História Like Air - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Alycia Debnam-Carey, Eliza Taylor-Cotter, The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Alycia Debnam-carey, Clexa, Eliza Taylor, Elycia
Exibições 264
Palavras 1.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei mas olha eu aqui postando capítulo novo para vocês?! hahah
Boa leitura lindxs!

Capítulo 8 - What should I do?


 

Acordei mais cedo para terminar uns trabalhos de alguma matérias pendentes, não quis acordar Lexa mais uma vez, então deixei um pequeno bilhete no travesseiro e segui em direção ao meu quarto no dormitório do campus. Alguns desses trabalhos eram só para próxima semana, mas eu queria aproveitar o feriado para começar, e logo depois vem às férias então eu estarei livre. Depois de ligar o computador, fui pegar um café na lanchonete que ficava de frente à faculdade, se eu não demorasse com os trabalhos, eu ainda poderia ir para o grupo de estudos com o pessoal, é feriado mas eles costumam se reunir todos os dias, e eu não gosto de perder assuntos, que aliás já perdi demais, e principalmente porque a Octavia insistia tanto que eu fosse, eu sempre arrumava uma desculpa para não ir. E eu queria evitar que Raven soltasse mais alguma coisa na minha frente como da última vez, nada contra ela, mas não gosto que ninguém fique falando coisas sobre mim.

Já passava das dez horas quando terminei a primeira matéria, ainda faltava mais quatro, tenho que confessar que estar em um relacionamento escondido com uma professora não tem muita vantagem, pois você tem que fugir de certas aulas para poder encontrar com ela em um momento que ela esteja livre, e assim por diante. Não estou reclamando, pois eu adoro estar com Lexa, mas estou deixando o estudo de lado. Depois de digitar as ultimas linhas, coloquei o meu celular no aleatório e fui tomar um banho, queria relaxar um pouco para iniciar a próxima matéria, e nada como uma boa música para que isso aconteça, parece besteira, mas preciso me concentrar na música para conseguir com que meu corpo relaxe.

Depois que me vesti, fui checar meu celular para ver se havia alguma ligação, especialmente de Lexa, mas não. Não havia nada, me olhei no espelho, estava com um short jeans rasgado e uma camiseta branca, um rabo de cavalo e, estava mais simples e a vontade impossível, nada de maquiagem. Por um momento pensei em ir ao grupo de estudos vestida assim, não havia problema né? Até porque estou vestida com aquilo que me faz bem. Ainda olhando meu reflexo no espelho, ouço meu celular tocar ao lado do computador, e com um salto corro pra atender achando que seria Lexa, mas não, não era ela. 


- Alô? - atendi não escondendo minha voz de decepção.
- Clarke? - Ouvi a voz de um homem no outro lado da linha. 
- Quem está falando? - Quis saber curiosa.
- É o Kane! Não reconhece mais minha voz?
Ai meu Deus!
- Kane? Como, como que você conseguiu meu número? 
- Ah, sua mãe, ela me passou. Espero que não esteja te incomodando. - Ele disse em tom mais baixo
- Não, não, está tudo bem. E aí, o que posso fazer por você? - me sentei na cama.
- Bom, primeiro eu quero me desculpar. Eu não tenho contato com você desde a morte do Lincoln.
- Não se preocupe com isso. - Fiquei um pouco tensa, mas não queria transparecer isso. 
- E a outra coisa, eu sei que você não tem atuado a um bom tempo, mas surgiu algo e eu acho que você pode ficar interessada. - Kane, falava animadamente agora. - Eu acho que você deve dá uma olhadinha.

Fiquei em silêncio olhando pro nada, pensando nas últimas palavras de Kane, será que seria uma boa voltar a atuar? Agora? 
- Clarke? Ainda está aí? - Kane me fez despertar dos meus pensamentos. 
- Sim, estou aqui. Ah, Kane, não sei bem o que minha mãe te falou mas eu não estou procurando por nada no momento. - Falei apressada, - Ando muito ocupada com a faculdade. 
- Eu sei, eu sei! Eu não quero desperdiçar seu tempo, mas é sobre Sky People. Vai ser um pequeno spin-off, e seu personagem vai ter um grande destaque. 
- Quanto estão oferecendo? - Levantei da cama, e pus de frente a janela. 
- Não sei ainda, de qualquer maneira...
- O que? - Interrompi 
- Bom, eu quero que você venha dá uma olhada.
- Mas eu já fiz audição pra esse personagem, não é atoa que eu interpretei certo?
- Sim, mas os produtores estão indecisos entre você e mais três outras atrizes. 
- Kane - Respirei fundo, e continuei. - Como eu disse, não estou realmente procurando nada agora. 
- Clarke, eu só quero que você pense mais um pouco sobre, okay? O que você pode perder com isso? São só alguns dias durante o natal. Você quer mesmo ver outra pessoa interpretar o seu papel? - Fiquei em silêncio novamente, olhando os prédios do campus pela janela, eu estava mesmo considerando essa proposta? 
- Eu vou te dar uns dias para você pensar, e volto a te ligar na Segunda e você me diz sua decisão. Combinado? 
- Ok!
- Ótimo! É muito bom ter você de volta, Clarke! - Falou animado
- Ainda não estou de volta, Kane. - Cortei sua euforia, e desliguei. 

Me joguei na cama e fiquei encarando o teto, pensando na forma que iria contar sobre isso para Lexa, e sobre a grande possibilidade de eu aceitar essa proposta. Toda aquela conversa ainda rondavam a minha cabeça, e todos os momentos com Lexa também, os nossos beijos, seus lábios suaves e selvagens, suas mãos na minha nunca mexendo com os meus cabelos, suas mordidas, e seus beijos únicos em minha testa, tudo parecia estar no seu devido lugar, até aquele momento. Metade de mim queria aceitar o papel, eu amo atuar, e amo interpretar aquele papel, mas a outra metade não queria passar o natal longe de Lexa, já havia passado a ação de graças e, não foi uma boa ideia ter passado longe dela. 

Tentava em vão parar de chorar, não percebi quando as lagrimas começaram a cair sem esforço algum, foi aí que meu celular tocou. Engoli o choro, corri para o banheiro e lavei o rosto. Olhei-me no espelho, o celular ainda tocava e eu olhei no visor, era Lexa. Tentei diferenciar minha voz de choro ao atender. 


- Ei pandinha! Achei que não ia me atender. - Falou a morena do outro lado da linha
- Lex, oi. Desculpa estava terminando uns trabalhos. - Menti 
- Aconteceu alguma coisa? Parece tensa. - Que droga! Como ela percebia tudo apenas por ouvir minha voz. 
- Eu preciso conversar com você. 
- Ok, que tal um jantar aqui em casa hoje? - Lexa sugeriu, e eu concordei com a cabeça em silêncio, querendo que ela estivesse me vendo agora. 
- Claro, jantar, ótimo. Te vejo ai. 

Quando desliguei, percebi que não teria mais disposição para ir para qualquer outro lugar, principalmente ao grupo de estudos. Me joguei na cama novamente e senti meus olhos pesarem, até que adormeci. 

[...] 

- O cheiro está ótimo! - Afirmei para Lexa, eu estava sentada à mesa de jantar e a morena estava me servindo. 
- Obrigada! - Me lançou um sorriso lindo que fe meu coração pular.
Comemos em silêncio por alguns minutos, até que Lexa o quebra.
- Está quieta demais hoje, pandinha.
- Estou? 
- Sim, está tudo bem? - Lexa me olhava preocupada
- Sim, sabe, é apenas as coisas da faculdade, estão pesadas. - Sorri nervosa para ela
- Ah, isso. Tem algo que eu possa te ajudar? Por que se você precisar de alguma aula extra no próximo semestre eu posso te emprestar um dos meus livros, e te ajudar. - Olhei para Lexa, tentando achar a melhor maneira de falar que o que estava me incomodando não era os assuntos da faculdade. 
- Obrigada. - Falei - Sabe, acho que não estou conseguindo acompanhar a turma.
- Sério, porque? Você está indo muito bem. 
- Ah, Lexa... - Iniciei nervosa. - Eu recebi uma ligação hoje. Kane o nome dele, ele é meu agente. 
- Achei que você tinha dito que não voltaria mais a atuar. - Lexa agora mudou sua expressão e seu tom de voz, me deixando intrigada.
- Eu nunca disse isso, Lex. 
- Então, o que esse Kane disse? 
- Ele quer que eu vá fazer uma nova audição, para um spin-off de Sky People. Durante a semana do natal. - Senti o olhar de Lexa pesar sobre mim, era notável sua decepção. 
- Então, isso significa que você vai pra casa no natal? - Concordei com a cabeça - De qualquer forma você não tem nenhum emprego por aqui mesmo... 

Lexa levantou da cadeira e foi em direção ao armário, pegou uma taça e a encheu com vinho tinto. Eu apenas a observava, ela estava chateada comigo, e tinha razão. 
- É, mas faz muito tempo que eu não atuo em nada. E esse spin-off vai ser algo grande demais. 
- E você? Já aceitou? 
- Estou pensando ainda. É um pouco assustador para falar a verdade. 
- Acho que você deveria. 
- O que? Aceitar? - Perguntei surpresa. 
- Sim. - Forçou um sorriso para mim, sem sucesso. - E como anda os trabalhos? - Mudou agora de assunto.
- Ainda estou finalizando. - Lexa estava agindo estranha, isso era obvio. 
- Que bom. 

Depois de comermos, ficamos sentadas no sofá da sala, fui contar alguns avanços que tinha feito com os trabalhos da faculdade. Lexa estava distante, eu sempre tinha que repetir o que falava pois ela não prestava muita atenção no que eu dizia. 
- Ok, você não está muito interessada nos assuntos da faculdade. 
- Não mesmo. 
- Quer ver um filme? - Propus. 
- Não estou muito no clima de filme, Clarke. Estou cansada. - Clarke, ela me chamou de Clake. Não que ela não me chamasse assim, mas dessa vez ela estava séria demais.
- Ok, então podemos apenas ficar aqui. - Me aproximei dela para beijá-la, e ela se afastou. - Não vai me beijar? 
- Estou cansada. Desculpa. 
- Que droga Lexa, vai ficar agindo assim agora? 
- Agindo como? 
- Assim, fria, rude. Não fiz nada. 
- Ah Clarke, não quero discutir tá bom? E acho que está na hora de você voltar pro dormitório, está tarde. 
- Achei que eu fosse dormir aqui como nas outras vezes. - Falei triste. E Lexa não disse mais nada. 

Levantei e sem ao menos me despedir dela, saí pela porta, com lagrimas já ameaçando a cair. 
 


Notas Finais


Não me matem por favor!
Me digam o que acharam, vamos conversar.

Até o próximo, bjs.


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