua vida, Slash – Lars no empurrou- Dispersando, garotos, dispersando – e sumiu.

- Só perde para ter deixado esse cabelo crescer, acredite foi a melhor coisa que fez – Duff mexeu em seus fios e ele deu um tapa em sua mão – Ouviram o recado, certo? Dispersando –e desapareceu.

- Divirta-se.

-Espera! Hey...Slash!

Merda, Aurora!

Fiz o que era mais sensato no momento, caminhei até o bar e tratei de pedir e beber qualquer coisa que me oferecessem, não importando a cor ou se pegava fogo, desde que fosse alcoólico o suficiente para fazer-me esquecer dos problemas que causei em minha cabeça propositalmente.

Até que tudo passou a girar e o calor da agitação percorreu meu sangue por inteiro, fazendo-me levantar e ficar inquieta para socializar ou qualquer coisa que suprisse minhas necessidades de interação causadas pela bebida, e então, parei no meio de todas aquelas pessoas e observei o lugar com atenção pela primeira vez na noite.

Tinha a iluminação típica e avermelhada, era espaçoso em excesso, tendo compartimento com enormes sofás estampados de frente para os diversos palcos espalhados com mulheres nuas fazendo seus movimentos perfeitos, delicados, sensuais, com a expressão do pecado no olhar, deixando qualquer um que encarasse por míseros segundos, completamente louco. O teto era inteiramente forrado por espelhos, assim como o bar, e todos que circulavam por ali possuíam uma quantidade mínima de roupa.

Fui até o centro tentando achar qualquer pessoa simpática o suficiente para bater um papo com uma embriagada, mas todos estavam dispersos e não havia nenhum sinal de Duff, Slash e Lars, então tratei de ficar parada na pista de dança e cedendo aos ritmos da música desconhecida aos poucos, até que uma figura parcialmente conhecida começou a tomar meus olhos, no início pensei se tratar de alguma espécie de miragem, mas conforme me aproximava com meus passos tortos, percebi que o homem era extremamente real.

Não deveria ir até lá, mas a cada negação de minha mente, minhas pernas diziam ao contrário e quando me dei conta estava parada de frente para ele, que estava inteiramente vestido de preto, da jaqueta até as botas, dando contraste com seus cabelos claros que caíam em um perfeito formato, passava os dedos longos, pálidos e finos pela barba loira e observava a mulher a sua frente com concentração.

- Pensei que duraria mais- falei chamando sua atenção e pela expressão como me encarou, não ficou muito feliz, apenas ignorou-me e voltou a fitar a mulher nua que rebolava de frente para ele – Bom te ver, James.

- O que quer, Aurora?

- Cadê sua garota corpão violão? – joguei-me ao seu lado no sofá e ele tomou distância, passando as mãos pelo rosto e suspirando pesado numa reclamação silenciosa – Jaaaaames!

- Qual é o seu problema, garota? Por que não consegue fazer só a porra do seu trabalho e nos deixar em paz?

- Alguém não está de bom humor hoje – inclinei-me sobre ele, pousando em suas pernas e pegando sua bebida – Deixa eu adivinhar? Terminaram ou você não consegue se satisfazer com uma só buceta?

- SEGURANÇA!

-Tudo bem, paz, okay?

- O que quer, Aurora?

- Não quero nada, estava passeando e encontrei um amigo casualmente, no caso...você.

- Não sou seu amigo.

- Uhhhh! Olha só o moço ignorante e solitário.

- Está bêbada.

- É o seu estado de sempre, deve entender.

- Aurora, por favor, estou pedindo com educação – passou a mão pela barba deixando-me impaciente com a cena – SAI DAQUI!!

Estremeci com seu grito e levantei trêmula – Só porque pediu com educação – tentei usar a ironia a meu favor tentando esconder a vergonha, mas no momento que tomei distância, um som conhecido preencheu todo o local – EU AMO ESSA MÚSICA! – a cabeça esquentou, o resto da bebida subiu, assim como eu, que no impulso, alcancei o palco e juntei-me a stripper, tentando imitar seus movimentos, a garota sorria em minha direção, se aproximando e me auxiliando, fitei seus pés equilibrados em um salto de acrílico enorme, vestia apenas uma calcinha que cobria somente a parte da frente, seus mamilos eram cobertos por duas pequenas pedras e os cabelos loiros e farofados estavam soltos, suas mãos desceram por minha barriga e ela retirou minha blusa, abraçando-me por trás e movimentando seu corpo junto ao meu, tocou meus seios por cima do sutiã e fez menção em abri-lo, mas não deixei, virei-me de frente para ela, a tocando, vendo o quão agradável era tocar um mulher e sua pele macia e com cheiro de frutas, ela sorria em minha direção, James estava de pé, rente ao palco nos observando, os olhos fixos a cada movimento, sorri em sua direção e ele desviou o olhar para a outra garota que se ajoelhava e tocava meu quadril, virando-me e apertando minha bunda com violência fazendo com que eu propagasse um grito fino.

A garota subiu, rebolávamos juntas e coladas, suas mãos estavam em meu pescoço e antes que pudesse notar agarrei seus seios, enchendo minhas mãos, deitou o rosto próximo do meu e arrancou um beijo, sua língua tinha o gosto bom, era delicada, não tinha toda a brutalidade a qual estava acostumada, segurei seus cabelos a puxando para mim e quando nos demos conta uma grande quantidade de homens estavam ao lado de James, assistindo a cena com atenção, a puxei pela mão, nos separando e desci, passando com dificuldade no meio de todos aqueles e encontrando James, o empurrei contra o sofá, o jogando com brutalidade e montando em seu quadril, ele não falava nada, estava atento a cada movimento, levou as mãos até minha cintura, e continuei dançando ao ritmo da música sentada nele, seus olhos focaram nos meus e o puxei para cima, ficando mais apoiada e o tendo rente a meu rosto, aproximei-me o suficiente para sentir seu hálito em meu rosto, tentei alcançar seus lábios, ele vinha em minha direção, mas ele desviou o olhar e deitou em meu ombro - Ela me deixou.

- Você sabe como quebrar o clima – me afastei e subi seu rosto que estava avermelhado e tornei a me aproximar.

-Olha, Aurora – James agarrou as maçãs de meu rosto, me barrando da aproximação- Você está bêbada, eu estou desiludido, isso não é certo.

- Isso não importa- toquei seu pescoço e o trazendo em minha direção, mas ele me empurrou, lançando-me contra o sofá com brutalidade e desapareceu.

 

Levantei rapidamente, sentindo tudo girar e subi no palco novamente, agarrando a garota e a beijando novamente, alguns gritos eufóricos surgiram do lado de baixo no momento que a permiti tirar meu sutiã, deixando-me exposta e os tocou com suas mãos finas, descendo o rosto por entre meus seios e os beijando, a garota arranhava-me de leve com suas unhas longas e avermelhadas,

- VAI, GAROTA! – algumas vozes conhecidas chamaram minha atenção, virei encontrando Duff em cima de um sofá com uma garrafa em cada mão e uma garota no colo – AGARRA ELA!

- Tá afim de sair daqui?- sussurrei no ouvido da mulher que continuava dançando ao meu redor.

- Não posso, gracinha – sorriu em minha direção- Tenho que ficar a noite toda aqui.

- Não pode conseguir algumas horinhas de folga?

Definitivamente era a bebida falando.

- Não posso, e já está na hora de você descer- deu um sorriso simpático em minha direção e começou a dançar na frente de um cara que colocava dinheiro na tira de sua peça íntima.

- DUFF – pulei no sofá, empurrando a mulher que estava em seu colo e agarrei seus ombros – EU QUERO AQUELA GAROTA –apontei para a mulher que ainda dançava.

- Tudo bem, bela adormecida- ele me puxou em sua direção completamente bêbado – Mas você vai me fazer um favorzinho depois.

-O QUE VOCÊ QUISER.

- Você tá muito louca – Duff riu e abriu espaço entre a multidão – Quero que me escute e faça exatamente o que eu falar.

- TUDINHO!!

- Você vai atrás do Slash e do Lars, vai pegar o carro e vai me esperar na frente da boate, você tem exatamente dois minutos para fazer isso – encarou o relógio – Eu vou roubar ela, colocar no meu ombro e correr até lá, entendeu?

- ESSE É O PLANO MAIS GENIAL DO MUNDO.

- Começou- apertou o relógio e saí correndo, procurando por eles entre a multidão e sentindo o desespero me percorrer por alguma razão que já nem lembrava mais, até que vi a moita do Slash se sobressaindo na multidão e o alcancei.

- VAMOS EMBORA!

- O quê? Tá louca? Chegamos agora.

- NÃO SLASH, VOCÊ NÃO TÁ ENTENDENDO, NÓS TEMOS QUE IR EMBORA! – agarrei seu braço – É UMA QUESTÃO DE VIDA OU MORTE, VAMOS SLASH!

- Para, garota, que porra é essa?

- EU QUERO COCA, EU QUERO A BRANQUINHA, SLASH, VAMOS EMBORA, EU QUERO COCA, OKAY?

- VOCÊ QUER COCA?

 

- QUERO!

- EU TENHO NO CARRO!

- ISSO! ENCONTRA O LARS E EU ESPERO VOCÊS LÁ, OKAY? RÁPIDO, SLASH!

Ele saiu correndo e fiz o mesmo em direção a saída.

- CADÊ OS OUTROS DOIS?- Duff apareceu desesperado com a garota em seus ombros que esperneava – CADÊ OS OUTROS DOIS PORRA?

- QUE MERDA É ESSA?- Lars e Slash chegaram.

- VAMOS SAIR DAQUI!

- QUANDO EU CONTAR ATÉ TRÊS TODO MUNDO CORRE!

- 1...

- VOCÊS...EI...VOCÊS – Virei e me deparei com alguns homens fardados correndo em nossa direção.

- CORRAM!!!

Logos sentimos a friagem noturna, corremos até o carro e Duff lançou a garota no banco traseiro, arrancando com velocidade dali – CONSEGUIMOS, PORRA!

- O que está acontecendo? – a mulher levantou nos encarando – O que é isso?

- AGORA VOCÊ É MINHA! –joguei-me em cima dela, mas fui empurrada.

- O QUE É ISSO?

- ACABOU A COCAÍNA – Slash virou parecendo assustado, começou a tatear os bolsos da calça e da camisa – ACABOU A COCAÍNA- tirou a cartola balançando os cabelos – LARS, LARS!

- EU NÃO TENHO NÃO, CARA.

- PODEMOS PARAR PRA COMPRAR- Duff gritou – CONHEÇO VÁRIAS BOCAS AQUI NA CIDADE.

(...)

- Vocês picam ou cheiram?

- Pica – slash sussurrou.

- Isso vai dar merda, isso vai dar merda, isso vai dar merda... – Lars rodava de um lado para o outro.

- Não era esse o combinado – sussurrei olhando para as mãos magras, sujas e desconhecidas do cara, estávamos numa casa caindo aos pedaços, não conhecíamos ninguém, estávamos todos sentados num sofá velho e sem estofado, a stripper nas pernas de Duff e eu nas de Slash.

- Não tem coca, vai ter que ser isso mesmo, gata- o estranho esquentava uma colher com um isqueiro, estava sujo, com as roupas rasgadas, os olhos turvos e o rosto repleto de perebas, pegou uma agulha de um saco lacrado e sorriu – Essa é novinha, sem contaminação, isso é super 10 – gargalhou grogue e sugou o líquido com a mesma, dando batidinhas no vidro e o entregou para Slash que sorria – Vou deixar vocês aí, quando voltar, quero meu dinheiro, filhos da puta – o homem levantou com dificuldade e desapareceu pela casa que nem reboco tinha de tão mofada.

- Vocês não podem fazer isso comigo, não podem me drogar e...- a stripper gritava nas mãos de Duff que a segurava com força contra seu colo.

- Relaxa gracinha- Slash continuava sorrindo – Isso não é pra você.

- Eu, eu não vou usar isso não.

- Qual é Aurora!

- Eles me avisaram, eles eles me avisaram que você ia me viciar.

- Usar só uma vez não vicia não, para de ser careta- puxou meu braço e o amarrou com a tira da jaqueta – Você quer? – encarei seus olhos pela primeira vez e apenas assenti com a cabeça – Tudo bem – ele me furou e injetou todo o líquido, caí contra seu peito de imediato, um calor subiu por todo o meu corpo, o relaxando por inteiro, soltei um gemido audível e Slash me sustentou nos braços, mas caí contra seu ombro e um sorriso verdadeiro se formou em meu rosto, uma euforia me acompanhou e saltei de seu colo, mas fui ao chão, tudo dentro de mim estava agitado, mas meu corpo não reagia a absolutamente nada, tudo parecia mais lento, o teto girava, eu queria gritar, levantar, pular, fazer tudo que me era possível, mas meu corpo continuava ali intacto e o maldito sorriso ainda estava grudado em minha face, assim como minha respiração que tornou-se completamente calmo e as batidas de meu coração eram audíveis, ecoando em minha cabeça e um longo conforto me atingiu, como se estivesse deitada em nuvens e nada pudesse me atingir, como se a vida fosse fácil e todos os meus medos e problemas fossem o puro pó derretido e que agora circulava em mim.

- Ela está bem? – a voz conhecida ecoava, mas não tive a capacidade de responder, continuava indo e vindo, eco, puro eco – Aurora?

Aurora?

Aurora?

Cada vez mais distante.

Aurora?

- Será que ela morreu?

- Está me ouvindo Aurora?

- Ah eu não sei, amanhã descobrimos, vamos voltar, estou com sono.

-Aurora?- senti pequenos tapas na minha face e sorri novamente no momento que fui sustentada do chão.

FLASHBACK OFF

11:00 AM

- VOCÊ ESTÁ VIVA! – Lars pulou em cima de mim e seu cheiro de vômito fez com que eu me levantasse e tomasse a maior distância possível.

- ALGUÉM ABRE ESSA PORRA! – Slash virou para o outro lado e só então me dei conta de que Axl continuava gritando e esmurrando do outro lado.

- MAS QUE MERDA! – puxei com força não me dando conta do estado e assim que vi o que estava junto a ele, congelei, minhas pernas falharam, minha cabeça pendeu para o lado, minha visão ficou turva, estava trêmula e fria.

- Aurora! – Axl gritou e soltou um grande sorriso – Gostou do presente?

- J-jean?

- Olá, ma cherrie.



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