História Linda, louca e mimada - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bebidas, Maconha, Musica, Oriente, Rap, Romance, Tatuagem
Exibições 8
Palavras 1.314
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - II


03:01 p.m.

Rio de Janeiro

A noite foi incrível, eu conversei bastante com o Caio, bebi bastante, dancei bastante... Foi tudo muito intenso, e é isso o que eu gosto. Intensidade em tudo, intensidade no amor, intensidade na dor...

— Rafa? Tenho que falar com você. — Carol colocou seu copo em cima da estante e se virou para me olhar.

— Fala memo.

— Memo. — falou rindo, revirei os olhos e depois ri.

— Fala logo Carol.

— Logo Carol. — gargalhou.

— Desisto. — levantei às mãos em sinônimo de redenção enquanto ria.

— Não! Sério agora, eu vou dormir aqui no Douglas, aí tu vai ter que dormir na sua casa. Foi mal Rafaelão. — falou mordendo o lábio inferior.

— De boa, relaxa, vou ir pra casa então, se não fica muito tarde e minha mãe embaça. — falei rindo.

— Tá bom, até amanhã amorzin! — me deu um abraço e voltou pra garagem aonde estava dançando, ri baixo.

Peguei minha mochila no quarto do Douglas e fui até o portão, não me despedi de ninguém, acabei esquecendo.

— Já vai? — Caio tocou meu ombro me fazendo virar para vê-lo.

— Sim, se ficar muito tarde eu me fodo. — falei simples, ele rio.

— Vai como?

— Busão, tem um ponto aqui perto. — apontei pro ponto do outro lado da rua.

— Quer carona? Eu tô de moto. — coçou a cabeça.

— Não precisa, chego rapidin no Méier. Mas valeu.

— Não o caralho, eu vou te levar sim, tu pode ser assaltada. — falou rindo.

— Relaxaa, tu mora em Niterói, fica ruim pra ti. — ri.

— Vamos logo, sério. — falou sério.

— Tá bom. — torci o lábio.

— Vamos então! — sorriu.

Fomos até outro lado da rua aonde estava estacionada a moto, ele abriu o baú da moto me entregando o capacete.

— Senta ae, gata! — falou num tom malicioso. Gargalhei.

Sentei na moto, agarrando sua cintura e ele foi até o Méier, juro que achei que iríamos atravessar a barreira do som, gritei muito e apertei sua cintura bem forte, ele ria sem parar.

O caminho foi rápido, logo já chegamos em casa.

— Você quer entrar? — perguntei tirando o capacete e entregando a ele.

— Claro! — falou ajeitando o meu cabelo bagunçado graças ao capacete.

— Mas vai ter que ser pela janela! — ri.

— Então temos mais uma coisa em comum. — ele estendeu a mão e eu bati.

Subimos pelo portão e chegamos até a janela do meu quarto no segundo andar. Estava do mesmo modo que deixei. Joguei minha mochila no canto e me virei para vê-lo.

— Então... O que quer fazer? — perguntei colocando as mãos na cintura.

— Hum... — viu meu som e ligou, estava tocando Cartel MCs. — Vamos fazer o que eu tive vontade desde à hora que te vi. — veio em minha direção.

Ele colocou as mãos no meu pescoço, e veio se aproximando lentamente, eu cedi completamente ao toque dele.

— Rafaela? É você? — a voz da minha mãe ecoou pela casa.

Dei um empurrão meio brusco nele e abri a janela.

— Você precisa ir!

— Você não me passou o seu número! — passou uma perna para fora da janela.

— O Rio é pequeno, a vida é grande. — sorri.

— Assim espero. — pulou para fora.

Fiquei observando ele arrancar com a moto e sumir pelas ruas do Méier. Me joguei de bruços na cama, enquanto me envolvia pela música que ainda tocava.

Levantei, tirei minhas coisas da mochila e caí no sono, adivinha com quem eu sonhei?... Exatamente.

Acordei de manhã cedin, me troquei colocando uma roupa bem praiana, e desci pra cozinha aonde meus pais estavam, lá vem chumbo.

— Que horas você chegou ontem? — meu pai perguntou com a tradicional cara de bosta dele.

— Três. — fui até a geladeira pegando o meu iogurte.

— Tu não ia dormir na Carol? — dessa vez foi minha mãe que perguntou.

— Ela passou mal, teve que ir pro hospital e a mãe dela me trouxe aqui. — expliquei bebendo meu iogurte.

— De moto?

— Sim. Tenho uns trabalhos da escola pra fazer, e mais tarde eu vou sair, ok?

— Só não chega tarde. — meu pai falou dando de ombros.

— Tá.

Subi pro quarto com um pacote de biscoito e passei a tarde toda lá, fiquei fritando com o pensamento longe, mas não muito longe do garoto de ontem.

Quando a noite caiu eu liguei pra Carol, combinamos de nos encontrar numa pracinha aqui perto e depois ir até a roda de Freestyle em Niterói, vai ter batalha de rima com um cara de SP, só espero que os manos do RJ destruam ele. Enfim, tudo indica uma noite pesada.

Coloquei um shorts jeans, um cropped e um tênis da vans, prendi meu cabelo num coque meio frouxo que provavelmente vai desmanchar quando eu descer o primeiro degrau da escada, peguei minha bolsa e parti para a pracinha.

— Olha elaaa! Toda gata! — Carol falou me fazendo dar uma voltinha assim que me viu chegando na pracinha.

— Tu! Aliás, vamos passar num bar antes da rodinha? Eu preciso bebeeer! — falei rindo enquanto soltava meu cabelo do coque (que não desmanchou enquanto descia a escada).

— Whisky?

— Malboro?

— Fechô! — rimos e fizemos um hi 5.

Passamos num barzinho qualquer, compramos cigarros e bebidas, bebi metade da garrafa de whisky sozinha, outra metade foi da Carol, ou seja, matamos a garrafa, como lá os malucos vão oferecer bebida nem nos preocupamos em comprar mais. Depois fomos pro ponto esperar o próximo ônibus pra nos levar até Niterói.

— Vida de pobre é foda, af! — reclamou Carol.

— Liga pro seu namorado da Tijuca. — provoquei.

— Claro, pra ele vim com sermão falando que aquele não é lugar pra mim e blá blá blá... Tô de boaaa. — revirou os olhos.

— Então não reclama! — ri.

— Se não reclamar não é eu! — deu de ombros.

— Realmente. — rimos.

Não demorou muito para pegarmos o ônibus... Lotado! O que tanta gente vai fazer em Niterói às 23:40? Bom, o ônibus nos deixou perto da praça aonde vai ser o Freestyle, fomos caminhando até lá.

Chegando na praça encontramos nossos amigos: Felipe, Jão, Rodrigo e o Pedro. Todos meio bêbados, como sempre.

— Olha, a bandida e a namorada do mauricinho. — Jão falou fazendo os meninos e eu gargalhar.

— Af! Ele tem nome, porra! E eu também. — Carol odeia eles, já eu... Amo.

— Qual é... Relaxa! — falei passando meu braço pelo ombro dela.

— É pô, escuta a bandida! — Felipe falo bolando a erva. Concordei com a cabeça.

O cara de SP chegou, e começou a batalha. A noite foi assim, bebidas, erva, rap, e muita humilhação pra SP. Carol acabou indo mais cedo, o Pedro levou ela em casa e eu fiquei, estava um clima bom.

— Rafa, eu e os meninos vamos comprar mais bebidas, quer vim com a gente? — Rodrigo perguntou apontando para o carro.

— Tô suave! Não demorem viu?! Você vai me dar carona pra casa. — falei me sentando num banco.

— Já é! — entrou no carro com os meninos e partiu.

Fiquei sentada no banco me xingando mentalmente por não ter trazido casaco, estava de longe mas conseguia ouvir a outra batalha que rolava.

O Rio é pequeno, a vida é longa... Você tinha razão! — uma voz masculina falou perto do meu ouvido, se sentou do meu lado no banco, era o Caio.

— Você aqui? — soltei um sorriso quando olhei seu rosto por completo... Droga!

— Eu que deveria perguntar, afinal, é você que está na minha cidade! — rio.

— É... Talvez! — acabei rindo.

— Então, quer dar um rolê? — colocou as mãos no bolso da bermuda.

— Claro... — me abracei devido ao frio. Eu sou bem burra mesmo, pô, quem esquece o casaco?!

— Hmmm! — tirou o moletom e me entregou. — Pega vai, quero seu cheiro nele. — sorri de lado e coloquei o moletom.

Ela sorriu, ela sorriu. Ai o bagulho evoluiu, evoluiu. 



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