História Lip-reading - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Infinite
Personagens Dongwoo, Hoya, Myungsoo (L), Sunggyu, Sungjong, Sungyeol, Woohyun
Tags Fluffy, Infinite, Myungsoo, Myungyeol, Sungyeol
Exibições 205
Palavras 3.039
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá~

Primeiramente:
Mil perdões por ter deixado essa fic em hiatus. Eu realmente não tinha essa intenção, porém eu acabei ficando bem ocupada, - meu tempo acabou ficando bem reduzido esse ano - então não tive como conciliar tantas fics ao mesmo tempo, apesar de eu já ter metade desse capítulo escrito tem uns dois, três meses. A única saída que eu tive foi infelizmente colocá-la em hiatus, porém eu voltei com o final de Lip-reading :3


Espero mesmo que gostem, eu gostei bastante de escrever essa 3shot, e é isso ♥ Agradeço a todos que leram, comentaram e favoritaram Lip-reading ^^

Sorry qualquer erro.


Boa leitura. Ate depois~

Capítulo 3 - The end


Fanfic / Fanfiction Lip-reading - Capítulo 3 - The end

Myungsoo havia deixado a amizade de Sungyeol para trás.

Havia esquecido o que acontecera pouco antes de sair daquele apartamento.

Havia decidido ignorar qualquer ligação ou mensagem que viessem de Sungyeol.

Havia escolhido pegar o primeiro avião para Roma, onde ficaria por alguns meses, trabalhando para uma linha de roupas caras e fashion. É claro que havia considerado o fato de Sungyeol estar bêbado e tudo mais, e realmente ele não saíra do país por conta disso. Saíra do país justamente por que o que ele sentia era maior ainda. Não sentia o simples amor de amigo em relação ao outro, sentia mais ainda. Sentia o amor de um homem para outro, algo que possivelmente Sungyeol não poderia retribuir, pois gostava de Myungsoo somente como um amigo.

O modelo suspirou e colocou os fones nos ouvidos, guardando o celular dentro do bolso do casaco cinza que usava. Apesar de não poder escutar, aquilo tudo evitava que as pessoas, os repórteres ou quaisquer outros o perguntassem algo. Além de seu manager, que sabia que ele não podia escutar, Myungsoo estava praticamente imune a qualquer coisa do mundo exterior aos seus pensamentos. A voz em seus pensamentos, ele podia se lembrar bem de sua voz, de quando ainda podia ouvi-la. Era uma voz calma, o timbre não muito rouco ou grave. Era um tom quase suave. Em sua mente, seus pensamentos vinham em sua voz, por conta de já ter sido capaz de ouvir um dia.

Lembrava-se do jeito carinhoso com o qual Sungyeol sempre se virava para ele quando tinha algo a falar – para ter certeza que Myungsoo conseguisse entender o que falava, e até mesmo usava a língua de sinais às vezes. Myungsoo inclusive lembrava-se de quando o outro o questionara sobre algo importante antes:

– Você nunca usou o aparelho de audição na vida? Nunquinha? – indagara curioso. Myungsoo assentiu assim que pôde ler e entender o que o outro havia dito – E quando isso aconteceu?

Myungsoo ponderou por um tempinho.

– Foi logo após eu ter perdido a audição. Ainda tinham a esperança de que eu fosse poder ouvir ao menos algum mísero som, porém não adiantou de nada, pois eu perdi toda a audição que tinha. Os testes foram falhos, e preferi não usar o aparelho – o modelo mais jovem respondeu. Sungyeol assentiu e mordeu o lábio inferior.

– E como é? Quero dizer, como é não poder ouvir nada?

Myungsoo sorriu levemente assim que leu aquelas palavras saírem da boca do outro.

Silencioso demais, obviamente – sua voz tinha um tom calmo, Sungyeol notou, porém assumiu uma tonalidade séria de repente – Eu não posso ouvir música, só posso sentir as vibrações em meus dedos, pelo tato. Não escuto ninguém falar, apenas leio as palavras em seus lábios, e com algumas pessoas, eu entendo os sinais e também sinalizo para elas. É bem difícil no começo, mas logo depois você começa a se adaptar a tudo ao seu redor.

Sungyeol assentiu e logo mudou de assunto, começando a falar sobre algo aleatório. Naquela tarde, Myungsoo havia gostado de estar perto do outro. Sungyeol era a pessoa que mais o agradava naquele momento, naquele tempo, naquela época. Ele sentia as vibrações da voz do mais velho, quando colocava suas mãos no pescoço do mesmo, próximo de suas cordas vocais. Sentia como era poder ter uma ideia da voz do outro.

E agora o que ele mais sentia falta era de Lee Sungyeol. Roma era a cidade do amor e blá blá blá, mas nada parecia tão bom assim sem o irritante e tagarela Lee Sungyeol em seu encalço. Tudo parecia chato, monótono ao extremo, e o que ele mais gostava era de secretamente admirar os lábios do mais velho enquanto lia as palavras que saíam de sua boca. Às vezes até se esquecia de interpretar qualquer coisa que saísse da boca do outro, só por ficar observando com extrema atenção os lábios que lhe tanto pareciam belos e chamativos.

Myungsoo balançou a cabeça de forma que afastasse aqueles pensamentos de sua mente turbulenta. Engoliu em seco e sorriu para a modelo à sua frente, enquanto segurava a taça de cristal entre os dedos firmes, balançando o líquido rouge dentro de uma forma lenta e calma. Ela sorriu de volta, seus belos olhos verdes brilhando como esmeraldas reluzentes, ela era uma modelo ítalo-coreana então falava bem o idioma de Myungsoo... Pelo menos bem o suficiente para ele poder ler os lábios carmesins da mesma.

– Kim Myungsoo? O modelo fotográfico mais bem pago de toda a Coreia do Sul... Estou certa, não é mesmo? – Arabella Choi indagou de forma sorridente e feliz, demonstrando um sorriso sincero logo depois que terminou de falar. Myungsoo rapidamente fitou-a nos olhos e sorriu de canto, levando a taça de cristal até sua boca, ingerindo um gole de vinho tinto.

– Sim, sou eu mesmo, Arabella – respondeu assim que abaixou a taça. Ela sorriu ainda mais e assentiu, colocando uma mexa fina de seu cabelo ruivo, obviamente feito por tintura de cabelo. Mesmo assim, a mulher ainda era bastante bonita. Eles iriam fazer uma sessão de fotos no dia seguinte, por isso estavam jantando juntos com seus staffs e o estilista da grife italiana, que estavam em outra mesa ao lado.

– É bem famoso aqui na Itália, também, Senhor Kim. Os estilistas de Milão o consideram como o modelo mais adequado para qualquer tipo de foto. Dizem que fica bastante fotogênico de qualquer forma, em qualquer lugar, e vestindo qualquer tipo de roupa – ela pareceu corar por alguns instantes, mas Myungsoo logo notou que era somente a iluminação do local que estava deixando sua vista confusa e um pouco embaçada. Talvez estivesse bebendo vinho de mais, e até pensou em maneirar um pouco, porém o vinho tinha um gosto bom, além de afastar Lee Sungyeol de sua mente por ao menos alguns minutos sequer – Seu rosto é bem conhecido aqui em Roma, devo afirmar.

Ele abriu um grande sorriso bêbado – não que estivesse bêbado, porém estava meio tonto e cansado o suficiente para sorrir como um bobo e agir como um também. Não sabia nem como estava conseguindo ler os lábios de Arabella, porém ele estava indo.

– Seu rosto também é bastante conhecido na Coreia do Sul, Bella. Você é uma celebridade mundial – ele bebeu mais um gole de vinho – Todos adoram seus belos olhos verdes e suas feições, além de sua adorável personalidade, e devo contar que sou um grande admirador – ela fez uma simples reverência em agradecimento e o rapaz continuou a falar – É a modelo principal da Louisy, não é? Várias pessoas amam as roupas da Louisy. É uma marca bem conhecida lá, além de bem fashion.

Arabella bebeu um pouco de seu champanhe caro e sorriu novamente. Ela parecia estar gostando de Myungsoo de forma amigável. Era bom ter uma amiga em um país novo, onde ele não sabia falar o idioma novo, ou ler os lábios daquelas pessoas que falavam em uma língua completamente diferente da sua língua materna. Ele teria que ter alguém que falasse algo que ele soubesse ler, ao menos compreender um pouco do que ela falasse, e estava conseguindo.

– É um grande prazer trabalhar com você, Myungsoo – ela disse. O outro assentiu assim que leu o que saíra dos lábios avermelhados pelo batom da cor de vinho. O rapaz mordeu o lábio inferior.

Imagine. Sou eu quem sente prazer por estar trabalhando com você, Bella. É uma honra, na verdade – respondeu de forma doce e estendeu sua mão para ela, que o cumprimentou de volta. Ela pareceu rir, Myungsoo notou, e logo sorriu para a moça que parecia animada ao extremo por estar ali com ele. O rapaz sentia que iria se dar bem com ela de qualquer forma, e aquilo seria bom. Teria novas amizades, novos ares... Novas pessoas cujas poderia direcionar sua atenção.  

Continuou a beber seu vinho até que notou que Arabella estava falando novamente.

– O que acha de beber um conhaque italiano? Recomendo um Brandy Vecchia de excelente qualidade. E devo acrescentar que é um dos melhores conhaques daqui.

Myungsoo fez uma careta assim que leu tudo o que saíra da boca de Arabella. Ele havia entendido tudo, só algumas coisas passaram despercebidas, porém havia entendido o suficiente para saber que era bebida alcoólica que ela lhe oferecera, e ainda uma das mais fortes. Iria passar aquela sugestão de forma educada.

– Muito obrigado pela sua ótima sugestão Arabella, eu aprecio bebidas de todo o mundo, porém não acredito que irei ficar em pé por muito tempo se eu beber do conhaque. Prefiro ficar somente com o vinho, agradecido – ele lançou um olhar terno para a moça, que assentiu e levantou sua mão, chamando a garçonete do restaurante famosíssimo de Roma. Assim que a mulher chegou, Arabella falou algo em italiano, algo que Myungsoo não pudera compreender assim que lera os lábios da moça.

O jantar seguira daquela forma. Myungsoo descobrira que Arabella era uma doce jovem e que iriam se dar muito bem. Os dois haviam trocado os números de celular e prometeram conversar e saírem para algum lugar turístico de Roma. O rapaz aceitou na hora e ela assentiu. Haviam combinado de irem à Fontana di Trevi na próxima semana e o modelo havia gostado daquilo.

Novas amizades estavam o fazendo bem.

A moça havia ido embora com seu manager e Myungsoo resolvera ficar, ainda bebendo vinho. Sua visão ficava turva, porém estava gostando de beber do vinho – que era saboroso, porém, estava ficando tonto demais e sonolento demais. Por fim, quase não conseguia ler os lábios de seu manager direito. Apenas pegava nuances de palavras, metade de frases e algumas vezes nem entendia o que o outro falava.

– Myungsoo, nós temos que voltar para o hotel. Você está bêbado e cansado – o homem falou enquanto fitava o rapaz que sorria bobamente. O modelo leu a última palavra de forma devagar e demorou mais ainda para processar as frases em seu cérebro cansado e sonolento.

– Não estou bêbado, hyung. Apenas feliz. E o álcool é apenas um coadjuvante nisso tudo, okay? – Myungsoo proferiu. O manager revirou os olhos e assentiu – É verdade!

– Eu sei que é, Myungsoo. Vamos logo, hm? Já está perto da meia-noite. Você precisa dormir se não quiser acordar com uma ressaca horrível amanhã de manhã – o manager falou, tendo certeza de que Myungsoo pudesse ler seus lábios, mesmo que com a visão turva.

O rapaz já não reclamou mais, e foi junto de seu manager para fora do restaurante depois de pagarem pelo jantar perfeito. O homem o pôs na parte traseira do carro e pôs o cinto de segurança em torno do outro, que sorriu de forma bêbada e sinalizou algo.

Obrigado por tudo o que faz por mim, hyung. Muito obrigado mesmo.

O homem – que sabia língua de sinais justamente por trabalhar a tanto tempo ao lado de Myungsoo – sorriu de forma calma e complacente, sinalizando de volta.

Eu quem agradeço criança. Apenas continue a ser feliz sem se importar com o que os outros pensam, sim?

 Myungsoo sorriu, assentiu e fechou os olhos, sentindo o sono tomar conta de si. Quando acordou, já estava na porta do hotel, com o carro estacionado ali. O seu manager o ajudou a sair do automóvel e foram para o elevador. Assim que foi deixado em plena segurança em seu quarto de hotel, Myungsoo viu seu manager ir para seu próprio quarto e deixá-lo ali, sozinho e finalmente confortável o suficiente para não precisar ler lábios ou sinalizar. Viu o teto do quarto e observou cada nuance do mesmo, notando as mínimas fissuras, mesmo estando bêbado.

Sorriu de canto e lembrou-se de algo parecido, quando meses atrás, ele e Sungyeol estavam deitados na cama de casal do mais velho, fazendo nada além de observar o teto branco e seus detalhes mínimos. Não disseram nada, não sinalizaram nada, apenas ficaram olhando para cima, sem fazer nada mais.

O modelo mais novo sentia falta daqueles momentos com Sungyeol. Mesmo que não pudesse ouvi-lo, mesmo que não pudesse saber o quão macia ou o quão grave era sua voz, ele fantasiava sobre um dia poder ouvir o outro cantar ou até mesmo dizer as três palavras que ele tanto queria ouvir a certo tempo. Ele fantasiava que um dia o outro iria o amar como alguém além de um amigo.

Sentiu seu celular incomodar no bolso traseiro da calça jeans preta e o retirou rapidamente. Desenhou o padrão de desbloqueio e logo tocou no ícone da agenda de contatos. Clicou naquele nome assim que o leu, e finalmente clicou sobre o ícone de vídeo-chamada, vendo na tela que chamava. Assim que Sungyeol atendeu a vídeo-chamada, Myungsoo sorriu vendo a confusão no semblante do mais velho. Sungyeol começou a sinalizar:

O que foi Myungsoo? São sete da manhã aqui. Depois de ficar sem falar comigo, de repente me liga? Acha que vou lhe perdoar assim tão fácil?

O mais novo revirou os olhos e falou:

– Eu sou um idiota, okay Sungyeol? – ele não ouvia, porém sentia dentro de seu âmago que sua voz saíra totalmente bêbada e oscilante – Eu sinto sua falta. Muito. Muito mesmo. É como se houvesse um buraco no meu peito. O que eu deveria fazer Sungyeol? – sentiu seus olhos encherem-se de lágrimas quentes e logo elas desceram por seu rosto – Eu nem deveria estar lhe falando isso. Eu sou um idiota que tem esperanças altas demais.

Sobre o que está falando?

Ele sorriu bobamente assim que viu o outro sinalizar, e logo começou a sinalizar algo que sua mente bêbada processou como correto a se fazer naquele instante.

Eu te amo.

 

 

 

 

 

xxx

 

 

 

 

 

Myungsoo acordou com uma dor de cabeça imensa, além do fato de não conseguir se lembrar de qualquer coisa depois de Arabella ter ido embora do restaurante. Provavelmente seu manager havia cuidado bem dele, considerando o fato de estar em seu quarto de hotel, são e salvo. Levantou-se da cama e sentiu seu corpo todo doer. Havia dormido de um jeito errado e ainda vestindo as roupas do jantar. Viu seu celular sobre o colchão e o checou, constatando ter cinco ligações perdidas de Sungyeol – além de ser meio-dia, sua barriga roncava de fome.

Merda.

Ele havia ligado para o outro, e ainda bêbado.

Estava tão fodido.

E não sabia o que havia dito para o mais velho.

Respirou fundo e esticou-se em busca de cessar metade da dor que sentia em seu corpo, o que funcionou. Buscou um comprimido de analgésicos para a dor de cabeça e tomou o remédio com um gole de água gelada do frigobar. Respirou fundo e resolveu tomar um banho quente para que acordasse de vez e ficasse em uma situação melhor.

Pegou suas roupas e seus pertences. Tomou uma ducha quente, lavou os cabelos pretos e os secou com o secador. Vestiu uma roupa leve e passou um pouco de perfume. A cabeça ainda doía um pouco, então deitou na cama e tentou relaxar, porém a curiosidade sobre o que havia dito a Sungyeol ainda pairava no ar quente da suíte do hotel italiano.

Alguns minutos depois, sentiu algo quente passar pelas costas de sua mão, e assim que abriu os olhos, assustou-se com a figura alta de Sungyeol parado ao lado de sua cama. O outro tinha um enorme sorriso no rosto.

– Mas que merda é essa?! – Myungsoo exclamou e mordeu o lábio inferior, levantando-se da cama – O que está fazendo aqui? Achei que estivesse na Coreia do Sul... E como diabos você entrou no meu quarto, Lee Sungyeol?!

O mais alto riu.

– O seu manager me deu o cartão-chave e me deixou entrar aqui, oras. Você sabe que posso ser bastante persuasivo quando quero – disse. Myungsoo revirou os olhos assim que leu os lábios do mais velho. Ele suspirou e passou as mãos pelos cabelos pretos em um movimento de nervosismo.

– Então o que você quer exatamente? – questionou com uma sobrancelha erguida em desafio.

– Conversar sobre o que você me disse na ligação de ontem, talvez. E também conversar sobre o fato de ter me ignorado por semanas, e nem ter me avisado que havia vindo para a Itália trabalhar durante seis meses – respondeu o mais velho.

O que eu disse na ligação de ontem, que por acaso não me lembro de nada, pois estava bêbado – Myungsoo explicou – Eu não sei o que eu disse Sungyeol, e se eu tiver dito qualquer besteira, me desculpe mesmo. Eu estava provavelmente louco.

O mais velho sorriu.

– Não falou nenhuma besteira. Por favor, Myungsoo, acha mesmo que eu pegaria um voo de doze horas e quinze minutos de Seul até Roma só por que me falou besteira? – ele riu – Você disse que sentia minha falta. Foi isso que disse. Sentia muito mesmo – Myungsoo suspirou e mordeu o lábio inferior assim que interpretou tudo que saíra da boca do outro – E também disse que me ama.

Myungsoo arregalou os olhos.

– Eu disse isso?! – exclamou. O mais velho assentiu – Oh, me desculpe mesmo. É sério, você mesmo sabe que eu não lido bem com a bebida alcoólica. Eu provavelmente fui bem impulsivo em ter feito isso, eu não deveria ter feito. Mil perdões e...

A mão de Sungyeol foi até a mão do outro, que ficou calado no mesmo instante. O mais novo o fitou com os olhos arregalados por um momento, e logo notou o que o outro estava prestes a fazer. Sungyeol estava fazendo aquilo. Ele estava sinalizando. Pela primeira vez depois de semanas, Myungsoo adorou ver a graciosidade das mãos de Lee Sungyeol sinalizando aquela frase que ele tanto queria ouvir ou ver, no caso.

Eu também te amo, Myungsoo.

O beijo foi algo que Myungsoo esperou muito. E assim que sentiu os lábios macios do outro sobre os seus, pôde finalmente se entregar àquilo que ainda não parecia ser real. Ele ainda estava em choque, porém feliz e talvez até bastante realizado por ter o mais velho consigo, ali, naquele exato momento. Ao final do beijo, ele sorriu bastante e mordeu o lábio inferior enquanto fitava o outro, e por fim sinalizou um sincero:

Eu te amo.

E por fim, ele respirou fundo, retomou o fôlego e falou em alto e bom som:

– Eu te amo, sempre amei e sempre amarei Lee Sungyeol. 


Notas Finais


Então gente, muito obrigada por terem lido e tudo mais ♥

Obrigada pelo apoio :3

Até depois~


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