História Linked by Dreams - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yakov Feltsman, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Almas Gêmeas, Desafio De Novembro, Soulmates, Universo Alternativo, Viktuuri
Exibições 159
Palavras 3.119
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aquele momento em que a história ia ser bem mais simples, mas aí eu tive uma ideia melhor e foi isso o que saiu kk mas tá andando da forma e na velocidade certa, então tudo bem XD
Espero que gostem ^^

Capítulo 2 - Uma Mudança de Planos


Viktor olhava fixamente para Yuuri do outro lado da mesa. Já faziam alguns dias que eles estavam morando juntos, mas o garoto japonês continuava sempre meio confuso e tinha o rosto completamente corado quando eles ficavam sozinhos.

- Yuuri.

O garoto olhou para ele, os olhos grandes por trás dos óculos parecendo nervosos pela simples menção a uma conversa.

- Hm?

- Você não quer que eu fique aqui? Se você tiver algum problema com isso, é melhor falar... Você não parece conseguir relaxar quando eu estou por perto...

Os olhos de Yuuri se arregalaram. Eles pareciam apavorados com essa ideia, e Viktor se perguntou o que isso significava.

Era óbvio que Katsuki Yuuri era seu fã. Mas seria de se esperar que ele estivesse eufórico com a presença dele ali, não tão receoso daquele jeito. Viktor não achava que estava colocando tanta pressão nele, mas sua paciência estava se esgotando.

Por causa do constante nervosismo de Yuuri, da tensão entre os dois, o jovem não conseguia patinar de forma espontânea. Seus movimentos eram mais rijos e seus pés frequentemente se desestabilizavam, o fazendo cair depois de saltos e errar sequências de giros e caminhadas que ele era totalmente capaz de executar.

Sim, ele era capaz de executar. Viktor lembrava plenamente do vídeo de quando ele dançara a sua rotina. Ali havia nada menos que a perfeição. Os erros que ele vinha cometendo eram apenas fruto daquele maldito nervosismo cuja causa Viktor desconhecia.

Ele era um patinador profissional, afinal de contas. Mesmo que não fosse um medalhista mundial, ele não podia simplesmente dizer que tinha medo de palco.

Fora que Viktor nem se importaria se ele errasse um salto ou outro. Tudo o que ele queria era ver aquela paixão de novo. Ver Yuuri dançar ali, em frente a ele, de forma que fosse impossível ele pensar ou olhar para qualquer outra coisa... Pois ele precisava daquela magia. Precisava descobrir a causa dela. Precisava dela para si.

Só assim, ele pensou, ele teria o que é necessário para conquistar a sua alma gêmea que, mesmo ali no Japão, inquietava suas noites.

Eles estavam no rinque de patinação da cidade agora. Yuuri negara qualquer tipo de incômodo causado por Viktor, mas não soubera responder porque estava sempre tão envergonhado perto do novo treinador.

Yuuri completou a coreografia mais uma vez, mas ainda lhe faltava algo. Ele próprio percebia isso. Ele deslizou meio desanimado pela pista, até estar de frente para Viktor, ambos se apoiando na parede divisória.

- Descul—

- Você está nervoso, não está? – Viktor perguntou logo. Sem esperar, que o outro respondesse de verdade, ele continuou. – Dá pra ver que é por minha causa.

Yuuri sustentou o olhar com o dele por alguns momentos, depois desviou o olhar, ainda meio embaraçado.

- Você não fez nada de errado...

- Não fiz? – Ele perguntou suavemente. Ele deixou um pequeno silêncio perdurar por algum tempo. – Seria algo que deixei de fazer, então?

Viktor resolveu arriscar nesse palpite. Será que Yuuri estava daquele jeito porque sentia algo...? Ele deixou que sua mão pousasse na do rapaz. Ele precisava que Yuuri confiasse mais nele. Viktor não sabia exatamente como iria tranquilizá-lo, mas um pouco de flerte poderia funcionar.

Mas, de novo, só durou um instante. Yuuri puxou a mão, mas logo depois travou, olhou para Viktor, para as mãos dos dois, e ficou boquiaberto. Ele se apressou em esconder a boca por trás das mãos, seu olhar igualmente confuso e emocionado.

Mas.... Viktor já tocara na mão dele antes, não era?

- Sinto muito. – Yuuri disse. – Eu preciso ir.

Ele passou por Viktor e foi tirar os patins. Havia algo nos olhos dele, um brilho não muito definido, mas que definitivamente era alguma coisa. Viktor olhou para ele sem entender direito.

Certo, ele sabia que o garoto Yuuri nunca tinha tido um relacionamento de verdade e que qualquer coisa que Viktor fizesse ara insinuar que havia algo entre os dois o deixaria nervoso e sem saber como proceder. Mas o quão frágeis eram os sentimentos daquele rapaz? O quão facilmente seu coração poderia ser dominado por outra pessoa, apenas por ele estar desesperado por afeto?

***

No dia seguinte, Yuuri disse que não queria que eles fossem treinar. Disse a Viktor para passear pela cidade, fazer o que quisesse. Disse que precisava de um tempo sozinho.

Viktor não discutiu. Ele mesmo estivera na mesma situação – precisar de um tempo sozinho – há muito pouco tempo.

Ele tentou se distrair, tirou fotos em vários pontos, gastou efetivamente várias horas. Mas no meio da tarde ele não conseguiu impedir seus pés de rumarem para o centro de patinação. Foi um impulso ao qual ele não queria exatamente resistir.

Ele passou pelas portas envidraçadas e foi até onde poderia conseguir patins para si mesmo. Quando os tinha calçado, ele ouviu o som de alguém lá na pista. Tentando ser discreto para não atrapalhar quem quer que estivesse lá, ele se aproximou. E então ele o viu.

Yuuri estava dançando. Estava dançando lindamente. Daquela forma como ele queria. Os olhos de Viktor se arregalaram em deslumbramento. O rapaz se movia como se fosse a própria encarnação da dança, ao som de uma música que só ele ouvia, mas dá qual eram perceptíveis o tempo e a temática.

Yuuri estava se descobrindo. Ele parecia ter encontrado algo perdido, e ter aceitado isso em sua vida, pois sabia que era o rumo certo das coisas. Viktor deu um sorriso satisfeito e, quando Yuuri terminou a coreografia desconhecida, ele bateu palmas.

O rapaz olhou imediatamente na direção do som e afastou do rosto os cabelos negros, corado. Viktor deu a ele um sorriso e entrou no rinque.

- Isso foi lindo. – Disse. – Por que não me mostra mais disso?

Ele deslizou até perto de Yuuri.

- Desculpe.

- Pelo quê?

Yuuri pensou um pouco, mordendo o lábio.

- Por hoje. Eu devia saber que iria querer vir ver... Isso.

- Eu sempre quero ver você dançar, Yuuri.

Viktor se surpreendeu um pouco com as próprias palavras e desviou o olhar. Yuuri fez o mesmo.

- Isso não é verdade. – Yuuri respondeu com um tom de brincadeira na voz. – Você não fica satisfeito quando eu não estou fazendo as coisas direito...

“... Como eu tenho feito nos últimos dias”, ele deixou implícito, e Viktor percebeu. O russo respirou fundo e pôs as mãos sobre os ombros dele.

- Apenas porque eu sei que você é capaz de coisa melhor. Como o que eu vi agora.

Yuuri ficou completamente vermelho.

- N-N-Não foi nada! Eu só estava pensando em algumas coisas...!

- Bem, continue pensando nisso quando patinar então.

Ele piscou para Yuuri. O rapaz assentiu, nervoso, mas parecia menos constrangido do que teria ficado na véspera.

- Certo. – Ele sorriu de volta.

***

Viktor observava os dois rapazes na pista de patinação. Aquele outro Yuri aparecera do nada para tentar levá-lo de volta na véspera. Viktor não tinha nada contra ele, na verdade era até divertido ver os ataques de raiva do adolescente. Era como um filhotinho de gato irritado.

Yuuri, o japonês, não dissera nada, mas seu olhar deixara claro que ele não estava pronto para que Viktor partisse. E o próprio Viktor não estava pronto para isso. Ele pensava enquanto os assistia, tentando encontrar uma forma, uma desculpa, para poder ficar mais tempo ali com Yuuri.

Ele já começava a ver melhor aquela coisa que envolvia Yuuri quando ele patinava. O rapaz já não estava tão receoso com os próprios movimentos e Viktor adorava ver como os movimentos dele ficavam subitamente belos sempre que ele mostrava estar sentindo aquilo.

Bem, ele não parecia tão confiante assim perto de Yuri, contudo. O jovenzinho russo tinha um fogo inesgotável dentro de si, e Viktor compreendia os anseios dele. Ele não queria ser cruel ao ponto de simplesmente ignorar que ele também estava lá. Como um patinador ele mesmo, Viktor via nos olhos de Yuri o mesmo desejo de subir ao topo que ele tinha. Essa ambição era algo valioso afinal de contas.

No entanto...

Yuuri era mais importante.

Viktor não entendia por que. Talvez se ele resolvesse mesmo treinar “Yurio”, ele também conseguisse retomar o que faltava em si mesmo. Yuri tinha uma chama bem poderosa e, ao contrário de Yuuri, ele nunca tinha medo de mostrá-la com força total.

Mas algo dentro dele dizia que tinha que ser Yuuri. Aquele Yuuri. Ele era seu, aquela magia que sondava o rapaz quando ele estava em seu auge havia sido feita para Viktor. Ele sabia disso.

Ele lembrou do sonho desta noite. Ele vira o nome do Grand Prix desse ano estampado nas paredes, então ele não tinha muito tempo até que o destino o unisse àquela pessoa. Ele sabia que ela o deslumbraria com sua rotina naquele dia, então como ele poderia retribuir? A única forma de conquistar seu coração seria pela sua arte, pela patinação no gelo, então ele teria que ser rápido em absorver aquilo, aquela magia que havia em Yuuri...

Ele olhou para o rapaz. Yuuri olhou de volta para ele e, com o rosto corado, acenou de volta. Viktor o viu deslizar inebriantemente pela pista, e viu Yuri olhar para ele com a expressão aborrecida. Viktor exalou o ar e bateu as palmas uma vez, fazendo ambos os garotos olharem para ele. Uma ideia havia lhe ocorrido.

- Não podemos continuar com esse atrito por aqui. – Ele decidiu.

- Então vai voltar para a Rússia, finalmente? – Yuri se apressou em indagar.

Yuuri olhou para Viktor com o olhar meio nublado.

- ... Você vai?

- Não. Pelo menos, ainda não. – Viktor falou. – Mas eu tive uma ideia para chegarmos a um acordo.

Os rapazes olharam para ele, curiosos.

- Um acordo? – Yuri perguntou retoricamente, cruzando os braços.

Viktor assentiu. Ele olhou de um para o outro conforme um sorriso travesso surgia por seus lábios. Talvez... Ele pudesse se aproveitar disso...

- Vocês dois – ele disse, divertido – irão dançar uma música. A mesma música com interpretações diferentes. Aquele que se sair melhor ficará comigo. O que acham?

Yuri deu um sorriso orgulhoso.

- Uma competição pra decidir quem você treinará... Parece justo.

- E você, Yuuri?

O japonês olhou fixamente para ele, parecendo estar pensando no assunto.

- A mesma música?

Viktor assentiu.

- Vocês dançarão In Regards Of Love.

Ele sorriu para os dois. Ia ser divertido.

***

Viktor estava na beirada do mesmo rinque de patinação de sempre. A música que tocava era justamente In Regards Of Love: Eros. Dera algum trabalho para ele descobrir aquela música, mas ele achou que sua decisão no mundo real havia sido bastante esperta. Seu destino não era controlado por esse negócio de força maior, ele é quem estava no comando.

Ele tinha que testar essa hipótese.... A de que Yuuri poderia ser quem estava dançando ali, à sua frente. Dependendo de como o rapaz se saísse no pequeno embate que ele montara.... Bem, ele decidiria o que fazer.

No entanto, de repente, não havia mais torcida. Viktor olhou ao redor – tomando o cuidado de não olhar para a pessoa que patinava na pista – e sentiu uma sensação horrível de vertigem.

Ele ouviu um som de estilhaço, mas não havia nada físico se quebrando. A impressão era de que a rachadura estava acontecendo dentro de sua cabeça.

- Não.... O que é isso?

Todo o som, a música, os patins riscando o gelo, quaisquer vozes ao redor, foram substituídos por um doloroso vácuo com uma nota aguda prolongada, como se ele estivesse surdo de repente.

De repente, Viktor não conseguia ver nada, não conseguia ouvir nada. Todo o sonho se destruíra, e estava levando ele junto. A única coisa que sobrara, e ele sabia disso por mero instinto, era a pista de gelo à sua frente, e havia alguém nela. Desesperado, ele olhou para frente, para a pessoa a quem estava destinado.

***

Viktor acordou num sobressalto, suando frio, com o coração martelando alto. Ele se sentou na cama e segurou a cabeça.

O que tinha sido isso? Isso nunca acontecera antes. O sonho deveria seguir de forma pacífica até que ele resolvesse acordar... Nada disso deveria ter acontecido.

Ele pensou no que fizera naquele dia. Ele pensou em quando declarou que Yuuri ficaria com Eros e Yuri com Ágape. Teria ele tomado uma decisão absolutamente errada? Teria ele mudado o curso natural das coisas, mudado o seu encontro com sua alma gêmea... Ao fazer isso?

Ele estava confuso. O céu estava bem escuro ainda, mas ele não queria voltar a dormir. Não queria voltar e ter certeza de que a única certeza de sua vida tinha ido embora.

Toc toc.

Ele levantou a cabeça e viu a porta do quarto sendo aberta. Yuuri entrou por ela, a fechando atrás de si. Viktor ficou surpreso com a entrada dele, mas não se opôs. Ele se endireitou na cama e assentiu, com um sinal para que o rapaz se aproximasse.

Yuuri se sentou na beirada da cama, a uma distância considerável de Viktor. Havia algo de estranho naquela distância, algo que o deixava ansioso.

- Não consigo dormir. – O rapaz declarou.

Viktor murmurou uma concordância. Ele até conseguiria, mas ficar acordado era uma opção melhor.

- Viktor... – Ele levantou a cabeça para olhar para o mais o velho. Viktor prendeu os olhos nele em resposta. – Por que me deu Eros?

Viktor sentiu o coração acelerar. Ele não podia dizer a verdade, que pensara que talvez Yuuri fosse a sua alma gêmea. Não faria o menor sentido. Inclusive, isso ia contra a sua própria razão de encontrar Yuuri, em primeiro lugar. Se, hipoteticamente falando, Yuuri fosse mesmo aquela pessoa, Viktor seria a pior pessoa do mundo, já que ele estivera todo esse tempo meio que o usando.

E além do mais, Viktor ainda não tinha recuperado a chama para si mesmo. Ele não estava em condição de ser a alma gêmea de ninguém naquele momento.

- Eu quero tirar vocês dois de suas zonas de conforto. – Ele respondeu por fim. Não era inteiramente mentira, e ele tentou passar o máximo de sinceridade que podia. – Se você conseguir dançar Eros da forma correta, vai estar completo, artisticamente falando.

Yuuri ficou olhando para ele sem responder. Era como se ele estivesse esperando algo mais como uma resposta. Ele inclinou o corpo para a frente, para mais perto de Viktor. O russo sentiu o coração errar o compasso e, não fosse pelo escuro do quarto, Yuuri talvez tivesse visto o rosto dele corar.

- Eu quero saber se tem alguma razão pra você ter me escolhido. Porque sinceramente, não dá pra entender...

Viktor sorriu e se aproximou um pouco dele. Ele pensou um pouco, medindo suas palavras. Mesmo que não pudesse dizer tudo – aquilo seria ridículo e desnecessário – ele queria ser honesto.

- Eu já te disse uma vez, não disse? Que a música me atraiu até você. – Ele moveu a mão discretamente até a dele. – Você tem muitas coisas dentro de você, Yuuri, coisas poderosas. Eu nunca tinha visto alguém assim.

Yuuri riu consigo mesmo.

- Mentiroso. – Respondeu. – Você é muito mais apaixonado pela patinação, fora que tem muito mais talento. E deve ter visto muitos outros desse jeito também ao redor do mundo.

Viktor parou. Ele estava certo, não é? Ele com certeza já deveria ter visto pessoas que dançavam com cada pedaço de sua alma, que tinham uma paixão mais ardente que o próprio sol... Então por que ele tinha a impressão de que Yuuri era o único?

Ele abanou a cabeça.

- É só você, Yuuri. – O jovem olhou para ele. Os olhos grandes e cheios de sentimento lhe estudando a face e as palavras. Viktor tinha certeza de que seu rosto ficara vermelho. – Eu acho que... A única opção para mim era te encontrar.

Sim. Quando ele assistiu o vídeo, ele tinha certeza de que não havia outro caminho. Ele não iria se arrepender disso, mesmo que em um dia ele tivesse estragado tudo.

- Viktor... – Yuuri parecia se preparar para dizer algo importante. Depois ele respirou fundo e mudou de ideia. – Obrigado por ter vindo.

Viktor piscou duas vezes, confuso.

- Pensei que minha presença te deixasse inseguro.

- Nervoso talvez. Mas não inseguro. – Ele deu de ombros. – E isso pode não ser algo ruim... Só preciso me acostumar direito.

Havia algo de diferente nele nos últimos dias e agora Viktor tinha certeza! Contudo, ele não fazia ideia do que poderia ser que tivesse aberto as portas para esse Yuuri mais confiante... Claro, ele ainda precisava trabalhar com a parte no nervosismo quando fosse se apresentar, mas só de saber que Yuuri estava bem ficando perto dele já era um avanço. E isso o deixou feliz.

- Tenho fé em você. – Viktor disse. – Quero que me surpreenda com todo o eros que você tiver aí.

Yuuri ficou totalmente vermelho. Ele assentiu. Sua mão fez menção de tocar Viktor e não passou despercebida.

- O que, quer dormir aqui comigo essa noite? – Ele brincou.

- N-N-Não! Quer dizer! Não é isso! Eu... – Yuuri se calou com o rosto vermelho. – Eu só queria falar com você, mesmo... Não... Tem nada de mais nisso.

Viktor olhou para ele. “Como se eu fosse acreditar nisso”, pensou. Ele inclinou o corpo na direção de Yuuri, com a intenção de beijar sua bochecha.

Mas ele parou. A lembrança do sonho se despedaçando lhe tomou de surpresa. Viktor normalmente não pensava muito no que dizia respeito a relações com outras pessoas. Ele ia muito no instinto, no clima do momento. Por isso, se essa cena tivesse ocorrido em qualquer dia antes desse, ele teria beijado Yuuri. Mas ele não conseguia parar de pensar naquela pessoa, e que a estaria traindo se fizesse isso. Mesmo que aquela pessoa viesse a ser Yuuri.

“Isso é ridículo”, ele pensou consigo mesmo. “Se aquela pessoa fosse ser Yuuri, minhas ações seriam vistas como um progresso. Não tem porque eu ter bagunçado o meu destino se eu estou no caminho certo... Não pode ser ele.”

E, assim sendo, ele estaria traindo aos dois, a Yuuri é àquela pessoa, e também a si mesmo, se o beijasse.

- Boa noite, Yuuri. – Viktor sussurrou.

Yuuri ficou congelado com a voz dele. Os grandes olhos castanhos ficaram grudados nele, como que decidindo o que fazer. Então ele se levantou.

- Viktor – Yuuri disse, antes de sair do quarto – eu vou conseguir. Eu vou lhe mostrar o meu eros e fazer você ficar.

Viktor sorriu e deu um risinho.

- Estou contando com isso.

A porta se fechou e Viktor ficou só de novo. Ele pousou a cabeça no travesseiro. Sem que percebesse, adormeceu.

Ele acordou horas mais tarde sem que tivesse um único sonho.


Notas Finais


Eu me sinto mal pelo Yurio, tadinho, o Viktor não o leva tão a sério :'D
Podem comentar, favoritas e fazerem o que quiserem com a história pra mostrar amor <3
~Sutoruberi kissus


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