História Lírio - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Magia, Mistério, Romance
Exibições 20
Palavras 809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Só tenho que agradecer a você que esta acompanhando minhas loucuras! XOXO

Capítulo 9 - Lâmina


Fanfic / Fanfiction Lírio - Capítulo 9 - Lâmina

AELIN 

Eu consegui convencer ele a dormir mais algumas horas prometendo que não ia sair dali. 
Não lembro quanto tempo fiquei ao seu lado quando uma criada entrou no quarto parecendo terrivelmente pálida, eu levantei da cadeira quase a derrubando. 
- O que houve?
- Uma execução minha senhora, o Rei ordena que todos compareçam.
Olhei para Jules e depois para a criada.
- Fique com ele.
Ela mexeu a cabeça que sim e ocupou meu lugar enquanto eu corria até meus aposentos.
Não precisei dizer uma palavra, todas as minhas damas de companhia já estavam ali, tirando meu vestido e colocando um preto de veludo com mangas longas. 
Eu sabia como era as execuções, eles matavam aqueles que traíram a coroa de alguma forma. Tem um tempo que isso não acontece, o Rei começou a trancar eles em calabouços ao invés de matá-los. 
Bem, hoje era diferente. 
Sai correndo até chegar lá fora, um enorme palanque foi montado e um prisioneiro estava lá amarrado.
Ele não parecia estar com medo, apesar de sujo e maltrapilho ainda estava com o queixo erguido e exalava confiança.
Empurrei as pessoas e cheguei mais perto para olhar melhor. 
Eu nunca tinha visto o homem na minha frente, ele tinha olhos amendoados e não parecia ter mais que vinte anos.
- Ele traiu nossa confiança por isso merece pagar. A voz grave do rei fez todos gritarem com aprovações.
- Sor Joras é acusado de vazar informações confidenciais nossas para os sulistas. O Rei continuou e todos vaiaram. -Últimas palavras?
Sor Joras encontrou meu olhar rapidamente e depois se virou para o Rei.
- Você vai queimar.
Tremi por causa da intensidade de suas palavras e o Rei fez um gesto de desdém. 
- Façam.
Virei meu rosto para não ver a lâmina cortando sua cabeça e sai correndo para a saída. 
Alguém me puxou para dentro de uma porta e tampou minha boca enquanto eu me debatia. 
- Fique quieta.
Seu hálito de cerveja chegou até mim me deixando sem ar, suas mãos foram da minha boca para o meu pescoço e se demoraram ali me sufocando. 
Ele puxou uma adaga do cinto requintado e eu pude ter um vislumbre da sua insígnia bordada na camisa, era um urso albino com olhos azuis. 
- Você não vai contar para ninguém, mhaksaatrei.
O bêbado pressionou a lâmina no meu pescoço e eu gritei na mesma hora que ele me jogou contra a parede e eu bati minha cabeça. 
Foi tudo tão rápido, tudo estava girando e eu tive que fechar os olhos, quando reabri, não tinha ninguém lá. 
-Que diabos!- Gritei com raiva. 
Me levantei lentamente com a mão na cabeça e quando me garanti que minhas pernas podiam correr sem desabarem, eu corri. 

PRÍNCIPE 

Eu tinha acabado de colocar minha calça quando uma batida frenética veio da porta. Cruzei o quarto ainda descalço e a abri. 
Tive um segundo (talvez dois) para registar tudo. 
1-Aelin estava chorando; 2-Seu pescoço tinha feias marcas vermelhas; 3-Estava tremendo tanto que eu tive que me apressar para segurar ela antes que caísse. 
Me sentei no chão com ela em meus braços, alisei o seu cabelo e lhe disse palavras tranquilizadoras. 
Quando ela parou de tremer e olhou para mim, perguntei o que tinha acontecido. 
- Ele....ele tentou me matar.
- Ele quem?- Exigi. 
- Eu não sei, era um homem.- Ela pareceu pensar um pouco antes de terminar:
- Ele usava um emblema de urso. 
- Sulistas! 
Gritei tão alto que Aelin se encolheu. 
- Desculpe.-Disse com a voz controlada. 
- Por que os Sulistas atacariam o castelo? Pior, me atacariam? 
- Eles querem guerra para tomar nosso território, mas não sei porque quiseram particularmente te atacar. Porém eles irão pagar, você pertence ao Norte de Isisleia, eles não tem direito de atacar você e nem nenhum cidadão nosso. 
- Por favor, não conte para ninguém.
Eu bufei. 
- Não posso guardar isso, Aelin. É o meu dever.
- Você precisa!- Ela disse agarrando minha camisa. 
Encontrei seus olhos verde-oliva e respirei fundo me preparando para o que ia dizer. 
- Tudo bem, mas isso não faz sentido! 
- Eu sei, só peça para aumentarem seus guardas mas não diga o porque. Não posso ser o centro das atenções sempre, e isso me tornaria um imã de confusões. 
Mexi a cabeça. 
- Não gosto nada disso. 
- Eu sei. 
Nossos olhares se encontraram e minha respiração ficou presa. Seus olhos brilhavam com determinação. 
E então sua boca encostou na minha selando nosso acordo de silêncio. 
Minha pele formigou e nossas almas se ligaram, o beijo era doce mas logo passou para desesperado, minha língua viajou em sua boca e suas mãos foram para a minha nuca. 
- Isso não é certo.- Ela falou em um sussurro.
E então foi minha vez de dizer:
- Eu sei. 


Notas Finais


Obrigada. <3


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