História Listen To Your Heart - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber
Tags Romance
Exibições 133
Palavras 2.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá gente, mais um capítulo pra vcs!

Estou tentando atualizar o máximo pra vcs, pq eu estou em provas lá na faculdade.

Espero que gostem!

Capítulo 10 - Escala Cinco Em Embriaguez


Holly Mitchel

Ai, que saco. Ainda me lembro dos dias,em que Justin Bieber não faz parte da minha vida. Quando eu não tinha que olhar para os seus olhos amendoados, nem ver seus sorrisos de cafajeste ou me meter numa guerra de flertes. 

Justin se reclina nos cotovelos, cheio de si. - Sabe de uma coisa, vou pegar leve com você. Se está com medo de me beijar, não vou te obrigar.

- Medo? - retruco. - Não estou com medo. Só não quero. - Ele exalou um suspiro.

- Então acho que voltamos às questões de autoconfiança. Eu beijo mal?! Tenho certeza de que, com prática e perseverança, um dia eu vou ser capaz de...

- Tá bom! - interrompo. - Anda logo. - Ele se calou, os olhos arregalados de surpresa. . Então não estava esperando que eu fosse pagar pra ver.

Nossos olhares se fixam um no outro por séculos. Ele está supondo que eu volte atrás, mas tenho certeza de que ele vai recuar primeiro. Talvez seja infantil da minha parte, mas Justin já conseguiu exatamente o que queria com essa história de aula. Dessa vez, eu quero ganhar. Mas o subestimei de novo. Seus olhos amendoados se escurecem, adquirindo um tom de mais escuro, e, de repente, transmitem calor. Um calor e um brilho de autoconfiança, como se estivesse certo de que não vou até o final. 

Meu corpo está em chamas, e minhas mãos estão tremendo, não de nervoso, mas de ansiedade. Quando imagino sua boca contra a minha novamente, meu coração dispara mais rápido do que uma faixa de hip-hop.  

Qual é o meu problema?

Justin se aproxima. Nossas coxas estão se tocando agora, e devo estar alucinando, porque acabo de ver uma veia pulsando no meio de seu pescoço. Ele não pode querer isso... pode? Pode!

As palmas das minhas mãos ficam úmidas, mas evito limpá-las na legging porque não quero que perceba como estou nervosa. Tenho total consciência do calor que irradia da sua coxa coberta pela calça jeans, o cheiro fraco da loção pós barba almiscarada, a ligeira curva em sua boca enquanto aguarda o meu próximo passo...

Arqueando uma sobrancelha, toco sua bochecha. Sua respiração se acelera. Deslizo o polegar sobre a mandíbula, bem devagar, esperando para ver se ele vai me interromper, e quando ele não faz, aproximo lentamente a boca da dele. No instante em que nossos lábios se tocam, a coisa mais estranha acontece. Ondas pulsantes de calor se espalham dentro de mim, começando pela boca e baixando por meu corpo, formigando a pontinha de meus seios antes de descer um pouco mais. Ele tem o gosto do chiclete de hortelã que passou a noite mascando, e o sabor mentolado toma conta de minhas papilas gustativas. Meus lábios se abrem por vontade própria, e Justin tira o máximo proveito disso, deslizando a língua para dentro. Quando nossas línguas se envolvem, ele deixa escapar um ruído grave e rouco no fundo da garganta, e o som erótico vibra através do meu corpo.

Imediatamente, sou tomada por uma onda de pânico que me impele a interromper o beijo.

Inspiro de forma entrecortada. - Bom, você beija bem! - estou tentando soar indiferente pelo que aconteceu, mas a leve oscilação em minha voz me trai.

Os olhos de Justin estão em chamas. - Não sei dizer. Não demorou o suficiente para eu poder avaliar o seu direito. Vou precisar de um pouco mais. 

A mão gigante envolve minha bochecha.

Essa deveria ser minha deixa para ir embora.

Em vez disso, me inclino para outro beijo.

E é tão assustadoramente incrível como o primeiro. À medida que sua língua desliza sobre a minha, acaricio sua bochecha, e, nossa, isso é um grande erro, porque a sensação áspera de sua barba em minha mão intensifica o prazer que já percorre todo o meu corpo. Seu rosto é forte, masculino e sensual, e a pura virilidade dele desencadeia outra explosão de necessidade. Preciso de mais. Não esperava por isso, mas preciso de muito mais. Com um gemido angustiado, deito a cabeça para aprofundar o beijo, e minha língua explora sua boca, ávida. Não, ávida não, faminta. Estou com fome dele. Justin enfia os dedos em meu cabelo e me puxa mais para perto, um braço poderoso me envolve pelo quadril para me manter no lugar. Meus seios agora estão esmagados contra seu peito duro, e sinto o martelar selvagem de seu coração. Seu entusiasmo é equivalente ao meu. Os gemidos roucos e primais que ele emite provocam cócegas em meus lábios e fazem meu pulso disparar. Algo está acontecendo comigo. Não consigo parar de beijá-lo. Ele é muito viciante. E mesmo que isso tenha começado comigo meio que no comando, não tenho mais controle nenhum. A boca de Justin se move sobre a minha com uma habilidade e uma segurança que acabam com o fôlego dos meus pulmões. Quando ele mordisca meu lábio inferior, sinto um puxão correspondente nos mamilos e aperto seu peito com a palma da mão, para me estabilizar, para tentar me impedir de flutuar numa nuvem irracional de prazer. Seus lábios quentes se afastam dos meus e passam para a linha da mandíbula, descendo até o pescoço, onde dispara beijos de boca aberta que vão deixando arrepios em seu rastro. Ouço um gemido sufocado e me espanto ao perceber que veio de mim. Estou desesperada para sentir sua boca na minha de novo. Enfio a mão em seus cabelos para trazê-lo de volta para onde quero, mas os fio claros escapam das minhas mãos. Tudo o que posso fazer é puxar sua cabeça, o que provoca uma risada baixa nele.

- É isso que você quer? - murmura, e, em seguida, os lábios encontram os meus, e ele enfia a língua talentosa de volta na minha boca. Um gemido salta de minha garganta no exato segundo em que a porta do quarto se abre.

- Ei Bieber, vou pegar emprestado a... - Ryan para na mesma hora. Com um gritinho de horror, afasto a boca de Justin e olho para os pés.

- Opa. Não queria interromper. - Ryan abre um sorriso do tamanho do mundo, e seus olhos azuis brilhantes fazem meu rosto queimar.  Volto à realidade mais rápido do que seria capaz de dizer Puta merda. Acabei de ser pega dando um amasso com Justin Bieber. E estava gostando.

- Você não está interrompendo nada! -digo depressa. 

Ryan parece se esforçar para conter o riso. - Não? Porque, com certeza, é o que parece.

Apesar do nó de vergonha apertado em minha garganta, obrigo-me a olhar para Justin, implorando em silêncio por apoio, mas sua expressão me pega desprevenida. Intensidade profunda e um quê de aborrecimento, só que este ultimo é dirigido a Ryan. E acrescente-se a essa mistura algo semelhante a deslumbramento, como se não pudesse acreditar no que acabamos de fazer. Também não posso.

Levanto da cama imediatamente e vejo Justin fazendo o mesmo, o rosto fechado e mais sombrio que uma nuvem de tempestade.

- Holly! - começa, bruscamente. Mas não quero ouvir o resto. Não quero mais pensar naquele beijo. Ou melhor beijos. Nunca mais. A mera lembrança deles faz minha cabeça girar e meu coração pular.

- Boa sorte na segunda chamada amanhã. - as palavras saem correndo num fluxo rápido de nervosismo. - Tenho que ir, mas me conta como foi depois, tá? - e eu corro para fora do quarto.

***

Está cada vez mais óbvio que Justin tinha razão. Ele levanta mesmo a imagem de quem está ao seu redor. À medida que sigo a trilha de paralelepípedos em direção ao prédio de filosofia, pelo menos quinze pessoas me cumprimentam. Olá, como vai, bela roupa. Sou acolhida por tantos sorrisos, acenos e “ois” que é como se tivesse acabado de pisar em outro planeta. Um planeta chamado Holly, porque todo mundo parece me conhecer. Um desconforto se revira em meu estômago, com uma onda de constrangimento que me faz acelerar o passo. Perturbada por tanta atenção, praticamente corro para a aula e ocupo meu lugar ao lado de Nell, minha colega de classe, ela sorri para mim, e eu sorrio de volta. Logo em seguida, a professora entra na sala, e desvio o olhar para me concentrar na aula. Aos quarenta e cinco minutos de aula, a professora faz uma pausa, e todos os fumantes disparam até a porta como se estivessem presos em um mina há duas semanas. Também saio do auditório, não para fumar, mas para tomar um ar.  Aubrey aparece atrás de mim no corredor, me cutucando para eu vê-la. 

- Oi! Você meio que sumiu essa manhã. - ela tentava se equilibrar com tantos livros em uma só mão.

- Eu tinha que devolver uns livros na biblioteca, ou terminaria pagando multa. - me expliquei, e ela riu.

- Escuta, eu vim atrás de você porque hoje é aniversário de Ryan, e o pessoal do time estavam querendo comemorar o aniversário dele no Malone's, então sinta-se convidada.

- Você não poderia ter me ligado ou esperado eu chegar no dormitório? - franzo a testa.

- Eu estava aqui por perto. -

- Sei.

- Ah tá legal, eu estava por perto mesmo. Mas alguém mandou te convidar. - arqueou as sobrancelhas. - Ele achou que você não quisesse o ver depois do domingo. - corri os dedos pelo meu cabelo. - Se eu fosse você iria. - sugeriu.

- Tudo bem, quando chegar no quarto eu penso! - ela deu de ombros. - Olha eu vou voltar para a aula, já deve ter começado.

- Sem problemas, estou indo encontrar com o Ryan. - sorri, não é que eles ainda estavam juntos mesmo. - Você tem identidade falsa não é? - apenas assenti. - Ótimo, você irá usá-la. 

Justin Bieber

O Malone’s, que já não é um bar muito grande, está absolutamente tomado de jogadores de hóquei. O lugar é tão pequeno que é impossível encontrar lugar para sentar. Nesta noite, mal dá para respirar, que dirá ficar em pé confortavelmente. O time inteiro veio para a festa de Ryan, e, por acaso, segunda-feira é dia de karaokê, portanto o ambiente apertado está barulhento à beça e empanturrado de corpos. O lado bom é que nenhum de nós precisou mostrar as identidades falsas, já somos todos de maior mesmo.

Vejo Holly chegar cerca de vinte minutos depois de mim e dos caras, April, a namorada do Chaz está junto com ela, que está linda vestindo uma calça jeans bastante justa, botas de salto alto e uma camiseta regata canelada, uma parte de seu cabelos está solta o que emoldura o seu rosto. 

- Oi. - eu me inclino e beijo sua bochecha. Teria preferido que fossem os lábios deliciosos, embora, tenho certeza de que Holly não pensa da mesma forma.

- Oi. - diz. - Tá sufocante aqui dentro. Ainda bem que não trouxe casaco.

Luto para manter a felicidade para mim mesmo, faço um aceno em direção ao bar. - O que vai querer? Cerveja? Uísque?

- Não, quero algo gostoso. 

No bar, peço a bebida de Holly e passo a examinar cada movimento do barman. Holly também está com olhos de águia em cima dele. Com dois dos clientes mais vigilantes do planeta acompanhando a confecção da piña colada do início ao fim, não há a menor chance de haver alguma droga na taça que coloco na mão de Holly poucos minutos depois. Pego seu braço de novo e caminhamos em direção ao grupo barulhento na mesa de sinuca. Chris e Chaz nos veem e se aproximam, os dois cumprimentam Holly com um abraço. O de Chris é um pouco longo demais, mas quando vejo seu olhar, a expressão é inocente. Talvez seja apenas paranoia minha. Ainda não tenho certeza do que quero com ela. Digo, tudo bem, quero sexo. Quero muito, muito mesmo. Mas, se por algum milagre, ela decidir me oferecer isso, e aí? O que acontece depois? Finco uma bandeira no chão e aviso para o mundo que Holly é a minha namorada? 

Namoradas são uma distração, e não posso ter distrações agora, sobretudo porque há duas semanas eu tinha uma namorada e corria riscos de perder meu lugar na equipe. Não concordo com meu pai em muitas coisas, mas quando se trata de foco e ambição, pensamos da mesma forma. Vou virar profissional depois de me formar. Até lá, preciso me concentrar em tirar boas notas e conduzir meu time para mais uma vitória no Frozen Four. Falhar não é uma opção. 

Mas ver Holly ficando com outro cara? 

Também não é uma opção. 

Apresento-lhes a cruz e a espada. 

- Ai, meu Deus, isso é tão bom. - diz Holly, ao dar mais um gole profundo. - Quero outro. 

- Que tal você terminar esse primeiro, depois a gente decide sobre outro? - rio.

- Tá. - bufa ela. Então vira a bebida num dos goles mais rápidos que já testemunhei, lambe os beiços e sorri para mim. - E aí. Que tal um outro? -  Não posso lutar contra o sorriso que se estende por todo o meu rosto. Rapaz, tenho a impressão de que Holly vai ser uma bêbada muito… interessante. 

 

 

E estou absolutamente certo.

Três piñas coladas depois, Holly está no palco cantando no karaokê. Isso mesmo. Bêbada do tipo que sobe no karaokê. O que salva é que sua voz fenomenal. Não posso imaginar quão deprimente seria se estivesse bêbada e tivesse uma voz de taquara rachada. O bar inteiro está louco por ela. Holly está cantando “Bad Romance” e quase todo mundo está acompanhando, até alguns dos meus colegas de time mais embriagados. Me pego sorrindo feito um idiota enquanto olho para o palco. Não há nada de indecente no que está fazendo. Nenhuma sugestão de que vai tirar a roupa nem movimentos sugestivos. Holly joga a cabeça para trás animada, as bochechas coradas e os olhos brilhando ao cantar, e é tão bonita que me dói o peito. Foda-se, quero outro beijo. Quero sentir seus lábios nos meus. Quero ouvir aquele barulho gutural que ela fez na primeira vez que chupei sua língua. Perfeito. Agora estou duro feito tronco, no meio de um bar com todos os meus amigos.

- Ela é incrível! - grita Chris, aproximando-se. Está com um sorriso enorme também, assistindo a Holly, mas noto um brilho estranho em seus olhos. Parece um brilho de… interesse. Ao final da música, Holly é aplaudida. 

- Minha deixa para salvá-la. - digo, antes de abrir caminho entre a multidão. Quando chego ao pé do palco, coloco as mãos ao redor da boca e chamo por Holly. - Mitchel, traga essa bunda gostosa aqui! - sua expressão se ilumina ao me ver. Sem hesitar por um momento, mergulha do palco para os meus braços à sua espera e gargalha quando a giro no ar. 

- Ai, meu Deus, isso é tão divertido! - exclama. - A gente precisa vir sempre aqui! - Com o riso fazendo cócegas em minha garganta, avalio seu rosto, tentando estabelecer em qual grau da minha escala incrivelmente precisa de bêbados ela se enquadra, considerando que um é sóbrio e dez é acordei sem roupas em Portland sem a menor lembrança de como cheguei aqui. Como seus olhos estão vivos e ela não está enrolando as palavras nem tropeçando, decido que deve estar perto do cinco - alegre, mas consciente.

Com outro sorriso reluzente, Holly pega a minha mão e começa a me arrastar para longe da pequena pista de dança.

- Para onde estamos indo? - pergunto com uma risada.

- Preciso fazer xixi! Você vai substituir por essa noite o lugar da Aubrey, o que significa que vai ter de esperar fora do banheiro e ficar de guarda. Já que ela está bastante empenhada beijando o seu amigo. - seus olhos verdes hipnotizantes me fitam, brilhando com uma pontada de dúvida. - Você não vai deixar nada de ruim acontecer comigo, vai, Justin?

Um nó do tamanho de Massachusetts se aloja em minha garganta. Engulo em seco e tento falar por cima dele. - Nunca.


Notas Finais


Comentem e favoritem, eu escrevo por prazer, mas se eu disser que um comentário e um favorito não me deixa feliz eu estaria mentindo.

Twitter: @BIEBERWHRE


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