História Listen To Your Heart - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber
Tags Romance
Exibições 80
Palavras 3.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oi gente, to bem inspirada esses dias, e com um pouquinho de tempo, apesar de estar postando esse capítulo no trabalho pq eu sou dessas. Enfim espero que gostem e não esqueçam as notas finais.

Capítulo 19 - Tem Coisa Errada Aí!


Holly Mitchel

Na manhã seguinte, deixo Justin dormindo em minha cama e me arrumo para a aula. Embora ainda esteja abalada com o que aconteceu ontem à noite, fui totalmente sincera com ele. Não o culpo por perder a cabeça. Na verdade, uma parte rancorosa de mim está feliz que Rob tenha levado um soco na cara. Ele merece depois do que fez comigo. Mentir sob juramento, dar um testemunho que permitiu que o caso contra Logan fosse encerrado… Que tipo de pessoa faz algo tão cruel?

Mas sei que Justin está chateado com o que fez e sei que vou ter que trabalhar duro para fazê-lo ver que não é o monstro que pensa que é. Mas também não posso faltar a aula, então a Operação Recuperar a Confiança vai ter que esperar.

Quando estou vestida e pronta para sair, sento na beira da cama e toco seu rosto. - Estou indo para a aula! - sussurro.

- Mmmlev mmcêee…?

Deduzo que está se oferecendo para me levar, e um sorriso curva os cantos da minha boca. - Tô com o carro de April hoje. Dorme mais um pouquinho, se quiser. Volto lá pelas cinco.

- Tá. - suas pálpebras tremem, e, um segundo depois, está dormindo de novo. Preparo uma xícara de café instantâneo na cozinha e tomo em um gole, para fazer meu cérebro ainda enevoado pegar no tranco. Meu olhar se desloca para a porta escancarada do quarto de Aubrey. A cama feita me preocupa, mas é apenas por um momento, pois quando olho meu celular, encontro uma mensagem dela de ontem, avisando que passaria a noite com Ryan.

Assim que eu entro no prédio onde será a minha aula, as pessoas chegam em bando, o que torna o caminho um pouco caótico.

Vejo uma mulher sentada nos bancos que ficam em frente a minha sala, e algo nela me diz ser bem bem familiar.

- Holly Mitchel? - pergunta ela, assim que me aproximo da sala da porta.

- Sim, sou eu! - ela se levanta imediatamente.

- Acho que você não me conhece. Eu sou Patricia Mallette. -  eu a olho ainda sem conseguir entender. - Oh, então ele não falou sobre mim?! - disse com escárnio. - Sou a mãe do seu... Namorado, sou a mãe de Justin Bieber.

- Oh, me desculpe, senhora... Eu. - me senti desconcertada por Justin nunca ter me falado mais sobre a sua mãe, nem mesmo o qual o seu nome.

- Precisamos conversar.

- Precisamos?

Merda. Por que tenho um pressentimento de que sei exatamente sobre o que ela quer falar?

- Eu estou prestes a ter aula agora. - respondo, de um jeito estranho.

- Posso esperar.

Merda vezes merda. São dez horas, e não saio daqui até as cinco. Será que ela vai mesmo sentar e esperar por sete horas? Porque de jeito nenhum vou conseguir assistir aula com ela aqui me esperando o tempo todo.

- Vou ver se posso fazer uma pausa. - digo às pressas.

Ela assente. - Não vai demorar muito, garanto. Só preciso de alguns minutos do seu tempo.

Não sei se é uma promessa ou uma ameaça.

Engolindo em seco, aviso ao professor que me libera por cinco minutos, quando digo que a mãe do meu namorado tem algo urgente para discutir comigo.

No momento em que o srª Mallette e eu saímos, descubro a resposta para a minha dúvida promessa versus ameaça — porque sua linguagem corporal indica ameaça séria.

- Aposto que você está muito satisfeita consigo mesma.

Franzo a testa. - Do que você tá falando?

Ela enfia as mãos nos bolsos de seu sobretudo preto, e parece tanto com Justin que chega a ser desconcertante. Mas não soa como Justin, porque a voz do meu namorado não é assim dura, e definitivamente seus olhos não transmitem tanta hostilidade.

- Eu sei que tipo de mulher você é Holly. - ela ri, mas sem um pingo de humor ou de cordialidade. - Você acha que não sei o quanto o ego de uma mulher dispara quando dois homens brigam por sua causa?

É isso que acha que aconteceu na noite passada? Que Justin e Rob estavam num duelo pelo meu amor? Deus do céu.

- Não foi por isso que eles brigaram. - argumento, numa voz fraca.

Seus lábios se abrem num sorriso de escárnio. - Ah, não? Então a briga não teve nada a ver com você? - quando não respondo, ele ri de novo. - Imaginei.

Não gosto do jeito como está me olhando, a crueldade tão evidente. E queria não ter esquecido minhas luvas lá dentro, porque minhas mãos parecem dois blocos de gelo.

 Enfio-as nos bolsos e fito seus olhos. - O que você quer?

- Quero que você pare de distrair meu filho. - responde, rispidamente. - Você entende que ele levou uma suspensão de um jogo por conta dessa palhaçada? Por sua causa, Holly. Porque em vez de se concentrar em ganhar, está babando por você feito um cachorrinho e se envolvendo em brigas em seu nome.

Minha garganta se fecha. - Não é verdade.

Ela dá um passo na minha direção, e fico realmente assustada por um momento. Mas, em seguida, me recrimino por isso, pois, convenhamos, ela não vai me machucar em público. 

- Vejo a forma como Justin olha para você e não gosto disso. E certamente não gosto que você tenha dividido a atenção dele. Por isso decidi que você não vai mais sair com meu filho.

Não posso conter uma risada de descrença. - Com todo o respeito, senhora, mas isso não é uma decisão sua.

- Você tem razão. Vai ser uma decisão sua.

Meu estômago revira. - Como assim?

- Significa que você vai terminar com o meu filho.

Fico boquiaberta. - Hum… Não. Desculpa, mas não.

- Imaginei que você ia dizer isso. Tudo bem. Estou confiante de que posso mudar sua opinião. - os olhos frios e azuis perfuram minha cara. - Você se importa com Justin?

- Claro que sim. - minha voz falha. - Amo seu filho.

A confissão produz um brilho de aborrecimento em seus olhos. Ela estuda o meu rosto e, em seguida, faz um som de escárnio. - Acredito que esteja dizendo a verdade. - dá de ombros com desdém. - Mas isso só significa que você quer que ele seja feliz, não é, Holly? Você quer que ele seja bem-sucedido.

Não sei aonde quer chegar exatamente, mas já a odeio por isso.

- Você quer saber por que ele está sendo bem-sucedido agora? O que o permite ser vitorioso? - Patricia sorri. - É por minha causa. Por causa da minha assinatura nos cheques que pagam a matrícula na UCLA. Ele estuda por minha causa. Compra os livros didáticos e paga sua bebida por minha causa. O carro? O seguro? Quem você acha que paga isso tudo? E os equipamentos? O garoto nem sequer tem um trabalho. Como você acha que ele vive? Por minha causa.

Sinto náuseas. Porque agora sei aonde ele quer chegar com isso.

- Sou muito generosa em permitir esses luxos, porque sei que seus objetivos se alinham com os meus. Sei o que ele quer alcançar e sei que é capaz disso. - sua mandíbula se enrijece. - Mas nós chegamos a um pequeno impasse, não foi?

A srª. Mallette me lança um olhar feroz, e, sim, eu sou o pequeno impasse.

- Então o que vai acontecer é o seguinte. - seu tom é falsamente gentil. - Você vai terminar com meu filho. Não vai mais vê-lo, não vai manter a amizade com ele. Será uma ruptura sem absolutamente nenhum contato posterior. Entendeu?

- Ou o quê? - sussurro, porque preciso ouvi-lo dizer isso.

- Ou corto o dinheiro dele. - dá de ombros. - Adeus matrícula, livros, carros e comida. É isso que você quer, Holly?

- Ele teria ao Jeremy para recorrer...

- Jeremy, é um covarde. Ele tem outros dois filhos, não pode dar luxo a apenas um!

Meu cérebro dispara, repassando depressa minhas opções. Não vou deixar uma idiota me chantagear para terminar com Justin, não quando obviamente temos outras soluções disponíveis.

- Está pensando o que vai acontecer se disser ‘não’? - adivinha. - Tá tentando encontrar um jeito de continuar com Justin sem que ele perca tudo pelo que trabalhou tanto? - ele ri. - Bom, vamos ver, vamos ver… Ele pode concorrer a uma bolsa.

Amaldiçoo-o em silêncio por levantar a ideia que tinha acabado de me ocorrer.

- Mas espera, ele não cumpre os requisitos básicos. - Patricia parece estar mesmo se divertindo. - Quando a renda da sua família é tão substancial quanto a nossa, as universidades não dão ajuda de custo, Holly. Acredite em mim, Justin já tentou. A UCLA recusou na hora.

Merda.

- Um empréstimo bancário? - sugere. - Acho que é difícil conseguir isso quando não se tem crédito no mercado nem renda fixa.

Meu cérebro luta para acompanhar. Mas Justin tem que ter crédito. Algum tipo de renda. Ele me disse que trabalha durante o verão.

- Que pena, não é? Nenhum registro de renda; sem crédito; não se qualifica como necessitado o suficiente para justificar uma bolsa. - ela faz um barulhinho de desaprovação com a língua, e minha vontade é quebrar-lhe a cara. - Então, onde isso nos deixa? Ah, certo, a outra opção que você está pensando. Meu filho vai encontrar um emprego e pagar por sua própria educação e despesas.

É, essa ideia também me ocorreu.

- Sabe quanto custa uma faculdade? Acha que ele é capaz de pagar a mensalidade trabalhando meio período? - a mãe de Justin balança a cabeça. - Não, ele vai ter que trabalhar em tempo integral para isso. E pode até ser capaz de frequentar a universidade, mas vai ter que largar o hóquei, não vai? E quão feliz ele será se fizer isso? - seu sorriso me arrepia até os ossos. - Ou vamos supor que ele seja capaz de conciliar tudo, trabalho em tempo integral, faculdade, hóquei… Não vai haver muito tempo para você, vai, Holly?

É exatamente o que ela quer.

Sinto ânsias de vômito. Sei que não está de brincadeira. Ela vai parar de financiar Justin se eu não fizer o que está mandando.

Também sei que se Justin soubesse da ameaça da mãe, mandaria ela à merda na mesma hora. Entre mim e o dinheiro, ficaria comigo, mas isso é o que mais me dói, porque Patricia Mallette tem razão. Justin teria que largar a faculdade ou trabalhar feito um condenado, o que significa abandonar o hóquei de vez ou não ter tempo para se concentrar no esporte. E quero que ele se concentre nisso, porra.

É o sonho da vida dele.

Minha cabeça continua a girar.

Se terminar com Justin, Patricia Mallette vence.

Se não terminar com Justin, Patricia Mallette continua vencendo.

Meus olhos se enchem de lágrimas. - Ele é seu filho… - engasgo com as palavras. - Como pode ser tão cruel?

Parece entediada. - Não sou cruel. Só pragmática. E, ao contrário de algumas pessoas, tenho minhas prioridades bem estabelecidas. Investi muito tempo e dinheiro nesse garoto e me recuso a ver todo esse trabalho ir para o ralo por causa de uma vadia de universidade.

Estremeço de repulsa.

- Não perca tempo, Holly. - ameaça, asperamente. - Estou falando sério, não me teste e não pense que estou blefando. - seu olhar gélido perfura meu rosto. - Pareço o tipo de mulher que blefa?

Sinto o ácido queimando em minha garganta enquanto nego lentamente com a cabeça. - Não. Não parece.

Justin Bieber

Há dias Holly tem me evitado. Está dando uma de ocupada, e é verdade que tem as aulas, estudos e tudo mais. Mas ela já estudava e frequentava as aulas quando começamos a namorar, e isso nunca a impediu de passar na minha casa para um jantar rápido ou de conversar comigo pelo telefone antes de dormir.

Portanto, a resposta é só uma: ela está me evitando.

Não é preciso ser um gênio para concluir que é por causa da forma como fui atrás de Delaney. É o único motivo que consigo imaginar para estar chateada comigo, e não tenho certeza se a culpo por isso. Não deveria ter batido no cara. Muito menos na arena, na frente de centenas de testemunhas. Mas a ideia de que ela possa estar… Sei lá… Com medo de mim agora… É de matar.

Apareço no seu alojamento sem avisar, porque sei que se mandar uma mensagem, ela vai inventar alguma história e dizer que está ocupada. Sei que está em casa, porque fiz a coisa mais patética do mundo — mandei uma mensagem para Aubrey para descobrir —, e em seguida implorei para não contar a Holly com a desculpa esfarrapada de que lhe faria uma surpresa.

Não tenho certeza se Aubrey acreditou. Quer dizer, meninas conversam, então é lógico que Holly contou para a melhor amiga sobre o que a está incomodando.

Como eu esperava, Holly não parece feliz em me ver à sua porta. Também não parece chateada, o que me deixa desconfortável, sobretudo quando noto o brilho de tristeza em seus olhos.

Merda.

- Oi. - digo, rispidamente.

- Oi. - vejo sua garganta se mover, engolindo em seco. - O que tá fazendo aqui?

Poderia fingir que está tudo bem, que só passei para ver a menina que eu amo, mas Holly e eu não somos assim. Nunca evitamos a verdade antes, e não vou começar a fazê-lo agora.

- Queria saber por que a minha namorada está me evitando.

Ela suspira.

Só isso. Um suspiro. Quatro dias sem nenhum contato físico e raríssimas mensagens, e tudo o que recebo é um suspiro.

- O que tá acontecendo? - exijo saber, frustrado.

Ela hesita, voltando os olhos na direção da porta fechada de Aubrey. - A gente pode conversar no meu quarto?

- Claro, contanto que a gente converse alguma coisa. - resmungo.

Entramos no quarto, e ela fecha a porta. Quando se vira para mim, sei exatamente o que vai dizer.

- Me desculpa por ter andado tão estranha. Só estava tirando um tempo para pensar…

Puta merda. Ela vai terminar comigo. Porque ninguém começa uma frase com “Só estava tirando um tempo para pensar…” sem terminar com, “e acho que a gente não deve mais se ver”.

Holly solta um suspiro. - E acho que a gente não deve mais se ver.

Mesmo que estivesse esperando por isso, as palavras ditas em voz baixa apunhalam meu coração e me envolvem num tornado de dor.

Ao ver minha expressão, ela se apressa em acrescentar: - É que… Está indo tudo muito rápido, Justin. Mal se passaram dois meses, e já estamos falando ‘eu te amo’, e ficou tudo tão sério de repente, e… - ela parece exausta e soa chateada.

Eu, por outro lado, não estou nem exausto nem chateado.

Estou destruído.

Engulo a amargura se acumulando em minha garganta. - Por que você não diz o que realmente quer dizer?

Ela franze a testa. - O quê?

- Você disse que não me odiava por perder a cabeça com Delaney, mas é esse o problema, não é? Você ficou assustada e passou a me ver como um homem das cavernas imprudente que não consegue controlar os impulsos violentos, não foi?

Seus olhos se enchem de espanto. - Não. Claro que não.

A convicção em sua voz me faz vacilar. É tão fácil para mim entender esta menina. Examinando seus olhos, não consigo encontrar um indício sequer de que pudesse estar mentindo. Mas… Porra. Se não está chateada por causa de Delaney, então por que diabos está fazendo isso?

- Estamos indo rápido demais. - insiste. - É isso.

- Certo. - respondo, lacônico. - Então vamos diminuir o passo. O que você quer? Que a gente se veja só uma vez por semana? Que pare de dormir um na casa do outro? O que você quer?

Não achei que meu coração pudesse doer mais que isso, mas ela me apunhala com mais uma pontada de agonia.

- Quero sair com outras pessoas.

Tudo o que posso fazer é encará-la. Tenho medo do que pode sair da minha boca se tentar falar.

- É que só tive um relacionamento sério antes de você, Justin. Como posso saber o que é amor? E que não tem outra coisa por aí… Outra pessoa… Outra coisa… Melhor, acho.

Deus do céu. Ela enfia a faca mais e mais fundo.

- Na universidade a gente deveria explorar as opções, não é? - está falando tão rápido agora que é difícil acompanhar. - Deveria estar conhecendo gente, saindo com outras pessoas, descobrindo quem eu sou e tudo o mais. Ou pelo menos foi o que achei que faria este ano. Não achei que fôssemos ficar juntos, e não achei mesmo que fosse ficar tão sério tão depressa. - ela dá de ombros, impotente. - Tô confusa, tá legal? E acho que o que preciso agora é de um tempo para… Você sabe… Pensar. - conclui, com a voz baixa.

Mordo o interior da bochecha até sentir gosto de sangue na boca. Então exalo uma expiração longa e instável e cruzo os braços. - Tudo bem, então deixa ver se entendi… E me corrija se estiver errado. Você se apaixonou por mim e não esperava isso, então agora quer namorar outras pessoas e dar pra outros caras — desculpa, você quer explorar —, só pela possibilidade de encontrar alguém melhor do que eu.

Ela desvia o olhar.

- É isso que tá me dizendo? - a frieza da minha voz é capaz de congelar tudo o que existe ao sul do Equador.

Depois de um silêncio eterno, ela ergue os olhos.

Em seguida, assente com a cabeça.

Tenho certeza de que é capaz de ouvir o estalo enorme em meu peito quando meu coração se parte feito uma melancia. E ela é a responsável por isso. Lá no fundo, uma vozinha sussurra em minha cabeça: “Tem coisa errada aí”.

Não brinca, seu babaca. Tudo parece errado.

- Vou embora. - fico espantado que minhas cordas vocais paralisadas me permitam falar. Porém, a raiva crua em meu tom não me surpreende. - Porque, honestamente, não sou capaz de olhar para você agora.

Uma pequena respiração exala da boca de Holly. Ela não diz uma palavra.

Arrasto-me em direção à porta, o cérebro, o coração e as funções motoras assustadoramente perto de me deixarem na mão, no entanto, dou conta de uma despedida rouca quando chego ao batente. - Sabe de uma coisa, Mitchel? - nossos olhares se encontram, e seus lábios tremem como se estivesse tentando não chorar. - Para alguém que é tão forte, você tá se saindo uma covarde de merda.

***

Álcool. Preciso de álcool.

Não tem nada na geladeira.

Subo os degraus de dois em dois e invado o quarto de Ryan sem bater. Por sorte, não está comendo a Aubrey. Também não me importaria se estivesse. Sou um homem com uma missão: o armário de Ryan.

- O que você tá fazendo? - pergunta, quando escancaro a porta do armário e me estico até a prateleira do alto.

- Pegando seu uísque.

- Por quê?

Por quê? Por quê?

Talvez porque meu peito esteja como se alguém o tivesse raspado com uma navalha cega pelos últimos dez anos? E aí pegaram essa navalha e me enfiaram goela abaixo para rasgar minha traqueia e minhas entranhas. E depois, para piorar, arrancaram meu coração, jogaram no rinque e todo um time de hóquei o estraçalhou com seus patins.

Aham. É assim que estou agora.

- Meu Deus, Bieber, o que tá acontecendo?

Acho a garrafa de Jack Daniel’s de Ryan debaixo de um capacete velho de hóquei e a aperto sob meus dedos. - Holly terminou comigo. - murmuro.

Ouço a respiração chocada de Ryan. Mas quando me viro, tudo que encontro em seus olhos é empatia. - Que merda, cara. Sinto muito.

- Pois é. - murmuro. - Eu também.

- O que aconteceu?

Abro a tampa da garrafa. - Pergunta de novo quando eu tiver enchido a cara. Talvez esteja bêbado o suficiente para dizer.

Dou um gole longo no uísque. Em geral, o álcool queimaria todo o caminho até meu intestino. Esta noite estou dormente demais para sentir. Ryan para de me fazer perguntas. Caminha na minha direção e toma a garrafa.

- Bom. - suspira ao levá-la aos lábios e deitar a cabeça para trás. - Então acho que vamos encher a cara.


Notas Finais


quem mais ficou com uma dorzinha do coração? Eu sou bem má né, como eu tenho a capacidade de transformar a pattie nesse monstro na moral ajhdahddjad.

Enfim, digam o que acharam do capítulo, comentem e favoritem isso me motiva bastante, até a próxima.

twitter: bieberwhre


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