História Little Bride - Capítulo 3


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Palavras 1.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Já era!


Minhas mãos estavam suando frio, eu olhava para o relógio a cada 10 segundos.

-Ahhhh você está tão bonita.-Mamãe veio arrastando seu Hanbok e carregando meu buquê.-Tão linda, tão linda.-Ela me abraçou e entregou as flores. Minhas amigas entraram em seguida.

-Uou, você está realmente bonita Nana.

Suspirei e me ajeitei no pequeno sofá enquanto aguardava a desenvoltura do casamento, sempre recebendo amigos e tirando fotos nesse meio tempo.

-Acho que o casamento começou.-Sibilei enquanto ouvia uma música um pouco distante, estava sozinha e a entrada do meu pai me fez perceber que eu estava certa. Era a hora.

-Obrigado.-Ele disse enquanto ajeitava minha mão em seu braço.

Engoli em seco e o acompanhei. Lá fora estava mais cheio do que eu imaginei que estaria, todos me olhavam enquanto adentrava ao rastro de flores.

Não olhei para ele, nem para ninguém, procurei permanecer com o olhar um pouco baixo, timido. 

-Cuide bem dela, filho.-Ouvi a voz do meu pai e deu um aperto no coração gigantesco. 

-Prometo protegê-la, a-beo-nim.

Minha mão foi estendida e então dada ao meu noivo. Subimos um degrau e ficamos lado a lado.

-Estamos aqui nesta tarde para oficilaizar o matrimonio entre as familias Kim e Ahn.-Ele me olhou primeiro.-Ahn Ha Na, você aceita Kim Se Gi como seu marido, para amar e respeitar pelo resto de suas vidas?

-Sim.-Disse fazendo com sinal a cabeça.

-Kim Se Gi, você aceita Ahn Ha Na como sua esposa, para amar, respeitar e cuidá-la pelo resto de suas vidas?

-Sim.-Ele disse tão calmamente, que nem parecia que estava dando a resposta para algo tão extremo. Como ele poderia soar tão natural?

Ele tirou as alianças do bolso e colocou em mim primeiro, logo após eu a introduzi em seu dedo, mais tremia do que tudo. 

''Já era''-Pensei.

Eu realmente estava casada.

Kim Se Gi deu um beijo em minha testa e senti meu corpo despencar por dentro.

Não aproveitamos muito o jantar, a cerimonia atrasou um pouco e precisávamos pegar o nosso vôo para Jeju a tempo. Me troquei com minhas amigas na minha orelha berrando o quanto o noivo era lindo e como eu devia aproveitar a lua-de-mel. Eu já estava completamente corada.

Kim Se Gi e eu entramos no carro que nos aguardava na frente do hotel, o aeroporto ficava apenas oito minutos dali, e eu agradeci pois o silencio estava me deixando realmente desconfortável. Ele não esperou o motorista pegar nossas malas, ele mesmo se dispôs e eu achei isso até que gentil da parte dele.

-Esta é sua passagem.-Ele deu em minha mão e eu quase deixei cair. Se Gi deu uma risadinha. O segui prestando total atenção onde eu pisava, eu parecia estar sonhando, tudo era muito surreal.

Fizemos o check-in e então nos aconchegamos em nossos lugares.

-Eu posso ficar na janela?-Cutuquei ele um pouco tímida.

-Ah, claro, tudo bem. Eu vou dormir de qualquer forma.

Ele abriu espaço para que eu passasse, se sentou e fechou os olhos. Enquanto o avião decolava, fiquei olhando para o lindo por do sol que começava a colorir todo o céu de Seul, estava realmente bonito e era isso que eu queria ver quando pedi para ir na janela, era o meu costume desde bem pequena.

Não consegui pregar o olho por toda a viagem, comi alguns amendoins e chocolates, tomei umas duas coca-colas e Se Gi estava imóvel, com os braços cruzados e olhos fechados.

-Francamente, como ele consegue...-Olhei de lado.

-Senhores passageiros, vamos aterrizar no Jeju Gukje Gonghang em alguns minutos.

Apertei meu cinto e passei a observar agora as luzes se aproximando, como pequenos vagalumes.

O avião pousou, e Se Gi não se mexeu. O cutuquei levemente e ele abriu um olho.

-Chegamos.

-Omoo, desculpe, eu estava realmente cansado.

Ele pegou meu casaco educadamente, e saímos para o saguão.

-Eu reservei um carro mas ele não está aqui.-Ele disse um pouco bravo no celular.-Aigoo, só amanhã? Tudo bem, não há o que se fazer.

Pegamos um taxi e conforme chegavamos perto do hotel, mais frio na barriga eu sentia.

O lugar era lindo, tinha fontes dentro e tudo era muito elegante. O quarto era em um dos lugares mais altos e provavelmente amanhã eu seria capaz de ver o infinito mar se misturando com o azul do céu. Se Gi ajudava o rapaz a ajeitar as malas, eu estava admirada com o tamanho do quarto dividido em três espaços. Me sentei na cama e tirei os sapatos, estavam realmente me cansando. Tive uma sensação estranha ao passar a mão na colcha e saber o que faria ali mais tarde, o coração saltou.

-Não quer jantar?

-Eu não estou com fome.-Sibilei, mas um ronco na barriga me entregou, cretino. 

Ele riu.

-Não faça cerimonias, há um restaurante realmente bom no térreo, vamos comer.

Calcei novamente meu salto e o segui até o elevador.

Silêncio reinava entre nós dois, era esquisito.

-Uma mesa para o jovem casal.-O garçom sorriu e nos acompanhou para um lugar externo, onde podia-se ouvir as ondas quebrando e podia-se sentir o cheiro úmido de praia e sal.

-Já veio á Jeju?-Ele quebrou o silêncio.

-Ahn, sim. Muitas vezes.-Eu disse enquanto engolia a lagosta.

-Onde eu morava nos Estados Unidos, era bem próximo a praia, lá é realmente bonito. Um dia levo você.

-Eu adoraria.-Pareci simpática.

O assunto acabou ali e então me apressei a comer. Minha tensão maior mesmo foi quando chegamos a porta do quarto. Entrei um pouco cautelosa e fui tomar um banho, eu queria adiar o quanto pudesse aquele momento.

-Aigoo, o que minha mãe estava pensando?-Estremeci ao ver que ela tirou meu pijama da mala e colocou algumas camisolas rendadas. Fechei a tampa da mala realmente irritada e coloquei um vestido não muito confortável, mas era o que tinha de mais decente na mala.

Quando voltei ele estava na sacada do quarto falando em mandarim no telefone, sei lá eu com quem. Praticamente corri para a cama e cobri quase toda a cabeça com a colcha. Alguns minutos de silêncio transcederam, e eu notei que ele não deitou ao meu lado. Me virei aos poucos e o vi carregando o travesseiro para o sofá que havia no canto do quarto.

-Não fique preocupada.-Ele disse sem me olhar.-Não vou te forçar a nada.

 



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