História Limites - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Personagens Originais, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Lemon, Pão, Reituki, Yaoi
Exibições 28
Palavras 2.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu vou fazer promessa, para nunca mais amar ♫ ~cof cof~
AÔOOOOOOOOOOOOOOO TILÁPIA! De boas glr? Espero que sim :3

Boa leitura

Capítulo 26 - Epifania


 Akira sentia um desconforto enorme, os acontecimentos que estariam por vir não iriam seguir sua linha de objetivos. Seu corpo estava pesado, as laterais ardiam com o atrito da roupa contra sua pele machucada pelos seguidores de Satoru, trincou os dentes puxando a blusa para cima vendo hematomas de coloração escura e alguns arranhões com a cobertura de sangue seco. Fechou os olhos respirando fundo largando a camiseta e retirando a jaqueta jogando-a no banco do passageiro com força, engoliu a seco segurando um possível choro, os pensamentos de que agiu de maneira tão repugnante nos últimos dias lhe acertaram, a percepção que poderia ter evitado todas as espécies de impasses com Takanori. Agora, senti-lo tão distante e com tanto ódio fazia seu peito contrair-se e doer, uma dor tão insuportável até mesmo para respirar, seus lábios entreabriram para uma maneira desajeitada para o ar adentrar. Abriu os olhos ouvindo batidas no vidro, olhou para Daigo que estava com as mãos nos bolsos do casaco e com um sorriso torto nos lábios, deu dos passos para trás para que Akira pudesse abrir a porta.

- Não fique tão cabisbaixo, tenho certeza que Takanori irá te aceitar novamente – Disse confiante – Devemos resgatá-lo não?

- Ninguém pode garantir isto – Riu sem graça – São apenas dois caras, a gente dá um jeito.

- Certo, onde estão?

O loiro ergueu a sobrancelha olhando ao redor e fechou a porta da Skyline com força fazendo o automóvel balançar.

- Porra! Era para ter ficado de olho neles! – Gritou –

- Aquele pessoal deve estar extremamente preocupados em quem irá vencer na corrida, podemos usar isto ao nosso favor – Sorriu – Há um prédio abandonado próximo, talvez eles estejam lá.

- Tem razão – Akira fechou a porta do automóvel e a trancou – Mostre o caminho.

Daigo sentiu uma onda quente percorrer seu corpo, como resposta dava passos lentos, uma de suas mãos foi até a nuca, passando a palma sobre a pele exposta, nunca havia sentido algo semelhante. Suas mãos começaram a tremer, a respiração ficou densa por um deslize deu um passo em falso e tropeçou no primeiro degrau. Suzuki observou aquela cena e por impulso segurou Daigo pelo braço impedindo uma queda, os olhares se cruzaram, as respirações se misturaram e o clima tenso tornou-se presente, o loiro soltou o braço de Daigo e limpou a garganta elevando a mão dando espaço para que o outro ficasse à sua frente e mostrar-lhe o caminho certo.

 Assim que ambos tomaram um caminho, Akira tinha o pressentimento que estava sendo seguido, puxou levemente o casaco de Daigo que virou-se bruscamente assustado, o loiro tombou a cabeça para o lado encostando na parede daquele apertado corredor entre as ruas, empunhou a arma que estava consigo e Daigo engoliu a seco apontando para a esquina e Akira concordou. Ambos estavam encostados à parede esperando um movimento suspeito, o som de saltos altos batendo contra o asfalto destruído causou um arrepio no corpo de Daigo, em um movimento rápido Akira destravou a PT e apontou para a figura feminina, Michiko, a mulher não estava com uma expressão amigável, o loiro abaixou a arma suspirando irritado ao ver a face daquela mulher novamente, a lembrança de que ela havia contado toda a verdade para si agiu como gasolina sobre uma chama pequena, foi uma explosão mostrando chamas ainda maiores.

- O que faz aqui? – Akira questionou ríspido – Acreditei que estava cansada de tudo.

- Estou procurando Satoru – Disse Michiko ajeitando os fios agora vermelhos – Sabe onde está este miserável?

- Não soube das notícias? – Daigo pronunciou-se – Está correndo com o Shiroyama.

Michiko riu, abriu a bolsa que estava consigo retirando um papel e balançou no ar, Akira e Daigo olharam para o objeto que parecia flutuar confusos.

- Estão vendo este cheque? – A mulher questionou e ambos concordaram com a cabeça – É falso, aquele desgraçado me pagou para dar o fora daqui.

- Então deve saber de algo – Daigo disse olhando para Michiko que agora rasgava o cheque falso – Deve ter conhecimento de algo grandioso.

Akira apenas observava cada expressão de Michiko, ela definitivamente sabia de algo ao ponto de Satoru dispensá-la de maneira tão apressada. O loiro suspirou cansado, seus olhos já pesavam, ver o céu escuro com poucos pontos luminosos lhe dava sono.

- Talvez eu saiba de algo – Michiko riu – Se querem saber onde estão seus amigos, podem me seguir.

- Devemos confiar em você? – Daigo cruzou os braços – Satoru deve ter lhe dito todos os detalhes de seu plano.

- Desculpa, mas quem é você? – A mulher repetiu o ato de Daigo cruzando os braços.

- Não interessa – Akira cortou uma possível discussão – Se sabe onde Kouyou e Takanori estão, nos mostre.

- Quem diria! – Gargalhou – Apostando toda sua confiança em mim Suzuki, estou até emocionada.

Michiko aproximou-se de Akira acariciando o queixo do loiro que rapidamente segurou o pulso desta retirando a mão de seu queixo.

- Espero que não venha com surpresas – O loiro balançou a arma em sua mão – Sabe o que irá acontecer.

- Eu não sou boba meu amor, Satoru tem muitas cartas na manga – Deu uma pausa – Jamais iria vê-lo desarmada.

Daigo revirou os olhos e viu Akira rir enquanto guardava a pistola em sua cintura, o trio passou a caminhar pelas ruas estreitas e sujas, Michiko tinha uma leve dificuldade ao caminhar com os saltos com tantos buracos e irregularidades no chão, Daigo chegava a achar engraçado aos quase tombos da mulher que a todo custo queria manter a pose encima daquele sapato.  A corrida devia estar em sua terceira volta, e Akira apressou os passos com Michiko ao seu lado, chegando ao prédio, o loiro abaixou-se entre algumas caixas observando o movimento na cobertura do prédio de quatro andares.

- Droga, temos que encontrar uma maneira de entrar lá – Daigo disse ajoelhando-se.

- Tem uma terceira entrada subterrânea próxima ao segundo quarteirão – Michiko sussurrou – Me sigam.

O trio caminhou de maneira rápida entrando na primeira esquina, assustaram-se ao ouvir o som de motocicletas próximas, Akira armou-se rapidamente e Michiko retirou uma Glock G25 da bolsa. A luminosidade dos faróis fez com que Akira puxasse Daigo contra si para esconder-se atrás de uma lata de lixo de porte grande, a mulher que lhe acompanhavam escondeu a arma que estava consigo e cruzou os braços apoiando na parede vendo as motocicletas passarem por si sem qualquer problema, eles a ignoraram. Seguros voltaram a correr contra o tempo, faltava pouco tempo para a corrida cessar, aquela pressão fazia a visão de Akira ficar turva e com o cansaço aquilo tornava-se cada vez mais arrebatador junto a sua respiração descompassada pelo esforço físico, os arranhões latejavam com todos os movimentos feitos por si. A ruiva apontou para caixas de madeira próximas à latas de lixo, Daigo e Akira empurraram duas delas liberando a passagem para um compartimento acoplado abaixo seus pés. O enfaixado o puxou por uma alça feita do mesmo material, Akira ouviu o som de um disparo contra a placa de ferro e a soltou imediatamente. Havia um atirador no prédio, mas a dúvida de qual acertou Daigo que olhou para todas as direções acima de sua cabeça, se estivesse claro o suficiente era possível ver o brilho do scope.

 Michiko rapidamente desligou a lanterna e guardou o aparelho e procurou um abrigo seguro.

- Plano B? – Daigo disse escondendo-se com Akira – Vai ser difícil escapar da mira desse cara.

- Ele poderia matar algum de nós quando teve a chance – Suzuki tossiu – Devemos ter o dobro de cuidado agora.

- Temos que voltar e tentar ir pelas entradas do prédio – Michiko sussurrou para Akira que concordou –

O grupo correu para direções distintas para confundir o atirador, alguns disparos atingiram as latas e paredes, até que um deste atingiu o braço de Daigo, o mesmo caiu no chão pressionando a mão sobre o ferimento, Akira ajoelhou-se escapando de um fragmento do concreto e segurou o braço deste, rapidamente retirou o casaco e respirou aliviado pois havia pego a pele de raspão e feito um corte fino. Daigo observava a afeição do loiro mista por alívio e desespero, o viu elevar as mãos até atrás da cabeça e a faixa branca que estava sobre seu nariz deslizou pela pele. Akira segurou o braço do moreno que tremia pela dor e colocou a faixa por cima do corte, a coloração avermelhada manchou o tecido que logo passou pelo braço com algumas voltas e amarrada de maneira firme no final.

O coração de Daigo estava disparado, o toque do outro deixou seu corpo em total êxtase até que a dor não era mais um desconforto. A ruiva observou os olhares de Daigo e discordou com a cabeça rindo baixo, ver o rosto de Suzuki sem aquela faixa era um tanto estranho, sua face não era tão temida desta forma, era um rosto comum e na epifania de Daigo; Lindo.

- Você vai sobreviver – Akira sorriu – Temos que correr.

Daigo levantou-se e correu de volta para todo o caminho que percorreram, a imagem do prédio atingiram suas visões, não havia nenhum movimento em todas as direções e o trio sentiu-se segurou ao avançar até o edifício utilizando a pouca iluminação como camuflagem entre as sombras de outros prédios. Michiko esforçava-se ao máximo para que os saltos não fizessem barulho a cada passo que dava, Akira não demonstrava tanta preocupação encima de Daigo já que o mesmo teve sorte de apenas ter um corte sobre a pele e a bala não havia perfurado.

O prédio tinha apenas quatro andares, a faixada estava com diversas pichações tanto de desenhos e frases espalhadas e até mesmo uma por cima da outra, como um grupo estivesse marcando território por cima de um rival. Akira esgueirava-se entre as paredes e pilhas de papeis, Daigo e Michiko apenas seguiam os passos do loiro com cautela, ouviu pancadas contra a parede e acelerou os passos adentrando no primeiro cômodo. Kouyou e Takanori estavam sentados no chão, Matsumoto estava com os pés apoiados na parede “pisando” no concreto. Rapidamente Suzuki correu até eles ajoelhando-se à frente de Takanori segurando o rosto do menor e acariciou as bochechas do mesmo, Daigo sentiu o gosto amargo fluir por toda sua boca, agarrou com força o braço e pressionou a palma de sua mão contra o ferimento cerrando os dentes grunhindo baixo.

 Akira cortou as cordas e Takashima levantou-se primeiro, que sentiu uma leve tontura e apoiou-se à parede. Takanori fitou o rosto do loiro sem a faixa e estranhou a ausência do tecido.

- Estão feridos? – Michiko surgiu atrás de Akira fitando Kouyou.

- Não, precisamos sair daqui o mais rápido possível, a corrida deve estar acabando – Takanori disse em um fio de voz.

Akira levantou-o pelos ombros e Kouyou encarou Michiko com indiferença, aproximou-se da ruiva e segurou seu pulso com força, seus olhos pareciam ter faíscas e a vontade de acertar as contas naquele lugar transbordava.

- Eu não estou fazendo isto por você professor – A ruiva quebrou o silêncio com um sorriso no rosto.

Kouyou mordeu o lábio inferior soltando o braço da ruiva, olhou para Daigo que estava com o olhar fixo em Akira, elevou a mão até o ombro do moreno o despertando daquela hipnose.

O grupo caminhou até a saída, Takanori estava abraçado ao Suzuki já que demonstrava dificuldade em andar, um tiro acertou Michiko que rapidamente caiu no chão e os outros olharam para trás vendo a figura de um homem segurando uma submetralhadora UZI com um sorriso de orelha à orelha, Daigo jogou-se ao chão raptando a bolsa da ruiva procurando a Glock. O homem apertou o gatilho disparando diversos tiros contra sua direção, mas nenhum o acertou, Akira retirou a PT de sua cintura a destravando com agilidade e acertou o ombro daquele homem que largou a UZI no chão para pressionar a mão contra o ferimento recém feito. Daigo empunhou a Glock e arrastou-se até o homem apertando o gatilho, assim que o mesmo caiu ao chão pegou a UZI acompanhando os demais.

Kouyou sentiu seu estômago revirar-se pelo cheiro do sangue, o corpo tremeu ao ver Michiko caída com uma poça de sangue ao seu redor.

Chegando ao local de partida da corrida, os gritos animados fizeram Akira estremecer, as pessoas ali formavam um círculo em volta do carro ganhador, Daigo afastou alguns para ver quem havia ganhado.

Shiroyama saiu da Mercedes com um sorriso estampado no rosto, passou pela multidão até ver Kouyou com o rosto molhado por lágrimas, correu até o loiro abraçando-o com força e sussurrou próximo à sua orelha.

- Eu ganhei.

Aquelas palavras fizeram o corpo de Kouyou arrepiar-se, Akira observava os dois com um sorriso ainda segurando Takanori pela cintura.

A figura de Satoru aproximando do grupo fez Daigo empunhar a UZI em direção de si, que logo ergueu as mãos com um sorriso torto nos lábios, as pessoas encaravam toda aquela movimentação empolgados, definitivamente queriam ver sangue.

- Parabéns Shiro, digno de subir de categoria – Satoru cruzou os braços a frente de seu corpo – Saiba que não é o fim, há muita coisa por vir.

Daigo revirou os olhos e apertou o gatilho, Satoru olhou para o moreno indignado já que não havia mais munição na UZI.

- Sério Daigo? Depois de tudo o que passamos – Satoru fez uma falsa expressão de choro – Eu esperava mais de você.

Satoru deu as costas para o grupo, Takanori soltou-se de Akira e viu a mão de Daigo tremer enquanto segurava a Glock. O loiro pegou a pistola de suas mãos e mancou lentamente até Satoru que caminhava até seu automóvel. As pessoas se dispersavam pois sabiam o que iria acontecer, rapidamente pegaram seus respectivos automóveis e rasgaram o asfalto.

- Satoru – chamou Takanori o vendo virar-se para si – Vai se foder.

Takanori destravou a Glock e atirou contra Satoru, o corpo deste caiu no chão e Akira correu até o loiro retirando a arma de suas mãos. A morte de Satoru foi instantânea, após atirar, Matsumoto sentiu um enorme peso sair de seus ombros, Yuu e Kouyou caminhavam até a Mercedes, Daigo ainda estava surpreso por aquela ação tão repentina. O som de sirenes policiais assustou o grupo que caminhavam apressadamente até os automóveis, aceleraram cortando as viaturas iniciando uma perseguição.  


Notas Finais


É isso, Daigo...Estamos de olho em você hein u.u
MEU DEUS DO CÉU! CORRE BERG!
Beijo sabor Yasuo


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