História Like Vaelery - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Câncer, Drama
Visualizações 3
Palavras 536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - - 4 anos, 7 meses e 1 dia.


 - 4 anos, 7 meses e 1 dias 

 Eu estava tendo sonhos estranhos sobre hospitais e quimioterapia quando acordei, estava escuro e quando olhei o relógio vi ainda ser onze horas da noite; estava no meio da escada quando ouvi soluços, eram soluços de lamento. 

— Você sabe o que é ter que olhar no rosto dela e ver que sua morte está próxima? - ouvi a voz da minha mãe dizer 

— Sim, querida, eu entendo. - era a voz do meu pai 

— É horrível Henry, saber que nossa filha está prestes a morrer e não poder fazer nada... ela ainda é tão jovem, minha menininha - mais soluços — minha pequena garotinha vai morrer 

— Mas querida, ela ainda está aqui e você devia aproveitar isso 

— Sim, eu sei mas... olhar para ela e tentar não chorar, você não sabe o esforço que eu faço, não quero que ela se culpe por estarmos triste. 

— Ela não se culpa, ela está mais conformada com isso que nós. 

— Esse é o problema, isso não é normal, ela não devia estar acostumada com a morte tão cedo, eu não estou. 

— Nunca estaremos acostumados com a idea de perder um filho 

— Eu não sei o que farei sem ela - eu podia sentir lágrimas silenciosas escorrendo pelo meu rosto — Ela é uma parte de nós... a dor que eu sinto não existe em palavras Henry 

— Eu sei querida, também não quero perder nossa filha. - eu não podia ver o rosto dele mas tinha certeza que estava se contendo para não chorar, ele não era muito disso, preferia gargalhar ao chorar, principalmente nesse momento, eu sabia que ele queria ser uma rocha pra minha mãe, ser aonde ela podia se apoiar sem se preocupar se iria cair. — Você lembra quando descobrimos que você estava grávida dela? - ela riu e meu pai a acompanhou no riso. 

 — Sim, eu estava chocada por eu ser muito nova ainda, mas era meu sonho a ideia de ficar grávida, de ter um bebê. 

— Você apostou que era um menino, tinha certeza, dizia que era intuição de mãe. 

— Eu insisti para não ver a ultrassom apenas para na hora que ela nascesse lhe mostrar que eu estava certa 

— Você já tinha um nome pronto e tudo 

— Sim, enquanto você insistia para escolher um nome de menina para caso não fosse menino, você tinha certeza que era uma menina mas não me confrontava quanto a isso 

— Você sempre foi linda, mas quando eu te vi com aquele barrigão, eu me apaixonei ainda mais por você, não tinha mais para onde correr, você tinha roubado meu coração e eu não fazia questão de recuperá- lo. 

 Enxuguei as lágrimas e subi silenciosamente, fechei a janela do meu quarto e deitei na cama. Eu não teria essa e muitas outras chances, a de casar com o amor da minha vida, de ter filhos com ele, a sensação da gravidez, relembrar os momentos da juventude depois de anos. 

Um sorriso brotou em meus lábios. Eles sentiriam minha falta, mas eles podiam ser felizes sem mim, podiam sobreviveram com lembranças, memórias antigas e recentes.


Notas Finais


Vou começar a postar os capítulos nas quartas- feira e sim eu sei que hoje é quinta mas é que não deu para postar ontem pois estava muito cansada do colégio e fiquei sem internet à noite; mas finalmente ai está.


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