História Lírio - Capítulo 13


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Magia, Mistério, Romance
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Palavras 1.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desejo que quando alguém ler algo que escrevi, sinta um pouco do que senti enquanto escrevia.

Capítulo 13 - Branco


Fanfic / Fanfiction Lírio - Capítulo 13 - Branco

Eu tive que sair correndo para tomar um banho quente e colocar roupas secas. Mesmo o inverno sendo terrível aqui, estou me sentindo muito bem pela primeira vez em algum tempo. 
Quando sai do quarto, Cassian estava conversando com uma mulher baixinha de cabelos grisalhos, cheguei mais perto e me juntei a eles na sala. 
- Será feito, meu senhor. -A mulher disse.
- Obrigado.- Cass respondeu pegando meu cotovelo. 
Revirei os olhos mas não me soltei do seu braço. 
Quando ele parou eu pude olhar seu rosto e estava incrivelmente calmo. 
- Hoje, vamos celebrar a festa da Sotérias. 
- Festa do quê?
- Eram as festas que os nossos antepassados celebravam em acção de graças aos deuses por serem livres de algum perigo ou, de algum que se aproxima. 
- Hoje à noite? 
O Grã-líder assentiu e depois sorriu, um sorriso de verdade. 
- Eu vejo isso a quase cinco séculos e nunca me cansei, você verá. 
                          •
- Por quê vocês aqui usam tão pouco pano assim?-Perguntei olhando meu vestido no espelho. 
A criada que parecia um espectro desaparecendo respondeu:  
- Eles gostam que suas fêmeas fiquem à mostra. 
Engoli em seco uma vez, duas.
- Eles quem? 
- Os machos. 
Quando ela viu meu olhar horrorizado acrescentou:
- Ninguém vai tocar em você se não quiser, Milady. 
Isso não me deixou mais calma. 
O vestido era fino e quase transparente, descia até o chão em uma cascata de brilho. 
Ele era completamente branco com duas aberturas enormes em cada lado, era lindo, mas me sentia completamente nua. 
Meu cabelo foi posto todo para cima preso por uma tiara de ouro. 
Certo, eu estava bonita e, se eu me fizesse pensar demais, vulgar.
Respirei fundo antes de abrir a porta e ver Cassian apoiado em uma pilastra completamente inerte aos meus problemas com a vestimenta. 
Quando seu olhar encontrou o meu, e desceu da tiara, até as minha sandálias, suas pupilas se dilataram e ele mexeu a cabeça de um lado para o outro como se para afastar um pensamento impróprio. 
Olha, talvez eu esteja começando a gostar dessa roupa afinal. 
Dei meu sorriso mais doce aceitando sua mão estendida e a escuridão já familiar, me tirou do chão. 
- Woow- Gritei quando meus pés tocaram a areia branca da praia. 
Como eu descrevo tamanha beleza que estou vendo? O mar estava brilhando, brilhando como se um milhão de estrelas morassem ali, a areia da praia, se possível, ainda estava mais branca e macia. 
As casas, antes que foram coloridas agora estavam todas brancas. 
Olhei para o lado e Cassian também estava admirando a vista do mar. Ele também estava vestido de branco, na verdade, todo mundo estava vestido de branco, e pelo visto, todas as mulheres usavam o mesmo tipo de vestido que eu, até alguns mais finos. 
Música de tambores começou a soar alta e convidativa, uma roda enorme de dança tinha se formado e eu fui até lá. No mesmo momento alguém me puxou para dentro me rondando e depois soltando, me fazendo girar, girar, e rir.  
Outra pessoa pegou minha mão me colocando em seus braços e com um movimento rápido segurou meus quadris e me colocou em cima do seu pescoço, minhas pernas estavam retas e eu não tive muito esforço para seguir a coreografia que seus pés me levavam. 
Quando nossos corpos se juntaram uma outra vez que eu percebi, estava dançando com Cassian. 
Mas ele não me deixou pensar por muito tempo, abriu caminho entre a roda. Ainda dançando, ele pegou a minha perna colocou em seu ombro, depois usou ela como impulso para me girar. Deixei a outra perna estendida como uma bailarina em meio a um espetáculo. 
As pessoas eram meros borrões enquanto eu girava, girava como se tivesse todo o tempo do mundo, e o mundo tivesse todo o meu.
Quando Cassian parou, me pegou nos braços porque estava um pouco tonta e me segurou alguns instantes até que minha cabeça parasse de rodar, mas eu estava gargalhando, não me lembro de ser assim tão feliz, nunca. 
Uma gota púrpura caiu em seu nariz e eu fiquei observando o caminho que ela trilhava quase me perdendo nos meus próprios pensamentos. 
Com impulso toquei a água colorida em seu rosto, porém mais começaram a cair, mais, mais... quando percebi eu também estava cheia de gotas coloridas, verdes, laranjas, marfim. 
Estava chovendo tinta, trazendo de volta a cor das casas e das nossas roupas. 
Olhei para o céu, sentindo cada gota que caia em meu rosto e me perdendo completamente dento de mim mesma. 
Pessoas gritavam, aplaudiam, agradeciam, cantavam.  
Quando reabri, tudo tinha ganhado cor, as casas tinham voltado a ser um belíssimo arco-íris, meu vestido estava todo tingido das mais diversas cores. 
Virei meus olhos para meu acompanhante que já estava olhando para mim. 
- Oh, deuses, não me olhe assim.- Falei meu coração quicando mais a cada respiração. 
Ele se aproximou com o sorriso mais cafajeste e belo que eu já vira, dei um passo para trás me chocando em um coqueiro. 
- O que você quer, Aelin?- Ele disse passando o polegar na minha bochecha. 
- Nada.- Sussurrei.
- Mentirosa, posso ouvir seus pensamentos.- Ele ronronou me mandando calor por todo o corpo. 
Rapidamente montei os tijolos na minha mente para pelo menos dificultar seu acesso. 
Cassian estava molhado e sua camisa bem justa ao peitoral, quase não percebi que meu vestido que já era transparente, agora estava dando uma bela visão de várias polegadas do meu corpo. 
- Não faça isso.- Avisei com a voz fraca e ele sorriu de novo. Sabia como me afetava e estava se deliciando com aquilo. 
Ele abaixou sua cabeça no meu ombro e passou a língua em meu pescoço, soltei um gemido baixo e ele grunhiu. 
- Grã-lider?- A voz de Keir chamou.
Graças aos deuses.
Ele me soltou, arrumou suas roupas rapidamente e em um segundo Keir apareceu. 
Seu olhar pousou em mim que ainda estava ofegante, e depois em Cassian impassível. 
- Precisamos agir.- Ele disse sério. 
Tremi um pouco e não sabia se era de frio ou por conta das suas palavras duras como rocha. 
 Começou meu trabalho aqui. 


Notas Finais


Parece que agora teremos diversão! ;)


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