História Like Vaelery - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Câncer, Drama
Visualizações 4
Palavras 748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - - 4 anos, 6 meses e 3 semanas


- 4 anos, 6 meses e 3 semanas 

A semana havia passado monótonamente, depois de alguns dias eu tinha percebido que Virginy era como um gato sem dono, ia e vinha quando quisesse sem dar explicação e satisfação; ela havia me visitados duas vezes depois daquele dia mas parecia meio distante e forçada e eu sentia ela se esvaindo aos poucos, eu não conhecia Virginy muito bem mas ela fazia com que eu não me importasse tanto com a morte e quão próxima ela estava, ela fazia meu dia mais feliz. Respirei fundo e olhei as horas no relógio que estava na cabeceira da cama, já eram 3:00 AM, uma brisa leve entrou no quarto, já estava esfriando e se minha mãe visse me mataria pelo fato do meu sistema imunológico estar fraco mas eu amava aquelas horas e o frio da madrugada, era maravilhoso e calmo, eu me sentia ótima. Eu me sentia bem sabendo que eu sabia apreciar cada pedaço de tudo que me proporcionava felicidade; e foi com esse pensamento que adormeci. Dor, dor, dor e mais dor, dor incessante, dor intensa. Foi com isso que eu acordei, minha cabeça doía tanto que eu não conseguia pensar, acho que nem mesmo respirar por que tudo que eu podia fazer era gritar, um fino tinido ressoava nos meus ouvidos, eu sentia minhas unhas cravando nas palmas das minhas mãos. Meus pais entraram correndo no meu quarto, a preocupação no rosto da minha mãe, o desespero no do meu pai, ela correu para meu lado, lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto incessantemente, meu pai me pegou no colo e me levou para o carro. Tudo parecia lento e agudo diante daquela dor insuportável, meu peito apertou e uma tosse incontrolável tomou conta do meu corpo e sangue apareceu na palma da minha mão. O teto não era roxo e com estelas florescentes como o do meu quarto, era branco. A dor de cabeça havia diminuído mas não cessado completamente, mas eu estava aliviada. — June? - Uma voz familiar me chamou, eu me sentia trôpega e não tinha forças pra me virar de lado. — Mãe? — Não, sou eu Virginy. - Seu rosto apareceu no meu campo de visão. — Seus pais saíram ainda há pouco, não queriam te deixar mas tinham passado o dia inteiro ao seu lado e precisavam sair um pouco. — Ah — O que aconteceu? Eles pareciam preocupados mas disseram que estava tudo bem — Eu tive uma pequena dor de cabeça mas já estou bem. — Só isso? Tem certeza? — Sim — Eles devem ser muito super protetores para te trazer para o hospital apenas por causa disso - Eu via alívio em seu rosto e ela sentou ao meu lado na cama. — Sim, eles são. - Eu não sabia por que estava mentindo para a Virginy mas eu não queria que ela soubesse disso. — Quando você vai voltar para casa? — Acho que hoje mesmo — Nós podemos sair amanhã e fazer mais um número da lista de desafios — Sim, é uma ótima ideia — E quem sabe podemos passar na livraria e ver se encontramos seu príncipe encantado — O garoto do beijo? — Sim, você ainda não reencontrou ele certo? — Na verdade eu fui na livraria no dia em que você não foi lá em casa e acabei encontrando ele — COMO ASSIM VOCÊ NÃO ME CONTOU ISSO ANTES?! - Ela falou estridentemente. — Virginy vamos receber reclamações se você continuar a gritar assim — Fodam- se eles e me conte isso agora mesmo — Foi bem rápido, eu mal tive tempo de falar com ele direito, tive que ir embora — É isso! - Ela bateu na sua perna. — Temos que ir lá imediatamente, amanhã mesmo iremos, avise a sua mãe que passaremos o dia inteiro na livraria, vamos esperar ele aparecer mesmo que dure o dia inteiro. — Você está louca? — Você não pode perder essa chance, certamente ele gostou muito de você — Nós mal nos conhecemos — Você não viu o modo como ele a olhou depois do beijo surpresa? Ele até retribuiu — E agradeceu - Completei, ela sorriu. — Viu? Amanhã nós vamos e podemos nos divertir fazendo algo da minha lista enquanto esperamos. — Tudo bem. Meus pais chegaram alguns minutos depois, fiz uma bateria de exames e fui liberada, era o que todos já sabíamos, eu não queria ficar então fomos embora


Notas Finais


Qualquer erro ortográfico favor avisar. Comentem se estão gostando coelhinhos.


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