História Little Do You Know (Long Imagine - Park Jimin) - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Imagine, Imagine Park Jimin, Jimin
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Palavras 4.996
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Estamos naquela fase final triste do enredo, sacou?

Boa leitura amores!

Capítulo 39 - Me perder para sempre.


Fanfic / Fanfiction Little Do You Know (Long Imagine - Park Jimin) - Capítulo 39 - Me perder para sempre.

39 - Me perder para sempre.
                              
                               { S/N } POV's
 

Enquanto fitava minha aparência nos espelho, fechando a gola da minha camiseta social, reparando o quanto o creme havia feito os hematomas melhorarem, eu sentia as diferenças oscilando desconexas sobre meus olhos.

Normalmente Jimin me mandaria mensagens, um pouco antes de ir a escola, me pedindo para espera - lo na porta de casa, ou me puxaria para deitar novamente na cama, me dizendo que poderíamos ficar em casa e faltar aula " apenas " hoje  se eu assim quisesse.

Entretanto, eu sabia que isso não ocorreria dessa vez, pois já fazia um mês desde o dia em que ele havia ligado para Nanjoom e lhes dado notícias.

Eu sabia que não podia controlar as vindas, nem as partidas de ninguém, a única coisa que podíamos decidir era se deixaríamos isso nos abalar, e eu estava deixando, eu estava partida. Talvez eu tivesse escolhido isso.

Meu coração estava tão estraçalhado, parecia que havia sido atropelado, e que eu nunca conseguiria juntas os seus pedaços.

Nós havíamos terminado , sem discursões, sem lágrimas, sem palavras rudes ditas na hora da raiva, nós simplesmente seguimos direções oposta.

O que mais me magoava, era que eu não queria que fosse dessa forma,  soava a ser a coisa mais estupida dizer algo assim, mas eu senti que meu menino estava sofrendo, e mesmo não estando a seu lado como namorada, eu queria cuidar dele.

Era difícil o esquecer quando toda noite, eu acabava por receber um folha de papel dobrada, sem nenhuma assinatura ou destinatário, ainda assim, eu sabia que era dele, nenhuma outra pessoa tinha motivos para me enviar aqueles palavras.


                        " Miane, Jagiya. "

 

Eu havia guardado todos os papeizinhos, como se aquilo fosse traze - lo de volta, e deixa - lo tão seguro e confortável quanto os papéis dentro de minha escrivaninha. Mas eu sabia que isso não ia ocorrer.


                                     { ... }

 

Yoongi, Jungkook e Taehyung precisavam de uma folga de mim, coisa que implorei a eles, estavam cuidando bem demais de mim, e por mais que ficasse agradecida, eu queria um tempo para mim, a sós, pois meu sorriso não era mais o mesmo e até poder dizer que superei, eu precisava descansar minha falsa feição alegre e trocar pela minha expressão de morta viva.

Por isso eu estava no ponto sozinha , esperando o ônibus escolar passar para me levar, sentindo - me patética por ter devolvido o celular a mochila, juntamente com o fone, pois todas as músicas me lembravam ele agora.                              

Droga, Park Jimin, devolve minhas músicas favoritas que eu não escuto mais por sua causa!

 


 - Mais patética que isso impossível. - Soltei baixinho, e me recostei em um dos banquinhos do ponto de ônibus.

 

 

Jungkook havia me dito recentemente que minha forma de viver era bonita e expiradora, o menino tinha uma visão sensacionalista de mim. Eu não conseguia me vê dessa forma. Minha forma de viver talvez fosse prejudicial a minha sanidade.

Eu decidia sobre um sentimento, e relutava o quanto queria sobre ele, mas a parte do momento  em que eu decidia o sente , era ao extremo, eu dava asas ao meu amor, e eventualmente ele sempre voava para longe de mim.

E da mesma demasiada  maneira que eu sentia meu amor alado, eu sofria quando ele me deixava.

E mesmo que eu sofresse depois, com sentimentos permanecendo em mim, em lugares ocultos que eventualmente vinham me atormentar, eu não conseguia me arrepender, e nem ao menos me autodenominava idiota por isso.

Céus, até Freud, como ele eventualmente me lembrou enquanto estudava uma de suas análises  para uma prova, disse que amar era preciso para não adoecer. Porra, Freud, nem para me contrariar.


                                   { … }

 

Eu desce do ônibus a alguns metros longe da entrada da escola, ao passo que alguns alunos iam correndo para entrar dentro da mesma e ter mais tempo com para que conversassem com os amigos, eu ia andando mais devagar, tentando entender porquê algumas pessoas me fitavam de modo estranho.

Não era algo novo, afinal, eu era estrangeira, e mesmo estando lá a um tempo, os coreanos nunca mudariam o seu jeito por mim, eles nunca souberam fingir nada mesmo, a única coisa que me incomodava eram as frases que eu ainda conseguia ouvir deles, mesmo eles tentando sussurrar.

 

 


 - É ela não é? - Ouvi uma garota da minha sala, pergunta a outra menina do seu lado, elas eram incrivelmente tímidas, mal falavam em sala de aula, e saber que eu era motivo de fofoca para elas me abalou um pouco, mesmo que eu nem soubesse o motivo. - Eles sempre chegam juntos, isso é estanho.


 - Yah. - A outra concordou parecendo irritada, enquanto encaracolava suas mexas   rosas nos dedos finos. - Eles devem ter terminado, mas isso não é da nossa conta, agora vamos logo pegar esse trabalho antes que o sinal bata. - A das mexas continuou puxando a outra para dentro de um taxi.

 

 

 

Eu fiquei estática olhando as duas se perderem dentro do taxi, em meio a estrada, pensando o porquê de estarem falando daquele assunto agora, se fazia um mês que eu vinha com os meninos, e que por esse mesmo período de tempo, o Park não vinha a escola.

No entanto, eu sabia que ficar perguntando sobre o assunto, não iria resolver nada, e muito menos fazer as tão esperadas respostas caírem do céu, eu precisava me manter sã para quando Jimin voltasse, eu precisava entender o porquê as coisas eram desse jeito, eu não queria acreditar que eu estava vivendo uma mentira.


            Meu chimchim iria voltar não iria?

 

Quando estava com ele, eu sempre tinha perguntas, eu sempre precisava me esforçar para entender o por quê ele tinha tantas crises, que qualquer um de fora, as chamariam de " femininas ", quando eu que era a garota da relação, por mais que tentasse, não chegasse ao mesmo nível que ele.

Mesmo que quando estivéssemos juntos eu me sentisse vulnerável, eu percebia , que longe dele eu me sentia muito mais.

Aigo, eu tinha o perdoado? Então por quê eu ainda sentia medo? Por quê meu coração ainda doía? Eu me sentia tão confusa.

Eu balancei a cabeça, querendo relaxar , querendo desnuviar minha mente, querendo mais que tudo que meus batimentos se acalmassem e que eu pudesse ter um dia normal.

Ia ficar tudo bem, certo? Eu precisava conta até três que aquele pânico que me impedia de respirar ia embora.

 

 

 


 - Moça, você está bem? - Uma garota , aparentemente de uns oito anos acompanhada do pai , que passava na calçada perguntou, e foi só nesse momento que eu me dei conta que eu estava escorada em um dos muros de uma casa, quase caindo de fraqueza.
 
 
 
 
 
 

Eu assente, lhe cedendo um sorriso fraco, - que com certeza, deveria ter saído, extremamente assustado pois a garota não pareceu convicta - , me pondo normalmente de pé, a mocinha assentiu pedindo para que eu entrasse , que estava muito frio, e eu poderia acabar desmaiando ali, já que não usava um casaco grosso, e saiu correndo atrás do pai que a levava para escola.

 Eu sorri pela sua gentileza, e me virei para frente, respirando fundo o ar puro, pronta para contar até três, quando encontrei silhuetas conhecidas paradas em frente a escola.

Eu via Yoongi ri sem som enquanto escutava algo que Taehyung dizia, era fofo presenciar uma cena como essa, e agora eu entendia o que o garoto quis dizer ao me dizer que eu não iria me livrar dele tão facilmente, ontem a noite.

Jungkook também estava lá, encostado na moto de Yoongi, mas ambos não podiam me ver me aproximando por estarem de costa, apenas Taehyung, que estava em frente a eles, caso olhasse para o lado, coisa que o mesmo não fez, pois agora o assunto parecia ter ficado sério, ele estava focado em entender o que Jungkook falava, e os três não riam mais.

E quando cheguei perto o suficiente dos três, as palavras que ouvir, me fizeram arrepender de ter ido.
 
 

 


 
 - Sabe, o que Jimin disse, quando ligou para o Nanjoom. - Taehyung falou parecendo magoado. - Talvez ele tenha falado sério.


 - Any. - Yoongi negou rapidamente. - Vocês acham mesmo que depois de tudo que os dois passaram o Jimin vá sentir repulsa por ela? Não tem nem cabimento.


 - Mas ele disse, hyung. - Jungkook falou fitando o chão. - Ele disse que não queria falar com ela, que ela " não tinha nada haver com sua vida. "


 - Mwo? - Sussurrei baixo, sentindo meu coração diminuir uma batida, o que foi suficiente para ter a atenção dos garotos para mim.

 

 

 

 

Meu corpo parecia ter recebido uma descarga de energia enorme, me fazendo sentir as pernas fraquejarem. Eu teria caído , caso Suga não tivesse me mantido em pé ao me segurar.

 

 

 


 - _____________. - Jungkook falou num sussurro, ao fitar meus olhos.
 
 
 
 
 
 
 

Não era culpa deles doer tanto, mas o fato deles terem decidido esconder isso de mim me deixava irritava.

Afinal, ele havia dito isso, a única coisa que ele havia dirigido a mim eram essas palavras, enquanto eu, passei esse mês inteiro me perguntando se ele estava bem.

Lembrando - me , como uma boba apaixonada dos seus detalhes, de como eu achava sua risada gostosa de ouvir, seus olhos que pareciam mais dois risco quando ele sorria, das suas bochechas coradas quando eu conseguia o constranger, ou até mesmo quando ele sentia muito frio.

" O quão idiota eu sou? " , me perguntava baixinho, vendo as coisas expressões preocupadas dos meus amigos, ao me fitarem.
 
 


 
 
 
 - Eu...eu vou entrar. - Falei seca, deixando - os na entrada do colégio, entrando a tropeços, mesmo ouvindo seus chamados e estando ciente de que os três me seguiam.


 - Espera ai mocinha. - Yoongi gritou um pouco mais perto, e foi questão de segundos até sentir seu pulso me segurar. - A gente vai conversar um pouco, e vocês... - Falou apontando para Jungkook, e Taehyung que se distraia fitando Yang passar. - Tragam um café para mim.


 - No copo? - Taehyung quis saber com um sorriso abobado ainda, fitando a garota. Ele já gostava dela, só precisava admitir.


 - Any. - Yoongi falou, em tom irônico. - Você joga ele no chão de lá da cantina, e vem puxado com um rodo.


 - Toma, distraído. - Jeon falou dando um peteleco na cabeça de seu Hyung, que seguia indo para cantina, ainda de olhos semicerrados. Yoongi se abalava tanto com o seu olhar que após ter lhe dirigido uma breve poker face, ele virou para mim me puxando para sentar em um banquinho que havia no pátio.


 - Pequena, escuta. - Yoongi falou, segurando minhas mãos. Eu neguei brevemente, fazendo o estranhar.


 - Não me chame assim , por favor. - Falei, e Yoongi parou , parecendo entender após um tempo que o apelido, apenas me lembrava " ele. "


 - Sweetie. - Yoongi sussurrou, parecendo se sentir tão triste quanto eu.
 
 - Eu pensei que ele  ainda me quisesse , Suga. Droga, eu pensei até que ele se arrependia. - Falei, sentindo meus olhos arderem. - Eu confiei nele, foi tudo uma mentira? - Contei, sentindo meu coração apertar. - Pensei que ele ainda me amasse. - Falei, parando abruptamente, pondo a mão no peito. Se eu não me controlasse, poderia ficar sem ar. - Pensei que ele me amasse.


 - E ele ama, sweetie. - Yoongi contou limpando as minhas lágrimas teimosas que insistiram em sair. - Jamais pense o contrário.


 - Como você pode me falar uma coisa dessas?  - Falei, num tom mais alto. - Você me viu ficar triste esse tempo todo, enquanto ele pode até já ter seguido em frente.


 - Por quê em vez de ficar criando idéias, você não espera vê - lo novamente, e perguntar? - Yoongi questionou, acariciando minha mão delicadamente. - Você realmente acredita que foi tudo uma mentira?

 

 

 

 

Eu parei por um momento, minha mente me levando até o dia em que cuidei dos machucados dele, após o encontrar no beco, de repente parecia que aquilo havia acontecido em outra vida.


                                           ***


 - Eu não quero problemas, Jimin. - Falei, tentando dizer, em outras palavras, que estava morrendo de medo de me magoar.
 
 
- Então, pare de agir dessa forma, fique calma. - Ele pediu , dando um meio sorriso. - Somos só você e eu, puros e sinceros. Sem encenações, sem plateia.


                                           ***

 

Droga, por quê não entrava na minha cabeça que havia mesmo sido mentira?                                

Pois na mesma hora que me lembrava de como ele parecia sincero, eu me lembrava das palavras de Jungkook mais cedo.

" Ele disse que não queria falar com ela, que ela " não tinha nada haver com sua vida. "

Suas palavras, as suas últimas palavras antes de me abandonar foram tão frias, talvez eu tivesse amado uma ilusão? E o Jimin que eu amava não existia.

 

 

 


 - Eu não sei o que fazer, Suga. - Falei, e me virei para olhar o garoto que ainda me ouvia, compreensivo.  - Isso é sufocante.


 - Mas uma hora você  vai saber. - Yoongi falou, e sorriu para mim, acenando para Taehyung e Jungkook que corriam para perto de nós, só então me fazendo notar que o sinal para o início das aulas já se iniciava. - E eu vou estar aqui para apoia - lá, não importando qual decisão seja. - Ele continuou, depositando um beijo em minha testa, ao meu me ver levantar.

 

 

 

 

Eu assente, e o deixe ir embora após pegar o copo de café que Taehyung o havia entregado.

Porém, imaginar o quanto eu sabia que seu coração estava doendo por me dizer que me " apoiava " com qualquer decisão, mesmo que uma delas fosse ficar com o Jimin, se essa opção ainda existisse , fez meu coração doer mais ainda, de modo que me apressei a correr e o abraça - lo forte, deixado um beijo rápido em sua bochecha, vendo - o sorrir tímido com o ato, a tempo de correr para sala antes do professor entrar na mesma. Eu sabia que aquilo não faria o sentimento passar, mas eu queria deixa - lo sabendo que eu me importava.


                                        { ... }

 

O professor de Física, nos deu sua primeira aula do dia como vaga, para que pudéssemos trazer para escola, os materiais para a experiência que faríamos na segunda aula, pois alguns alunos haviam esquecido.

Mas meu grupo, já estava com tudo na mochila, digamos que eu abusei muito os meninos para que eles não se esquecessem, e digamos que deu certo.

Jungkookie e eu faríamos a parte prática, e TaeTae e sua , até então, amiga Yang explicariam a parte teórica.

E embora assiste a conversa que Yang estava obrigando o Taehyung, de bochechas róseas a participa, sobre lingerie ,estivesse hilária, minha barriga estava roncando, e isso já estava causando muitas risadas no menino biscoito, e lógico, nenhuma minha.

 

 

 


 - Eu vou comprar algo para comer. - Falei, pegando meu dinheiro na minha mochila. - Já volto.


 - Quer que eu vá com você, flor? - TaeTae perguntou - me sério. E embora eu soubesse que ele realmente queria me fazer companhia, eu sabia que o que ele mais queria, era fugir da garota que me dirigia um biquinho fofo, me pedindo mentalmente para dizer não.


 - Any. - Neguei , fazendo Yang sorri alegre, e Jungkook dar uma risadinha. - Podem continuar, thauzinho.


 - Espera, eu vou também. - Jungkook falou, se levantando num pulo da cadeira. - Vou no banheiro. - Ele falou, quando chegou ao meu lado na porta da sala, eu assente e nos distanciamos um do outro.

 

 

 

 

Eu precisava de algo que fizesse minha barriga parar de roncar. Por hora, um docinho serviria. Dessa forma , eu me inclinei um pouco, fitando a terceira máquina de doces que havia no corredor vazio que dava ao caminho da minha sala, havia um docinho de morango que eu já havia provado e pelo que me lembrava, o gosto me era delicioso.

Mas ao passar, vários minutos, tentando fazer com que o máquina gatuna, me trouxesse o doce, ou simplesmente me devolvesse as moedas que eu havia colocado na mesma, eu desiste de ter justiça, e dei meia volta, decidindo voltar para sala.

Foi naquele momento, naquele exato momento, em que meus pés pisaram no chão, me fazendo dar apenas três passos a mais, que ouvi o tirlintar que os sapatos , quando novos, faziam, quando o individuo que o usava, corria com ele.

Eu não tive tempo de me virar para poder ver quem o fazia, pois logo sente, braços, um tanto fortes, me abraçarem pela cintura. Tão quentes quanto eu me lembrava. O queixo, pousar sobre meus ombros, trazendo junto consigo o perfume que sempre conseguia me acalmar.

E por mais que eu quissesse, eu não precisei perguntar quem era para saber a resposta, e de modo, foi impossível deixar de me sentir nervosa,  as minha próprias pernas pareciam não querer me obedecer, meu coração acelerava tão rápido quanto eu sentia o coração atrás de mim bater.

Era possível que ele sentisse o mesmo que eu?
       

Era possível ser tudo uma mentira?

 

Eu virei o rosto, o fitando de canto de olho, tentando entender o porquê dele está fazendo tal coisa, pois eu estava cansada de ser seu brinquedo. Quando um sorriso ladino surgiu do garoto, ele colou os lábios róseos na minha audição segundos antes de falar.

 

 

 

 


 - Está com tanta saudades assim, pequena? - Perguntou, com tom sarcástico.


 - Eu odeio você. - Falei entredentes, embora nada naquela frase fosse real. Eu estava nervosa por estar ao seu lado, contudo meu coração não sabia o que sentir com isso.


 - Não faz assim. - Ele pediu, abandonando o tom que outrora usava para o doloroso, que fatiava meu coração sem dor nem piedade. - Eu sei que é mentira, mas tem sido tudo tão difícil esses dias, pequena... - Contou, ao engolir em seco. Me fazendo ficar confusa em meio a frase sem nexo. - Mas, não se afaste de mim, não vá embora.


 - Jimin. - Sussurei, reprimindo o máximo que conseguia as lágrimas de chegarem até meu rosto.


 - Eu sei que... - Ele fez um pausa, após dar um suspiro, eu nem precisava olha - lo para saber que seus olhos marejavam. - Eu... - Ele iniciou novamente, parecendo sem jeito, e eu virei a cabeça para olha - lo melhor, o encontrando pressionando os olhos com força.
 
 
 
 - Eu sei que errei, e que você não vai me perdoa, e pequena...eu não quero que perdoe. - Admitiu, mordendo os lábios com força, quando uma lágrima teimosa decidiu cair. - Mas eu sente tanta a sua falta, eu sente tanta saudades de você, que não consegue fazer nada direito só por saber que você estaria aqui, machucada por mim, me odiando.

 

 

 

 

 

" Eu não odeio você de verdade ", quis dizer, mas só pensar em ter que sair dali, só pensa que aquilo faria Jimin me soltar, fazia meu coração se apertar, irritadiço.

Mas como se o destino risse da minha cara, meu ex namorado me soltou, me fazendo virar, e ficar a poucos centímetros longe dele, ele me olhava sério, mas tampouco parecia com raiva, ele aparentava mais...temeroso. Como se me perde de vista, quissesse dizer me perder para sempre.

Eu queria abraça - lo e dizer que tudo ia ficar bem, pois meu coração pesava, e era como se ele sentisse de antecedência que algo iria dar errado, mas eu estava perplexa demais para esboçar qualquer reação.

Jimin pareceu entender isso. Ele tocou meu rosto, passeando o dedão sobre a minha bochecha, num gesto tão delicado, tão carinhoso, que eu me sentir ceder.

Naquele momento , mesmo sem notar, meu coração era novamente dele, eu já não me importava de não ter nenhuma resposta das perguntas as quais eu tanto precisava.

E era sempre assim , mesmo que eu tivesse tantas perguntas, mesmo que eu mal conseguisse segurar em seus dedos e confiar , de olhos fechados, que nada de ruim me aconteceria, eu sempre faria isso, pois Jimin havia virado meu abrigo.

Se eu pudesse olhar no rosto que me transmitia tanta felicidade, quanto tristeza, se eu pudesse ouvir a voz que me acalmava quanto me dilacerava, se eu pudesse sentir o calor que ele me passava tanto por um elogio bobo, tanto por alguns minutos entre quatro paredes, eu prometeria ficar pelo tempo que me fosse permitido ao seu lado.

Eu pensaria duas vezes antes de abandona - lo, tudo que eu precisava era da verdade,  que meu menino fosse sincero comigo, tudo que eu queria era uma prova definitiva de que ele não chegaria a me machucar de novo, que dessa vez as coisas seriam diferentes, mas para minha tristeza,

Jimin não parecia estar disposto a me dar isso, não quando ele deixou um selar demorado na minha testa, e deu meia volta , caminhando até a saída da escola , e provavelmente da minha vida também, sem nem ao mesmo olhar para trás.


                                      { ... }

 

Fazia uma semana desde que eu havia visto Jimin pela última vez, fazia uma semana que eu também não comia nem dormia direito, eu também procurava por ele, em lugares que eu sabia que ele nunca iria.

Eu estava definhando, por um cara. Eu certamente merecia um prêmio por ser tão idiota , eu não iria mais procurar saber dele, como andava fazendo esses dias, eu iria deixa - lo para trás como ele mesmo havia feito naquele corredor, como ele andava fazendo tão facilmente esses dias.

 

 

 

 


 - Você está com aquele olhar psicopata. - Taehyung falou baixinho, enquanto se escondia atrás de uma almofada do meu sofá da sala.


 - Não tô não. - Falei, ao me olhar no reflexo do celular.


 - Estava pensando no Jimin hyung de novo. - Taehyung admitiu me fitando de soslaio, eu fiz bico, e o acertei uma almofada.


 - Ele também não me deu notícias, flor. - Acrescentou de cabeça baixa. - Eu não sei com quem ele está, mas a Omma dele não me disse nada. Eu tô preocupado. - Taehyung acrescentou , eu dei um suspiro mordendo os lábios, e entrelacei meus  braços nos dele, ele encostou sua cabeça na minha respirando fundo.


 - Eu também estou. - Falei baixinho, pois falar em voz alta era como torna aquilo realidade e a realidade machucava meu ego falho. - Mas talvez, tudo volte ao normal com vocês, ao menos a amizade de vocês. - Falei, lembrando que após tê - lo visto no corredor, acabei encontrando com Nanjoom, ele tinha vindo traze - lo para pegar o histórico escolar dele, Jimin não iria mais estudar, ao menos não mais na nossa escola.


 - Você pode tentar ligar de novo para ele? - Ele questionou , me fazendo lembrar do dia em que liguei para o mesmo, e tudo que consegue foi ouvir sua respiração, pois por mais que o chamasse, ele não me respondia.


 - Eu... - Antes que conseguisse terminar minha sentença, a companhia tocou, e após me olhar por um momento , Taehyung se levantou e foi atender minha porta.


 - Quem era, TaeTae? - Perguntei ao vê - lo voltar a sala rápido, ele apenas trazia consigo, uma caixa de papelão fechada, com alguns furos  e um laço de fita azul bebê sobre a tampa. Havia um aviso de " frágil" sobre a caixa também.


 - Não tinha ninguém quando eu abri. -  Ele contou, me estendendo um envelope. - Talvez você tenha um admirador antiquado.


 - Antiquado? - Questionei, virando o envelope a procura de algum remetente, que aliás não havia nenhum.


 - Yah. - Admitiu, fazendo gestos para que eu abrisse o envelope. - Quem mais manda cartas hoje em dia.


 - Os românticos. - Brinquei sorrindo, Taehyung revirou os olhos. - Vamos lá. - Falei, abrindo o envelope.

 

 

 

 

O reconhecimento da letra que tive ao ver a caligrafia da carta, juntamente com a primeira palavra, fez de instantâneo a saudade que sentia dele aumentar. Eu desconfiava nunca ter sentido tanta saudades de ninguém assim.


             " Jagiya, eu me sinto tão covarde fazendo isso.
        Eu me promete, quando te disse adeus, que deixaria que você seguisse sua vida sem mim, por mais que magoe meu coração, eu acho que, você ficará melhor, não me tendo por perto, entende?

Mas eu não consigo manter minhas promessas, eu te machuquei, quando promete a mim mesmo que não faria isso, e estou religando a linha de contato com você, quando eu disse que não faria isso.

Assim como a minha outra promessa de parar de querer ser seu dono. Eu sei que nunca fui, amor.

Eu sei que nunca mandei em um fio de cabelo seu, eu só sou demasiadamente preocupado, talvez você tenha me entendido mal.

Eu apenas quero que você fique bem, entende? Quero ver o sorriso que me salvou de ser infeliz.

Eu não  quero que pense nisso como um adeus, jagiya, eu jamais quero deixa - lá, mas eu não vou poder está ao seu lado agora, eu não posso estar, gostaria que você entendesse. Espero que os meninos possam me perdoar por isso também.

E quanto a você , eu te amo, isso jamais foi uma mentira, e isso continuara a ser verdade após amanhã, e após trocentros anos depois, quando meu próprio corpo deixar de existe.

Jamais foi algo carnal, chagi, jamais será, entende? É ridículo que tentem nos prende nos " Eu te amo para sempre ", meu corpo carnal não vai chegar até lá, mas minha alma?

Ela sempre vai ama - lá , e eu espero , egoistamente, que isso ocorra com a sua também.


                             Do seu Chim. "

 

 

Haviam algumas lágrimas sobre os meus olhos, quando fiz sinal para que Taehyung abrisse a caixa após ler a carta em voz alta.

Foi impossível não sorrir ao encontrar um filhotinho de gato branco dentro da mesma, ele dormia, e quando o tirei da caixa e o pus em meu colo, ele nem ao mesmo acordou, tudo que fez foi se aninhar em mim, procurando uma posição mais confortável.

 

 

 


 - " Esse é o Soo, e eu gostaria de tê - lo adotado quando estava ao seu lado, infelizmente não pude fazer isso. - Taehyung leu no bilhetinho que havia sobre a manta do gatinho. " - " Eu espero que ele proteja você de um surto psicótico que você provavelmente terá depois de um tempo longe de mim, ironicamente , ele é tão carente quanto eu. Então cuide bem dele , certo? "


 - Ele é tão convencido. - Murmurei, fazendo Taehyung rir.


                                       { ... }

 

Taehyung havia me levado a sua casa , segundo ele, Soo precisava de ar, acontece que eu não teria problemas em deixa - lo ir com ele, caso eu pudesse ficar dentro das minhas cobertas quentes, até tentei bolar um plano quando Jungkook me convidou-me para assiste filme em sua casa, mas Taehyung estava irreversível.

Então, lá estava eu, dentro do meu moletom quente, esperando - o voltar da cozinha. Sua Omma iria nos preparar um lanche. Soo brincava animado com a irmã mais nova de Taehyung. Acredita eu, que era uma dona disposta quanto ela para cuidar dele que ele precisava, não eu. Eu nem entendia o que sentia.

Taehyung estava demorando demais dentro da cozinha, e ficaria tarde demais para fazer os meus afazeres caso eu voltasse muito tarde para casa, então eu segui em direção a cozinha, me surpreendendo com a cena que vi. E por mais que eu ficasse feliz por ele ter esse tipo de relação com sua família, eu não pude deixar de me sentir sozinha com isso.

Taehyung sorria para sua Omma lhe entregando a travessa de verduras que o mesmo havia lhe cortado, a mesma estava distraída lavando as verduras e se assustou ao vê – lo ao seu lado.

Ela lhe deu um peteleco fraco na testa,  e acabou por se render aos risos ao vê a careta hilária que o filho lhe cedera.

Enquanto contemplava o abraço desajeitado que Taehyung lhe dava, eu me sentir minúscula com o passar do tempo.

Eles pareciam se amar tanto, e por mais que tentasse, eu não conseguia deixar de pensar que nunca teria algo daquele jeito. Eu não tinha uma família, eu não podia contar com alguém preocupada com a minha volta para casa, eu estava sozinha. E talvez tivesse perdido a única pessoa que eu pensei ser meu abrigo.

Eu sabia que tinha amigos, mas aquilo realmente duraria caso eu não fosse mais a mesma?

Eu parei de me lamentar, quando notei Taehyung tirar o celular do bolso, e falar nele, mudando sua expressão divertida, para uma vaga. Por um momento ele direcionou o olhar para mim, parecendo sentir uma dor por mim,  de antecedência.

No momento em que desligou o celular, meu amigo veio em minha direção, suas mãos largas, se entrelaçaram as minhas, era como se eu soubesse a angústia que ele sentia, pois meus olhos marejaram quando viram os seus da mesma maneira.

Eu sabia antes mesmo dele abrir a boca que ele não ia me dar uma boa notícia.

 

 

 


 - Eu preciso que você vá comigo ver uma pessoa no hospital. - Ele contou calmo, e isso contrastando com sua voz embargada não facilitava nada para mim. Não podia ter acontecido nada de tão ruim assim. Já haviam coisas ruins demais em volta.


 - Mwo? - Murmurei, sentindo minha garganta secar, eu apertava a mão do meu amigo implorando que ele dissesse logo que havia sido um engano, e que todos estavam bem, mas a frase seguinte dita por ele fez meu coração bater pequeno.
 


                 Havia acontecido um atropelamento.
 


Notas Finais


Olá, esse capítulo não teve tantos diálogos, eu queria que fosse desse jeito, para vocês entenderem o que se passa na cabeça da personagem.

Talvez eu poste mais um capítulo essa semana,talvez.


Enfim, me deixem saber o que acharam. Kissus <3


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