História Lilium - Capítulo 14


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Categorias Originais
Tags Drogas, Ficção, Lemon, Shotacon, Suspense, Trafico, Violencia, Yaoi
Exibições 7
Palavras 1.674
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


^_^

Capítulo 14 - Memórias


Fanfic / Fanfiction Lilium - Capítulo 14 - Memórias

Disseram-me quando criança que para o orgulho de meu pai eu teria de seguir seus passos e almejar ser igual ou maior que ele, mas sempre achei que algo estivesse errado nisso. Eu acreditava que tudo o que ele fazia era errado e que eu era diferente dele.

Os Livov mesmo antes de se proclamarem uma máfia já eram os piores tipos de pessoa com quem se podia cruzar e eu nasci no meio desse desastre e por algum tempo acreditei ser mesmo diferente, mas cego pela vingança e com a desculpa de que era a única saída me tornei talvez pior do que meu pai foi.

Meu irmão Alexander costumava seguir exatamente o que nosso pai dizia e isso o tornava seu favorito. Particularmente não me importava com isso já que não queria a atenção daquele velho louco e sim de minha mãe, Gabriele Riska a mulher mais incrível que já conheci.

Um dia quando meu pai chegou bêbado depois de voltar do poker ele disse querer "relaxar" porque havia perdido dinheiro e simplesmente descontou na minha mãe, ainda gravida do meu irmão mais novo Klaus. Eu era pequeno, mas lembro dos gritos e de ter chorado bastante aquela noite. Depois dessa houve outras vezes e nem sempre ele conseguia o que queria, pois eu já estava grande o suficiente para defendê-la. Mesmo que eu levasse a pancada em seu lugar.

Lembro-me de Alexander ter se compadecido de mim por estar com um corte acima da sobrancelha esquerda e que sangrava tanto que pingava no tapete do quarto.

- Seu idiota, você tem de aprender a obedecer nosso pai.

- Você sabe que isso não vai acontecer. Ele não merece respeito de nenhum de nós.

- Falando assim você só pode estar querendo morrer.

- Ai! Isso dói!

- Claro que dói, sua testa está quase aberta tenho que dar pontos. O pai não vai querer chamar o médico.

- Ai! Droga!

- Cala a boca Bryan!

Essa provavelmente era uma das poucas lembranças que tinha de ser amigável com Alexander. Nós mudamos demais enquanto crescíamos... Ele ficou mais estranho a partir do momento em que nosso pai o levou para sua primeira compra de "mercadoria".

- Porque você foi com ele?! Podia ter recusado a isso tudo! Alexander!

- Bryan saia do meu quarto, crianças como você não vão entender a importância disso.

- Não brinque comigo! Como se vender pessoas fosse algo para se orgulhar! É uma coisa horrenda, chega a ser nojento!

- Bryan! - Ele se levantou da cama onde estava e agarrou na gola minha blusa. - Cala essa sua boca e comece a entender que somos sua família e esse é nosso trabalho!

- Mesmo que me diga isso eu nunca vou aceitar.

Eu era ingênuo e não havia como prever o futuro, então me agarrava a ideia de que escaparia de ser um traficante ou qualquer tipo de criminoso. Meu maior desejo era dar a minha mãe uma vida que ela nunca pôde ter, mas isso era o que desejava antes do destino bater a minha porta.

- Bryan você é meu anjinho sabia?

Minha mãe me dizia isso todas as noites quando ia até meu quarto.

- O pai de vocês os ama tanto quanto eu, mesmo que às vezes ele seja severo demais... Ele só quer o seu bem. Por favor, Bryan procure entendê-lo...

Eu "dormia" enquanto ela falava e eu sabia que aquilo não era o que ela realmente queria dizer. Horas antes nosso pai nos chamou em seu escritório e disse a mim e Klaus que iriamos aprender a atirar. Eu não queria, mas ainda preferia isso a ter que vender pessoas; Klaus era pequeno e minha mãe não queria que ele fosse exposto a isso tão cedo, mas não adiantava implorar para que não fosse assim.

- Porque não poupa Klaus disso? - Perguntei a meu pai no escritório. - Não vê que ele ainda é pequeno?

- Não discuta Bryan. - Disse Alexander.

- Não! Deixe que ele responda! Pai! Sabe muito bem que minha mãe não quer isso, deixe que ele fique!

- Sua mãe não manda nessa casa, seu moleque. Vocês obedecem ao que eu digo sem discussões e da próxima vez que gritar assim no meu escritório te coloco na rua, agora saiam.

Na manhã seguinte Alexander, Klaus e eu viajamos para o norte onde havia o começo de uma floresta onde fomos caçar. Nosso pai tinha um compromisso e minha mãe ficou em casa. Naquele dia meus irmãos estavam empolgados, até mesmo Klaus a quem infelizmente naquele tempo já se mostrava mais igual a meu pai. Por algum motivo eu tinha um mau pressentimento sobre aquele dia, como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento.

O sentimento que se tem ao atirar em uma coisa viva pela primeira vez é horrível e uma das coisas que mais me perturbava em fazer antes de perceber que há coisas bem piores que a morte.

- Bryan sua mira é um lixo. - Disse Alexander depois que acertei um pássaro.

- Faz alguma diferença? Ele já não está morto?

- Ela passou de raspão! Tente acertar a cabeça ou o meio do peito dele. - Esticou o braço com a arma na mão oferecendo-a.

- Acho que já está de bom tamanho não preciso fazer isso outra vez.

- Idiota. - Ele resmungou. - Tudo bem então, Klaus! Sua vez! - Ele gritou.

Klaus estava brincando em uma clareira perto dali com seu ursinho de pelúcia e veio correndo ao escutar Alexander chamar.

- Você é mesmo como o nosso pai...

- Não tenho culpa se o pirralho tem mais vontade de aprender os negócios da família do que você.

Klaus era uma criança que poderia ter tido uma vida completamente diferente da que teve, ele presenciou e viveu coisas as quais crianças não deviam viver tão cedo, mas dizer isso a essa altura da minha vida seria hipocrisia.

Sempre o achei mais alto para a idade, tanto que hoje ele é mais alto do que eu. Seus cabelos loiros como os do nosso pai formavam cachinhos em sua cabeça, ele costumava andar com um ursinho de pelúcia em mãos e o levava para todos os lugares, mas a partir do momento em que pegou a arma pela primeira vez aquele urso ficou obsoleto aos seus olhos, ele ganhou um novo brinquedo.

- Muito bem. - Alexander dizia. - Agora o próximo pássaro que aparecer você aponta e atira ok?

- Tudo bem!

- Só tome cuidado com o coice da arma, então você tem de segurar bem firme. Talvez queime sua mão um pouquinho, mas não dói.

Eu apenas observei os dois, não queria participar daquilo então fiquei calado. O mais estranho era que o meu sentimento ruim ainda persistia, eu tinha medo de que um deles se machucasse ou algo do tipo. Porém ao contrário do que eu pensava Klaus atirou no pássaro e Alexander correu para ver onde caiu e quando voltou levantou Klaus no colo.

- Wow você foi muito bem! Até melhor do que eu quando aprendi! Klaus você é incrível! - Alexander dizia girando Klaus. - O pai vai adorar saber que pelo menos um filho não veio estragado. - Olhou para mim.

- Não acho que isso seja motivo para comemorar.

- Não nos importamos com sua opinião, não é Klaus?

- Sim!

O tiro dele foi certeiro na cabeça do pássaro e também acredito que nosso pai o elogiaria se naquela tarde ele já não estivesse morto.

Quando retornamos da viajem um dos melhores homens do meu pai nos contou que tudo não passava de uma emboscada e que nosso pai até desconfiava que fosse, mas no fim ele foi morto por Lucius chefe da família Ragnar.

- Desgraçados... - Era possível ver o tamanho da ira em que Alexander estava. - Vou matar cada um deles!

Lembro-me dele não parar de repetir isso; Klaus chorava feito o bebê que realmente era e eu estava atônito, sem nem ao menos conseguir me mexer. Não consegui pensar em mais nada a não ser no fato de que minha mãe não estava ali, queria vê-la, queria desesperadamente vê-la.

- Onde ela está!? - Gritei para o homem. - Onde está minha mãe!

Segurava com força na roupa do homem e gritava feito um leitão esperando para ser abatido. Minha mãe havia sido morta um pouco depois que meu pai. Demos sorte, pois não estávamos em casa; ela foi sequestrada e torturada segundo o que o capanga nos contou isso me fez desabar de joelhos no chão.

- Vocês não servem para nada... - Sussurrei ajoelhado no chão. - Porque não fizeram nada...?

- Ela não era nossa prioridade. - Ele respondeu em tom de desdém.

- Como é...? - O fuzilei com os olhos. - Ela era bem mais importante do que essas suas vidas de merda. Porque não fizeram nada!? - Gritei.

Naquela noite não consegui chorar, pois a raiva conseguiu ser maior que a tristeza.

- Onde está a mamãe? - Klaus perguntou quando o coloquei na cama.

- Ela... Não vem mais. - Respondi.

- Por quê?

- Porque ela morreu Klaus assim como aquele pássaro.

Tudo se passou rápido e jamais imaginei que agiria da maneira que agi. Coordenei a primeira missão da minha vida e acabei descobrindo que na verdade eu sou e sempre fui exatamente como minha família. Cacei Lucius Ragnar por semanas e o encontrei em uma casa no campo de um amigo. Alexander matou todos que encontramos na casa e Klaus... Klaus assassinou Lucius Ragnar a queima roupa.

Não consegui nem ao menos pensar na gravidade daquele ato, mas vi o quão Klaus se sentiu satisfeito em me ver satisfeito que apenas disse: "Bom trabalho" e tratei aquilo como se fosse uma coisa completamente normal, como se fosse a coisa certa.

...

- Que prazer revê-lo, Bryan Livov.

Disse a mulher quando entrei no quarto do hotel.

- Um desprazer você quer dizer, Katherine.


Notas Finais


Até!


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