História Listen To Your Heart - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber
Tags Romance
Exibições 114
Palavras 3.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


QUE???!!! Vcs não estão sonhando, eu to postando no dia seguinte sim!

Eu avisei que se tivesse tempo a att poderia ser duas vezes na semana.

BOA LEITURA!

Capítulo 18 - Deixei Tudo Isso Pra Trás.


Holly Mitchel

- Não tô gostando disso. - declaro. - Sério, amor, minhas pernas tão começando a doer. Já falei, não sou flexível.

A risada de Justin vibra através do meu corpo. Meu corpo nu, devo acrescentar, porque estamos no meio do sexo. Do qual acabo de confessar não estar gostando. Talvez eu seja mesmo uma assassina de climas.

Mas quer saber? Não estou nem aí. Ainda sou contra esta posição. Justin está ajoelhado na minha frente, e meus tornozelos estão em seus ombros. Talvez se ele não fosse um jogador de hóquei forte e imenso, eu não me sentiria como se minhas pernas estivessem descansando no alto da porcaria do Empire State, morrendo de câimbra.

Ainda rindo, Justin se inclina para a frente e meus músculos respiram aliviados quando escorrego as pernas e as engancho atrás de sua bunda. Na mesma hora, o ângulo muda, e um gemido escapa de minha boca.

- Melhor? - pergunta, com a voz rouca.

- Ai, meu Deus. Isso. Faz isso de novo.

- Não tenho ideia do que fiz.

- Você girou os quadris, tipo… Uuuhhh… Assim.

Toda vez que me preenche, meu corpo aperta sua ereção. Toda vez que sai, me sinto vazia, dolorida, desesperada. Estou viciada neste cara. Nos seus beijos e no seu gosto, na sensação do seu cabelo curto sob meus dedos, e o tendão suave em suas costas quando cravo as unhas nele.

Ele flexiona os quadris, sua respiração se acelera e ele entra com mais força, mais fundo, transformando minha visão numa névoa branca. Então leva a mão ao ponto em que estamos unidos e esfrega meu clitóris, e lá vamos nós. Ele goza primeiro, mas continua entrando em mim, tremendo com a sensação de alívio. Seu clímax me excita, e estremeço mais forte, mordendo o lábio para não gritar e transparecer para os seus amigos as deliciosas sensações que percorrem meu corpo agora.

Depois disso, ele gira, ficando de costas na cama, e deito em cima dele, escalando seu corpo como um macaco, para dar beijinhos em seu rosto e pescoço.

- Por que você sempre tem muito mais energia depois do sexo? - resmunga.

- Não sei. Não importa. - beijo todo seu corpo, até deixá-lo rindo de alegria. Sei que gosta da atenção. Ainda bem, porque não consigo me conter. Por alguma razão, viro uma máquina de fazer carinhos quando estou perto dele.

A vida está boa de novo. Uma semana se passou desde o dia de Ação de Graças, e Justin e eu ainda estamos firmes e fortes. Apesar de ocupados. O prazo para a entrega dos trabalhos de fim do semestre está chegando. A agenda de treinos de Justin está mais abarrotada do que nunca, e eu venho tendo mais aulas do que nunca. Mas pelo menos estou animada com isso de novo.

E a cereja no bolo da minha vida maravilhosa? Meu pai ligou na semana passada com ótimas notícias — eles vão para a casa da tia Nicole no Natal. Já comprei minha passagem e mal posso esperar para encontrá-los, mas estou decepcionada que Justin não possa ir comigo. Eu o convidei, mas as datas não bateram, porque o time tem um jogo um dia depois da minha viagem e outro dois dias antes de eu voltar. Então Justin vai passar as férias com Ryan, que, aparentemente, é de uma cidade a vinte minutos da dele.

Batidas altas à porta de Justin me despertam de meus pensamentos felizes. A porta está trancada, então não fico preocupada que alguém entre, mas ainda puxo o cobertor por força do hábito.

- Desculpe interromper, meninos e meninas. - grita Chaz. - Mas está na hora de guardar p e v. Temos que sair, Bieber.

Lanço um olhar vazio para Justin. - P e v? - não consigo entender metade das siglas e abreviaturas que Chaz inventa.

Justin sorri para mim. - Ah, como assim, sério? Essa até eu entendi. Piada de adolescente.

Penso de novo e então coro. - Como exatamente se guarda uma vagina?

Ele solta um riso. - Pergunte a Chaz. Na verdade, por favor, não pergunte. - ele salta da cama e perambula em busca de suas roupas. - Você vem ao jogo depois da aula?

- Vou, mas acho que não vou conseguir aparecer antes do segundo tempo. Argh. Quando chegar, provavelmente só vai ter lugar em pé.

- Vou pedir a alguém para guardar um lugar para você.

- Obrigada.

Dou um pulo no banheiro, me arrumo e volto para o quarto, onde encontro Justin na beira da cama, abaixando-se para calçar a meia. Meu coração perde o compasso diante da visão. Cabelo bagunçado, bíceps flexionados, manchas vermelhas no pescoço onde o mordisquei. É lindo pra caramba.

Cinco minutos depois, saímos de sua casa e seguimos cada um o seu caminho. Estou com o meu carro, então volto para o campus, para a aula. Duas horas depois, estou dirigindo para a arena de hóquei dos Bruins. Mandei uma mensagem para Aubrey, para ver se queria vir ao jogo comigo, mas está ocupada sendo enterrada sob montanhas de trabalhos da faculdade, o que me faz agradecer que já tenha adiantado os meus.

Chego à arena mais tarde do que imaginava. O terceiro tempo acabou de começar, e fico espantada de ver o 1 à 1 piscando no placar, porque os Bruins estão jogando contra um time de Buffalo, da segunda divisão. Justin tinha certeza de que não seria um jogo difícil, mas aparentemente estava errado.

Tem um lugar vazio à minha espera atrás do banco do time da casa, cortesia de uma aluna do último ano chamada Natalie. Justin já falou dela, mas ainda não a conhecia. Ao que parece, namora Nick, um dos jogadores da equipe, desde o primeiro ano, o que é impressionante. Poucos relacionamentos universitários duram tanto. Natalie é engraçada e gentil, e nos divertimos assistindo ao jogo juntas. Quando Ryan leva uma pancada particularmente forte que o faz deslizar pelo gelo, nós duas suspiramos de nervoso.

- Ai, meu Deus! - exclama Natalie. - Ele tá bem?

Felizmente, Ryan está bem. Ele limpa o gelo e fica de pé, deslizando em direção ao banco dos Bruins para uma mudança de linha. Assim que Justin toca o gelo, meu pulso acelera. Não dá para ignorar o quanto ele é talentoso. Rápido com os pés, habilidoso com o taco, forte nas finalizações. Seu primeiro passe alcança o taco de Nick, que voa sobre a linha azul em direção à zona neutra. Nick lança o disco, e Justin o persegue. O jogador de centro do outro time também, e cotovelos se erguem dentro da área, à medida que o atacante da Buffalo tenta ganhar a vantagem.

Justin chega primeiro e dá a volta no gol, lançando uma tacada rápida. O goleiro defende com facilidade, mas o rebote volta direto para Nick. Ele lança o disco de volta para o goleiro, cuja luva se ergue um segundo tarde demais. Natalie pula da cadeira e grita até ficar rouca quando o gol de Nick muda o placar. Nós nos abraçamos animadas e, daí para a frente, prendemos o fôlego pelos últimos três minutos de jogo. O outro time luta para ganhar a posse do disco, mas o jogador de centro dos Bruins, um aluno de segundo ano, sai na vantagem na disputa de disco seguinte, e dominamos o restante do jogo, que termina com um placar final de 2 à 1.

Natalie e eu caminhamos em direção ao corredor, sendo empurradas por todos os lados feito gado, enquanto descemos a escada.

- Tô tão feliz por você e Justin. - comemora ela.

O comentário me faz sorrir, porque faz apenas vinte minutos que me conhece.

- Eu também. - respondo.

- É sério. Ele é um cara tão legal, mas é também tão intenso quando se trata de hóquei. Quase não bebe, não se envolve com ninguém. Não é saudável ser tão concentrado em alguma coisa assim, sabia?

Saímos de perto do rinque, mas não deixamos a arena. Em vez disso, abrimos caminho pela multidão em direção ao corredor que leva aos vestiários, para esperar nossos meninos. Justin Bieber é o meu. Um pensamento surreal, mas gosto da ideia.

- Por isso acho que você faz bem pra ele. - continua. - Ele parece tão feliz e relaxado toda vez que o encontro.

- Perdão. Não estava prestando atenção… - o pedido de desculpas morre em meus lábios quando noto em quem esbarrei.

Rob Delaney parece tão surpreso quanto eu.

Na fração de segundo em que nossos olhos se encontram, viro uma estátua de gelo. Calafrios tomam todos os centímetros de meu corpo. Meus pés ficam paralisados no chão. Sou arrebatada por ondas de terror uma após a outra.

Não vejo Rob desde o dia em que testemunhou no tribunal — em nome do meu injuriador.

Não sei o que dizer. Ou fazer. Ou pensar.

Alguém grita: - Mitchel!

Viro a cabeça.

Quando retorno o olhar, Rob está se afastando depressa, como se estivesse tentando escapar de um tiro de revólver.

Não consigo respirar.

Justin aparece do meu lado. Sei que é ele, porque reconheço o toque gentil de sua mão em meu rosto, mas meu olhar permanece fixo em Rob se afastando. Está vestindo um casaco da Buffalo State University. É lá que estuda? Nunca me preocupei em descobrir o que aconteceu com os amigos de Logan. Para que faculdade foram, o que estão fazendo agora. 

- Holly. Olha pra mim.

Não sou capaz de desviar os olhos de Rob, que ainda não conseguiu sair da arena. O grupo de amigos com que está parou para conversar com algumas pessoas, e ele lança um olhar de pânico por cima do ombro, empalidecendo ao perceber que ainda estou olhando para ele.

- Holly. Meu Deus. Você está branca feito um papel. O que aconteceu?

Também acho que estou pálida. Tão branca quanto Rob. Parece que nós dois acabamos de ver um fantasma.

Quando me dou conta, minha cabeça está sendo puxada para o lado, as mãos de Justin segurando meu queixo para forçar o contato visual.

- O que está acontecendo? Quem é aquele cara? - ele seguiu meu olhar e agora está observando Rob com uma desconfiança visível.

- Ninguém. - digo baixinho.

- Holly.

- Não é ninguém, Justin. Por favor. - viro de costas para a porta, afastando qualquer tentação de olhar na direção de Rob.

Justin faz uma pausa. Examina meu rosto. Em seguida, prende a respiração.

- Ai, cacete. É o…? - a pergunta horrorizada paira entre nós.

- Não. - respondo rápido. - Não é. Prometo. - meus pulmões queimam por falta de oxigênio, então me forço a inspirar fundo. - É só um cara.

- Que cara? Qual o nome dele?

- Rob. - a náusea inunda minha barriga feito um cardume de tubarões. - Rob Delaney.

O olhar de Justin permanece fixo sobre meu ombro, o que me diz que Rob ainda está aqui. Droga, por que não vai embora logo?

- Quem é ele, Holly?

Por mais que tente, não consigo disfarçar que fiquei completamente sem chão. Meu rosto se desfaz, e sussurro: - É o melhor amigo de Logan. Um dos caras que testemunharam contra mim depois da…

Justin já está se afastando depressa.

Justin Bieber

O sangue lateja em meus ouvidos. Ouço Holly me chamando, mas não consigo parar de me mover. É como se estivesse vendo o mundo através de uma névoa vermelha. Entrei no piloto automático, transformando-me num míssil teleguiado programado para acertar babacas e viajando em linha reta na direção de Rob Delaney.

O filho da mãe que ajudou o difamador e injuriador de Holly a se safar.

- Delaney! - grito.

Seus ombros se enrijecem. Várias pessoas olham para nós, mas só estou interessado em uma no momento. Ele se vira, os olhos escuros cintilando momentaneamente de pânico ao me notar. Ele me viu conversando com Holly.

Provavelmente sabe o que ela me contou.

Diz algo para os amigos e se afasta apressado do grupo. Meu queixo vira uma pedra à medida que se aproxima de mim, cauteloso.

- Quem é você? - murmura.

- O namorado de Holly.

Sua expressão de medo é inconfundível, mas ainda continua tentando dar uma de descontraído. - Ah, é? E o que você quer?

Inspiro, tentando me acalmar. Não fico calmo. Nem um pouco. - Só queria conhecer o idiota que foi cúmplice daquele explanador.

Há um longo momento de silêncio. Em seguida, ele fecha a cara para mim. - Vai se foder. Você não sabe nada de mim, cara.

- Sei tudo de você. - corrijo, o corpo todo tremendo de fúria mal contida. - Sei que deixou seu amigo difamar a minha garota. Sei que cometeu perjúrio depois, para salvar a cara dele. Sei que é um bosta sem consciência.

- Vai se foder. - repete, mas sua autoconfiança vacila. Parece aflito agora.

- É sério? Vai se foder? Isso é tudo que tem a dizer? Acho que faz sentido. - engulo a bile revestindo minha garganta. - Você é um covarde incapaz de defender uma garota inocente. Então por que teria coragem para defender a si mesmo?

As acusações amargas desencadeiam sua raiva. - Sai da minha frente, cara. Não vim aqui para ficar sendo atacado por um jogador idiota. Volta lá pra vagabunda da sua namorada e…

Ah, isso não, porra.

Meu punho dispara.

Depois disso, é tudo um borrão.

As pessoas estão gritando. Alguém agarra a parte de trás do meu casaco, tentando me tirar de cima de Delaney. Minha mão lateja. Sinto gosto de sangue na boca. É como uma experiência extracorpórea que não posso nem descrever, porque não estou lá. Estou perdido numa névoa de raiva descontrolada.

- Justin.

Alguém me joga contra uma parede, e, instintivamente, lanço um gancho de direita. Tenho um vislumbre do vermelho, ouço meu nome de novo, um cortante e enfático - Justin — e minha visão clareia a tempo de ver o sangue escorrendo do canto da boca de Chris.

Ah, merda.

- Bieber! - sua voz é baixa e ameaçadora, mas não há dúvida da preocupação pairando em seus olhos. - Bieber, você tem que parar.

Todo o oxigênio em meus pulmões sai num rojão. Olho ao redor e deparo com um mar de rostos me fitando, ouço vozes abafadas e sussurros confusos. Por fim, o treinador aparece, e, de repente, me dou conta da gravidade do que acabei de fazer.

***

Duas horas depois, estou diante da porta de Holly e quase não tenho forças para bater. Não me lembro da última vez que alcancei um nível tão intenso de cansaço. Em vez de comemorar a vitória com o time, fiquei mais de uma hora na sala do treinador ouvindo-o gritar comigo sobre brigas dentro da universidade. Que, por sinal, me rendeu uma suspensão de um jogo. Para ser sincero, estou surpreso que a punição não tenha sido mais severa, mas, depois de o treinador e alguns outros funcionários da UCLA ouvirem toda a história que eu tinha para contar, decidiram pegar leve comigo. Holly tinha me dado permissão para explicar seu histórico com Delaney, porque não queria que eles pensassem que sou algum psicopata que sai por aí atacando torcedores de hóquei aleatórios sem razão, mas ainda me sinto um lixo por compartilhar seu trauma com meu treinador.

Suspensão de um jogo. Meu Deus. Merecia muito mais.

Chris estava lá, esperando por mim, e nunca senti tanta vergonha na vida ao pedir desculpas por ter batido no meu melhor amigo. Holly, no entanto, também havia me permitido compartilhar a verdade com Chris, e depois que expliquei a ele quem era Rob e por que fui atrás do cara, Chris estava pronto para ir ele mesmo atrás de Rob e ainda pediu desculpas para mim por ter me tirado de cima do desgraçado. Foi aí que percebi o quanto amo esse filho da mãe. Chris pode ter uma quedinha pela minha namorada, mas ainda é um dos melhores amigos que já tive. E nem posso culpá-lo pelo que sente, pois quem não iria querer estar com alguém tão incrível quanto Holly?

Quando ela abre a porta para mim, estou nervoso pra caramba, mas Holly me surpreende jogando os braços à minha volta na mesma hora. - Você tá bem? - pergunta, com urgência.

- Tô. - parece que estou falando com a boca cheia de cascalho, então limpo a garganta antes de continuar. - Desculpa. Estou tão arrependido, linda.

Ela deita a cabeça para examinar o meu rosto, o arrependimento gravado em suas feições. - Você não deveria ter ido atrás dele.

- Eu sei. - minha garganta se fecha. - Não consegui me controlar. Ficava imaginando aquele filho da puta sentado no banco das testemunhas, chamando você de prostituta. Fiquei enjoado. - balanço a cabeça de leve. - Não, fiquei louco.

Holly pega a minha mão e me leva para o seu quarto, fechando a porta atrás de si antes de se juntar a mim na beira da cama. Segura a minha mão de novo e suspira ao ver o estado dos meus dedos. Estão rachados e cobertos de sangue, e, embora eu tenha lavado as feridas antes de vir para cá, os pequenos cortes abriram e agora está escorrendo sangue.

- Você tá muito encrencado? - pergunta.

- Não tanto quanto mereço. Suspensão de um jogo, o que não deve afetar o time tanto assim. Temos um histórico sólido o suficiente para nos dar ao luxo de uma derrota, se isso acontecer. E ninguém chamou a polícia, porque Delaney se recusou a prestar queixa. O treinador do Buffalo até tentou fazê-lo mudar de ideia, mas ele disse para todo mundo que foi ele quem me provocou.

Suas sobrancelhas se arqueiam, espantadas. - Ele disse isso?

- Disse. - deixo escapar um suspiro. - Acho que seria aborrecimento demais ter que lidar com a polícia. Vai ver só queria voltar para o buraco de onde saiu e fingir que isso nunca aconteceu. Do mesmo jeito que fingiu que o melhor amigo não machucou você. -  a bile queima em minha garganta. - Como isso pode ser justo, Holly? Por que não tá mais com raiva? Por que não tá furiosa que esse babaca esteja solto por aí? E que os amigos escrotos dele tenham sido os que o ajudaram a se safar.

Ela suspira. - Não é justo. E estou com raiva. Mas… Bom, a vida nem sempre é justa, meu amor.-  ela balança a cabeça, triste. - Você tem ideia de quantos agressores andam por aí impunes? Quantas acusações de crimes cibernéticos são retiradas, por acharem que a vítima sempre é a culpada, pelo simples fato dela ter confiado em alguém e se deixado exposta desse jeito? Então, sim, não é justo, mas também não vale a pena ficar se torturando por causa disso.

Minha garganta se inunda de pesar. - Você é uma pessoa melhor do que eu.

- Não é verdade. - me repreende. - Lembra o que você me disse no dia de Ação de Graças? Viver bem e ser feliz é o jeito de superar as merdas que ficaram no nosso passado. Tive fotos íntimas divulgadas para meio mundo de gente, e foi horrível, mas não vou perder meu tempo nem minha energia com um cara patético e perturbado, ou com seus amigos ridículos que acharam que ele merecia ser recompensado por suas ações. - ela suspira de novo. - Deixei tudo isso pra trás. Você não precisava mesmo enfrentar Rob por minha causa.

- Eu sei. - lágrimas queimam meus olhos. Merda. A última vez em que chorei foi quando tinha doze anos. Fico envergonhado que Holly esteja assistindo a isso, mas, ao mesmo tempo, quero que entenda por que fiz o que fiz, mesmo que isso signifique me despedaçar na frente dela. - Você não entende? A ideia de alguém ter te machucado acaba comigo. - pisco depressa, lutando contra as lágrimas. - Não tinha percebido isso até hoje à noite, mas… Acho que eu também estava quebrado.

Holly parece assustada. - O que você quer dizer?

- Estava quebrado antes de conhecer você. - murmuro. - Minha vida girava em torno do hóquei, de ser o melhor, de provar ao meu pai que não precisava dele. Não me permitia me aproximar de mulheres porque não queria me distrair de minhas metas. E sabia que se me aproximasse de alguém, a deixaria no instante em que fosse colocado contra a parede. Não permiti que ninguém entrasse na minha vida, nem meus amigos mais próximos, e, depois que você chegou, percebi como eu estava sozinho.

Deito a cabeça em seu ombro, tão cansado de… De tudo.

Depois de um segundo, ela puxa minha cabeça para seu colo e acaricia meu cabelo. Eu me enrolo nela, a voz soando abafada contra sua coxa. - Odeio que você tenha me visto perder a cabeça hoje. - uma onda de autoaversão corta minha carne. - Você me disse que eu não era capaz de te machucar, mas você viu o que fiz hoje à noite. Não fui lá pensando em bater nele, mas o filho da mãe era tão convencido, e quando ele chamou você de… Chamou você de uma coisa feia… Eu pirei.

- Você perdeu o controle. - concorda ela. - Mas isso não muda o que sinto por você ou o que penso de você. Falei que nunca iria me machucar e ainda acredito nisso. - sua voz falha. - Meu Deus, Justin, se você soubesse o quanto queria ter furado os olhos daquela criatura hoje…

- Mas você não fez isso.

- Porque estava em estado de choque. Não esperava vê-lo ali. - seus dedos deslizam sobre meu couro cabeludo numa carícia suave. - Não quero que você se odeie por isso.

- Não quero que você me odeie por isso.

Ela se abaixa e roça os lábios no alto da minha cabeça. - Nunca conseguiria te odiar.

Ficamos assim por um tempo, com os dedos dela no meu cabelo e minha cabeça no seu colo. Por fim, ela me faz deitar na cama, e escorrego para dentro das cobertas completamente vestido. Estamos abraçados agora, só que é ela quem me envolve pelas costas, e estou cansado e constrangido demais para me mexer. Pego no sono com sua mão acariciando meu peito.


Notas Finais


Agora é com vcs pessoal!
Preferem ter dia fixo para acontecer as atts? Comentem aqui, o que acham e sobre o capítulo, e ah não esqueçam de favoritar.

Já sabe ondem me encontrar:
Twitter @bieberwhre


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