História Linking - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias D'espairsRay, Miyavi, The GazettE
Personagens Aoi, Hizumi, Kai, Karyu, Miyavi, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Fluffy, Kayavi, Miyavixkai, Nykaramika, Reituki, Repostagem
Exibições 8
Palavras 2.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Escolar, Fantasia, Fluffy, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olás! Vamos a algumas observações:
A imagem da capa é de um desenho exclusivo MEU. Foi eu quem fiz. Não ficou lá grandes coisas, mas aqui está. É a segunda vez que posto um desenho meu como capa de capítulo em alguma fic minha, então se forem copiar, sei lá, peçam permissão, por favor.
Há alguns termos em japonês que talvez não conheçam. Se alguém sentir dúvida, ou não souber, pode se sentir a vontade em me perguntar.
Outra coisa foi que coloquei um dos fatos que li numa biografia que achei do personagem Hizumi, que na verdade, pra quem não sabe, era o vocalista do D'espairsRay. A banda terminou em 2011. Mas enfim. Sobre o aquário de peixes piranha, sim, segundo a biografia que li uma vez, o cara tinha um aquário desses peixes. Não sei se até hoje tem, mas era o que dizia a biografia e achei legal. Aw! Karyu era o guitarrista da D'espairsRay e hoje ele migrou para a banda que se chama Angelo, que tem até o Kirito como cantor (ex-Pierrot). Uma curiosidade do Karyu é que na vida real ele tem um gato preto mesmo, tem até foto dele com o gato, e segundo informações, o nome do pet é Ryuutarou. ^^
No mais, espero que gostem do capítulo e se sentirem vontade de comentar, expressar opiniões construtivas, estou de braços abertos.

Capítulo 3 - Meu Nome


Fanfic / Fanfiction Linking - Capítulo 3 - Meu Nome

"Chovia demais naquela noite.

O rapaz alto e loiro passava por ali às pressas na tentativa de não se molhar, quase correndo pelas ruas ansioso para chegar a sua casa afim de tomar um banho e finalmente descansar, porém, por infortúnio de um grande alvoroço humano, foi obrigado a parar e conseguir algum espaço entre aquelas pessoas que pararam debaixo da pequena marquise que protegia o mínimo para quem se arriscava disputar uma vaga naquele lugar, sentindo-se irritado, mas um tanto curioso quando ouviu miados e guinchos felinos entre aquela muvuca.

Caçou o som tímido e amedrontado até por fim encontrar um pequeno gatinho preto tentando fugir das pessoas que ali estavam, capturando o pequenino que parecia lutar assim que o pegou com apenas uma mão.

Achou engraçado como o felino filhote cabia exatamente na palma de sua mão, como o pequenino lhe olhava atento e esperto, miava algumas vezes, mas... Estranhamente sentia-se... Ao mesmo tempo que o felino se acalmou quando foi pego, algo como uma inquietação o incomodava ter aquele filhote em sua posse.

Não por isso deixou de acolher o bichano onde acariciou-o um pouco esperando a chuva cessar; estava louco para chegar a sua casa e aquele dia parecia ainda mais triste com tanta chuva..."

 

 

- Hizumi, tá de folga hoje?

- Bom dia pra você também... - O designado Hizumi resmungava sonolento do outro lado da linha.

- Só dizer sim ou não!

- Não sei como ainda me surpreendo com todo seu imediatismo... - Hizumi fez uma pausa para bocejar - Hoje eu estou de folga, mas vou sair para comprar comida para o meu gato.

- Hein? Mas desde quando você tem um gato? Achei que preferisse cachorros ou algo do tipo.

- Bem... - Hizumi mais uma vez fez uma pausa. Talvez estivesse acordando ainda. - Eu o achei a pouco tempo. Estava abandonado. O bichano é tão gracioso que não pude deixa-lo. Talvez o entregue a alguma instituição que cuide de animais, mas por enquanto ele fica comigo.

- Hum... Bondoso como sempre. Se ele pudesse falar, com certeza diria "Domo arigato Hizumi-tan" - Imitou uma vozinha fina como se fosse de um gato, rindo-se sozinho em seguida. - Ele tem nome já?

- Não pensei ainda... - Hizumi pela terceira vez fez uma pausa. Desta vez parecia que ele estava concentrado em algo. - Ele é branco com os olhos azuis. Sei la... Yuuki?

- Seria um nome bon-

- Oh! Parece que o bichano gostou do nome. Veio até para meu colo.

- Hum... Então parece que ele já te viu como seu dono.

- Você acha? O Ryuutarou é assim contigo? - Podia ouvir o ronronar do felino pertencente a Hizumi no outro lado da linha.

- Não sei se é porque ele é filhote que ele fica colado quase o tempo todo... O engraçado que mesmo depois de dois anos com ele, parece que ele não cresce...

- Curioso isso. Talvez ele seja um exemplar daqueles animais que crescem até um determinado tamanho e ainda continuam pequenos.

- Talvez seja.

Ambos os rapazes e amigos de longa data se calaram um pouco ao telefone como que pensativos, logo Hizumi ser o primeiro a cortar-lo.

- Eu vou tomar um banho já que você me acordou, comer alguma coisa aqui e ir logo comprar a comida do Yuuki. Ele acabou com tudo muito rápido da primeira leva que comprei.

- Tá ok. Vai lá.

- Hai. Jyanee.

- Anno, espera! Você ainda...

E o telefone foi desligado sem mais e nem menos. Era incrível como o amigo conseguia contornar as coisas a seu favor, mas sabia que precisava deixa-lo acordar e fazer suas coisas.

No dia de hoje só queria uma companhia a mais além de seu pequeno gato preto que nomeou de Ryuutarou após aquela noite chuvosa. Karyu, o dono deste gato preto, apenas queria fazer de sua folga algo divertido e relaxante visto que ser redator de um dos grandes jornais do Japão era algo tão cansativo...

Bufou por ainda estar chateado em não saber se o amigo poderia vir a sua casa e fazerem algum programa como gastar o dia jogando vídeo game ou que pudessem ir para algum bar beber alguma cerveja enquanto conversavam,  levantando-se de seu sofá e jogando os fios loiros longos ate os ombros para trás, procurando o pequeno pela casa como forma de consolo maior e encontra-lo enrolado entre os cadarços de um de seus tênis esportivos finos. O felino miava desesperado tentando sair.

- Aw Ryuu. Como você consegue fazer esse tipo de coisa? - Com cuidado desenrolou o pequeno e pegou-o com a mesma cautela. Era incrível como em dois anos aquele felino não crescera nada e cabia exatamente na palma de sua mão. Será que ele já era adulto e não sabia? Mas o pequeno miava como um filhote! Era... Estranho. - Será que essas rações não são adequadas para você crescer? Ou você é pequenino assim, parceiro? - E acariciava a barriguinha de seu pet enquanto divagava em voz alta.

"Nyaw... Ryuu tá com muita fome... Ryuu... Nyaw... Ryuu gostar de carinho do Karyu-sama"

Uma voz infantil soou em seus tímpanos enquanto fazia carinho no pequeno, assustando-o um pouco, fazendo-o parar de acariciar aquela bolinha de pelos.

- Ryuutarou, foi... Foi você?

A sua resposta foi dois miados consecutivos e um olhar esbugalhado como que esperando a continuidade do carinho.

- Aw... Vou te dar comida e água. Deve estar com fome.

 

 

Hizumi havia tomado um banho quente demorado para desatar os nós de seu corpo, relaxar para levar bem o dia, comendo um sanduiche simples e um grande copo de suco como refeição diurna, logo vestindo roupas confortáveis como seu conjunto de roupas desportivas para ir as compras. Além da refeição de seu agora gato Yuuki, tinha que fazer algumas compras para a casa.

O dia estava um pouco frio com um sol tímido tentando surgir por entre as nuvens do que seria um clima nublado, perfeito para ficar tranquilo, relaxar... Poderia fazer uma caminhada! Fez questão assim de ir a pé para onde precisava ir, até cantava consigo em alguns trechos do percurso, demorando-se quatro horas somando ida e volta e quando finalmente de volta ao conforto da casa, levou um grande susto.

Sua casa não era tão grande, mas era espaçosa a ponto de conter a sala e quarto maiores do que os demais cômodos e o espanto primário foi quando na sala, onde jazia seu aquário de peixes piranha, este estava quebrado e das poucas piranhas que tinha, todas mordidas, faltando pedaços.

As paredes do mesmo cômodo estavam arranhadas, eram grandes marcas que só fazia os olhos rasgados de Hizumi se esbugalharem, os rastros de estrago apenas começando...

Seguiu pelo corredor até onde os rastros seguiam, guiando-o para um banheiro com o espelho quebrado, logo para seu escritório todo revirado... Já começava a discar o numero da policia em seu celular até quando finalmente chegou ao quarto, observou uma espécie de corda grande e felpuda sobre sua cama desarrumada com o lençol puxado para baixo enquanto ouvia gemidos doloridos oriundos de alguma voz masculina.

Não sabia se devia se aproximar e realmente ver o que estava escondido do outro lado da cama, no sentido em que o lençol estava puxado, quase sentindo seu coração sair pela boca por conta da adrenalina que fazia seus músculos trepidarem... Devia fugir e ligar para a policia ou lutar com o que estivesse ali? Preferiu pela segunda opção apesar do medo e devagar, quando assim se aproximou, pode enxergar o que estava ali: Lá estava um homem nu, o lençol apenas escondia suas vergonhas enquanto curiosamente em sua pele havia desenhos estranhos, algo que se assemelhava a tatuagens se ele fosse mesmo humano. Bem, humanos não possuem orelhas de gato, unhas enormes daquele tamanho e uma grande cauda certo? Não era possível que um homem do nada viera ate sua casa para fazer um cosplay só usando aquilo de apetrechos... E estar ensanguentado era de propósito? Todas aquelas perguntas passavam pela cabeça de Hizumi enquanto realmente não sabia o que fazer, o que falar...

- Mestre... Eu... Não sei o que está... Acontecendo... - O homem dizia fraco, tentando respirar, acuando-se ainda mais de medo, dor e ainda parecia envergonhado por estar daquela forma.

- Mestre? Quem é você? Como...

- Você me acolheu esses dias... H-Hoje finalmente ganhei um nome... Y-Yuuki...

- Você... Está brincando comigo. - Hizumi ria de nervoso. - Eu não sei o que quer, mas...

- Queria estar brincando... Mas... Nem eu sei o que se passa... Era... Era para cumprir mais alguns anos desta... Maldição... Eu... Devia... - A respiração do homem ficava mais falha.

- Ei! Espera, me explica melhor! O que está acontecendo!? - Quase gritou com o outro. Ainda estava assustado, aturdido. Aquele homem era algum chikan ou ladrão? Só não relutou mais quando pode observar o homem ou meio animal por conta das poucas características animalescas, desmaiar a sua frente.

Mesmo tendo suas dúvidas, realmente era um homem de coração bom como seu amigo, Karyu, lhe disse pelo telefone mais cedo, com custo arrastando o homem até apoia-lo em algum lugar, limpando superficialmente os cacos do banheiro para conseguir arrastar o homem ate ali e limpar suas feridas, ficando algumas horas só para conseguir socorrer o homem e mais algumas para deixar sua casa de forma pelo menos apresentável.

Ainda cogitava a ideia de chamar a policia e acionar alguma ambulância enquanto cuidava do homem estranho, mas... Como iria explicar a questão das orelhas, cauda, unhas grandes e afiadas e caninos alongados e pontiagudos para aqueles que fossem até lá? Arriscou até de tocar pelo menos as orelhas por curiosidade, observando que os reflexos ao toque era tão naturais como tocar as orelhas de um gato... Esperava ser um sonho. Um sonho bem absurdo.

Estava cansado, estava exausto por ter que arrumar tudo, por ter que tirar o seu dia de descanso para algo tão... Pesado. E nem havia respondido a Karyu se iria até a casa dele passar o tempo. Na verdade como iria responde-lo agora se já era noitinha tão rápido? Poderia ate sair para algum bar noturno no momento, mas deixar aquele homem estranho em sua casa sem nem mesmo conhece-lo não seria adequado. De toda forma, mesmo que arriscasse ficar em casa, decidiu ligar para o amigo antes que o outro lhe dissesse algures por ser tão "desnaturado", como o loiro gostava de se referir.

- Moshi, moshi. - O loiro atendia do outro lado da linha. Parecia que já estava distraído com alguma coisa por nem ter feito questão de conferir quem era.

- Karyu. Tudo bem? Desculpa por não ter falado nada mais depois das minhas compras.

- Tudo bem. Você deve estar cansado. Sei que quando costumas sair para as compras, preferes andar. Faz bem.

- Aw, sim.

Um silencio tomou conta de ambos e Hizumi pode escutar alguns pequenos sons conhecidos pelo outro lado da linha. O loiro alto estava jogando algum game de corrida.

- Acho que já conseguiu alguma distração hoje, né? - Sorriu divertido.

- Hai. Achei que não viria mesmo, então decidi fazer algo.

- Entendo. E... Aw... Como está o Ryuu? - Não soube porque, mas será que estava ficando louco em achar que o pequeno filhote de Karyu poderia ter algo de estranho?

- Hum... Por que a pergunta? Passou a gostar de gatos mesmo, hein? Ele está aqui no meu colo assistindo eu jogar. Estou cuidando bem dele! - Pode ouvir uma risada gostosa do amigo.

- É mais fácil ele cuidar de você. - A frase que dissera tinha um pouco de verdade para si. Quando Karyu era sozinho, costumava ser mais preguiçoso e tão largado a ponto de nem cuidar da própria saúde. Por um ponto, sentia-se mais calmo por saber que o amigo mudara para melhor depois que achou seu pet.

- Palhaço. Pode ser... - Karyu fez um pouco de silencio - Mas e você? Normalmente só me ligaria no dia seguinte depois de morrer de cansaço na cama.

- Bem... Eu liguei mais para... - Queria contar o que estava acontecendo. No fundo, apesar de aparentar calma, estava com medo e receoso em ficar sozinho com aquele homem ou... Monstro. Não sabia. - Aconteceu uma coisa que...

- Mestre. Precisamos conversar. - O homem estranho com algumas características felinas, o corpo marcado e estranhamente cicatrizado, vestido apenas com um moletom que Hizumi cedeu a ele e que ficava justo ao porte físico magro, mas bem atlético do outro, se aproximava.

- Oh! Então estava com companhia! Depois você me conta isso ai. Vai la! Jyanee! - E Karyu desligou assim que ouviu uma voz diferente. O amigo tinha ciência de que tinha suas preferências homossexuais, mas mal sabia que naquela momento aquele homem era na verdade o temor de Hizumi.

- Não! Karyu! Não des...- Sentiu-se decepcionado e mais amedrontado por não ter um suporte que precisava.

Deixou o celular escorrer por suas mãos, se afastando quando viu que o homem cada vez mais estava próximo. Apesar de não aparentar nocividade, de ser tão belo a ponto de tambem deixar Hizumi sem ar, estava com medo do que poderia acontecer. Ver aquela cauda balançando, aquele olhar fixo...

- Mestre. Não se assuste comigo, por favor. Deixe-me explicar tudo.

- Eu te ajudei. Como você se curou tão rápido? Como... Você é um demônio? - Havia caído sentado na cadeira de sua mesa de jantar.

- Não, não mestre. Eu sou uma divindade. Você me escolheu, me deu um nome, então estou aqui para te ajudar!

- Mas que merda é essa? - Disse quase descrente.


Notas Finais


Aw... Pedradas? *corre pras colinas*


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