História Linha da vida - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Indra Otsutsuki, Madara Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Akai Ito, Drama, Indra, Linha Da Vida, Madara, Sakura, Sasuke, Vida
Visualizações 57
Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie lindezas! Quanto tempo, hein? Espero que gostem do capítulo novo. Boa leitura <3

Capítulo 6 - PARTE UM - Sexto Ato


Fanfic / Fanfiction Linha da vida - Capítulo 6 - PARTE UM - Sexto Ato

| PARTE UM | LINHA DA VIDA |

O chá esfriou na mesa e Sakura nem ao menos havia tocado na xícara. Sua atenção estava voltada para as palavras que o ceifador pronunciava. Não fazia o menor sentido para ela toda aquela história. Somente o que se recordava era de terem bruxos no lugar que ela viveu. Mas as outras coisas...

- Você quer dizer que já tentaram me matar pelos menos três vezes? E na última conseguiram, é isso? – Comentou a humana esbaforida. O anjo confirmou com a cabeça tomando o último gole de seu chá. – O que eu fiz para me perseguirem tanto por aí? Cometi algum crime?

- Oh não, querida. – Esclareceu. – O problema é exatamente ao contrário. Você foi gentil até demais em sua vida. Os Deuses que tem problema em não interferir em casos como o seu. – Apontou para cima. – Parece que gostam de ver o circo pegar fogo.

- Circo? – Perguntou confusa. – Você está me deixando pior do que antes.

Ele sorriu de leve. – Não precisa se preocupar com isto. É algo que só vai existir daqui milhares de anos. – Bateu palmas para chamar atenção da humana. – Vamos nos ater ao presente, certo? Onde eu parei mesmo... – Tentou se lembrar por onde deveria continuar na história.

- Preciso entender umas coisas primeiro, antes de continuar com o relato da minha vida. – Bufou. – Esse tal de Indra, ele é um bruxo. – Não foi uma pergunta. – Eu me apaixonei por ele?   

- Oh sim, querida. – Comentou animado. – Foi o seu primeiro amor. Sabe o que dizem sobre eles, não é?

- Não sei nem sobre minha vida. – Sakura falou irritada.

- O primeiro amor é aquele que você nunca esquece. Porém, também é o que não dura. – Seu tom era poético. A humana tinha vontade de socar a cara dele. – Mais alguma pergunta?

- Várias. – Se ajeitou melhor na cadeira. – De tudo isso que você me contou, eu posso concluir que eu era, ou sou, não sei, um pouco atirada. Afinal, eu praticamente me joguei no colo desse bruxo. – Hidan concordou e riu das conclusões dela. – Além de que, apesar de saber que ia morrer no final continuei ao lado dele. Eu só podia estar com alguma doença mental. Isso não pode ser verdade.

- Não era doença mental. Era, ou, apesar de não se lembrar, é amor. – Levantou do assentou e contornou a mesa ficando ao lado da humana. – Seu amor foi tão genuíno que preferiu a morte do que não experimentar do sentimento. Mas eu nem cheguei ao ápice da história e você já está impressionada.

- Me desculpe. Estar morta e descobrir que eu poderia ter evitado isso é um pouco chocante. – Disse sarcástica. – Mas imagino que você deve ver casos semelhantes todos os dias.

- Na verdade, o seu é bastante especial. – Abriu os braços. – Posso continuar ou não?

- Tenho uma última pergunta antes de ouvir o resto da tragédia. – As mãos dela começaram a tremer e suar. Havia ficado nervosa só de lembrar das palavras do ceifador. – Quando disse que eu estava morta, mas o que havia dentro de mim não e que o bruxo estava tentando salvar. Quis falar que eu...

Hidan abriu a boca impressionado por ela se apegar nesse detalhe. – Que você está grávida, querida. Ou melhor, estava. – Sakura levou a mão ao seu ventre e seus olhos encheram de lágrimas. – Antes que pergunte, o pai era Indra. Ele acabou de perceber que não iria conseguir salvar seu filho. – Sakura fez uma careta assustada. – Oh, ele não está nem um pouco contente com isso. Será mais um problema para que os Deuses resolvam.

Sakura parou de ouvir tudo depois de saber que estava grávida. E que pior perdeu seu bebê. E de uma forma tão cruel. Uma lembrança passou por sua mente. Estava estendendo algumas vestes recém lavadas nos galhos das árvores próximas de sua casa quando sentiu um mal-estar enorme e quase desmaiou. Mãos grandes e masculinas a seguraram antes que atingisse o chão. Olhou para direção do seu salvador e encontro um rosto preocupado. O dono dos olhos vermelhos que viu chorar. Só poderia ser Indra, pensou. Ele a levou para dentro do pequeno chalé e começou a examinar. Ficou preocupada ao ver a expressão surpresa no rosto dele. E só entendeu tudo quando ele lhe disse sorrindo: “Você está grávida, minha pequena.” A voz rouca e alegre ressoou em seus pensamentos.

Lágrimas involuntárias rolaram do seu rosto. Era agoniante a confusão de sentimentos que se apoderaram de seu corpo. Apesar de não conhecer o bruxo, por quem havia se apaixonado, sentia tristeza por ele estar neste momento solitário. Pelo que parece perdeu seus dois amores no mesmo momento. Sua mulher e filho. Hidan ofereceu um lenço para que a humana enxugasse as lágrimas e todo o muco que saia do nariz dela. Achava horrível quando as pessoas começavam a ter um ataque histérico em sua sala.

- Procure se acalmar. – Disse para a humana. – Seu bebê está em lugar melhor do que você e Indra.

Sakura cerrou os punhos. – Longe dos pais? Que lugar melhor é esse? – Cuspiu as palavras com ódio. Grunhiu. – Não ouse dizer que isso foi o melhor para o meu filho. O melhor para nós era estarmos vivos.

- Oh, eu não concordo querida. – Estralou os lábios e falou com tédio. – Indra estava fazendo o inferno na terra neste momento. Não seria um ambiente agradável para um recém-nascido.

Ela levantou em um salto. – O que está acontecendo? – Falou preocupada. – Como Indra está? Ele se machucou? Machucaram ele? Por favor, me diga alguma coisa.

Balançou o dedo em sinal negativo. – Não tenho autorização para lhe informar desses acontecimentos. – Apontou a cadeira. – Sente-se, por favor.

Fitou o anjo com nojo. – Como consegue manter tamanha indiferença com a dor alheia?

- Digamos que, tenho anos de convívio com dramas. Depois de um tempo as coisas se tornam monótonas. – Sorriu sádico. – E pense um pouco. Para virar um anjo da morte eu não devo ter sido uma boa pessoa na minha vida passada. Estou pagando por um crime que cometi. – Sakura estava mais confusa do que nunca. Era tanta informação para assimilar. – Mas isto não vem ao caso agora. Minha função aqui é apenas em auxiliar em sua passagem.

- Apenas me responda se Indra está bem.

Hidan revirou os olhos. – Você é bem repetitiva, né? – Entrelaçou os dedos da mão. – Está tudo bem com ele, ninguém seria páreo para enfrentar o Magi Elementum.

- Mago Elementar. – As palavras saíram de sua boca involuntariamente.

O anjo bateu palmas surpreso. – Ainda se lembra da língua deles. Indra é realmente incrível por conseguir ensinar tanto a uma simples humana. – Bateu com um dedo em sua cabeça. – Sua memória está voltando aos poucos pelo visto.

-  E estou odiando isso. – Esfregou os olhos. – Me diga que terá algum momento que eu fui feliz de verdade.

Hidan ponderou sobre. – A próxima parte talvez não seja o que está esperando. – Cruzou os braços e fechou os olhos. – Afinal, conhecer a noiva do homem que se ama não deve ser agradável.

- Indra tinha uma noiva? – Ficou perplexa. – Ele se envolveu comigo mesmo tendo compromisso com outra mulher? – Raiva e ciúmes se misturavam dentro de seu corpo.

Hidan sorriu vendo as caretas que Sakura fazia. Ela não havia mudado nada, mesmo sem as lembranças ainda sentia ciúmes de seu amado. Pensou que nunca veria ao lado do bruxo e sendo feliz. No dia que teve recolher sua alma ficou magoado por ter de leva-la justo no momento que sua vida havia se ajeitado. Mas não se pode escapar tantas vezes da visita de um ceifador e Hidan esteve presente durante as duas vezes em que ela quase morreu. E só foi salva graças aos esforços de Indra. Bastante perturbador pensar que o mesmo bruxo que está tirando uma série de vida inocentes e exterminando com seu clã todo, é o mesmo que sente tanto amor e afeto por uma humana.

- Quer continuar a ouvir sua história ou decidir em ir para o próximo estágio? – Questionou o anjo para a humana. – Não tenha esperança de encontrar Indra, ele irá direto para o limbo.

- Limbo? – Fez uma careta confusa.

- É um local onde vão as almas que merecem serem esquecidas. – Explicou calmamente. – Sendo a pior punição que alguém pode receber. Sua alma não morre ou recebe qualquer descanso. Você é condenado a pensar em todas as coisas que fez durante sua vida e perde a noção do tempo. Lá não existe sofrimento, mas também não há alegria. – Passou a mão pelos seus cabelos. – Mesmo a morte é melhor opção do que viver no limbo. E depois que você entra não há como sair.

- Oh céus! – Sakura abaixou a cabeça derrotada. – Tudo isso é por minha causa. Eu condenei a todos. – Sentia a culpa invadir cada pedaço de sua mente. – Eu fui ambiciosa e egoísta.  Deveria ser eu a receber esta punição.

- Você não tem culpa por ter amado Indra. – Levantou os olhos para o ceifador surpresa. – Mas podia ter entendido os meus avisos.

- Seus avisos? – Disse em tom baixo.

- Sim. Eu tentei te alertar do que poderia acontecer e não foi apenas uma vez. – O ceifador respirou profundamente. – Sou seu anjo Sakura, apesar de ser um ceifador. Eu lhe dei visões para que ficasse preparada. Normalmente, os outros anjos se comunicam por sonhos. – Revirou os olhos com tédio. – Como não sou ortodoxo, resolvi te presentear com visões. Você acreditava que era um dom, mas agora aos poucos percebe que, na verdade, foi sua maldição.

Sakura não conseguia respirar durante a fala dele. Somente quando o ar lhe faltou notou por quanto tempo não inspirou nada para seus pulmões. – Você cuidou de mim esse tempo todo.

- Eu tentei. E não foi fácil, você realmente é uma humana difícil. – Grunhiu. – Mas eu me diverti também. Foi um trabalho desafiador, não tinha um deste tipo em séculos. – Sorriu para ela. – As pessoas se assustam com as imagens de seu futuro e param para refletir sobre o que devem fazer. Você não. Prefere enfrentar as consequências e fazer o que deseja. Não deixa seu destino ser traçado pelos Deuses.

- Por que me avisou que minha família me abandonaria? – Questionou incomodada. – Foi bastante cruel. Eu era apenas uma criança...

Hidan fechou os olhos e sorriu. – Exatamente por isso. – Suspirou exausto. – A primeira visão que teve, lembra? – Sakura tentou lembrar, mas era só borrões em sua mente. – Bom, você era bem nova. Natural que não se recorde. Eu lhe mostrei o seu futuro. As duas realidades que poderia ter. – Abriu os olhos e a fitou com firmeza. – Minha intenção era te manter longe dos bruxos, mas por algum motivo isso lhe criou uma fascinação. Quando mostrou a sua mãe a visão, foi apenas o pedaço em que estava ao lado de Indra enquanto ele fazia alguns feitiços para te divertir. Você a assustou, e daquele dia em diante achavam que você fosse uma mestiça de bruxa. Humanos... – Grunhiu. – Por isso foi deixada para trás. Depois as visões se tornaram alertas para a sua sobrevivência. Apesar de que, não adiantou de nada.

A humana que a pouco tempo sentia uma raiva imensa pelo anjo a sua frente viu o sentimento começar a se transformar por empatia, até talvez alegria por ter tido alguém ao seu lado durante sua vida. Deveria ter sido difícil cuidar dela, pelo que já havia lhe contando, ela não devia ser alguém obediente. Percebeu que o anjo não era de todo ruim. E pensou em trata-lo com maior gentileza a partir de agora.

- Odeio esse olhar. – Hidan se pronunciou a pegando de surpresa. – Por isso não costumo mencionar sobre a parte de ser o protetor de alguém. Vocês, humanos, tem esse sentimento de gratidão muito forte. Isso me irrita. – Retornou ao seu assento. – Quero que fique ciente que não há bondade dentro de mim. Por isso, sou um anjo da morte. Depois de você não cuidarei mais de ninguém. Fui demitido deste cargo por falta de competência.

- Você foi rebaixado por que eu morri?

- Oh não, querida. Não considero isso como algo ruim. – Colocou os pés em cima da mesa e se jogou no encosto da cadeira. – Minha personalidade combina muito mais com a morte do que a vida. No entanto, fico feliz em ter sido seu anjo.

Sakura não sabia o que responder a ele. Mesmo com seu discurso ainda a culpa habitava seu pensamento. – Poderia continuar me contanto sobre minha vida. Quero decidir logo sobre o que eu devo fazer.

- Claro. Vamos começar a falar sobre Guren. – Sorriu sádico. – Seu pesadelo sobre a face da terra. A noiva do amor de sua vida. Ou melhor, onde minhas dores de cabeça começaram. 


Notas Finais


O capítulo foi bem curto hoje, mas precisava explicar algumas coisas e mostrar um pouco do ceifador/anjo da guarda. E então, como imaginam que será o encontro entre Guren e Sakura?
Obrigada por ler até aqui <3


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