História Lírio - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Magia, Mistério, Romance
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Palavras 1.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Para aquela que sempre comenta meus capítulos. Sim, é você. <3

Capítulo 12 - Paleta de cores


Fanfic / Fanfiction Lírio - Capítulo 12 - Paleta de cores

Quando desci para o café da manhã, ele já estava lá. Trajava  roupa quase toda preta e o colarinho estava aberto mostrando um pouco da sua camisa branca.
Eu no meu lugar estava vestida com as roupas da corte do inverno já que não tinha trazido nada. Meu vestido era muito fino, tinha tons de cinza e deslizava suavemente por minhas pernas. 
Não tinha ninguém, eu me sentei em sua frente na mesa e comecei a me servir de algumas frutas. 
Quando ergui o olhar para ele, estava acompanhando todos meus movimentos com seus olhos experientes. 
Soltei os talhares.
- Você poderia me dizer seu nome.- Sugeri. 
- Cass.
- Cass, certo. 
- Por quê não tem ninguém aqui?- Falei um tempo depois. 
- Isso aqui- Ele girou a mão pela sala - É minha residência particular. 
- Mas... e as pessoas da sua corte? 
- Termine de comer e vou mostrá-los a você. 
Achei um exagero ele morar aqui sozinho, caramba, esse lugar é um palácio.
- Eles gostam de viver lá.- Ele falou como se estivesse lendo meus pensamentos. 
- Como...
- Se eu consigo ler sua mente? Só quando suas defesas estão baixas. 
Inferno!
- Saia da minha cabeça. 
Um sorriso travesso pintou suas feições incrivelmente lindas. 
Quando terminei de comer ele veio andando até minha cadeira e estendeu sua mão, eu a peguei, e mais uma vez, a escuridão me puxou.
De repente eu estava olhando... para nada, só tinha neve. 
- É porque você esta olhando muito de longe. 
Cass disse e me empurrou para frente. 
Meu corpo foi tomado por uma onda de energia, e logo depois, eu estava vendo. 
Santos Deuses. 
Uma cidade, linda e estrelada, ruas de paralelepípedos alinhados e casas coloridas, cafés, música. 
Crianças brincavam nas ruas, pessoas carregavam cestas de comidas, comerciantes gritando suas mercadorias, era lindo, e pleno. 
- Seja bem vinda a minha corte. 
Eu não consegui dizer nada, só fiquei olhando tudo, árvores, flores... inspirei o cheiro. 
Subimos um longo lance de escadas até chegarmos no topo de uma montanha. A visão de cima ainda era mais de tirar o fôlego. 
O mar com sua areia branca e águas transparentes, depois azuis; cor da meia-noite, como uma paleta de cores brilhantes.
A cidade era tão colorida, que daqui de cima, formava um arco-íris com cores vibrantes.  
E por um instante eu percebi, que tudo que eu estava fazendo, sacrificando, valia a pena. Só de ver essa linda cidade, valia a pena. 
- Quero que você conheça meus aliados. 
Ergui uma sobrancelha.
- Aliados? 
Ele nem pensou quando respondeu: 
- Ou talvez, prefiro chamá-los de família.  
Sentamos em uma mesa na frente de um café e esperamos. 
Uma espera desconfortável. 
- Você pode, por favor, não me olhar assim?- Perguntei.
- Assim como? 
- Como se me quisesse na sua próxima refeição. 
Ele umedeceu os lábios e colocou seus braços na mesa se impulsionando para frente. 
- Talvez eu queira.- Ronronou.
Estou com sérios problemas. 
- Você está flertando comigo, Grã-líder? 
Ele deu de ombros e voltou a bebericar seu café. 
Quatro figuras surgiram no meu campo de visão se aproximando, dois homens e duas mulheres. 
Os homens eram enormes e estavam vestidos todos de couro preto, com botas pretas. Para piorar, eles eram muito bonitos, não tão bonitos quanto Cass, mas realmente bonitos. 
As meninas eram o terror da beleza, com certeza "lindas" não era o suficiente para descrevê-las.
Uma sorria calorosamente e a outra tinha a cara fechada e olhos atentos. 
A mais gentil usava um vestido verde esvoaçante e tinha as mãos cheias de joias. 
- Essa é minha prima Feyre.- Cass apontou para a sorridente que logo veio me abraçar e dar um beijo na bochecha do primo. 
- A rabugenta ali é Morgan.- Ele apontou novamente para a de cara feia. 
-Me esqueça, Cassian.- Ela rebateu olhando as unhas. 
- Os meninos são Keir e Aaron. 
Os dois tinham cabelos castanho e me deram uma aceno de cabeça.
- Conheçam Aelin.- Ele concluiu. 
Dei um sorriso para todos. 
- Não me diga que você a roubou do Rei.- Morgan disse sentando na cadeira. 
- Eu estava presa lá.- Esclareci. 
Tecnicamente era verdade. 
- Ela aceitou trabalhar conosco.- Cassian falou. 
- Interessante.- Keir mexeu nas armas do centurião. 
- Eu gosto da ideia de termos mais alguém.- Freya falou jogando sua longa cabeleira loira para atrás do ombro. 
E foi assim, escutei diversas histórias de como se conheceram conforme as horas foram passando. Os meninos e o Grã-lider se conheceram em uma guerra a um século e meio atrás; Morgan servia comida em uma taberna imunda quando encontrou os três guerreiros e se juntou a eles; e Feyre, bem, sempre conheceu Cassian. 
 Quando Cass me levou voando até o castelo eu só pensei em me jogar na cama.
- Você não vai dormir agora. 
- Saia da merda da minha cabeça. 
- Erga seu escudo mental. 
Revirei os olhos. 
E eu senti, ele estava na minha cabeça, revirando todas as minhas memórias e lembranças, me segurando fortemente com seus dedos.
- Erga o escudo, Aelin. 
E então eu imaginei, um muro, como o da magia, pedra por pedra sendo colocada rapidamente e fechando qualquer acesso que estivesse disponível. 
Devagar, seus dedos se desprenderam da minha mente e ele deslizou para fora. 
Cassian deu um sorriso que me deu vontade de soca-lo no estômago. 
- Notável. 
Dei língua para ele e subi para o quarto batendo a porta. 
                                      •
Água fria foi jogada em meu rosto e eu acordei assustada e desnorteada sentando na cama. 
- Que diab...- Comecei a dizer quando risadas me interromperam. Cassian, estava parado com um balde na mão bem na minha frente. 
Joguei um travesseiro tão rápido nele que nem mesmo o Grã-lider mais poderoso que já existiu conseguiu desviar. 
- Qual o seu problema?- Gritei e fui para o banheiro me secar. 
Quando sai ele estava deitado na minha cama, suas mãos cruzadas em cima da cabeça. 
- Vista-se, vamos treinar. 
- Já ouviu falar sobre privacidade?- Gesticulei impaciente para a porta. 
Ele abriu um sorriso presunçoso. 
Canalha, canalha, canalha.
Quando já tinha jogado meu quarto, ou quinto travesseiro nele e conseguido me vestir saímos em direção à floresta. 
- Sério? Isso aqui está congelando!
A magia que aquecia dentro do palácio sem duvidas não se aplicava ao lado de fora também.
Eu estava vestida com uma calça confortável e várias camadas de lã, mas isso não me impedia de bater os dentes.  
Cassian caminhava perto de mim, inabalável com suas asas estendidas. Parecia um anjo vingador. 
Um anjo vingador sexy. 
Não consegui evitar que um pequeno sorriso divertido tomasse conta da minha boca. 
- Do que está rindo? 
- Eu estou rindo?- Perguntei inocentemente piscando os olhos para enfatizar. 
- Vou tirar esse sorriso do seu rosto. 
Antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele me jogou no chão e prendeu meus braços ao redor da cabeça, minha respiração era pesada e se condensava em minha frente por conta do frio. 
 - Lição numero 1: Esteja sempre pronta para ataques surpresas. 2: Nunca, nunca mesmo, deixe suas defesas baixas. 3: Se por acaso for pega, tente se livrar o mais rápido possível, um segundo a menos, um a mais, e você está morta. 
Tentei sem sorte virar meu peso para cima dele, mas ele continuou imóvel em cima de mim. 
- Tente se livrar de mim, não com força física, porque nós dois sabemos quem venceria.- Ele deu uma piscadela. 
Quando ia fechar meus olhos para ter concentração ele falou:
- Não feche seus olhos, em uma luta real você não vai ter tempo para isso. 
Encarei seus olhos violetas salpicados de estrelas que agora eu conseguia ver nitidamente por conta de quanto estávamos próximos. Aproximei meu rosto ainda mais passando a língua nos lábios, senti uma pequena hesitação em meu aperto e foi tudo que eu precisava, girei minha perna e o derrubei no chão. 
- Golpe baixo.- Ele gemeu. 
-Isso é pelo banho.- Falei e sorri, aproveitando minha pequena conquista. 


Notas Finais


Tudo está tão calmo, não? MUAMUAMUAMUA (risada maléfica) brincadeira, não sou cruel. Ok, talvez um pouco. ;)


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