História Like a Rolling Stone - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Guns N' Roses, Metallica
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, James Hetfield, Jason Newsted, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Matt Sorum, Slash
Tags Guns N' Roses, Metallica
Exibições 42
Palavras 2.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como assim mais um capítulo em menos de um dia? Pois é, fico louca quando vejo tantos comentários fluindo e só tenho a agradecer, espero que gosteeeeeeeeeem <3 OBRIGADA!!!

Capítulo 20 - Vingança


Fanfic / Fanfiction Like a Rolling Stone - Capítulo 20 - Vingança

Sua boca tinha gosto de álcool puro que se fundia em sua papila dando um toque suave, tinha o gosto doce, assim como o aroma de pura macadamia que exalava no corpo, toquei seus cabelos, os enchendo em minhas mãos, eram longos e sedosos, tão dourados que precisei abrir os olhos para encarar o contraste contra minhas mãos, o que fez com que eu puxasse mais contra mim, molhando suas roupas com meu corpo nu e não enxugado, suas mãos agarravam minha cintura de forma forte, fixa, como se não quisesse me deixar escapar de forma alguma, sustentou meu corpo, jogando-me na pia do banheiro, reclamei com a superfície gélida, mas os movimentos precisos de suas língua fizeram-me esquecer rápido qualquer distração que não fosse ele.

Ótimo, Aurora, você definitivamente tem um problema com pias.

E com vocalistas.

E com bipolaridade.

Sua língua deslizava pela minha de forma quente, lenta e obscena, fazendo com que eu sentisse cada parte sua, seu corpo me apertava contra o seu, minhas pernas nuas o envolviam com força, suas mãos deslizavam por minhas costas úmidas, seus lábios prensavam os meus, os mordendo de leve, soltando e indo para meu pescoço, ele era tão forte e controlador nos movimentos que estava para me derreter em seus braços de tanta segurança que passava. O puxei mais, seus dedos arranhavam de leve meu quadril e forcei-me contra ele, encostando seu jeans em minha intimidade úmida. Encontrei seus lábios, o beijando novamente, puxando James cada vez mais, com seu cheiro agradável, seu gosto agradável, seu toque quente e viciante, tudo nele parecia minimamente montado e programado, para dar jus a tamanha perfeição.

- Aurora- James sussurrou com seu timbre grosso próximo a meu ouvido após largar meus lábios – Para- me empurrou lentamente, tomando total distância, pegando a toalha que estava por perto e me cobriu – Acho melhor ir embora.

- Por quê? O que eu fiz de errado?

- Não podemos fazer isso...não devemos, não desse jeito, assim, não podemos.

- Disse isso da última vez – saltei do balcão, o empurrando e atravessando o quarto em direção a saída, me livrando de seu cheiro.

- Nos vemos no show.

- Que seja, James.

(...)

Assim que abri a porta do quarto que estava hospedada, um nó se formou em minha garganta e só aí me dei conta de que ainda tinha um problema para resolver, adentrei o lugar com cuidado e sentei ao seu lado.

Jean levantou o olhar, virando e tomando minhas mãos, as apertando nas suas, e antes que começasse a falar, o cortei.

- Olha, Jean, eu não sei o que falar, nem se devo falar algo, mas gosto muito de você- falei sem ter noção se era ao certo o que queria, mas sentia que devia qualquer explicação sentimental para ele, então prossegui – Nós temos uma história, não sei o que está acontecendo comigo e honestamente não sei o que aconteceu ontem, mas vou entender quando terminarmos, só quero ter a chance de me desculpar...

- Cherrie- apertou meus dedos – Nós não vamos terminar, eu te amo, Aurora, você é minha alma gêmea- falava com seu sotaque francês e deixou em choque- Entendo que esteja sofrendo uma pressão enorme por aqui e não te julga, mas não vamos encerrar nossa história por causa de deslizes.

- O que quer dizer com isso?

- Vamos tentar de novo, de um jeito diferente, que possa nos beneficiar, vamos enfrentar um relacionamento aberto, você continua sendo minha de alma, mas o seu corpo, pode pertencer a outros- levantou me dando um selinho rápido quase como se tivesse nojo – Seu amigo ruivo fretou um jatinho, preciso ir.

Não tive tempo de responder ou analisar o acontecido mais esquisito dos últimos dias, ele já havia desaparecido deixando-me sozinha e atônita.

(...)

8 horas depois

A correria era impressionante, pessoas agitadas, uma multidão que gritava insanamente a espera de qualquer movimento, o Metallica tinha acabado de sair do palco e confesso que fiquei completamente arrepiada durante todo o show, e toda a energia ao mesmo tempo pesada e libertadora que exalavam, deixando todos num estado de psicose, num estado de pura insanidade esperançosa, os livrando de todos os problemas, apenas devido alguns minutos de músicas que nos tocam profundamente.

Estava caminhando logo atrás deles e com um bloco nas mãos, finalmente havia escrito alguma coisa sobre o maldito e explosivo show, Lars se arrastava junto a Kirk, ambos enrolados em um roupão e completamente extasiados e suados, Jason ia na frente e nenhum sinal de James, que ainda estava preso pela imprensa completamente enlouquecida pelos atos do homem, dominando todos com sua voz potente e feroz.

Passei junto com eles para o camarim e fiquei parada no meu canto anotando tudo o que via do pós show, tentando não reagir as piadas ou me desconcentrar, o que era praticamente impossível com todos eles suados e tirando as roupas.

-Está preparada? – o sotaque marcante de Lars fez-me encará-lo, apenas fiz uma cara de dúvida e ele prosseguiu junto com a risada de todos ali- O verdadeiro show ainda vai começar.

- Está falando do Guns? – fiz menção ao fato de que escolheram tocar primeiro por algum motivo aparente que eu não fazia ideia.

- Prepare o lápis e o bloquinho, bela adormecida- Kirk gargalhou, jogando seus cachos suados contra a face- Pegue um lugar vip no corredor e veja a confusão acontecendo.

- Do que estão falando?

Não obtive resposta e no mesmo momento James entrou, lançando-me um largo sorriso e vindo em minha direção, deixando a todos confusos com sua extrema simpatia com a minha pessoa, algo até então novo, eu estou literalmente lidando com loucos.

- O que achou do show?

- Explosivo, James, bem explosivo.

- Isso é bom? – apontou para o papel em minhas mãos e apenas fiz que sim com a cabeça, o vendo se despir na frente de todos e principalmente virado para mim, até estar só de cueca, completamente exposto, avermelhado e suado, até lançar-me outro sorriso e desaparecer.

- Vocês já pensaram em contratar um psicólogo para essa turnê?

- O Rose tem uns três...

- Ahh sim, acho que não tá adiantando muito não – respondi e alguns barulhos do lado de fora chamaram minha atenção, me assustei assim que Kirk e Lars levantaram agitados, se vestindo novamente e correram em minha direção.

- VAMOS, VAMOS, É AGORA! – me empurraram para o lado de fora – O SHOW VAI COMEÇAR!

-Do que diabos vocês estão falando?

- VEM, AURORA!

Fui arrastada até o corredor, que agora estava completamente lotado, de pessoas rodando de um lado para o outro parecendo extremamente nervosas, gritando, em um estado insano de pura...raiva?

Kirk e Lars sorriam no meio de todos aqueles que estavam prestes a ter um ataque cardíaco.

- O que é isso?

- Pelo visto o mito é verdade.

- Que mito?

- Não escreve isso- Lars puxou o bloco de minhas mãos e nem ousei protestar-Você vai ver em primeira mão o porquê de o Metallica sempre tocar antes.

Ficamos parados por longos minutos presenciando a mesma agitação desesperadora, já estava impaciente tentando recobrar o motivo no fundo da minha consciência, pensando também em como seria gradativo algo amargo descendo por minha garganta, popularmente conhecido como bebida, mas toda a distração foi ao chão no momento que Slash e Duff apareceram completamente bêbados e risonhos, com cigarros acesos enquanto um homem de idade completamente rouco e insano gritava com eles.

- CADÊ O AXL, PORRA? CADÊ A PORRA DO AXL? VOCÊS DEVERIAM ESTAR NESSE PALCO HÁ MAIS DE UMA HORA, CADÊ A PORRA DO VOCALISTA DE VOCÊS? – ele gritava e os outros dois levavam a situação como algo tão simples como respirar.

- Ele vai aparecer- Slash acendeu outro cigarro – Ele sempre aparece.

- Mesmo depois de duas, três, quatro horas, mas ele sempre aparece- foi a vez de Duff, que gargalhava- Não vou me estressar por conta dos complexos do Axl, tio, não deveria também- deu um tapa leve no ombro do cara e saiu.

- TIO? VOCÊS SABEM QUEM EU SOU? A PORRA DO EMPRESÁRIO DE VOCÊS, HEY, VOLTEM AQUI – tarde demais, os dois corriam na direção contrário do corredor, o velho passou a mão pelos cabelos ralos e gritou mais uma vez- TENTEM LIGAR PRA ASSISTENTE PESSOAL DAQUELE LOUCO, QUERO ELE AQUI EM MENOS DE UMA HORA, AGORA, VÃO, SUMAM!!

- O cara é maluco – Kirk ria- Aposto que vai aparecer de madrugada como se nada tivesse acontecido.

- E com o complexo de rei dele.

- Ele precisa de um tratamento severo, isso sim.

- Dá uma mãozinha pra ele, Aurora, uma mãozinha amiga, se é que me entende, as vezes o problema é falta de fogo.

- Me respeita, e no caso dele deve ser em excesso, alguém precisa colocar ele no chão e tirar as nuvens de cima daquele maldito cabelo liso lambido com cheiro de lavando, buceta e cigarro.

- Isso foi nojento.

Duas horas haviam se passado, estava sentada no mesmo lugar ainda montando rascunhos, e ficando nervosa com a pressão de todos ali, já que nessa altura do campeonato o show já deveria ter acabado, e não havia nem começado e nem sinal do louco do vocalista, as pessoas da equipe andavam de um lado para o outro, e algumas delas já pareciam até acostumadas com a situação, assim como Kirk e Lars que assistiam a tudo zombando do estado de pura aflição de todos ali e dos gritos ensurdecedores da plateia que se tornava cada vez mais violenta.

- A coisa tá ficando feia – James apareceu nos assustando, já estava vestido e com uma cerveja nas mãos – Vamos dar o fora daqui.

- Agora não, cara, o circo ainda nem pegou fogo – Lars rebateu.

- A melhor parte é quando ele chega e ainda é todo babado – Foi a vez de Kirk que ainda gargalhava.

- Não falei com vocês – cutucou meu braço – Vamos Aurora.

- É o que? – virei em sua direção ainda sem entender.

- É o que? – Lars fez o mesmo.

- É o quê? – Kirk nos encarava com as sobrancelhas arqueadas.

- Disse para darmos o fora daqui.

- Entendi essa parte- o encarava com confusão, certo, não vá, não ceda a tentação – Tenho trabalho a fazer- balancei o bloquinho de frente para seu rosto e James o pegou.

- Não tem não.

- JAMES!

- Sabe o que vai acontecer? – escreveu alguma coisa nas páginas em branco e me entregou- Rose vai aparecer depois de implantar o caos, todos vão ficar felizes, o show vai ser ótimo e a dose vai se repetir durante os seis meses.

Peguei o bloco de suas mãos e arregalei os olhos engasgando assim que vi o que estava escrito.

“ Pedi para que trocassem o banco da limusine, quer checar comigo se fizeram direitinho?”

- Claro, acho que seria uma boa ideia- peguei minha bolsa deixando os dois sem entender nada e segui James em direção a saída.

(...)

Suas mãos estavam em minhas costas, minha blusa estava no chão do carro em movimento, assim como a dele, seus lábios traçavam um caminho de beijos lentos e molhados por toda a extensão de meu pescoço, chegando em meus seios e os apalpando com as mãos ainda por cima de minha lingerie, estava em seu colo, agarrando seus cabelos e suspirando em seu ouvido coisas que nem eu sabia que tinha a capacidade de falar, James voltou para meus lábios e deu-me o prazer de provar seu gosto novamente, levou uma das mãos até a abertura de meu sutiã e liberou-me, ele me largou, encarando meus seios e sorriu em minha direção, apertando os mesmo, fazendo-me arquear as costas ao sentir uma de suas mãos envolvendo meu seio esquerdo e a outra circulando meu mamilo com uma calma impressionante, já estávamos suados, as janelas embaçavam, ele levantou minha saia, deixando-me apenas de calcinha e passei a rebolar ainda por cima de seus jeans, tentando matar a agonia crescente de minha buceta extremamente molhada e já pulsando por ele e por suas mãos fortes apertando-me contra seu peito.

- James – sussurrei levando uma das mãos até o botão de sua calça.

- Aqui não – abaixou minha roupa – Vamos procurar algum lugar.

POV JAMES

Aurora era a peça perfeita, tinha tantos problemas com Rose quanto eu, era o álibi perfeito para colocar o maldito no lugar, desde que fizera-me terminar com Francesca após um de seus surtos nojentos, planejava alguma forma de acabar com ele lentamente, mesmo que precisasse usar a maldita jornalista para isso, só precisava faze-la ter o mínimo de confiança em mim.

Se eu sentia culpa ou remorso? Nem um pouco.

Afastei seu corpo para o lado e abaixei a separação entre nós e o motorista.

- David- chamei e o homem virou – Nos leve para o hotel mais próximo.

Sorri na direção de Aurora e a mesma retribuiu.



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