História Like Birds - Capítulo 4


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Categorias One Direction, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Personagens Originais, Selena Gomez, Zayn Malik
Tags One Direction, Romance, Selena Gomez, Zayn Malik
Exibições 152
Palavras 3.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então.... olhem que apareceu com a graça de Deus!
Sinto muito gente, eu estou sem computador tô escrevendo pelo celular o que não é a mesma coisa e ainda estou lotada com a escola.

Eu literalmente acabei esse capítulo agora e resolvi publicar de uma vez, espero que gostem.

➡ Plágio é CRIME
➡ Perdoem-me qualquer erro de ortografia

Boa leitura!

Capítulo 4 - Voice


Fanfic / Fanfiction Like Birds - Capítulo 4 - Voice

Saint Louis, Missouri, Estados Unidos

  Abri os olhos e os fechei rapidamente por conta da claridade, escondi a cabeça sob a coberta e me amaldiçoei mentalmente por não ter fechado as cortinas do quarto barato em que eu estava. Respirando fundo tomei coragem e levantei da cama, olhei para o quarto ao meu redor e reparei que várias das roupas que eu havia trazido comigo nessa “fuga” de casa estava espalhadas pelo chão ou jogadas na pequena cadeira no canto. Ignorando a bagunça caminhei até o banheiro simples e escovei meu dentes e aproveitei para tomar um banho.

Ao sair com a toalha enrolada no corpo andei até a mochila aberta no canto oposto do quarto e procurei imediatamente por roupas limpas que eu pudesse vestir. Revirei os olhos ao perceber que além de ter que arrumar minhas roupas eu também teria que procurar alguma lavanderia para que pudesse lavá-las. Já vestida encarei o meu celular e olhei as horas, era cedo demais para quem não tinha nenhuma obrigação, como escola ou trabalho. Optei por começar a catar minhas roupas e descobrir quais delas eu deveria levar a lavanderia, o mais engraçado era que eu sequer lembrava de fazer tamanha bagunça.

Claro que entre algumas saídas rápidas minhas e de Zayn nesses quatro dias eu não tinha tempo para perceber onde eu estava jogando as roupas que eu tirava. O melhor de tudo era que não lembrava também de ser bagunceira, minha mãe era sempre tão rigorosa que se um fio do meu cabelo estava bagunçado ela reclamava, quem diria o quarto.
Os minutos pareceram passar rápidos e logo eu já tinha um pequeno amontoado de roupas que eu deveria lavar.

Eu não fazia ideia de onde eu iria encontrar uma lavanderia em Saint Louis, mas eu poderia perguntar alguém ou se não tentar a sorte e sair andando até que encontrasse o estabelecimento desejado. Só então meu estômago roncou me alertando que eu também estava com fome, fazia horas desde que eu havia ingerido algo e meu corpo parecia ansiar por algo comestível. Se eu sequer possuísse o telefone de Zayn eu poderia mandar uma mensagem e ver se ele já estava acordado, mas os nossos celulares estavam tão esquecidos que às vezes realmente nem lembrávamos de sua existência.

Saindo do quarto caminhei pelo corredor até que parei em frente à porta com o número 402 na frente – o quarto de Zayn -. Fiquei relutante por um momento com medo de que ele estivesse dormindo e eu o incomodasse, mas quando eu estava prestes a sair a porta abriu e Zayn apareceu.

- O que faz aqui? – Perguntou.

- Eu queria ver se você estava acordado para que me fizesse companhia durante o café. – Murmurei. – Mas fiquei com medo de que ainda estivesse dormindo.

- Na verdade eu pretendia fazer a mesma coisa.

Colocando a carteira que segurava em suas mãos no bolso traseiro dos jeans, ele saiu do quarto e andamos juntos. Todos os dias nós íamos no mesmo café para comer, que na verdade, era o mesmo café em que eu fui na primeira vez que cheguei aqui.

- Planos para hoje? – Quebrei o silêncio.

- Não para o dia, mas a noite eu vou cantar em um barzinho pequeno que tem aqui perto. – Disse ele enquanto encarava o chão.

- Você canta? – Falei surpresa.

Assentindo ele explicou que esse foi um dos seus sonhos quando criança poder cantar e entreter as pessoas com a sua voz, mas que ele havia deixado de lado depois que seu pai disse que ele nunca poderia ser um músico. Sorrindo para ele compartilhei que eu estava ansiosa para ouvi-lo e realmente estava, sempre achei que pequenos barzinhos sempre escondiam grandes artistas que esperavam para serem descobertos, e sempre que possível e fugia da minha mãe em algumas noites e me encontrava com alguma pessoas lá. O clima era totalmente diferente do que eu estava acostumada nas festas que eu era forçada a participar pela minha mãe, era algo muito mais real.

- Leslie, ouviu o que eu disse? – Corei fortemente ao perceber que eu havia ignorado tudo o que Zayn estava falando por um momento. – Eu só estava dizendo que cantar ajuda a conseguir algum dinheiro extra enquanto estou fora de casa.

- Se eu pudesse cantar bem acho que também me arriscaria e subiria em um pequeno palco, mas não fui favorecida com esse talento.

- Nunca irá saber se não tentar. – Pude ver o desafio em seus olhos, mas eu sentia que não estava pronta para fazer isso. Não me importava com algumas das coisas que Zayn me encorajava a fazer, mas isso era um pouco demais por agora.

- Essa noite vou apenas apreciar o seu show.

Felizmente chegamos logo ao café, parecia que uma rotina era estabilidade ali praticamente as mesmas pessoas estavam ali todas as manhãs, um casal de idosos comiam perto da janela, um pai com dois filhos lanchava na bancada e as mesmas duas garçonetes se alternavam para atender as poucas pessoas pela manhã. Sem perceber nós dois estávamos acabando por fazer parte dessa pequena rotina das manhãs, entretanto essa não era nada parecida com a qual eu fui submetida por um tempo. Não havia talheres exagerados, postura correta para se sentar ou momentos certos para falar, na realidade essa parecia uma rotina em que eu não me importava tanto de participar.

- Você sempre vai pedir a mesma coisa? – Zayn reclamou. – Olha quanta opção tem no cardápio, peça algo diferente de salada de frutas.

- O que você sugere então?

- Vamos querer ovos com bacon, torradas, suco de laranja e café. – Falou para a garçonete que anotava nosso pedido.

Enquanto esperávamos por nosso café da manhã, ficamos ambos em silêncio. Em minha mente eu me perguntava o que iria acontecer daqui a três dias quando cada um de nós seguissemos um caminho diferente, estar longe de casa quando se tinha alguém ao seu lado era totalmente diferente de estar longe de casa sozinha. Se Zayn – na época um desconhecido – percebeu que eu não iria durar muito tempo sozinha, o que acontecerá quando ele se for?
                               
                                [...]

- O que vamos fazer agora?

- Eu não sei, talvez visitar algum lugar. – Zayn deu de ombros. – Podemos fazer o quisermos é só escolher.

- Você faz tudo parecer tão fácil, você fala tudo com tanta calma que sinto que você pode dizer “vamos assaltar um banco” e “que tal um hambúrguer?” da mesma maneira.

- Por que não caminhamos pela rua um pouco.

- Merda. – Resmunguei o cortando. – Acabei de lembrar que preciso lavar roupa. Sabe onde tem uma lavanderia por acaso?

- Não muito longe daqui, podemos ir lá se quiser.

- Não quero que fique preso a mim, então porque eu não vou lá e você faz algo interessante? – Perguntei – Podemos nos encontrar quando você estiver saindo para cantar, só me deixe saber que horas.

Após me instruir de como chegar a lavanderia e me dizer a que horas eu deveria estar de volta e pronta para sair, nos despedimos e eu voltei ao me quarto no motel barato para pegar a pequena quantidade de roupa que eu deveria lavar. Ficar longe de casa não iria apenas fazer com que eu pudesse pensar um pouco e relaxar, mas ainda me ensinaria a ter tantas responsabilidades que eu não tinha antes, quer dizer, quando foi a última vez que levei minhas roupas para lavar?

Já na lavanderia e com um cesto em mãos separei minhas roupas coloridas das claras e as joguei em máquinas diferentes, coloquei algumas moedas em cada uma das máquinas e sentei-me no pequeno banco próximo a parede de vidro. Lá fora o sol iluminava cada canto da cidade e diversas pessoas caminhavam pela rua absolutamente absortos em si mesmos. Ignorando a vida lá fora peguei uma das revistas que estavam sobre a pequena mesa no canto e comecei a folhear, diversos assuntos eram abordados ali, entretanto nenhum deles havia chamado minha atenção totalmente, algumas fofocas totalmente inúteis sobre a vida de algumas celebridades me fizeram revirar os olhos e perceber que em alguns momentos eu sentia como se a humanidade estivesse perdida.

Eu não tinha ideia de como iria passar todo o tempo que eu tinha livre enquanto esperava as roupas ficarem limpas. Na verdade eu não fazia ideia se eu podia deixar minhas roupas aqui e das uma voltinha na rua.

Cerca de vinte minutos mais tarde eu já estava impaciente enquanto andava de um lado para o outro, sem dar mais qualquer um pensamento sobre isso optei por deixar as roupas ali e enquanto isso eu poderia caminhar um pouco por perto. Verificando as horas no celular percebi que ainda havia pelo menos três horas e meia antes que eu finalmente tivesse que ficar pronta para sair.

Andando pela rua olhei cada pequena loja, ignorando totalmente as que possuíam nomes renomados. Eu sempre acreditei que a beleza estava nas coisas mais simples, e nunca iria entender como algumas pessoas concordavam em usar peças de roupas que estavam na “moda” apenas por que alguém disse que era assim que eram as coisas. Na minha opinião a moda de fato nem existia, era apenas da boca para fora. Se eu quisesse usar uma calça com a boca larga, por que não? Só porque alguma pessoa com nome importante disse que agora não era o momento disso?

Ouvi o pequeno sino tocando assim que abri a porta para entrar em uma pequena lojinha, eu havia ficado encantado simplesmente pelo seu estilo antiquado ou vintage como algumas pessoas, incluindo a minha mãe, diziam. Em suas paredes alguns adesivos e placas estavam distribuídas imitando fotografias de pontos turísticos de várias partes do mundo, nas estantes eu conseguia encontrar os mais variados tipos de coisas desde a pequenas peças de porcelanas a discos de vinil antigos. Porém o que mais me chamou a atenção foi uma máquina fotográfica branca, daquelas que a foto sai na hora e por mais que parecesse antiga, aquela peça me encantou tanto que eu não resisti e por fim a comprei junto com um caderno totalmente em branco e filmes para substituir quando o outro acabasse.

Quase que perdida no tempo paguei tudo e corri de volta à lavanderia. Felizmente a loja não era tão longe e com poucos minutos eu estava de volta ao estabelecimento, feliz ao perceber que havia chegado bem a tempo, coloquei o cesto próximo a máquina e me ajoelhei para começar a dobrar minhas roupas já limpas. Franzi o cenho ao perceber que ainda estavam todas molhadas e bufei alto atraindo um pouco de atenção.

- Pela sua expressão acredito que é a primeira vez que faz algo assim. – Disse uma senhora próxima a mim.

- Eu achei que essa coisa também secasse as roupas. – Murmurei desanimada.

- Na verdade, você precisa colocá-las para secar ali. – Apontou sorrindo para o que eu acreditei ser a secadora. – São só apenas algumas moedas a mais e elas realmente saem secas.

Agradecendo levantei e joguei todas as minhas roupas juntas sem me importar em misturá-las na secadora. Lá se iam mais alguns minutos, talvez uns vinte e cinco. Mais desanimada do que antes sentei-me e olhei os produtos que eu havia adquirido, abri o caderno em branco e mesmo sem ter nada escrito ali fiquei folheando por alguns segundos. A ideia de comprar o caderno e fazer dele um diário de viagem apareceu instantaneamente quando eu vi a cabeça na prateleira. Colocar pelo menos uma foto de cada cidade que eu visitasse parecia uma boa ideia e um bom jeito de guardar como lembranças para o futuro.

                            [...]

Por algum milagre eu havia conseguido ficar pronta no tempo exato em que Zayn disse que bateria na porta do meu quarto. Depois de ter voltado as pressas da lavanderia eu não havia perdido outro segundo e tinha começado a me arrumar. Mesmo o meu cabelo comprido já estava totalmente pronto e a maquiagem estava feita, eu estava orgulhosa de mim pela quantidade de coisas que eu havia feito em pouco tempo, até tive vontade rir ao pensar que minha mãe nunca demoraria menos do que uma hora para ficar pronta para qualquer que fosse o evento.

Poucos minutos depois ouvi as batidas na minha porta e ao abri-la encontrei com Zayn. Tive que sorrir ao perceber que ele se vestia bem, não importava a ocasião, usando nada mais do que uma calça rasgada, blusa preta e jaqueta verde ele conseguia parecer bem vestido mesmo usando roupas simples.

- Pronta? – Concordei saindo do quarto. – Vamos, se conseguirmos chegar mais cedo do que foi combinado podemos beber um pouco e curtir antes que eu comece a cantar.

- Estou ansiosa para ouvi-lo. – Confessei conseguindo um pequeno sorriso. – Não pude deixar de me perguntar como sua voz deve parecer.

- Bom não vai demorar muito até que você descubra.

Ainda sorrindo entrei no lado do passageiro de seu impala e esperei não tanto paciente para que ele colocasse o carro em movimento logo.

- Seu carro me lembra a série Supernatural.

- Na verdade eu tenho muita originalidade para ter um carro só porque ele aparece em uma série, mesmo que uma série foda como essa. – Disse olhando para mim por um curto tempo. – Esse carro foi do meu avô e ele jurou dar para o primeiro neto homem que tivesse.

- Então você o herdou. – Concluiu.

- Na verdade não, era para ele ser do meu primo, mas assim como pelo menos metade da minha família ele achou que o carro não se encaixava em seus padrões então me deu.

- É uma pena, porque é um carro muito bonito. – Respondi assim que paramos na garagem do Street 6, lugar em que Zayn cantaria.

Não havia ninguém na porta do bar pedindo para ver nossas identidades o que me fez questionar se não teríamos problemas com adolescentes bêbados demais essa noite. O bar parecia ainda estar em seu caminho para ficar cheio o que não dificultou a busca por uma mesa boa e perto tanto do palco quanto do bar. Ainda bem que eu havia optado por não carregar uma bolsa e tinha colocado o celular junto com dinheiro e cartão no bolso, o que me deixava mais livre para poder andar sem ter que me preocupar com alguém pegar a minha bolsa.

- Quer uma cerveja para a coragem? – Ouvi Zayn perguntar a não demorei a assentir.

Enquanto esperava por ele olhei o local ao redor, no palco a uma pequena distância um homem careca mexia nos poucos instrumentos ali e posicionava o microfone no centro do palco junto com o banco. Excitação corria por todo o meu corpo, após quatro dias aqui era a primeira vez que eu saia a noite com Zayn para algo assim, geralmente passeavam durante o dia e nos recolhíamos a noite, mas essa inversão de hoje parecia ser incrível.
No canto esquerdo vi um grupo de caras se aglomeraram em volta das mesas de bilhar tomando conta do local, no bar um pequeno o grupo de meninas conversavam animadamente e em algumas mesas grupos dos mas variados tipos de pessoas se encontravam.

- Obrigada. – Falei quando o copo de cerveja foi posto a minha frente. – Isso não te dá nervosismo quando for cantar?

- Muito. – Respondeu. – Acredite ou não mas eu sou muito tímido e tive que conviver com ataques de ansiedade durante toda a minha adolescência. Então fazer isso sempre vai ser um desafio, mas eu estou mais do que disposto a enfrentá-lo.

Antes que eu pudesse dizer mais qualquer coisa a ele um casal se aproximou de nós e chamou  a atenção de Zayn.

- Ficamos feliz que voltou Malik. – Disse o mesmo homem careca que ajeitava o palco instantes atrás. – Sua última apresentação nos rendeu bons lucros na noite.

- Então eu que estou feliz em ajudar Bill. – Falou depois de dar um gole em sua cerveja. – Essa é Leslie, Leslie esses são Bill e sua esposa Claire donos do Street 6.

- Prazer em conhecê-los. – Apertei a mão de ambos e deixei que voltassem a conversar com Zayn enquanto eu bebericar a minha cerveja.

Enquanto me familiarizava com o ambiente me desliguei por completo do que o trio conversava e encarei o lugar novamente. Quando voltei por mim só peguei algumas partes do que eles diziam e sei que Zayn tinha ainda pelo menos quarenta minutos livre antes que fosse cantar.

Assim que viu que eu não estava mais perdida no maravilhoso mundo da Leslie, Zayn me incluiu na conversa e me senti muito mais a vontade ao perceber que os donos da bar eram tão bons quanto aparentavam. Bill era um homem muito charmoso e apaixonado pela esposa que não parecia nem um pouco com o marido, quer dizer, enquanto Bill parecia um pouco bruto demais, Claire aparentava toda uma delicadeza que compensava a do homem com quem se casou.

- O que achou deles? – Zayn perguntou assim que o casal saiu.

- Eles parecem ser incríveis. – Respondi sincera. – Adorei que conseguiram manter bar mesmo em épocas difíceis e que tudo está melhor agora.

- Então você estava prestando atenção por fim.

Deixando que uma leve risada escapasse concordei e em seguida virei o resto da minha cerveja em um único gole assim como Zayn. Os minutos seguintes passaram absurdamente rápidos, nos distraídos tanto enquanto conversávamos que só lembramos que Zayn deveria subir no palco quando Claire gentilmente o chamou.

Eu estava definitivamente ansiosa por ele, pequenas borboletas parecia dar cambalhotas e meu estômago e eu nem estaria no palco. Eu ainda não sabia quais músicas ele iria cantar o que me deixava mais curiosa, será que ele escrevia e cantaria alguma original? Quais estilos ele cantaria?

Não pude deixar de conter minha surpresa quando os primeiros acordes do violão tocaram e a voz de Zayn soou por todo o lugar, a versão de Don’t Cry do Guns n Roses cantada por ele foi capaz de enfeitiçar todos no lugar e acabar com qualquer burburinho. Nunca imaginei que ele possuísse tal voz, potente e maravilhosa de se ouvir. A escolha da música ainda havia me deixado sem fôlego algum, era algo totalmente arrasador e enfeitiçador que fazia com que ninguém ousasse desviar a atenção da música.

Eu nunca estaria preparada para essa voz.

Eu nunca esperaria essa voz.

Apoiando a cabeça em minhas mãos prestei atenção nele por todo o momento, assim como a maioria das outras pessoas no bar.

Assim que a primeira música acabou, uma explosão de aplausos foi ouvida no bar e pude ver em seu rosto o alívio por as pessoas terem gostado. Fala sério, como se alguém não pudesse gostar disso. Continuei maravilhada enquanto ele cantava Wonderwall do Oasis e Iris do Goo Goo Dolls, agora eu entendi porque Bill disse que os lucros da noite haviam sido bons enquanto Zayn cantava, ninguém ousava sair do bar enquanto ele cantava.

Se Cassy estivesse aqui agora, ela estaria pirando. E talvez pronta para se jogar aos pés de Zayn assim que ele saísse daquele palco. Maldição, se meu pai estivesse aqui ele provavelmente amaria Zayn apenas por ter cantado várias de suas músicas favoritas. Ele seria o novo ídolo de parte da minha família. Não puxe deixar de rir com isso, mas logo senti uma lágrima solitária descer pelo meu rosto, pensar em Cassy doía e nos meus pais também. Tentando ao máximo limpar minha cabeça de pensamentos tristes, fiquei em Zayn novamente que parecia perdido em seu próprio mundo enquanto cantava.

- Espero que todos estejam gostando. – Falou quando fez uma pausa para beber um gole de água. – Não sou profissional, mas acho que estou indo bem, não?

Um coro dizendo a palavra “sim” fez com que um sorriso aparecesse em seu rosto, o tipo de sorriso que alcançava seus olhos. Aquele cara é bom nisso, e sabe disso. Não me surpreenda que ele havia sonhado em ser músico quando mais jovem, um talento como o dele merecia ser aproveitado.

Vários minutos mais tarde quando ele acabou seu repertório e se preparou para sair do palco ele foi agraciado novamente com uma salva de palmas, em seu caminho até nossa mesa ele foi parado algumas vezes por pessoas aleatórias que o parabenizavam e diziam o quão incrível ele foi, e muito educado Zayn acenava e agradecia.
- E então, o que achou?

- Está brincando? – Falei. – Você foi incrível, acho que acabei de virar sua fã.

- Não decepcionei então? – Perguntou se sentando.

- Será que você não ouviu todas as palmas?

Ainda sorrindo ele fez um gesto para Bill pedindo que trouxesse mais duas cervejas. Aos poucos o bar foi volta do novamente a como estava antes dele cantar, todos prestando atenção em suas atividades e conversando. Já com as cervejas em mãos Zayn levantou-se e fez gesto com a cabeça para que o seguisse.

- Vamos aproveitar o resto dessa noite Leslie. – Disse sobre o barulho. – Vou te mostrar que não sou só bom cantando.


Notas Finais


Aí está! Espero de coração que tenham gostado!!!
Até a próxima
Xoxo Laah


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